BEM, NÃO SE FORA EXATAMENTE. Ficou mudo. Meio como eu
tinha me sentido imediatamente depois dela restaurar Dimitri de volta a um
dhampir. A mágica tinha sido tão forte ali que tinha — queimado — nossa
ligação. Não havia uma onda de magia agora. Era quase como se a escuridão fosse
intencional por parte dela. Como sempre, eu ainda sentia Lissa: ela estava
viva, ela estava bem. Então o que me impedia de senti-la mais? Ela não estava
dormindo, porque eu podia sentir uma sensação de alerta consciência do outro
lado da parede. Espirito estava ali, escondendo ela de mim... e ela estava fazendo
isso acontecer.
O que diabos? Era um fato de que nosso laço só
funcionava de um lado. Eu podia sentir ela; ela não podia me sentir. Do mesmo
jeito, eu podia controlar quando ia na mente dela. Geralmente, eu tentava me
manter longe (excluindo-se o tempo de cativeiro na prisão), numa tentativa de
proteger sua privacidade. Lissa não tinha tanto controle, e sua vulnerabilidade
a enfurecia as vezes. De vez em quando, ela podia usar seu poder para se
proteger de mim, mas era raro, difícil, e requeria um considerável esforço de
sua parte. Hoje, ela estava conseguindo, e conforme a condição persistia, eu
podia sentir a força dela. Me manter de fora não era fácil, mas ela estava
conseguindo. É claro, eu não me importava como. Eu queria saber porque.
Era provavelmente meu pior dia de aprisionamento. Medo
por mim mesma era uma coisa. Mas por ela? Isso era agonizante. Se fosse minha
vida ou a dela, eu teria andando até a execução sem hesitar. Eu precisava saber
o que estava acontecendo. Ela tinha sabido de algo?
O Conselho decidiu pular o julgamento e me executar?
Lissa estava tentando me proteger daquela noticia? Quanto mais espírito ela
usava, mais ela colocava em perigo sua vida. Essa parede mental exigia muita
magia. Mas porque? Porque ela estava se arriscando?
Eu fiquei surpresa, naquele momento, por perceber o
quanto eu dependia do laço para saber dela. Verdade: eu nem sempre dava boas
vindas ao pensamento de outro pessoa em minha mente. Apesar do controle que
aprendi, sua mente as vezes ainda entrava na minha em momentos que eu preferia
não experimentar. Nada disso era uma preocupação agora — apenas sua segurança
era. Ser bloqueada era como ter um membro removido.
O dia todo eu tentei entrar na sua mente. Toda vez, eu
ficava de fora. Era enlouquecedor.
Nenhuma visita apareceu, e o livro e as revistas a
muito tinham perdido seu objetivo. A sensação de um animal enjaulado estava me
preenchendo de novo, e eu passei uma enorme quantidade de tempo gritando com
meus guardas — sem resultado. O funeral de Tatiana era amanha, e o relógio para
o meu julgamento estava batendo alto.
A hora de dormir veio, e a parede no nosso laço
finalmente caiu — porque Lissa foi dormir. O link entre nós era firme, mas sua
mente estava fechada inconsciente. Eu não encontraria respostas ali. Deixada
sem mais nada, eu também fui dormir, me perguntando se seria cortada novamente
pela manha.
Não fui. Eu e ela estávamos ligadas de novo, e eu fui
capaz de ver o mundo pelos olhos dela mais uma vez. Lissa acordou cedo,
preparando-se para o funeral. Eu não vi nem senti nenhum sinal do porque fui
bloqueada um dia antes. Ela estava permitindo que eu voltasse a sua mente, como
normalmente. Eu quase me perguntei se tinha imaginado ser cortada da mente
dela.
