AS VANS ESTACIONARAM em uma parte semi-remota da
corte, então ver a área cheia de Moroi ansiosos era um choque para Lissa.
Guardiões se moviam entre as pessoas como fantasmas,
assim como eles fizeram na sessão de nomeação, mantendo o máximo de ordem
possível. A Multidão continuou a entrar a maneira como os furgões tentaram
alcançar as garagens olhando pelas janelas, tentando ter um vislumbre dos
candidatos reais.
Lissa encarou a massa em choque, quase com medo de
sair. Ariana deu a ela um sorriso reconfortante.
— Isso é normal. Todos eles querem conhecer quem faz
parte e quem não faz. Eles especialmente querem saber — Ela inclinou sua cabeça
para a frente da van. Olhando através dos pára-brisas, Lissa espiou os outros
seis candidatos. Por que o curso da floresta só podia acomodar algumas pessoas,
o grupo havia se dividido ao meio.
O resto dos candidatos terá o mesmo teste amanhã e sem
dúvida curiosos sobre quais competidores passaram hoje.
Lissa estava acostumada com a ordem e decoro entre a
realeza, então ela foi surpreendida ao ver tal avidez e frenesi entre eles
agora.
E claro, os Moroi comuns que haviam chegado à corte
estavam misturados entre a multidão também. Todos estavam empurrando, elevando
suas cabeças sob os outros para descobrir o que estava acontecendo. Pessoas
estavam gritando o nome de alguns candidatos, e eu estava meio surpresa deles
não terem aparecido com musicas e banners.
Lissa e seus companheiros saíram da van e foram
encontrados com uma onda de vivas que ondulou pela multidão, e se tornou meio
obvio muito rápido quem havia passado e quem não havia.
Isso deixou a multidão ainda mais alvoroçada. Lissa
ficou presa ao chão, encarando ao redor e se sentindo perdida. Era uma total
diferença discutir as vantagens de sua candidatura para rainha com seus amigos.
Isso era uma questão totalmente diferente, ser empurrada de repente para o que
as eleições realmente significavam.
Seu foco estava limitado a poucas coisas: Minha
segurança, achar o assassino e sobreviver aos testes. Agora conforme ela olhava
a multidão, ela percebeu que as eleições eram maiores que ela, maiores que
qualquer coisa que ela podia ter imaginado. Para essas pessoas isso não era uma
brincadeira. Isso não era uma farsa para mudar a lei e ganhar tempo. Suas Vidas
estavam figurativamente na linha. Moroi e dhampirs viviam dentro de vários
países e obedeciam a suas leis, mas eles também obedeciam a esse governo, o
único que operava a partir da corte. Chegava ao redor do mundo e afetava todos Dhampirs
e Moroi que escolherem ficar em nossa sociedade. Nós tínhamos algum voto, sim,
mas o rei ou rainha moldava nossos futuros.
Os guardiões encarregados das multidões deram o OK
para os membros das famílias avançarem através das massas e juntar-se aos seus
candidatos.
Lissa não tinha ninguém. Ambos, Janine e Eddie — apesar
das afirmações anteriores -— foram por vezes, por tarefas temporárias,
impedidos de estarem com Lissa 24x7,[1]
e ela certamente não tinha família para ir por ela. À deriva, ela se sentiu
tonta em meio ao caos, ainda atordoada pelo seu momento de clareza. Emoções
conflitantes guerreando dentro dela.
Enganar todo mundo a fez se sentir indigna, como se
devesse retirar sua candidatura imediatamente. Ao mesmo tempo, ela de repente
quis ser digna das eleições. Ela queria cabeça erguida e andar para os testes
orgulhosamente, mesmo que ela tivesse indo por outros motivos.
Uma mão agarrou forte o final de seu braço. Christian.
