EU NÃO PODIA CORRER PARA os seus braços como eu sempre
fazia. Como eu poderia? Depois de tudo o que eu tinha feito? Não. Eu não podia
brincar, não mais. Eu ainda não tinha total certeza sobre o que o futuro
reservava para Dimitri e eu, não até que ele respondesse ao meu intimato. Eu
sabia, no entanto, o quanto era difícil deixar Adrian. Meus sentimentos por ele
ainda eram fortes, me perguntei se ainda existia alguma possibilidade de sermos
amigos. Independentemente disso, eu não poderia continuar com ele depois de
dormir com Dimitri. Podia não ser assassina, não, mas certamente seria
desonrosa.
Porém... eu percebi que não podia falar nada disso
para o Adrian, não agora. Eu não podia terminar com ele em um sonho. Isso seria
quase tão ruim quanto uma separação por mensagem de texto. Além disso, eu tinha
a sensação de que... bem, eu provavelmente precisaria da ajuda dele. Demais
para honra. Logo, eu jurei. Logo contarei para ele. Ele não pareceu notar a
falta do meu abraço. Mas ele percebeu outra coisa.
— Uau —
Nós ficamos em todos os lugares da biblioteca do St.
Vladimir’s, lancei-lhe um olhar perplexo através das mesas de estudos na nossa
frente.
— Uau, o quê? —
— Sua… sua
aura. Ela está… incrível. Está brilhando. Quero dizer, ela sempre brilha, mas
hoje… bem, eu nunca vi nada como isso. Eu não esperava depois de tudo o que
aconteceu —
Eu me mexi desconfortavelmente. Se eu normalmente
acendo perto do Dimitri, o que diabos aconteceu com a minha aura pós-sexo?
— Depois do que
aconteceu? —
Perguntei. Repelindo o comentário. Ele riu e se
aproximou de mim. Sua mão procurando inconscientemente pelo cigarro, uma pausa,
e depois caiu para o lado dele.
— Ah, vamos lá.
Todo mundo está falando sobre isso. Como você e o Belikov sequestraram Jailbait
- Como fizeram isso afinal? - E como coagiram A Alquimista. São as notícias
mais quentes por aqui. Bem, com exceção das eleições. O último teste está
chegando. —
— Isso é certo...
— Murmurei. Ele estava aqui há quase 24 horas, desde que Lissa tinha recebido o
enigma. Tinha pouco tempo, da última vez que eu soube de alguma coisa, ela não
tinha nenhuma resposta ainda.
— Afinal, por
que você está dormindo no meio do dia? — Ele perguntou. — Eu não esperava pegar
você. Simboliza que você estaria com um cronograma humano. —
— É... foi uma
espécie de noite difícil, da qual você tem que escapar de uma legião de
guardiões e de todos os outros. —
Adrian pegou a minha mão, franzindo a testa quando eu
não retribuí. Mas dispersou-se logo com o seu sorriso.
— Bem, eu me
preocupo mais com o seu velho do que com eles. Ele está chateado por você não
ficar parada. E que ele não pode entrar para ver os alquimistas. Acredite em
mim, ele está tentando. —
Isso quase me fez rir, só não era exatamente o efeito
que eu queria. . — Então, ele não é o todo-poderoso,
afinal — suspirei. — Isso é o que precisamos. Sydney. E, também, o cara que está
com ela. Aquele que supostamente sabe alguma coisa. — Recordei, mais uma vez de
ver o reconhecendo em seu rosto. Ele conhece o homem que atacou a Lissa e
subornou o Joe. — Nós precisamos dele —
— Pelo que eu
percebi, — falou Adrian — os guardiões são apenas uma espécie de remanescente
ao redor do hotel, mais preocupados com os Alquimistas saindo. Porém, eles
estão controlando quem entra. Eles não vão deixar qualquer um de nós - ou
outros alquimistas- passarem. Há uns grupos de visitantes humanos, desconfio
que Abe tentou se disfarçar e falhou. —
Pobre Zmey. — Ele deveria ter tido mais fé nos seus
guardiões. Eles não deixarão ninguém entrar, mas eles mesmos podem entrar e
sair. — Minhas próprias palavras me levaram a um impasse. — É isso... —
Adrian me olhou desconfiado. — Ah, não. Eu conheço
esse olhar. Alguma coisa louca está prestes a acontecer. —
Eu segurei sua mão, agora com excitação, em vez de
amor. — Induza Mikhail. Ele tem que nos encontrar... — foquei. — Eu visitei
Alquimistas na cidade que estavam hospedados lá dentro. Como é perto da Corte
nós poderemos dirigir até lá. Quebrarei a cabeça, tentando pensar em alguns
detalhes. — naquele restaurante com o sinal vermelho. Sobre o outro lado.
