O INTERROGATÓRIO NÃO foi tão bem.
Ah, claro, nós fizemos muitos truques e usamos as
estacas como instrumentos de tortura, mas não obtemos muita coisa. Dimitri
ainda era assustador quanto lidando com Sonya, mas depois de seu surto com
Donovan, ele foi cuidadoso em não cair naquela fúria cega novamente. Isso era
mais saudável para ele a longo prazo, mas nem tão bom para arrancar respostas
da Sonya. Não ajudou também o fato de não termos exatamente uma pergunta
concreta para perguntar a ela. Tínhamos uma série para jogar sobre ela. Ela
sabia sobre outro Dragomir? Ela tinha alguma relação com a mãe? Onde estavam a
mãe a criança? As coisas ficaram ruins quando Sonya percebeu que precisávamos
demais dela para matá-la, não importa quanta tortura com estaca de prata fizéssemos.
Ficamos nisso por quase uma hora e estávamos ficando
exaustos. Pelo menos, eu estava. Encostei-me numa parede perto de Sonya, e
mesmo que estivesse com minha estaca pronta, eu estava relaxando na parede um
pouco mais do que eu gostaria de admitir para me manter de pé. Nenhum de nós
falou por um tempo. Até Sonya havia desistido de seus rosnados. Ela
simplesmente esperava e ficava atenta, indubitavelmente planejando escapar,
provavelmente achando que nos cansaríamos antes dela. Aquele silêncio era mais
assustador do que qualquer ameaça no mundo. Estava acostumada com Strigoi
usando palavras para me intimidar. Eu nunca esperei o poder que simplesmente
ficar quieto e encarar ameaçadoramente poderia ter.
— O que
aconteceu com a sua cabeça? — perguntou Dimitri, de repente tendo um vislumbre.
Eu estava um pouco desligada e percebi que ele estava
falando comigo. — Huh? — eu penteei meu cabelo, na parte que estava escondendo
parte da minha testa. Meus dedos se afastaram melados com sangue, trazendo
vagas memórias de quando bati contra a mesa. Dei de ombros, ignorando a tontura
que estava sentindo. — Estou bem. —
Dimitri deu a Sydney um dos mais rápidos dos olhares.
— Vá deitá-la e limpá-la. Não a deixe dormir até descobrirmos se é uma
concussão. —
— Não, não
posso, — argumentei. — Não posso te deixar sozinho com ela... —
— Estou bem, — ele
disse. — Descanse para que possa me ajudar depois. Você não serve se for
simplesmente cair. —
Ainda protestei, mas quando Sydney gentilmente pegou
meu braço, meu cambalear me entregou. Ela me guiou para o quarto da casa, para
meu receio. Havia algo estranho em saber que estava na cama de um Strigoi — mesmo
que estivesse coberta por uma colcha floral azul e branca.
— Cara, — eu
disse, deitando contra o travesseiro depois que Sydney limpou minha testa.
Mesmo com a minha negação mais cedo, foi muito bom descansar. — Eu não consigo
me acostumar com a estranheza de um Strigoi vivendo num lugar tão... normal.
Como você está conseguindo? —
— Melhor do que
vocês, — disse Sydney. Ela me envolveu em seus braços e olhou para o quarto,
desconfortável. — Estar entre os Strigoi está fazendo com que vocês não pareçam
tão ruins. —
— Bom, pelo
menos algo bom sai disso, — lembrei. Apesar de sua piada, eu sabia que ela
tinha que estar aterrorizada. Comecei a fechar meus olhos e fui acordada
bruscamente quando Sydney cutucou meu braço.
— Nada de
dormir, — ela brigou. — Fique acordada e converse comigo. —
— Não é uma
concussão, — murmurei. — Mas suponho que possamos bolar planos para fazer a
Sonya falar. —
Sydney sentou nos pés da cama e fez uma careta. — Sem
querer ofender, mas não acho que ela vá soltar. —
— Ela vai
depois de ficar alguns dias sem sangue. —
Sydney empalideceu. — Alguns dias? —
— Bem, o que
for preciso para… — um pico de emoção passou pelo laço, e eu congelei. Sydney
pulou, seus olhos correndo ao redor de nós como se pensasse que um grupo de
Strigoi fossem invadir o quarto.