Não... ali estava. Fraco. Dentro da sua mente, eu senti
os pensamentos que ela escondia de mim. Eles eram escorregadios. Cada vez que
eu tentava alcançar um, eles caiam de minhas mãos. Eu fiquei surpresa dela
ainda conseguir usar mágica para isso, e também era uma clara indicação que ela
me bloqueou intencionalmente ontem. O que estava acontecendo? Porque diabo ela
precisaria esconder algo de mim? O que eu poderia fazer, presa nesse buraco dos
infernos? De novo, minha agitação cresceu. Que coisa terrível eu não sabia?
Eu observei Lissa se aprontar, sem ver qualquer sinal
de qualquer coisa anormal. O vestido que ela escolher tinha mangas curtas e ia
até seus joelhos. Preto, é claro. Não era um vestido inapropriado, mas ela
saiba que ia chamar atenção de alguém. Em circunstancias diferentes, isso teria
me deixado maravilhada. Ela escolheu usar seu cabelo solto, seu loiro palido
brilhando contra o preto do vestido quando ela se olhou no espelho.
Christian encontrou Lissa lá fora. Ele também se
arrumou, eu tinha que admitir, usando uma camisa e grava. Ele desenhou a linha
de uma jaqueta, e sua expressão era uma estranha mistura de nervosismo,
segredo, e uma típica arrogância. Quando ele viu Lissa, no entanto, seu rosto
momentaneamente se transformou, ficando radiante e focado totalmente no olhar
dela. Ele deu a ela um pequeno sorriso e a pegou nos braços para um breve
abraço. O toque dele trouxe a ela contentamento e conforto, acalmando sua
ansiedade. Eles voltaram recentemente, depois de terminarem, e aquele tempo
separados foi agonizante para ambos.
— Vai ficar
tudo bem, — ele murmurou, seu olhar de preocupação retornando. — Isso vai
funcionar. Podemos fazer isso. —
Ela não disse nada mas apertou seus braços nele antes
de se afastar. Nenhum deles falou enquanto entravam no inicio do procedimento
do funeral. Eu decidi que isso era muito suspeito. Ela pegou a mão dele e se
sentiu fortalecida.
Os procedimentos do funeral para monarcas Moroi era o
mesmo a séculos, não importa se a Corte era na Romênia ou nessa nova casa na
Pensilvânia. Esse era o jeito Moroi. Eles misturam tradição com o modernismo,
magia com tecnologia.
O caixão da rainha seria carregado por portadores de
fora do palácio e levado com grande cerimônia através da Corte, até alcançar a
Catedral. Lá, um grupo selecionado entraria para a missa. Depois, Tatiana seria
enterrada no cemitério da igreja, tomando seu lugar ao lado de outros monarcas
e importantes membros da realeza.
A rota do caixão era fácil de ver. Postes vermelhos e
pretos marcavam cada lado. Pétalas de rosa foram colocadas no chão por onde o
caixão passaria. Nas laterais, as pessoas se amontoavam juntas, esperando ver a
antiga rainha. Muitos Moroi tinham vindo de todas as partes, alguns para ver o
funeral e alguns para ver a eleição do monarca que aconteceria na próxima
semana.
A família real — a maioria usando o vestido preto de
veludo — já estava tomando seu lugar no prédio. Lissa parou do lado de fora
para se separar de Christian, já que ele nunca esteve na disputa para
representar sua família num evento tão honrado. Ela deu a ele outro abraço
apertado e um leve beijo. Assim que se afastaram, houve um brilho de sabedoria
naqueles olhos azuis — aquele segredo que estava escondido de mim.
Lissa passou pela multidão, tentando chegar na entrada
e encontrar o ponto de partida da procissão. O prédio não parecia com o antigo
palácio ou castelo da Europa. Suas grandes pedras e janelas combinavam com a
estrutura da Corte, mas algumas características — seus grandes e largos degraus
de mármore — se distinguiam de outros prédios. Um puxão no braço de Lissa
impediu o progresso, quase fazendo ela dar um encontrão num senhor Moroi.