Sempre anunciando buffets. —
— Mais fácil
dizer do que fazer, pequena dhampir. Eles estão usando cada guardião da Corte
para manter as eleições sob controle. Se a Lissa não tivesse sido atacada, eles
não deixariam sua mãe ficar com ela. Eu não acho que Mikhail pode sair. —
— Ele
encontrará uma maneira — eu disse com confiança. — Diga-lhe que é isso — essa é
a chave para o assassinato. A resposta. Ele é criativo. — Adrian olhou cético,
mas era difícil para ele recusar-me qualquer coisa.
— Quando? —
Quando, na verdade? Era quase meio-dia, e eu não tinha
prestado muita atenção ao local onde paramos. Quanto tempo levariamos para
chegar à Corte? Pelo que eu sabia sobre as eleições, aqueles que passaram por
essa última prova discursariam quando o dia dos Moroi começasse. Em teoria,
eles iriam direto para a votação, exceto, se o nosso plano funcionasse, o
envolvimento de Lissa reduziria o ritmo por alguns dias. Aprovada.
— Meia-noite — falei.
Se eu estivesse correta, a Corte estaria completamente envolvida no drama da
eleição, tornando mais fácil para Mikhail sair. Eu esperava. — Você vai dizer a
ele? —
— Qualquer
coisa por você. — Adrian varreu-me um arco galante. — Embora, eu ainda ache que
é perigoso para você estar envolvida diretamente com isso. —
— Eu mesma
tenho que fazer isso, — falei. — Eu não posso esconder. —
Ele balançou a cabeça, como se ele entendesse. Mas eu
não tinha certeza sobre isso.
— Obrigado — eu
disse a ele. — Muito obrigado por tudo. Agora, vá. —
Adrian me deu um sorriso torto. — Rapaz, você não
perde tempo chutando um cara para fora da cama, né?
Eu vacilei, a brincadeira soou um pouco verdadeira
para mim. — Eu quero que Mikhail fique preparado. E eu também preciso assistir
Lissa no último teste. —
Este sóbrio Adrian disse. — Será que ela tem uma
chance? Será que ela vai passar? —
— Eu não sei,
eu admiti. — Esta é uma pergunta difícil. —
— Okay. Bom ver
o que podemos fazer. — Ele me deu um pequeno beijo. Meus lábios responderam
automaticamente, mas não era dele o meu coração. — E Rose? Eu quero dizer.
Tenha cuidado. Você estará próxima da Corte. Sem mencionar um bando de
guardiões que te tem na lista dos mais procurados e que provavelmente querem
matar você. —
— Eu sei — respondi,
optando por não mencionar que não tinha — problema — com isso.
Com isso, ele desapareceu, e eu acordei. Estranhamente,
o que eu encontrei em meu próprio mundo parecia quase mais fantasioso do que eu
experimentei com Adrian. Dimitri e eu ainda estávamos na cama, aconchegado sob
as cobertas, os nossos corpos e membros ainda envoltos em torno um do outro.