— Qual é o
problema? — ela exclamou.
— Eu tenho que
ir até a Lissa. —
— Mas você não
deveria dormir… —
— Não é dormir,
— eu disse bruscamente. E com isso, pulei do quarto de Sonya para a perspectiva
da Lissa.
Ela estava andando numa van com outras cinco pessoas
que eu imediatamente reconheci como outros nomeados reais. Era uma van de oito
pessoas que também incluía um motorista guardião com outro no banco do
passageiro que estava olhando para Lissa e os companheiros dela.
— Cada um de
vocês será deixado num local separado nos arredores de uma floresta, receberão
um mapa e uma bússola. A meta maior é vocês atingirem o destino no mapa e
esperar na luz do sol até chegarmos em vocês. —
Lissa e os outros nomeados trocaram olhares e, quase
juntos, olharam para o exterior das janelas da van. Era quase meio-dia, e o sol
estava caindo. — Esperar pela luz do sol — não seria prazeroso, mas não soava impossível.
Tolamente, ela arranhou uma pequena bandagem em seu braço, mas rapidamente
parou. Li em seus pensamentos o que era aquilo: um ponto pequeno e pouco
notável tatuado em sua pele. Na verdade, era similar ao da Sydney: sangue e
terra, misturado com compulsão. Compulsão pode até ser uma tabu entre os Moroi,
mas essa era uma situação especial. O feitiço na tatuagem prevenia os
candidatos de revelar os testes para monarcas para outros que não estavam
envolvidos no processo. Esse era o primeiro teste.
— A que tipo de
terreno vocês estão nos mandando? — exigiu Marcus Lazar. — Não estamos todo na
mesma forma física. Não é justo quando alguns de nós estão em desvantagem. — Seus
olhos estavam em Lissa enquanto falava.
— Existe muita
caminhada, — disse o guardião, expressão séria. — Mas não é nada que nenhum
candidato — de qualquer idade — não deveria ser capaz de aguentar. E, para ser
honesto, parte dos requerimentos para um rei ou rainha é certamente ter muita
energia. Idade traz sabedoria, mas um monarca precisa ser saudável. Não um
atleta, — completou o guardião rapidamente, vendo Marcus começar a abrir sua
boca.
— Mas não é bom para os Moroi terem um monarca doente
eleito que morra dentro de um ano. Duro, mas é a verdade. E você também precisa
ser capaz de passar por situações desconfortáveis. Se você não puder lidar com
um dia no sol, você não poderá lidar com uma reunião com o Conselho. — Acho que
ele pretendia que isso fosse uma piada, mas era dificil de dizer já que ele não
sorria. — Não é uma corrida, no entanto. Leve o tempo que precisar para chegar
até o final. Marcados ao longo do mapa existem pontos onde certos itens estão
escondidos — itens que farão isso mais aturável, se você puder decifrar as
pistas. —
— Podemos usar
nossa mágica? — perguntou Ariana Szelsky. Ela também não era nova, mas parecia
durona e pronta para aceitar um desafio de resistência.
— Sim, vocês
podem, — disse o guardião solenemente.
— Nós corremos
perigo lá? — perguntou outro candidato, Ronald Ozera. — Além do sol? —
— Isso, — disse
o guardião misteriosamente, — é algo que vocês vão compreender sozinhos. Mas,
se quiserem sair a qualquer momento... — Ele pegou uma bolsa com celulares e os
distribuiu. Mapas e bússolas em seguida. — Chame o número programado, e nós
iremos até você. —
Ninguém precisou perguntar sobre a mensagem subliminar
por trás disso. Chamar o número te tiraria do longo dia de resistência. Isso
também significaria que você falhou no teste e estava fora da corrida para o
trono. Lissa olhou para o telefone, meio surpresa de que existia sinal. Eles
deixaram a corte fazia mais ou menos uma hra e estavam bem no interior. Uma
linha de árvores fez Lissa pensar que estavam próximos do destino deles.