— Vasilisa? — Era
Daniella Ivashkov, a mãe de Adrian. Daniella não era tão ruim, e ela não se
importava que eu e Adrian estivéssemos saindo — ou pelo menos, ela não se
importava antes deu ser acusada de assassinato. A maior parte da aceitação de
Daniella se baseava no fato de que ela acreditava que Adrian e eu nos
separaríamos de qualquer forma assim que eu recebesse minha missão de guardiã.
Daniella também tinha convencido um de seus primos, Damaon Tatus, a ser meu
advogado — uma oferta que rejeitei quando escolhi Abe a me representar no lugar
dele. Eu ainda não tinha certeza se tomei a melhor decisão, mas provavelmente
queimou a forma como Daniella me via, do que eu me arrependia.
Lissa deu um nervoso sorriso. Ela estava ansiosa para
se juntar a procissão e acabar com tudo isso. — Oi, — ela disse.
Daniella estava vestida de veludo preto e até tinha
pequenos diamantes colocados em seu cabelo negro. Preocupação e agitação
marcavam seu rosto bonito. — Você viu Adrian? Não encontrei ele em lugar algum.
Nós checamos seu quarto. —
— Oh, — Lissa
desviou o olhar.
— O que? — Daniella
quase sufocou ela. — O que você sabe? —
Lissa suspirou.
— Eu não tenho
certeza de onde ele está, mas vi ele ontem a noite quando estava voltando de
uma festa. — Lissa hesitou, como se estivesse muito envergonhada para contar o
resto. — Ele estava... muito bêbado. Mais do que já vi. Ele estava saindo com
algumas garotas, e eu não sei onde. Desculpe, Lady Ivashkov. Ele provavelmente...
bem, desmaiou em algum lugar. —
Daniella soltou suas mãos, e demonstrou sua descrença.
— Eu espero que ninguém note. Talvez possamos dizer... que ele estava
sobrecarregado de dor. Tem tanta coisa acontecendo. Certamente ninguém vai
notar. Você vai dizer a eles, certo? Você vai dizer o quão chateado ele estava?
—
Eu gosto de Daniella, mas essa obsessão com a imagem
realmente esta começando a me incomodar. Eu sabia que ela ama o filho, mas sua
principal preocupação parecia ser menos sobre o ultimo descanso de Tatiana e
mais sobre o que os outros vão pensar sobre a quebra de protocolo.
— É claro, — disse Lissa. — Eu não iria querer que
alguém... bem, eu odiaria que isso se espalhasse. —
— Obrigada.
Agora vá. — Daniella gesticulou para as portas, ainda parecendo ansiosa. — Você
precisa tomar seu lugar. — Para surpresa de Lissa, Daniella deu um gentil
tapinha em seu braço.
— E não fique
nervosa. Você vai se sair bem. Só mantenha sua cabeça erguida. —
Guardiões que estavam parados na porta reconheceram
Lissa como alguém com acesso e a deixaram entrar. Lá, no foyer, estava o caixão
de Tatiana. Lissa franziu, de repente sobrepujada, e quase esqueceu o que
estava fazendo ali.
Só o caixão já era uma obra de arte. Ele era feito de
madeira preta, polido até brilhar. Elaborados jardins foram pintados em cores
metálicas de cada lado. Ouro brilhava em toda parte, incluindo as haste que os
portadores iriam segurar. Aquelas hastes estavam decoradas com rosas cor da
malva. Parecia que os espinhos e folhas iriam dificultar o aperto firme dos
portadores, mas isso era problema deles.
Lá dentro, descoberta e deitada numa cama de mais
rosas cor da malva, estava Tatiana. Era estranho. Eu vejo corpos o tempo todo.
Diabos, eu os crio. Mas ver um corpo que foi preservado, deitado pacificamente
e ornamentado... bem, era arrepiante. Era estranho para Lissa também,
particularmente já que ela não tinha que lidar com a morte tanto quanto eu.