— Venha, vamos sair daqui. —
Ele a puxou para fora, empurrando através dos
espetadores. — Ei, ele chamou um casal de guardiões no canto das multidões. — Uma
ajudinha aqui para a princesa? — Foi a primeira vez que eu tinha visto ele
atuar como um real, jogando em torno da autoridade de sua linhagem. Para mim,
ele era o sarcástico, cínico Christian. Na sociedade Moroi, aos dezoito anos,
agora ele pode ser tecnicamente tratado como Senhor Ozera. Eu havia esquecido, os
dois guardiões não. Eles correram para o lado de Lissa, ajudando Christian a
afastar a multidão. Os rostos ao seu redor eram um borrão, o ruído de um rugido
maçante. No entanto, as vezes, algo que vinha até ela. O chamado de seu nome.
Declarações sobre o retorno do dragão, que era o símbolo da família Dragomir.
Isso é real, ela não parava de pensar. Isso é real.
Os guardiões eficientemente a tiraram disso tudo e a
levaram de volta ao edifício da Corte Eles a liberaram, uma vez que a
consideraram segura, e ela gentilmente agradeceu-lhes pela sua ajuda. Quando
ela e Christian estava no quarto dela, ela caiu na cama, atordoada.
— Oh meu Deus —
Ela disse. Isso é insano.
Christian sorriu. — Qual parte? Sua festa de boas
vindas? Ou o teste por si mesmo? Você parece com você apenas... bem, eu não
estou realmente certo do que você fez. —
Lissa fez um breve levantamento de si mesma. Eles
deram-lhe toalhas secas no caminho de volta para casa, mas suas roupas ainda
estavam úmidas e enrugadas conforme secavam. Seus sapatos e jeans tinham lama em
toda superfície, e ela nem quis pensar sobre como seu cabelo aparentava.
— Sim, nós… —
As palavras ficaram presas na sua língua — e não por
que de repente ela resolveu não contar a ele.
— Não consigo
dizer, — ela sussurrou. — Realmente funcionou. O feitiço não vai me deixar. —
— Que feitiço?
— Ele perguntou.
Lissa subiu sua manda e retirou a bandagem para
mostrar a ele um pontinho tatuado em seu braço. — Isso é um feitiço de
compulsão, então eu não posso falar sobre o teste. Como a que os alquimistas
tem.
— Wow… — ele
disse, realmente impressionado. — Eu nunca realmente pensei que isso
funcionasse. —
— Eu acho que
sim. Isso é realmente esquisito. Eu quero falar sobre isso, mas eu apenas... não posso. —
— Está tudo bem
— ele disse. Colocando um pouco do seu cabelo molhado para trás. — Você passou.
Isso é o que importa. Apenas foque nisso. —
— A única coisa
que eu quero focar agora é em um banho — o que é algo irónico, considerando
como ensopada eu estou. — Ela não se moveu, pensou e ao invés disso encarou a
parede distante.
— Hey — disse
Christian gentilmente. — O que está errado? — A multidão te assustou? —
Ela virou para ele. — Não, esse é o ponto. Quero
dizer, eles são intimidadores, sim.
Mas eu apenas percebi... Eu não sei. Eu percebi que eu
sou parte de um processo maior, isso acontece desde… —
— O início dos
tempos? — brincou Christian, citando a declaração absurda de Nathan.
— Recentemente
— ela respondeu, com um pequeno sorriso que logo sumiu. — Isso vai além da tradição,
Christian. As eleições são uma parte central da nossa sociedade. Impregnada.
Nós podemos falar de mudar leis de idade ou lutar ou o que for, mas isso é
antigo. E de longo alcance. Essas pessoas lá fora? Não são todas americanas.
Elas vieram de outros países.
Eu esqueço as vezes que mesmo que a Corte seja aqui,
ela regula os Moroi em todos os lugares. O que acontece aqui afeta todo o mundo
—
— Onde estamos
indo com isso? — ele perguntou. Ela estava perdida em seus próprios pensamentos
e não pode ver Christian com a objetividade que eu pude. Ele conhecia Lissa.