Então. Um teste de resistência física. Não era
exatamente o que ela esperava. As provas pelas quais um monarca passava há
tempo ficavam no mistério, ganhando quase uma reputação mística. Essa era bem
prática, e Lissa podia entender a razão, mesmo que Marcus não pudesse. Isso
realmente não era uma competição atlética, e o guardião estava certo ao dizer
que o futuro monarca deveria possuir um certo nível de forma física. Olhando
para a parte de trás de seu mapa, que listava as dicas, Lissa percebeu que isso
também testaria suas habilidades de raciocínio. Tudo muito básico — mas
essencial para governar uma nação.
A van os deixou um a um em pontos de partida
diferentes. Com cada candidato afastado, a ansiedade de Lissa aumentou. Não há
nada para se preocupar, ela pensou. Eu só preciso ficar sentada durante um dia
ensolarado. Ela foi a próxima a ultima pessoa a ser deixada, com apenas Ariana
ficando atrás. Ariana bateu de leve no braço de Lissa quando a porta se abriu.
— Boa sorte,
querida. —
Lissa deu-lhe um sorriso rápido. Esses testes podem
até ser artimanhas por parte da Lissa, mas Ariana era o verdadeiro problema, e
Lissa rezou para que a mulher mais velha pudesse passar por isso com sucesso.
Deixada sozinha enquanto a van se afastava, mal-estar
tomou conta de Lissa. O simples teste de resistência de repente parecia muito
mais intimidador e difícil. Ela estava sozinha, algo que não acontecia com
muita frequência. Eu estive lá a maior parte da vida dela, e mesmo quando eu
parti, ela tinha amigos ao seu redor. Mas agora? Era apenas ela, o mapa, e o
celular. E o celular era seu inimigo.
Ela andou para o limite da floresta e estudou seu
mapa. Um desenho de uma grande árvore de carvalho marcava o começo, com
direções para ir à nordeste. Analisando as árvores, Lissa viu três carvalhos
silvestres, um abeto — e um carvalho. Andando até elas, não pôde conter um
sorriso. Se mais alguém tivesse marcos botânicos e não conhecesse suas plantas
e árvores, poderia perder a candidatura agora mesmo.
A bússola era do estilo clássico. Nenhum GPS digital
aqui. Lissa nunca usou uma bússola como essa, e a minha parte protetora desejou
que eu pudesse aparecer lá e ajudar. Eu deveria ter adivinhado, porém. Lissa
era inteligente e rapidamente adivinhou. Andando para o nordeste, ela entrou no
bosque. Enquanto não havia um pátio limpo, o chão da floresta não esta tão coberto
de plantas ou obstáculos.
A parte legal em estar numa floresta era que as
árvores bloqueavam um pouco do sol. Ainda não era uma condição ideal para um
Moroi, mas era melhor do que ser largada num deserto. Pássaros cantavam, e o
cenário era exuberante e verde. Prestando atenção no próximo marco, Lissa
tentou relaxar e fingir que estava simplesmente num passeio agradável.
Ainda assim... era difícil fazer isso com tanta coisa
em sua cabeça. Abe e nossos outros amigos estavam agora encarregados de
trabalhar e fazer perguntas sobre o assassinato. Todos eles estavam dormindo
agora — era o meio da noite Moroi — mas Lissa não sabia quando voltaria e não
podia evitar ressentir esse teste por tomar seu tempo. Não, desperdiçar seu
tempo. Ela finalmente aceitou a lógica por trás da nominação de seus amigos — mas
ela ainda não gostava disso. Ela queria ajudá-los ativamente.
Seus pensamentos agitados quase a fizeram passar
direto pelo próximo marco: uma árvore que havia caído era atrás. Musgo a
cobria, e muito da madeira estava podre. Uma estrela no mapa marcava esse lugar
como um lugar com uma pista. Ela sacudiu o mapa e leu:
Eu cresci e eu encolhi. Eu corri e eu rastejei.
Siga minha voz, mesmo que não tenha alguma.