Tatiana usava um vestido de seda que era de um tom
púrpura — a cor tradicional para um enterro real. O vestido tinha mangas longas
que eram decoradas com um elaborado design de pequenas pérolas Eu geralmente
via Tatiana de vermelho — uma cor associada a família Ivashkov — e eu estava
feliz com o púrpura tradicional. Um vestido vermelho seria um lembrete muito
forte das fotos ensanguentadas dela que eu vi na audiência, fotos que eu
tentava bloquear. Fios de gemas e mais pérolas estavam em seu pescoço, e uma
coroa de ouro cheia de diamantes e ametistas estava em seu cabelo. Alguém tinha
feito um bom trabalho com a maquiagem de Tatiana, mas nem eles puderam esconder
a brancura de sua pele. Moroi já são naturalmente brancos. Mortos, eles são
como carvão — como Strigoi. A imagem atingiu Lissa tão vividamente que ela se
balançou e teve que desviar o olhar. O cheiro de rosas enchia o ar, mas havia
um cheiro de apodrecimento misturado em toda aquela doçura.
O coordenador do funeral viu Lissa e mandou que ela
fosse a sua posição — depois de fazer uma careta pela escolha do vestido de
Lissa. As palavras afiadas fizeram Lissa voltar a realidade, e ela foi para
linha com 5 outros membros da realeza do lado direito do caixão. Ela tentou não
olhar muito para o corpo da rainha, e direcionar seu olhar para o outro lado.
Os portadores logo apareceram e ergueram o caixão usando as hastes de rosas
para colocar o caixão em seus ombros e devagar o carregaram para multidão.
Todos os portadores eram dhampirs. Eles usavam ternos formais, o que me
confundiu a princípio, mas então percebi que todos eram guardiões da Corte — a não
ser Ambrose. Ele parecia tão lindo como sempre e encarava a frente enquanto
fazia seu trabalho, o rosto em branco e sem qualquer expressão.
Eu me perguntei se Ambrose estava em luto por Tatiana.
Eu estive tão fixada em meus próprios problemas que fico esquecendo que uma
vida foi perdida, uma vida que muitos amaram. Ambrose defendeu Tatiana quando
eu fiquei com raiva por causa da lei da idade.
Observando ele pelos olhos de Lissa, eu desejei estar
lá para falar com ele pessoalmente. Ele deveria saber algo mais sobre a carta
que ele me deu no dia da audiência. Certamente ele não era apenas o entregador.
A procissão seguiu em frente, interrompendo meus
pensamentos sobre Ambrose. Antes e a frente do caixão haviam outras pessoas.
Pessoas da realeza com roupas elaboradas, fazendo uma demonstração. Guardiões
uniformizados carregavam bandeiras. Músicos com flautas andavam atrás, tocando
um tom fúnebre. Por sua parte, Lissa era muito boa em aparecer em público e
conseguiu seguir o passo lento e firme com elegância e graça, seu olhar firme e
confiante. Eu não podia ver seu corpo, é claro, mas era fácil imaginar o que os
espectadores viam. Ela era linda e própria da realeza, digna de herdar o legado
Dragomir, e com sorte mais e mais pessoas iam perceber isso. Nos pouparia
muitos problemas se alguém mudasse a lei pelo procedimento normal, para não
termos que depender de uma busca por um irmão perdido.
Andar pela rota do funeral levou muito tempo. Mesmo
quando o sol estava começando a afundar no horizonte, o calor do dia ainda
estava no ar. Lissa começou a suar mas sabia que seu desconforto não era nada
comparado ao dos portadores. Se a multidão que observava sentia o calor, eles
não demonstraram. Eles erguiam seus pescoços para ter um ultimo deslumbre do
espetáculo passando diante deles.
Lissa não prestou muita atenção nas pessoas ao redor,
mas em seus rosto, eu vi que aquele caixão não era seu único foco.