Ele a entendeu e a amou. Os dois tinham uma sincronia similar a que Dimitri e
eu compartilhávamos. Às vezes, no entanto, os pensamentos de Lissa iam em
direções que ele não podia adivinhar. Ele nunca admitiu isso, mas eu sabia que
parte do por que ele a amava era isso — diferente de mim, que todos sabiam que
era impetuosa — Lissa sempre parecia a imagem da calma e racionalidade. Então,
ela faz algo totalmente inesperado. Esses momentos o encantaram — mas às vezes
o assustavam, pois ele não sabia o quanto era influência do espírito
direcionando seus atos. Agora era uma dessas horas. Ele sabia que as eleições
estavam estressando ela, e como eu, ele sabia que podia trazer á tona o pior.
— Eu estou
levando esses testes a sério — ela disse. Isso é — isso não é vergonhoso. Um
insulto a nossa sociedade. Meu único objetivo é descobrir quem armou para a
Rose, mas ao mesmo tempo? Eu estou me passando por alguém que realmente quer
ser a rainha. —
Christian hesitou antes de falar, uma raridade para
ele. — Você quer ser a rainha? — Isso agarrou Lissa de seu filosófico sonho
sobre tradição e honra.
— Não, é claro
que não. Eu Tenho dezoito anos. Eu não posso nem beber ainda. —
— Isso nunca te
impediu de fazê-lo — ele apontou, se parecendo mais com ele mesmo.
— Eu falo sério!
Eu quero ir para a faculdade. Eu quero a Rose de volta. Eu não quero governar a
nação Moroi. —
Um olhar astuto iluminou os olhos azuis de Christian.
— Eu sei, Tia Tasha faz piadas sobre como você pode realmente ser melhor Rainha
do que os outros, exceto às vezes... Eu não acho que ela esteja brincando. —
Lissa gemeu e estendeu-se na cama. — Eu a amo, mas nós
devemos mantê-la em cheque. Se alguém conseguisse mudar a lei, seria ela e seus
amigos ativistas. —
— Bem, não se
preocupe — a coisa sobre ela e seus amigos ativistas tem muito protestos, eles
costumam ficar atrás da mesma coisa por muito tempo. Christian esticando ao
lado dela, puxou-a para perto. — Mas o que vale, é que eu acho que você seria
uma grande rainha também, Princesa Dragomir.
— Você vai se
sujar — ela avisou.
— Eu já estou.
Oh você quer dizer das suas roupas? — Ele passou os braços ao redor dela,
indiferente do seu estado úmido e lamacento.
— Eu gastei a
maior parte da minha infância me escondendo num sótão empoeirado e exatamente com
uma camisa. Você realmente acha que eu ligo para essa camisa? —
Ela riu e o beijou, deixando sua mente livre de
preocupações por um momento e apenas saboreando a sensação de seus lábios.
Considerando, que eles estavam na cama, eu considerei que era minha hora de ir.
Após alguns segundos, ela se afastou e suspirou satisfeita.
— Sabe,as vezes
eu acho que eu amo você. —
— Ás vezes? —
Ele perguntou em um falso ultraje.
Ela arrepiou seus cabelos. — O tempo todo. Mas eu
tenho que manter seus pés nos chão. — Considerando-me conquistada. —
Ele aproximou seus lábios dela novamente, mas parou
quando uma batida soou na porta. Lissa se afastou do quase-beijo, mas nenhum
dos dois quebou o abraço.
— Não responda
— Disse Christian.
Lissa fez uma careta, olhando através da sala de
estar. Ela escorregou de seus braços, ficando de pé, e andou até a porta.
Quando estava a alguns passos da porta, ela assentiu com conhecimento de causa.
— É o Adrian. —
— Mais uma
razão para não responder — disse Christian.
Lissa ignorou ele e abriu a porta, e com certeza, meu
imprudente namorado estava lá. Por trás de Lissa eu ouvi Christian dizer — Pior
momento sempre —
Adrian estudou Lissa e então olhou para Christian
estirado na cama no lado longe da suíte.
— Hum… — disse Adrian, entrando. — Então isso é o que
você está fazendo para resolver seu problema de família. Pequenos Dragomirs.