Eu nunca deixei esse lugar, mas eu viajei por aí —
Eu flutuei através do céu e eu rastejei através do
chão.
Eu mantenho meu esconderijo num cofre mesmo que eu não
tenha riquezas,
Procure por minha ruína para guardar sua saúde em
segurança.
Um.
Minha mente ficou vazia logo em seguida, mas a da
Lissa rodava. Ela lia de novo e de novo, examinando as palavras individualmente
e como cada linha se encaixava com a outra.Eu nunca deixei esse lugar. Esse era
o ponto inicial, decidiu. Algo permanente. Ela olhou ao redor, considerando as
árvores, então as deixou. Elas sempre poderiam ser cortadas ou removidas.
Cuidadosamente para não ir para muito longe da árvore caída, ela rondou a área
procurando por mais. Tudo era teoricamente passageiro. O que persistia?
Siga minha voz. Ela chegou a um impasse e fechou os
olhos, absorvendo os sons ao seu redor. A maioria eram pássaros. Ali. Um
pequeno afluente corria pelo bosque, difícil de ser notado. De fato parecia
muito pequeno para o barulho ao redor.
— Mas eu aposto
que você aumenta quando chove, — ela murmurou, não se importante de estar
falando com o riacho. Ela olhou novamente para a pista, e eu senti sua mente
esperta rapidamente juntar todos os pedaços. O afluente era permanente — mas
viajava. Mudava o tamanho. Tinha uma voz. Corria em partes profundas, rastejava
quando havia obstáculos. E quando evaporava, flutuava no ar. Ela franziu o
cenho, ainda tentando encaixar o enigma em voz alta. — Mas você não tem ruínas.
—
Lissa estudou a área uma vez mais, desconfortavelmente
pensando que ruína poderia se aplicar para qualquer planta. Seu olhar percorreu
uma grande árvore de carvalho silvestre e então se esticou para trás. Na sua
base crescia uma moita de cogumelos marrons e brancos, muitos murchando e
ficando pretos. Ela se apressou e se ajoelhou, e foi quando ela viu: um pequeno
buraco cavado na terra nas proximidades. Aproximando-se, ela viu um flash de
cor: Uma bolsa com a alça roxa.
Triunfantemente, Lissa a pegou e ficou em pé. A bolsa
era feita de lona e tinha alças longas que permitiriam que Lissa a carregasse
sobre seu ombro enquanto andava. Ela abriu a bolsa e olhou dentro. Ali,
guardada dentro de um forro macio e vago, estava a melhor coisa de todas: uma
garrafa de água. Até agora, Lissa não tinha percebido quão quente e desidratada
ela tinha se tornado — ou quão escaldante o sol estava. Os candidatos haviam
sido avisados para vestirem sapatos firmes e roupas práticas, mas nenhum outro
suprimento foi permitido. Encontrar essa garrafa não tinha preço.
Sentada no tronco, ela fez uma pausa, tomando cuidado
para conservar a água dela. Enquanto o mapa indicava mais algumas pistas e — recompensas
— ela sabia que não podia necessariamente contar com nada mais útil na sua
bolsa. Então, depois de alguns minutos de descanso, ela colocou a água de lado
e pendurou a sacola um pouco mais acima do seu ombro. O mapa a direcionou para
o oeste, então foi este caminho que ela fez.
O calor batia nela enquanto ela continuava sua
caminhada, a forçando a tirar mais algumas pausas (conservadoras) para água. Ela
continuou se lembrando de que não era uma corrida e que ela deveria ir com
calma. Depois de mais algumas pistas, ela descobriu que o mapa não era
totalmente escala, por isso não foi sempre óbvio quanto tempo cada etapa da
caminhada levou. No entanto, ela ficou satisfeita com o sucesso em resolver
cada pista, embora as recompensas se tornarem cada vez mais e mais
desconcertantes.