Ele dormiu com aquele olhar pacífico raro e quase parecia sorrir. Por meio
segundo, eu considerei acordá-lo e dizer a ele que tinhamos que pegar a
estrada. Um olhar para o relógio feliz esmagou esse pensamento. Ainda tínhamos
tempo, mais ele foi se aproximando do teste. Eu tinha que ir até Lissa e
confiar que Sonya viria se dormíssemos demais.
Certeza o bastante, calculei o teste corretamente.
Lissa estava cortando a grama da Corte, marchando como quem vai a um funeral.
O sol, as flores e os pássaros se perderam nela. Mesmo
sua companhia fez pouco para animá-la: Christian, minha mãe, e Tasha.
— Eu não posso
fazer isso — ela disse, olhando em frente ao edifício que detinha o seu
destino. — Eu não posso fazer este teste. — A tatuagem a impedia de dar mais
informações.
— Você é
inteligente. Brilhante. — Os braços de Christian estavam em torno de sua
cintura, e nesse momento, eu o amava por sua confiança nela. — Você pode —
— Você não
entende — ela disse, com um suspiro. Ela estava indo sem nenhuma resposta para
o enigma, ou seja, o plano estava em jogo e seu desejo de provar a si mesma.
— Pela primeira
vez ele entenderá — disse Tasha, um tom leve de provocação em sua voz. — Você
pode fazê-lo. Você tem que fazê-lo. Temos tanta fé nisso. —
Sua confiança não fez Lissa sentir-se melhor. E isso
ainda adicionou mais pressão sobre ela. Ela seria um fracasso, exatamente como
no sonho, o Conselho tinha lhe mostrado o cálice. Ela não tinha resposta
nenhuma.
— Lissa! —
Uma voz levou a um impasse, e Lissa se virou para ver
Serena correndo em direção a eles, suas longas pernas atléticas cobrindo
rapidamente a distância entre eles. — Oi Serena — disse Lissa. — Nós não
podemos parar. O teste… —
— Eu sei, eu
sei. — Serena estava vermelha, e não com o esforço, mas com a ansiedade. Ela
oferecia um pedaço de papel. — Fiz sua lista. Com todos os que eu conseguia
lembrar. —
— Que lista? — Perguntou
Tasha.
— Morois que a
rainha estava treinando, para ver como eles poderiam aprender a lutar. —
As sobrancelhas de Tasha subiram em surpresa. Ela não
estava por perto quando eles discutiram isso na última vez.
— Tatiana estava treinando lutadores? Eu nunca ouvi
falar sobre nada parecido. —
Tive uma sensação de que ela teria gostado de ser um
dos que ajudavam com a instrução.
— A maioria não
concordava — acrescentou Lissa, endireitando o pedaço de papel. — Era um grande
segredo. —
O grupo se aglomerou ao redor para ler os nomes,
listados com a bonita caligrafia da Serena. Christian soltou um assobio. — Tatiana
podia concordar com à ideia de defesa, mas apenas para certas pessoas. —
— Sim, — concordou
Tasha. — Esta é definitivamente uma lista A. —
Todos os nomes eram da realeza. Tatiana não havia
trazido plebeus para sua experiência. Esta era a elite da elite, mas como Ambrose
havia notado, Tatiana tinha saído de sua maneira de obter uma variedade de
idades e sexos.
— Camille
Conta? — Lissa perguntou, surpresa. Nunca vi isso. Ela sempre foi muito ruim em
P.E. —
— E há outro de
nossos primos, — Christian acrescentou, apontando para Lia Ozera. Ele olhou
para Tasha, que ainda estava incrédula. — Você sabia disso? —
— Não. Eu não
teria imaginado ela também. —
— Metade dos
candidatos também, — pensou Lissa. Rufus Tarus, Ava Drozdov, e Ellis Badica. — Pena
que eles, oh meu Deus. A mãe do Adrian? —
Com certeza: Daniella Ivashkov.