Boa ideia. —
Christian sentou-se e caminhou em direção a eles. — Sim,
é exatamente isso. Você está interrompendo um negócio oficial do conselho. —
Adrian estava vestido casualmente para ele, jeans e
uma camiseta preta, que ele fazia parecer feita por um estilista. Na verdade,
provavelmente era. Deus, eu sentia sua falta, eu sentia falta de todos.
— O que está
havendo? — perguntou Lissa. Enquanto Christian considerava a chegada de Adrian
uma ofensa pessoal, Lissa sabia que Adrian não estaria aqui sem uma boa razão —
especialmente tão cedo no dia Moroi. Embora ele tivesse seu sorriso preguiçoso
normal, havia um brilho entusiasmado e excitado em sua aura. Ele tinha
novidades.
— Eu o tenho. —
disse Adrian — O tenho preso. —
— Quem? — perguntou
Lissa, assustada.
— Aquele idiota
do Blake Lazar —
— O que você
quer dizer com preso? — perguntou Christian, tão perplexo quanto Lissa. — Você
colocou uma armadilha de urso nas quadras de tennis ou algo assim?
— Eu gostaria.
Ele está no Burning Arrow. Eu apenas paguei mais uma rodada, então ele ainda
deve estar lá se nos apressarmos. Ele pensa que eu saí para fumar. —
Julgando pelo cheiro de Adrian, Lissa teve a sensação
de que ele realmente saiu para fumar um cigarro. E provavelmente compartilhar a
rodada.
— Você estava
num bar tão cedo? —
Adrian se encolheu. — Não é tão cedo para humanos —
— Mas você não
é… —
— Vamos lá
prima — A aura de Adrian não havia as cores apagadas de quem estava
completamente bêbado, mas sim, ele definitivamente havia tomado algumas bebidas.
— Se o belo rapaz Ambrose estiver certo sobre tia Tatiana, então ele pode nos
contar os nomes de outras mulheres ciumentas. —
— Por que não
pergunta você mesmo? — perguntou Christian.
— Por que eu
perguntando sobre a vida sexual da minha tia seria doentio e errado. —Disse
Adrian. — Assim como Blake ficará mais do que feliz em falar com a nossa
charmosa princesa aqui. —
Lissa realmente queria sua cama, mas encontrar qualquer
coisa que pudesse me ajudar, desencadeou uma nova corrente de energia dentro
dela. — OK, me deixe ao menos trocar de roupas e escovar meus cabelos. —
Enquanto ela se trocava no banheiro, ela ouviu Adrian
dizer a Christian, — Você sabe, sua camiseta do tipo cara sujo. Parece-me que
você está se esforçando mais desde que está namorando uma princesa. —
Quinze minutos ou um pouco mais, o trio estava a
caminho do bar escondido dentro do prédio administrativo da corte. Eu já estive
lá e é originalmente um lugar estranho para ter um bar. Mas depois, da minha
temporada de arquivamento eu decidi que fizesse esse trabalho para viver eu
provavelmente iria querer uma fonte rápida de álcool também.
O bar estava mal iluminado tanto para o humor e
conforto Moroi. Brincadeiras de Adrian a parte, era realmente cedo para os
Moroi, e apenas uns dois estavam lá. Adrian fez um pequeno gesto para a
garçonete, o qual eu presumo que seja algum tipo de sinal de ordem por que
imediatamente a mulher se virou e começou a servir um drink.
— Hey, Ivashkov!
Onde você foi? —
A voz chamou através de Lissa e os outros, e só depois
de uns momentos, ela notou um rapaz solitário sentado no canto da mesa.
Enquanto Adrian os aproximava, Lissa notou que era um rapaz jovem — na idade de
Adrian — com seu cabelo preto enrolado e brilhantes olhos azul-petroleo, do
tipo da gravata recente de Abe. Era como se alguém tivesse tomado as cores
deslumbrantes dos olhos de Adrian e Christian e as misturado. Ele tinha um
corpo magro e musculoso — em relação ao que um Moroi conseguia ter -— e mesmo
com um namorado, Lissa pode admirar o quão quente esse cara era.