Um deles era um monte de varetas em uma pedra, algo
que ela teria jurado que era um engano, mas alguém civilizado tinha claramente
vinculado o pacote em conjunto. Ela o colocou em sua bolsa, junto com uma lona verde
de plástico dobrada. Até agora, o suor escorria por ela, e arregaçar as mangas
de sua camisa de algodão de abotoar ajudou um pouco. Ela tomou pausas mais
frequentes. O sol quente
tornou-se uma preocupação séria, então foi um alívio enorme quando a sua
próxima pista levou a um frasco de bloqueador solar.
Depois de algumas horas de luta contra o intenso calor
do verão, Lissa ficou tão quente e cansada que não tinha mais a energia mental
para estar irritada por perder o que estava acontecendo na Corte. Tudo o que
importava era chegar ao final deste teste. O mapa mostrou mais duas pistas,
o que ela entendeu como um sinal promissor. Ela iria chegar ao fim em
breve e, em seguida, poderia simplesmente esperar por alguém buscá-la. Um flash de realização bateu
nela. A lona. A lona era um bloqueador
solar, ela decidiu. Ela poderia usá-lo no final.
Isto a animou, assim como fez o prémio seguinte: mais
água e um chapéu mole de aba larga que ajudou a afastar a luz solar de sua
face.
Infelizmente, depois disso, o que parecia ser uma
jornada de caminhada curta, acabou por ser o dobro do tempo que ela esperava. No momento que ela finalmente
chegou à pista seguinte, ela estava mais interessada em fazer uma pausa para
água do que cavar o quer que os guardiões tinham deixado. Meu coração saiu com ela. Eu desejei tanto, tanto que
eu pudesse ajudar. Esse era meu trabalho, de protegê-la. Ela não deveria
estar sozinha. Ou deveria? Aquilo também era parte do teste? Em um mundo onde a
realeza era quase sempre cercada por guardiões, esse isolamento tinha que ser
um choque total. Moroi eram resistentes e tinham sentidos excelentes, mas eles
não foram feitos para calor extremo e um terreno desafiador. Eu poderia ter,
provavelmente, caminhar o curso facilmente. Evidentemente, eu não tinha
certeza se eu teria habilidades de dedução Lissa para descobrir as pistas.
A última recompensa de Lissa era de pedra e aço, que
não tinha nenhuma ideia do que eram. Eu os reconheci imediatamente como as
ferramentas de um kit de fazer fogo, mas não poderia o mundo imaginar o porque
ela precisaria de fogo em um dia como este. Com um encolher de ombros,
acrescentou os itens para sua mochila e continuou.
E isso foi quando as coisas começaram a ficar frias. Muito
frias.
Ela não processou inteiramente no início,
principalmente porque o sol ainda radiava tão brilhantemente. O cérebro dela disse que o que
ela sentia era impossível, mas seus arrepios e o bater de dentes diziam o
contrário. Ela
revirou os mangas para baixo e apressou o passo, desejando que o frio repentino
tinha pelo menos vindo com cobertura de nuvens. Andando mais rápido e se
esforçando mais ajudou o calor de seu corpo.
Até começar a chover.
Começou como uma névoa, em seguida, começou a
chuviscar, e finalmente se transformou em uma cortina de água constante. Seus cabelos e roupas ficaram
saturados, fazendo com que a temperatura fria ficasse muito pior. Ainda... o sol ainda
brilhava, a luz era um incómodo para a pele sensível dela, mas não oferecia
calor em compensação.
Magica, ela percebeu. Este tempo é mágico. Fazia parte do teste. De alguma forma, Moroi
usuários de água e ar tinham unido sua mágica para desafiar o tempo quente e
ensolarado. Foi por
isso que ela tinha uma lona para bloquear o sol e a chuva. Ela considerou começá-lo
agora e usá-lo como um manto, mas rapidamente decidiu esperar até que ela
chegasse ao ponto final. Ela não tinha ideia do quão longe isso realmente foi,
no entanto.