— Whoa, — disse
Christian. Isso resumiu a minha reação também. — Adrian com certeza não sabia
sobre isso. —
— Será que ela
era uma Moroi de apoio ao combate? — perguntou a minha mãe, surpresa também.
Lissa balançou a cabeça. — Não. Pelo que eu sei sobre
ela, ela é definitivamente a favor de deixar a defesa para os dhampirs. — Nenhum
de nós poderia imaginar que a bonita e boa Daniella Ivashkov entraria em uma
luta.
— Ela já odiava
Tatiana, — observou Tasha. — Tenho certeza que isso fez coisas lindas para seu
relacionamento. Essas duas brigavam o tempo todo a portas fechadas. —
Um silêncio desconfortável caiu.
Lissa olhou para Serena. — Será que essas pessoas vêem
muito a rainha? Será que eles tiveram acesso a ela? —
— Sim, — disse
Serena, inquieta. — De acordo com Grant, Tatiana assistiu a todos os treinos.
Depois que ele morreu... ela começou um interrogatório com os alunos
individualmente, para ver como eles aprenderam. — Fez uma pausa. — Eu acho... Eu
acho que ela poderia ter se reunido com alguns na noite em que ela morreu. —
— Eles tinham
progredido o suficiente para usar uma estaca? — perguntou Lissa.
Serena fez uma careta. — Sim. Alguns melhores que
outros. —
Lissa olhou para a lista, sentindo-se doente. Tanta
oportunidade. Tanta motivação. Estava a resposta aqui neste pedaço de papel?
Estava o verdadeiro assassino diante dela? Serena
tinha dito anteriormente que Tatiana tinha propositalmente escolhido as pessoas
resistentes à formação, provavelmente a ver se o obstinado ainda podia
aprender. Se ela tivesse ido longe demais com alguém? Um nome na rolagem era
mantido em particular, na mente de Lissa.
— Eu odeio
interromper, — disse minha mãe. Seu tom de voz e postura indicavam que o tempo
de detetive tinha acabado, ela estava de volta aos negócios. — Nós temos que
ir, ou você chegará atrasada. —
Lissa percebeu que minha mãe estava certa e enfiou o
pedaço de papel em seu bolso. Estar atrasado para o teste significaria um
fracasso. Lissa agradeceu Serena, tranquilizando-lhe que esta tinha sido a
coisa certa a fazer. Então, meus amigos se afastaram rapidamente, sentindo a
pressão do tempo enquanto corriam em direção ao prédio de testes.
— Maldição, — murmurou
Lissa, em um raro espetáculo de palavrões. — Eu não acho que que aquela velha
senhora tolerará qualquer atraso. —
— Velha
senhora? — Minha mãe riu, surpreendendo a todos nós. Ela poderia se mover mais
rápido que todos e estava, obviamente, restringindo seu ritmo ao deles. — A que
faz a maioria dos testes? Você não sabe quem ela é? —
— Como eu iria
saber? — perguntou Lissa. — Eu achava que ela era apenas alguém que recrutava.
—
— Não apenas
alguém. Ela é Ekaterina Zeklos. —
— O quê? — Lissa
quase parou, mas ainda tinha a sua falta de tempo na mente. — Ela foi... ela
foi a rainha antes de Tatiana, certo? —
— Eu pensei que
ela se havia se retirado para uma ilha, — disse Christian, tão surpreso.
— Não tenho
certeza se era uma ilha, — disse Tasha, — mas ela fez demitir-se quando ela
pensou que era demasiado velha e partiu para viver no luxo.
E longe da política, uma vez que Tatiana estava no
trono. —
Demasiado velha? Isso tinha sido 20 anos atrás. Não me
admira que ela parecia antiga. — Se ela estava feliz em sair da política, então
por que é que ela está de volta? — perguntou Lissa.