— Obter uma
companhia mais atraente — replicou Adrian, pulando da cadeira.
O Moroi então notou a companhia de Adrian e saltou.
Ele pegou a mão de Lissa, inclinou-se, e a beijou. — Princesa Dragomir, é uma
honra conhecê-la finalmente. Vê-la a distância é linda, Tão perto? Divina —
— Esse — disse
Adrian grandiosamente, — É Blake Lazar. —
— É um prazer
conhece-lo. — ela disse.
Blake sorriu radiante. — Posso chamá-la de Vasilisa? —
— Você pode me
chamar de Lissa. —
— Você pode
também, — adicionou Christian, — largar a mão dela agora. —
Blake olhou para Christian, levando mais alguns
momentos para soltar a mão de Lissa — parecendo bem orgulhoso pelos segundos
extras. — Eu já vi você também, Ozera, Crispin, certo?
— Christian. — Corrigiu
Lissa.
— Certo — Blake
saiu da cadeira, ainda fazendo o tipo cavalheiro acima de tudo. — Por favor, se
junte a nós — Ele não fez a oferta para Christian, o qual saiu de seu caminho
para se sentar perto de Lissa. — O que você gostaria de beber? É por minha
conta. —
— Nada. — Disse Lissa
A garçonete apareceu no momento, trazendo o drink de
Adrian e outro para Blake. — Nunca é muito cedo. Pergunte a Ivaskov. Você bebe
logo que você rola para fora da cama, certo? —
— Tenho uma
garrafa de Scotch logo em cima da minha cabeceira. — Disse Adrian, ainda
mantendo seu tom leve. Lissa abriu seus olhos para ver sua aura. Ainda estava
com o brilho dourado que todos os usuários de espírito tinham ainda fraca e
borrada pelo álcool. E também tinha tons de vermelho — não realmente irritado —
mas definitivamente aborrecido. Lissa relembrou que nem Adrian e nem Ambrose
tinham uma boa opinião sobre esse cara.
— Então o que
traz você e Christopher aqui? — perguntou Blake. Ele terminou o copo de alguma
coisa com cor de âmbar e colocou ao lado da nova bebida.
— Christian. — disse
Christian.
— Nós estávamos
falando sobre minha tia mais cedo — disse Adrian. Novamente, ele fez soar muito
convencional, mas não importava o quanto ele queria limpar meu nome, investigar
os detalhes do assassinato de Tatiana o incomodava. O sorriso de Blake diminuiu
um pouco. — Que depressivo, para vocês dois. Isso é sobre Hathaway também, ele
adicionou para Lissa sozinha. — Eu tenho ouvido o quanto chateada você tem
estado. Quem poderia imaginar uma coisa dessas? —
Lissa percebeu que ele estava se referindo como ela
tem fingido estar irritada e machucada por mim. — Bem — ela disse amargamente.
— Eu acho que você apenas não conhece as pessoas. Há um milhão de pistas de
antemão, eu apenas não prestei atenção. —
— Você deve
estar chateado também — disse Christian. — Nós ouvimos falar que você e Tatiana
eram bem próximos. —
O sorriso de Blake voltou. — Sim nós nos conhecíamos
muito bem. Eu vou sentir sua falta. Ela deve ter parecido muito fria para
algumas pessoas, mas acredite em mim, ela sabia como ter um tempo proveitoso. —
Blake olhou para Adrian. — Você deve saber disso. —
— Não do jeito
que você sabe. — Adrian pausou para dar um gole de seu drink. Eu acho que ele
precisava conter todas as suas observações arrogantes, e honestamente, Eu não o
invejo. Eu normalmente admirava seu autocontrole. Se fosse eu no seu lugar, eu
teria um Blake perfurado. — Ou Ambrose. —
O lindo sorriso de Blake se transformou em uma
carranca.
