O PROBLEMA FOI, É CLARO, que eu logo me perdi na
escuridão. Após morar nos confins de Montana, eu estava acostumada como a noite
pode te engolir completamente, uma vez que você se afastou até mesmo do menor
indício de civilização. Eu ainda estava acostumada a vagar pelos arredores de
florestas escuras. Mas o terreno de St. Vladimir tinha sido familiar. Os
bosques da Virgínia Ocidental eram novos e estrangeiros, e eu tinha perdido
completamente o rumo. Uma vez que eu estava certa de que coloquei uma distância
suficiente entre o motel e eu, eu parei e olhei em volta.
Insetos da noite zumbiam e zumbiam e a umidade
opressiva do verão se pendurava a minha volta. Espreitando-me através da copa
frondosa das árvores, eu pude ver um céu de estrelas brilhantes, totalmente
intocado pela luz da cidade. Me sentindo como uma verdadeira sobrevivente do
deserto, estudei as estrelas até que eu encontrei a Ursa Maior e descobri que
lado era o norte. As montanhas de Sydyney tinham nos levado através do que
seria o leste, então eu definitivamente não queria ir nesta direção. Parecia
razoável que se eu caminhasse ao norte, eu pegaria uma carona interestadual, ou
andava meu caminho de volta até a civilização. Não era um plano hermético, mas
não era o pior que eu já tive, não por um tiro longo.
Eu não estava realmente vestida para caminhar, mas
como meus olhos se ajustaram a escuridão, consegui evitar a maioria das árvores
e outros obstáculos. Seguir o caminho para sair da minúscula cidade teria sido
mais fácil — mas também era o que Dimitri esperaria que eu fizesse. Eu cai em
um constante, subconscietne ritmo enquanto eu fazia meu caminho ao norte. Eu
decidi que era uma boa hora para checar Lissa, agora que eu tinha o tempo em
minhas mãos e nenhum guardião tentando me prender.
Eu escorreguei em sua mente e a encontrei nas
profundezas da sede dos guardiões, sentada em um corredor com cadeiras
alinhadas. Outros Moroi se sentaram, incluindo Christian e Thasha.
— Eles farão perguntas duras. — Tasha murmurou. — Especiamente
a você — Isso foi para Christian. — Você seria minha primeira opção se algo
ilícito explodisse. —
Essa parecia a opinião de todos. Pelo olhar perturbado
em sua cara, eu pude ver que Tasha tinha sido surpreendida pela minha fuga —
como eu tinha. — Mesmo se meus amigos ainda não tivessem contado a ela toda a
historia, ela provavelmente tinha juntado os pedaços — No mínimo, quem estava
por trás disso. Christian deu a ela um sorriso tão encantador quanto podia,
como uma criança tentando se esquivar de ser aterrada.
— Eles saberão agora que não foi causado por magia. — Ele
disse. — Os guardiões vão ter que vasculhar cada centímetro daquelas estátuas.
— Ele não elaborou, não em publico. Mas a mente de Lissa estava trabalhando na
mesma linha que a dele. Os guardiões saberiam agora que a explosão não foi
elemental. E mesmo que meus amigos sejam suspeitos primarios, as autoridades
teriam que se perguntar — Assim como eu — como um adolescente tinha a posse de
C4.
Lissa acenou em concordância e colocou sua mão sobre a
de Christian.
— Nós vamos ficar bem. — Os pensamentos dela se
voltaram para Dimitri e eu, se perguntando se nós conseguimos nos sair bem de
acordo com o plano. Ela não conseguiria manter o foco em achar o assassino de
Tatiana até que ela soubesse que nós estávamos a salvo. Como eu, a fuga tinha
sido uma escolha difícil: Me libertar me colocava em perigo mais do que me
manter presa.
Suas emoções estavam tensas, espinhosas, e um pouco
mais selvagens do que eu teria gostado. Muito espírito, eu percebi. Ela está
usando muito. Voltando para a escola, ela amenizou com medicação prescrita e
depois através do seu auto controle. Mas em algum lugar, como nossa situação
ficava cada vez mais complicada, ela se permitiu exercer mais e mais. Recentemente,
ela fez uso de uma quantidade surpreendente, e nós viemos para ter isso para o
certo. Cedo ou tarde, as dependências de Lissa com o espírito iriam alcança-la.