Minha mãe abriu a porta para todos eles quando
chegaram ao prédio, após a primeira troca de tráfego dentro de todas as
ameaças. Isso era tão instintivo para ela que continuou a conversa, sem perder
uma batida. — Como de costume o último monarca testa o novo monarca, se
possível. Neste caso, é óbvio que não era, por ser assim Ekaterina saiu da
aposentadoria para fazer o seu dever. —
Lissa mal podia acreditar que esteve conversando
casualmente com a Moroi que havia sido a última rainha, uma rainha muito
poderosa e amada.
Assim que seu grupo entrou no corredor, Lissa foi
escoltado por guardas e correu para a sala de testes. Seus rostos mostravam que
eles não haviam pensado que ela faria isso. Vários espectadores, também,
aparentemente preocupados, aplaudiram a sua aparência usual dando mensagens sobre
Alexandra e os dragões. Lissa não tinha nenhuma chance de reagir ou mesmo de
dizer adeus a seus amigos antes que ela fosse praticamente empurrada para o
quarto. Os guardiões pareciam aliviados.
A porta se fechou, e Lissa encontrou-se olhando mais
uma vez Ekaterina Zeklos. Ver a velha tinha sido intimidante antes, mas agora...
Ansiedade de Lissa duplicou. Ekaterina deu um sorriso torto.
— Eu estava com
medo que você não fizesse isso, — ela disse. — Deveria ter conhecido você
melhor. Você não é o tipo que recua. —
Lissa ainda estava chocada e quase sentiu a
necessidade de divagar fora uma desculpa, explicando sobre a lista de Serena.
Mas, não. Ekaterina não se importaria com isso agora, e ela não daria desculpas
para alguém como ela, Lissa decidiu. Se você errou, você se desculpa.
— Me desculpe,
— disse Lissa.
— Não há
necessidade disso, — disse Ekaterina. — Você fez isso. Você sabe a resposta? O
que deve possuir uma rainha, a fim de realmente governar seu povo? —
A lingua de Lissa se sentiu grossa em sua boca. Ela
não sabia a resposta. Realmente era como o sonho do Conselho. Investigar o
assassinato de Tatiana havia tomado tanto tempo. Por um momento estranho, o
coração de Lissa queimou com simpatia pela rainha irritadiça. Ela não fez o que
tinha sido melhor para os Moroi e tinha morrido por eles. Lissa ainda se sentia
mal agora, olhando para Ekaterina. Esta ex-rainha provavelmente nunca deveria
ter sido retirada de sua ilha? — Aposentadoria
e forçada a voltar à vida na corte. No entanto, ela veio, quando necessário.
E foi assim que, de repente, Lissa sabia a resposta.
— Nada, — disse
ela baixinho. — A rainha não deve ter nenhuma regra, porque ela tem que dar
tudo o que ela tem para o seu povo. Incluindo a sua vida. —
O alargamento do sorriso desdentado de Ekaterinas
disse que Lissa tinha respondido corretamente. — Parabéns, minha querida. Vejo
você amanhã na votação. Espero que tenho um discurso pronto para conquistar o
Conselho. Você tem que mostrá-lo na parte da manhã. —
Lissa balançou um pouco, sem certeza que fazer agora,
sem falar em um discurso formal. Ekaterina pareceu sentir Lissa estava em
estado de choque, e o sorriso que sempre me pareceu tão malicioso virou gentil.
— Você será
muito bem. Você chegou até aqui. O discurso é a parte fácil. Seu pai ficaria
orgulhoso. Todos os Dragomirs antes que você estariam. —
Isso quase trouxe lágrimas aos olhos de Lissa, e ela
balançou a cabeça. — Eu não sei sobre isso. Nós todos sabemos que eu não sou
uma candidata real. Isso era apenas... bem, um tipo de ato. — De alguma
maneira, ela não se sentia mal de admitir isso na frente de Ekaterina. — Ariana
é aquela que merece a coroa. —
Os olhos antigos de Ekaterina olharam entediados para
Lissa, e deu um sorriso desvanecido. — Você não ouviu então. Não, claro que
você não teria um jeito de saber rapidamente tudo que está acontecendo. —
— Ouvir o quê?