— Ele? Aquele meretriz de sangue? Ele não merecia
estar na presença dela. Eu nem consigo acreditar que eles o deixem viver na
corte. —
— Ele na
verdade acha que você matou a rainha. — Lissa então adicionou as pressas. — o
que é ridículo quando todas as evidências apontam que Rose fez isso. — Essas
não foram exatamente as palavras de Ambrose, mas ele queria saber se ela
conseguira alguma reação. Ela conseguiu.
— Ele pensa o
que? — Sim, definitivamente sorrindo agora, fora isso, Blake de repente não
parecia tão bem como antes. — Aquele bastardo mentiroso! Eu tenho um álibi, e
ele sabe. Ele apenas está puto porque ela gostava mais de mim. —
— Então por que
ela o manteve por perto? Perguntou Christian, parecendo quase angelical. — Você
não era o suficiente? —
Blake fixou-o com um brilho terminando em um gole seu
novo drink. E quase por mágica, a garçonete apareceu com outro.
Blake acenou em agradecimento antes de continuar. — Oh,
eu era mais que o suficiente. Mais que o suficiente para uma dúzia de mulheres,
mas eu não perdia meu tempo nas laterais como ele fazia. —
A expressão de Adrian estava cada vez mais triste a
cada menção da vida sexual de Tatiana. Ainda, ele desempenhou seu papel. — Eu
suponho que você esteja falando das outras garotas de Ambrose?
— Sim, mas
garotas é meio que extremo. Elas eram todas mais velhas, e honestamente, eu
acho que elas o pagavam. Não que sua mãe precisasse pagar alguém. — Adicionou
Blake. — Quero dizer, ela é realmente gostosa. Mas você sabe ela nunca poderia
estar com ele realmente. — Pareceu que todos eles precisavam de um momento para
seguir o que Blake estava dizendo. Adrian entendeu primeiro.
— O que você acabou de dizer? —
— Oh. — Blake
olhou legitimamente surpreso, mas era difícil dizer se estava atuando. — Eu
pensei que você soubesse, Sua mãe e Ambrose… bem, quem pode culpa-la? Com seu
pai? Apenas entre nós, eu acho que ela poderia ter feito melhor. — O tom de
Blake implicava com quem realmente Daniella poderia ter feito melhor.
Na visão de Lissa, a aura de Adrian queimava em
vermelho.
— Seu filho da puta — Adrian não era do tipo de
brigar, mas sempre há uma primeira vez para tudo. — e Blake apenas atravessou
uma linha critíca. — Minha mãe não está traindo meu pai. E mesmo que ela
estivesse, é claro que ela não precisaria pagar por isso —
Blake não parecia perturbado, mas as coisas poderiam
ser diferentes se Adrian realmente tivesse batido nele. Lissa pousou sua mão no
braço de Adrian e apertou-o delicadamente.
— Calma — ela sussurrou. Eu senti uma pequena coisa de
compulsão calmante passando dela para ele.
Adrian reconheceu imediatamente, retirando seu braço,
dando a ela um olhar que dizia que ele não apreciava a sua ajuda.
— Eu pensei que
você não gostava de seu pai. — Disse Blake, completamente sem pistas que sua notícia
devia ser preocupante. — E além do mais, não coloque toda sua raiva em mim. Eu
não estava dormindo com ela. Eu apenas estava dizendo o que eu ouvi. Como eu
disse, se você quer sair acusando alguém, vá atrás de alguém como Ambrose. —
Lissa pulou para manter Adrian calado. — Quantas
mulheres? Você conhece mais alguém com quem ele estava envolvido? —
— Três outras —
Blake contou seus nomes em sua mão. — Marta Drozdov e Mirabel Conta. Espere.
Essas duas, e contando com Daniella, são três. Mas então são quarto com a nossa
rainha. Sim quatro. —
Lissa não se preocupou com as habilidades matemáticas
defeituosas de Blake, embora isso apoiaria as idiotas reivindicações anteriores
de Adrian. Marta Drozov era uma semi-notoria realeza a qual resolveu viajar
pelo mundo na sua velhice. Pela estimativa de Lissa Marta mal ficava nos EUA a
maior parte do ano, quem dirá na Corte. Ela não parece suspeita o suficiente
para assassinar Tatiana. Já Mirabel Conta ... ela era notória em um sentido
diferente. Ela era conhecida por ter dormido com metade dos caras da Corte,
casados ou não. Lissa não a conhecia bem, mas Mirabel nunca pareceu muito
interessada em qualquer um desses caras.