Nos alcançar.
— Princesa? — Uma
porta em frente a Lissa abriu, e um guardião olhou para fora. — Estamos
esperando por você. — O guardião se afastou e no interior da sala, Lissa ouviu
uma voz conhecida dizer:
— Sempre um
prazer falar com você, Hans. Devemos fazer isso novamente, um dia. —
Abe então apareceu, pavoneando-se com sua arrogancia
habitual. Ele passou pelo guardião na porta e deu a Lissa e Christian um grande
sorriso está-tudo-bem-no-mundo. Sem uma palavra, ele passou por eles em direção
ao hall de saída. Lissa quase sorriu mas refreou, colocando um olhar sóbrio
enquanto ela e seus companheiros entravam.
A porta se fechou atrás deles e ela se viu diante de
três guardiões sentados em uma mesa. Um deles eu havia visto por aí, mas nunca
conheci. Eu acho que seu sobrenome era Steele. Os outros dois eu conhecia bem.
Um era Hans Croft, que dirigia as operações dos guardiões na Corte. Ao lado
dele — para o meu espanto — estava Alberta, que era encarregada dos guardiões e
novatos de St. Vladimir.
— Adorável — Rosnou
Hans. — Uma comitiva inteira. —
Christian fez questão de estar presente quando Lissa
foi questionada, e Tasha insistiu em estar presente com Christian. Se Abe
soubesse a hora do interrogatório, ele provavelmente teria se juntado ao grupo
também, sem dúvida seguido por minha mãe... Hans não percebeu que ele tinha
evitado uma festa em casa. Lissa, Christian e Tasha sentaram-se em frente aos guardiões.
— Guardiã
Petrov. — disse Lissa, ignorando a desaprovação de Hans. — O que você está
fazendo aqui? —
Alberta deu um pequeno sorriso mas por outro lado se
manteve em um modo de guardiã profissional. — Ela veio para o funeral, e
Guardião Croft decidiu que seria bom uma opinião de fora para a investigação. —
— Assim como
alguém familiarizado com Hathaway e ela e, hum associados. — Adicionou Hans.
Ele era do tipo de cara que vai direto ao ponto. Normalmente essa atitude me
entediava. — essa era minha reação normal para a maioria das autoridades. — mas
eu respeitei o jeito que ele conduziu o trabalho aqui.
— Este encontro
foi destinado apenas para você, princesa. —
— Nós não vamos
dizer uma palavra. — Disse Christian.
Lissa assentiu e manteve sua face suave e educada,
mesmo que houvesse um tremor em sua voz. — Eu quero ajudar... Eu tenho estado
tão, eu não sei. Eu estou tão chocada com isso tudo que aconteceu. —
— Tenho
certeza. — disse Hans, a voz seca. — Onde você estava quando as estátuas
explodiram? —
— Com o cortejo
fúnebre. — ela disse — Eu fazia parte da escolta. —
Steele tinha uma pilha de papel em frente a ele. — Isso
é verdade. Há uma abundancia de testemunhas. —
— Muito
conveniente. E que tal depois? Onde você foi quando a multidão entrou em
pânico? —
— Voltei para o
edifício do Concelho. Lá era onde todos os outros estavam se encontrando, e eu
pensei que estaria segura. — Eu não pude ver seu rosto mas pude sentir ela
tentando parecer intimidada. — Eu estava assustada quando as coisas começaram a
ficar loucas. —
— Nós também
temos testemunhas que apoiam isso. — Disse Steele.
Hans bateu seus dedos na mesa. — Você tinha algum
conhecimento prévio sobre isso? A explosão? A fuga de Hathaway? —
Lissa sacudiu a cabeça. — Não! Eu não fazia ideia! Eu
nem mesmo sabia da possibilidade de escapar das celas. Eu pensei que a
segurança era demasiada. — Hans ignorou a ironia em sua eficácia.
— Você tem essa
coisa da ligação, certo? Você não pegou nenhuma coisa atráves disso? —
— Eu não leio
ela — explicou Lissa. — Ela vê meus pensamentos mas não o contrário. —
— Isso. — disse
Alberta, falando afinal. — É verdade. —
Hans não a contrariou, mas ainda não estava comprando
a inocência dos meus amigos.