—
Simpatia lavou a cara de Ekaterinas e, posteriormente,
eu me perguntei se era a compaixão por causa da mensagem que ela ia entregar ou
por causa da reação de Lissa.
— Ariana
Szelsky não passou neste teste... ela não poderia resolver o enigma...
— Rose, Rose. —
Dimitri estava me sacudindo, e demorou alguns segundos
para eu deixar de estar em choque por Lissa e assustada por mim.
— Temos que… — ele
começou.
— Oh meu Deus,
— eu interrompi. — Você não vai acreditar o que eu vi. —
Ele ficou rígido. — Lissa está ok? —
— Sim, tudo
bem, mas, —
— Então, vamos
nos preocupar com isso depois. Agora, temos que sair. —
Notei então que ele estava completamente vestido
quando eu ainda estava nua. — O que está acontecendo? —
— Sonya veio — Não
se preocupe. — O choque que meu rosto deve ter mostrado o fez sorrir. Eu me
vesti e não a deixei entrar. Mas ela disse que a recepção estava chamando. Eles
estão começando a perceber que o check-in não é válido. Precisamos sair daqui.
—
Meia-noite. Nós tinhamos que encontrar Mikhail à
meia-noite e começar a última parte do mistério que nos consumiu. — Não tem
problema, — eu disse, lançando os lençois de cima de mim. Quando eu fiz, eu vi
os olhos de Dimitri em mim, e eu fiquei meio surpresa com a admiração e com a
fome que eu vi lá. De alguma forma, mesmo após o sexo, eu esperava que fosse
imparcial e fosse usar seu rosto de guardião, especialmente considerando a
nossa urgência repentina de sair.
— Você vê algo
que você gosta? — eu perguntei, repetindo algo que eu lhe disse há muito tempo
atrás, quando ele tinha me pegado em uma posição comprometedora na escola.
— Muitas
coisas, — disse ele.
A emoção que queimou nos olhos dele foi demais para
mim. Eu desviei o olhar, o meu coração batendo no meu peito enquanto eu puxei
as minhas roupas.
— Não se
esqueça, — eu disse suavemente. — Não esqueça... — Eu não consegui terminar,
mas não havia necessidade.
— Eu sei, Roza.
Eu ainda não esqueci. —
Eu escorreguei em meus sapatos, desejando ser fraca e
deixar meu ultimato de lado. Eu não poderia, no entanto. Não importa o que
passou
entre nós verbalmente e fisicamente, não importa quão
perto estávamos terminando o nosso conto de fadas... não havia nenhum futuro
até que ele pudesse perdoar si mesmo.
Sonya e Jill estavam prontos e esperando quando saímos
do nosso quarto, e algo me disse que Sonya sabia o que tinha acontecido entre
Dimitri e eu. Malditas auras. Ou talvez você não precisasse de poderes mágicos
para ver esse tipo de coisa. Talvez apenas o brilho natural mostrado no rosto
de alguém.
— Eu preciso de
você para fazer um feitiço, — eu disse a Sonya, uma vez que estávamos na
estrada. — E nós temos que parar em Greenston. —
— Greenston? — perguntou
Dimitri. — Para quê? —
— É onde os
alquimistas estão sendo mantidos. — Eu já tinha começado a tirar as peças. Quem
odiava Tatiana, tanto por causa da sua personalidade e por ter Ambrose? Quem se
ressentia dos Moroi querendo lutar contra os Strigoi? Quem temia que seu
espírito e acabasse tendo efeitos perigosos para as pessoas, digamos, como
Adrian? Quem gostaria de ver uma família diferente sobre o trono para apoiar
novas crenças? E quem ficaria feliz de ter me trancado para fora do quadro? Eu
tomei uma respiração profunda, mal acreditando no que estava prestes a dizer.
— E é onde
estamos indo para encontrar provas de que Daniella Ivashkov assassinou Tatiana.
—
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