— Dormir com
outras mulheres não lhe daria realmente um motivo para matar a rainha — apontou
Lissa.
— Não — concordou
Blake. — Como eu disse, é obvio que a garota Hathaway fez isso. — Ele
pausou. — Uma droga também, ela era tão quente, Deus, aquele corpo, de qualquer
forma, se Ambrose tivesse matado ela, ele teria feito isso por ciúmes de mim,
por que Tatiana gostava mais de mim. Não por causa de todas essas outras
mulheres que ela saía. —
— Por que
Ambrose, simplesmente não matou você? — perguntou Christian. — Faz mais sentido
— Blake não teve tempo de responder por que Adrian ainda estava no tópico
anterior, seus olhos piscando com raiva. — Minha mãe não estava dormindo com
ninguém. Ela nem dorme com meu pai. —
Blake continuou com seu jeito obvio. — Hei, eu os vi.
Eles estavam um sobre o outro. Eu já mencionei o quão quente sua… —
— Pare com isso
— avisou Lissa. — Isso não está ajudando. —
Adrian agarrou seu copo. — Nada disso está ajudando. —
Claramente as coisas não estavam, indo
pelo caminho que ele esperava quando ele primeiramente convocou Lissa e
Christian do quarto dela. — E eu não vou ficar sendo ouvindo essa merda. — Adrian terminou seu drink e saiu da cadeira,
virando-se abruptamente para a saída. Ele deixou algum dinheiro no bar e foi
para a porta.
— Pobre rapaz.
— disse Blake. Ele estava calmo novamente, arrogante. — Ele está passando por
muita coisa, sua Tia, sua mãe, e sua namorada assassina. É por isso que no
final do dia você não pode confiar em uma mulher — ele piscou para Lissa. — Excluindo
a presente companhia, é claro. —
Lissa se sentiu tão enjoada quanto Adrian, e olhando
rapidamente para Christian podia ver que ele sentia o mesmo. Era hora de ir
antes que alguém realmente soque Blake. — Bem, foi ótimo falar com você, mas
precisamos ir. —
Blake lançou um olhar de cão abandonado. — Mas você
acabou de chegar. Eu estava esperando que pudéssemos nos conhecer melhor. — Passou
sem ele dizer o que quis dizer com isso. — Oh e Kreskin também. —
Christian não se importou em corrigi-lo dessa vez. Ele
simplesmente segurou a mãe de Lissa. — Nós temos que ir. —
— Sim. — Concordou Lissa.
Blake deu de ombros e acenou para outra bebida. — Bem,
qualquer hora que quiser realmente experimentar o mundo, venha me encontrar. —
Christian e Lissa seguiram para a porta, com Christian
resmungando, — Eu realmente espero que a última parte seja para você não para
mim. —
— Aquele mundo
eu não quero experimentar. — Disse Lissa com uma careta. Eles pisaram para
fora, e olharam em volta, no caso de Adrian ter permanecido. Não. Ele se foi, e
ela não o culpa. — Eu posso ver agora por que Ambrose e Adrian não gostam dele.
Ele é como um ...
— Canalha. — Forneceu
Christian. Eles voltaram para frente do prédio dela.
— Eu suponho
que sim. —
— O suficiente
para cometer um crime? —
— Honestamente?
Não. — Lissa suspirou. — Eu meio que concordo com Ambrose… Eu não acho que
Blake seria inteligente o bastante para cometer um assassinato. Ou o motivo é
exatamente isso. Eu não posso dizer se as pessoas estão mentindo ou não por
suas auras, mas ele não revelou nada realmente desonesto. Você brincou, mas se
alguém fosse cometer um assassinato por ciúme, por que os caras não querem
matar um ao outro? Muito mais fácil —
— Eles tinham
fácil acesso a Tatiana. — Christian a
lembrou.