— Você percebe,
se você for pega sonegando informações - ou ajudando ela - você vai ter que
encarar consequências tão graves quanto as dela. Todos vocês. Realeza não
isenta você de traição. — Lissa abaixou o olhar, como se a ameaça tivesse a
assustado.
— Eu só não
consigo acreditar... Eu não posso acreditar que ela fez isso. Ela era minha
amiga. Eu pensei que a conhecia. E eu não achava que ela poderia fazer nenhuma
dessas coisas... Eu nunca pensei que ela mataria alguém. —
Se não fosse pelo sentimentos na ligação, eu teria
pego isso como uma ofensa. Eu sabia a verdade, no entanto. Ela estava atuando,
tentando distanciar ela mesma de mim. Isso foi esperto.
— Sério? Porque
não tem muito tempo atrás, você jurava para cima e para baixo que ela era
inocente. — salientou Hans. Lissa olhou para cima e arregalou os olhos.
— Eu pensei que
ela era! Mas então... eu ouvi sobre o que ela fez aos guardiões para escapar...
—
Sua angustia não era totalmente falsa neste momento.
Ela ainda precisava atuar como se ela pensasse que eu era culpada. Mas a
notícia sobre a condição de Meredith tinha realmente a chocado. Isso fazia duas
de nós, mas pelo menos agora eu sabia que Meredith estava bem. Hans ainda parecia
cético sobre a mudança de afeto de Lissa, mas deixou passar.
— E sobre
Belikov? Você jurou que ele não era mais um Strigoi, mas obviamente alguma
coisa deu errado lá também. —
Christian se agitou ao lado de Lissa. Como um defensor
de Dimitri, Christian ficou mais irritado, tanto quanto pelas suspeitas e
acusações. Lissa falou antes que Christian pudesse dizer algo.
— Ele não é um
Strigoi! — O remorso de Lissa sobre mim desapareceu, sua feroz defesa de
Dimitri fluindo dela. Ela não tinha esperado essa linha de questionamento sobre
ele. Ela tinha estado preparada para defender a mim e ao seu álibi. Hans
pareceu satisfeito com a reação, e assistiu de perto.
— Então como
você explica o envolvimento dele? —
— Não foi
porque ele era um Strigoi. — disse Lissa, forçando o seu controle a voltar. Seu
coração batia rapidamente.
— Ele mudou de
volta. Não há nenhum Strigoi. —
— Mas ele
atacou um número de guardiões — em mais de uma ocasião. —
Parecia que Tasha queria interromper agora e defender
Dimitri, mas visivelmente mordeu o lábio. Foi notável. Os Ozera gostavam de
falar o que pensam, nem sempre com muita finura.
— Não foi
porque ele era Strigoi. — Lissa repetiu. — E ele não matou nenhum desses
guardiões. Nenhum. Rose fez o que ela fez... Bem, eu não sei porque. Ela odiava
Tatiana, eu acho. Todos sabiam disso. Mas Dimitri... Eu estou te dizendo, sendo
Strigoi não tinha nada a ver com isso. Ele a ajudou porque ele estava
acostumado a ser o professor dela. Ele pensou que ela estava em apuros. —
— Isso é muito
extremo para um professor, especialmente para aquele que — antes de se tornar
Strigoi — era conhecido por ser sangue frio e racional. —
— Sim, mas ele
não estava pensando racionalmente porque… — Lissa se interrompeu, de repente
presa em uma situação ruim.
Hans parecia ter percebido rapidamente nesta conversa
que se Lissa estivesse envolvida nos recente eventos — e eu não acho que ele
estava certo ainda — ela ainda teria um álibi incontestável. Falar com ela, no
entanto, tinha dado a ele a chance de obter outro quebra cabeça em minha fuga:
O envolvimento de Dimitri. Dimitri se sacrificou para aguentar a queda. Mesmo
que isso significasse que os outros não poderiam confiar nele novamente. Lissa
fez as pessoas pensarem que as ações dele era apenas um instinto protetor de
ex-professor, mas aparentemente, nem todos tinham aceitado isso.
— Ele não
estava pensando racionalmente porque... ? — Solicitou Hans, os olhos
penetrantes.