Eles também observavam Lissa. O rumor do que ela tinha
feito por Dimitri tinha passado pelo mundo Moroi, e embora muitos aqui ainda
estivesses sépticos sobre sua habilidade de curar, haviam muitos que
acreditavam. Eu vi expressões de maravilha e temor na multidão, e por um
segundo, eu me perguntei quem eles realmente vieram ver: Lissa ou Tatiana?
Finalmente, a catedral apareceu a vista, o que era uma
boa noticia para Lissa. O sol não matava Moroi como Strigoi, mas o calor e a
luz do sol ainda era um desconforto para muitos vampiros. A procissão estava
quase no fim, e ela, sendo uma daquelas que tinha permissão para entrar na
igreja, logo iria aproveitar o ar condicionado.
Enquanto eu estava os arredores, eu não conseguia
parar de pensar que circulo de ironia minha vida era. Dos lados da igreja
haviam duas gigantes estátuas de monarcas Moroi, um rei e uma rainha que tinham
ajudado os Moroi a prosperar. Embora eles estivessem a uma distância
considerável da igreja, as estatuas brilhavam luminosas, como se estivessem
examinando tudo. Perto da estátua da rainha, havia um jardim que eu conhecia
bem. Eu fui forçada a limpa-la em puniçao por fugir para Las Vegas. Meu
verdadeiro propósito naquela viajem — que ninguém sabia — tinha sido libertar
Victor Ivaskov da prisão. Victor era um inimigo antigo, mas ele e seu irmão
Robert, um usuário de espírito, sabiam o que precisávamos para curar Dimitri.
Se algum guardião descobrisse que eu libertei Victor —
e depois o perdi — meu castigo seria muito pior do que cortar grama e limpar
estatuas. Pelo menos fiz um bom trabalho com o jardim, eu pensei amargamente.
Se eu fosse executada, eu deixaria uma marca duradoura na Corte.
Os olhos de Lissa pairaram em uma das estátuas por um
bom tempo antes de voltar sua atenção a igreja. Ela estava suando muito agora,
e eu percebi que uma parte disso não era apenas calor. Ela também estava
ansiosa. Mas porque? Porque ela estava tão nervosa? Isso era apenas uma cerimónia.
Tudo que ela tinha que fazer era seguir a onda. Ainda sim... ali estava de
novo. Outra coisa estava incomodando ela. Ela ainda estava mantendo alguns
pensamentos longe de mim, mas alguns vazaram em sua preocupação.
Muito perto, muito perto. Estamos nos movendo muito
rápido.
Rápido? Não pela minha estimativa. Eu nunca teria
conseguido lidar com esse passo lerda e firme. Eu me sentia especialmente mal
pelo portadores. Se eu fosse um, eu teria dito para o inferno com a propriedade
e tinha começado a correr até meu destino final. É claro, isso poderia ter
remexido o corpo. Se o coordenador do funeral estava chateado com o vestido de
Lissa, não tinha como saber como ela reagiria se Tatiana caísse do caixão.
Nossa vista da catedral estava ficando clara, seus
domos brilhando em âmbar e laranja com o sol que se punha. Lissa ainda estava
muitos metros de distância, mas o padre parado na frente estava claramente
visível. Suas vestes eram quase cegantes. Elas eram feitas de fios de ouros,
longas e cheias. Um chapéu com uma cruz, também de ouro, estava em sua cabeça.
Eu achava que era de mal gosto para ele brilhar mais
que as roupas da rainha, mas talvez essa fosse a roupa normal dos padres em
ocasiões formais. Talvez chamasse a atenção de Deus. Ele ergueu seus braços
dando boas vindas, mostrando mais daquele rico tecido. O resto da multidão e eu
não podíamos nos impedir de ficar deslumbrados com aquela linda visão.
Então, você consegue imaginar minha surpresa quando as
estatuas explodiram.
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