— Eu sei, Mas
há sexo e amor envolvido aqui… isso parece mais alguém com ciúmes da rainha.
Uma mulher. —
Um longo, significativo silêncio pairou entre eles,
nenhum deles querendo dizer o que ambos estavam pensando. Finalmente Christian
quebrou o silêncio.
— Diz, como,
Daniela Ivashkov? —
Lissa sacudiu sua cabeça. — Eu não acredito nisso. Ela
não parece desse tipo. —
— Assassinos
nunca parecem ser do tipo. É por isso que nunca suspeitam deles —
— Você anda
estudando criminologia ou algo assim? —
— Não — Eles
chegaram a porta da frente do prédio dela, e ele a abriu para Lissa. — Apenas
alguns fatos. Nos sabemos que a mãe de Adrian não gostava de Tatiana por razões
pessoais. Agora nos descobrimos que elas estavam compartilhando o mesmo cara. —
— Ela tem um álibi.
— Disse Lissa secamente.
— Todos tem um
álibi. — Ele lembrou a ela. — E nós já aprendemos, isso pode ser pago. Em fato
Daniella já pagou por um. —
— Eu ainda não
posso acreditar nisso. Não sem mais provas. Ambrose jurou que isso era mais
político que pessoal. —
— Ambrose não
está fora da lista também. —
Eles foram ao quarto de Lissa. — Isso é mais difícil
do que eu pensei que seria. — Eles entraram e Christian envolveu seus braços ao
redor dela.
— Eu sei. Mas
nós faremos isso juntos. Nós iremos descobrir. Mas… nós devemos manter um pouco
disso para nós mesmos. Talvez eu esteja exagerando nisso, mas eu acho que será
melhor se nós nunca, nunca contarmos a Adrian que a sua mãe tem um excelente
motivo para ter matado sua Tia. —
— Ah, você
acha? — Ela descansou sua cabeça contra o peito dele e bocejou.
— Hora da
soneca — disse Christian, levando-a direto para cama.
— Eu ainda
preciso de um banho. —
— Dormir
primeiro, Banho depois. — Ele puxou as cobertas. — Eu irei dormir com você. —
— Dormir, ou
dormir? — ela perguntou secamente, deslizando gratamente para a cama.
— Realmente
dormir. Você precisa disso. — Ele se arrastou para o lado dela, encostando nela
e descansando sua face no ombro dela. — É claro que, mais tarde, se você quiser
conduzir algum negócio oficial do conselho... —
— Eu juro, se
você disser pequenos Dragomirs, você pode dormir no hall. —
Tenho certeza que tinha uma réplica patenteada de Adrian
chegando, mas outra batida o parou. Ele olhou para cima em exasperação. — Não
responda, de verdade dessa vez .—
Mas Lissa não podia ajudar a si mesma. Ela quebrou seu
abraço e se levantou da cama. — Não é o Adrian... —
— Então
provavelmente não é importante. — Disse Christian.
— Nós não
sabemos disso. — Ela se levantou e foi abrir a porta, revelando — minha mãe.
Janine Hathaway entrou no quarto tão casualmente como Adrian havia feito, seus
olhos se afiaram enquanto ela estudava cada detalhe em volta dela para uma
ameaça.
— Desculpe-me
eu estava longe. — Ela contou a Lissa. — Eddie e eu gostaríamos de estabelecer
um sistema de alternância, mas ambos fomos chamados a serviço mais cedo. — Ela
olhou por toda a cama bagunçada, com Christian em cima, mas sendo quem ela era,
ela chegou a uma conclusão pragmática e não romântica.
— Bem na hora,
eu acho que você gostaria de dormir antes do teste. Não se preocupe — Eu irei
vigiar e ter certeza que nada aconteça. —
Christian e Lissa trocaram olhares tristes.
— Obrigada. — Disse
Lissa.
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