Vinte pés? Vinte milhas? O frio da chuva arrastou em cima dela, penetrando em
sua pele. Foi
infeliz. O
telefone celular na bolsa era sua passagem e volta. Foi apenas no final da tarde. Ela tinha um longo tempo de
espera antes de terminado este teste. Tudo o que ela tinha a fazer era fazer uma chamada... Uma chamada, e ela ficaria
fora dessa bagunça e voltar a trabalhar no que ela devia estar na Corte. Não. Um núcleo de
determinação deflagrou dentro dela. Este desafio não era mais sobre o trono Moroi ou
assassinato de Tatiana. Era um teste que ela teria de assumir para si mesma. Ela levava uma vida fácil e
abrigada, deixando os outros protegê-la. Ela iria suportar esta
sozinha e que ela iria passar.
Essa determinação levou-a para o fim do mapa, uma
clareira cercada de árvores. Duas das árvores eram pequenas e perto o suficiente
para que Lissa pensasse que ela poderia ser capaz de armar a lona em uma
espécie de abrigo razoável. Com muito frio, mexendo os dedos, ela conseguiu
tirá-lo da bolsa e abri-lo ao seu tamanho total, que era — que era felizmente
muito maior do que ela suspeitava. Seu humor começou a levantar, ela trabalhou
com a lona e descobriu como criar uma pequena cobertura. Ela rastejou para dentro,
uma vez que isso foi feito, feliz por estar fora da chuva caindo. Mas isso não
muda o fato de que ela estava molhada. Ou que o chão estava molhado também lamacento e. A lona também a protegia
contra o frio. Ela sentiu um lampejo de amargura, recordando os
guardiões dizendo magia era permitido para este teste. Ela não tinha pensado em nada
mágico que seria útil no momento, mas agora, ela certamente poderia ver as
vantagens de ser um usuário de água para controlar a chuva e mantê-lo fora de
si.
Ou, melhor ainda: sendo um usuário de fogo. Ela desejou que Christian
estivesse com ela. Ela teria recebido o calor da magia dele e de seu
abraço. Para
este tipo de situação, o espírito era seriamente uma merda. — a menos que ela
tivesse hipotermia necessária para tentar curar a si mesma (o que nunca
funcionou tão bem como faz em outras pessoas). Não, ela decidiu. Não poderia haver nenhuma
dúvida: os usuários de água e fogo tinha a vantagem neste teste.
Foi quando isso atingiu ela.
Fogo!
Lissa ergueu-se de onde tinha se derramado amontoada. Ela
não tinha reconhecido para o que era o ferro e a pedra, mas agora, lembranças
vagas de fogo, destacaram-se para ela. Ela nunca tinha aprendido as habilidades
diretamente, mas tinha certeza, golpear as pedras juntas, fazer uma faísca. -
se ela só tivesse uma madeira seca. Tudo lá fora, estava encharcado...
Exceto para o monte de varetas em sua bolsa. Rindo
alto, ela desatou os pedaços de pau e os colocou em um lugar protegido da
chuva.
Ela tentou mais três vezes, e sua excitação deu lugar
a frustração obscura do espiríto. Eu puxei um pouco dela, mantendo ela
concentrada.
Na Quarta tentativa, uma faísca voou e desapareceu -
mas foi o que ela precisava para entender o princípio. Depois de um tempo ela
poderia fazer faíscas facilmente, mas eles não faziam nada quando pousavam
sobre a madeira. Para cima e para baixo, seu humor era uma montanha-russa de esperança
e desapontamento. Não desista, eu queria dizer como eu extraia mais
negatividade. Não desista. Eu também queria dá-la uma lição sobre gravetos, mas
isso estava forçando meus limites.
Olhando ela, começei a perceber o quanto eu
subestimava a inteligência da Lissa. Eu sabia que ela era brilhante, mas eu
sempre imaginava ela como inútil nessas situações. Ela não era. Ela podia
resolver isso. Aquela pequena faísca não podia penetrar na madeira dos
gravetos. Ela precisava de um fogo maior. Ela precisava de algo onde as faíscas
pudessem incendiar. Mas o quê? Certamente não era nada nessa floresta
alagadiça.
Seus olhos saltaram para o mapa que caia de sua bolsa.
Ela hesitou apenas um segundo antes de rasgar e triturar o papel em uma pilha
em cima dos galhos.
Supostamente ela havia chegado ao final da caminhada e
não precisava do mapa. Supostamente. Mas era tarde demais agora, e Lissa seguiu
seu plano.
Primeiro, ela pegou um pouco do linho macio de sua
bolsa, adicionando os pedaços de papel picado. Então ela pegou a pederneira e o
ferro de novo.
Uma faísca salto e imediatamente acertou um pedaço de
papel. Queimou laranja antes de desaparecer, deixando um fio de fumaça. Ela
tentou novamente,
inclinando-se para gentilmente soprar o papel quando a
faísca tocá-lo. Uma pequena chama apareceu, pegou no papel vizinho, e entaum
desapareceu.
Ajeitando-se, Lissa tentou a última vez.
— Vamos, vamos
— ela murmurou, como se pudesse convencer o fogo a atear-se.
Dessa vez, a faísca pegou e ficou, se tornando uma
pequena chama, então uma grande labareda que logo consumiu seus gravetos, eu
rezei para que pegasse na madeira, ou então ela não teria masi sorte. Maior e
mais viva a chama cresceu, consumindo o resto do papel e dos fiapos... e então
se espalhando pelos galhos. Lissa soprou devagar para que continuasse, e depois
de um tempo, a fogueira estava a toda.
O fogo não podia mudar o frio congelante, mas até onde
ela sabia, ela tinha o calor de todo o sol em suas mãos. Ela sorriu, e um senso
de orgulho que ela não sentia fazia um tempo percorreu ela inteira. Finalmente
podendo relaxar, ela olhou para a floresta molhada e viu alguns flashes de luz
a uma distância. Canalizando o espírito, ela usou sua magica para intensicar
sua habilidade de ver auras. Como ela ja suspeitava — escondidos longe, longe
entre um monte de árvores, ela pode ver duas auras cheias de fortes, firmes
cores. Seus donos pararam, ficando quietos e encobertos. O sorriso de Lissa
cresceu. Guardiões. Ou talvez usuários de água e ar controlando o tempo. Nenhum
dos candidatos estava sozinho lá. Ronald Ozera não tinha porque se preocupar —
mas enfim, ele não sabia disso. Somente ela sabia. Talvez espírito não fosse
tão inútil quanto parecia.
A chuva começou a dar um tempo, e o calor do fogo
continuou a acalmar ela. Ela não podia saber a hora olhando o céu, mas de algum
jeito, ela sabia que não teria problemas para esperar o dia e -
— Rose? — uma
voz a convocou para fora da experiencia de sobrevivencia de Lissa. — Rose,
acorde ou... tanto faz —
Eu pisquei, me focando no rosto de Sydney, que estava
a alguns centímetros do meu. — O que? — eu exigi. — Porque você esta me
incomodando? —
Ela vacilou e foi para trás, momentaneamente sem fala.
Pegando a escuridão do espírito da Lissa não tinha me afetado até agora, mas agora,
consciente no meu corpo, eu senti irritação e raiva correr pelo meu corpo. Não
é você, não é a Sydney. eu me disse. É o espírito. Se acalme. Eu respirei
fundo, me recusando a deixar o espírito tomar conta de mim. Eu sou mais forte
que ele. Eu espero.
Enquanto eu lutava para colocar aqueles sentimentos de
lado, eu olhei em volta e me lembrei de que estava no quarto de Sonya Karp.
Todos os meus problemas vieram de encontro a mim. Havia um Strigoi amarrado na
outra sala, um que mal estava contido e que não aprecia que nos daria respostas
tão cedo.
Eu olhei de volta para Sydney, que ainda parecia com
medo de mim. — Me desculpe... eu não queria descontar em você. Eu só fiquei meio
assustada. — Ela hesitou alguns segundos então assentiu, aceitando minhas desculpas.
Assim que o medo saiu de seu rosto, eu pude ver que outra coisa a estava
incomodando. — Qual o problema? — eu perguntei. Enquanto estivéssemos vivos e
Sonya continuasse presa, as coisas não poderiam estar tão mal, certo?
Sydney foi para trás e cruzou seus braços. — Victor
Dashkov e seu irmão estão aqui. —
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