Antes do assassinato, Hans tinha acreditado que
Dimitri realmente tinha se tornado Damphir novamente. Alguma coisa me dizia que
ele ainda acreditava nisso, mas sentia que tinha algo grande pendurado diante
dele. Lissa permaneceu em silencio. Ela não queria que as pessoas pensassem que
Dimitri era Strigoi. Ela queria que as pessoas acreditassem em seus poderes de
restaurar os mortos-vivos. Mas se Dimitri ajudar uma aluna não parecia
convincente o suficiente para os outros, toda essa desconfiança pode surgir
novamente.
Olhando para seus interrogadores, Lissa de repente
encontrou o olhar de Alberta. A velha guardiã não dizia nada. Ela usava aquela
expressão neutra e avaliadora que os guardiões tinham. Ela também tinha um ar
de sabedoria sobre ela, e Lissa permitiu brevemente o espirito para mostrar a
aura de Alberta. Tinha bondade, cores firmes e energia. E nos olhos de Alberta,
Lissa jurou que podia ver uma mensagem, um brilho de conhecimento.
Diga-lhes, a mensagem parecia dizer. Vai criar
problemas — mas não serão tão ruins quanto os atuais. Lissa segurou esse olhar,
se perguntando se ela só estava projetando seus pensamentos em Alberta. Não
importava de onde veio essa ideia. Lissa sabia que estava certo.
— Dimitri
ajudou Rose porque... porque eles estavam envolvidos —
Como pensei, Alberta não estava surpresa, e ela
pareceu aliviada de ter a verdade de fora. Hans e Steele, no entanto, estavam
muito surpresos. Eu só tinha visto Hans chocado algumas vezes.
— Quando você
diz 'envolvidos' você quer dizer... — Ele parou para estruturar as palavras. — Você
quer dizer romanticamente envolvidos? —
Lissa assentiu, se sentindo horrível. Ela tinha
revelado um grande segredo ali, um que ela jurou guardar para mim, mas eu não a
culpava. Não nesta situação. Amor — eu esperava — ia defender as ações de
Dimitri.
— Ele a amava.
— disse Lissa. — Ela amava ele. Se ele a ajudou a escapar... —
— Ele a ajudou
a escapar. — Interrompeu Hans. — Ele atacou guardiões e explodiu estátuas
inestimáveis e centenárias trazidas da Europa! —
Lissa encolheu os ombros. — Bem, como eu disse. Ele
não estava agindo de forma racional. Ele queria ajuda-la e provavelmente pensou
que ela era inocente. Ele faria qualquer coisa por ela — e isso não tem nada a
ver com Strigoi. —
— Amor não
justifica tanto. — Hans claramente não era um romantico.
— Ela é menor
de idade! — Exclamou Steele. Essa parte não tinha escapado dele.
— Ela tem
dezoito. — Corrigiu Lissa.
Hans cortou-lhe um olhar. — Eu posso fazer a
matemática, princesa. A menos que eles conseguissem algum romance bonito
tocando nas ultimas semanas — enquanto ele estava na maior parte em isolamento
- então havia coisas acontecendo na sua escola que alguém deveria ter
comunicado. —
Lissa não disse nada, mas pelo canto do olho, ela pode
ver Tasha e Christian. Eles tentavam manter a expressão neutra mas era obvio
que essa notícia não era nenhuma surpresa para eles, sem duvida, confirmando as
suspeitas de Hans de que coisas ilícitas tinham acontecido. Eu realmente não
havia percebido que Tasha sabia sobre Dimitri e eu e me senti um pouco mal. Ela
sabia que parte da rejeição dele foi por minha causa? E se ela sabia, quantos
outros sabiam? Christian provavelmente tinha deixado escapar, mas alguma coisa
me dizia que provavelmente mais pessoas estavam começando a descobrir. Depois
do ataque da escola, minha reação tinha sido uma grande pista sobre os meus
sentimentos por Dimitri. Talvez contar a Hans agora, não tinha sido grande
coisa, afinal. O segredo não seria um segredo por muito tempo.
Alberta limpou a garganta falando por fim. — Eu acho
que temos coisas mais importantes com que se preocupar agora do que algum
romance que pode ou não ter acontecido. — Steele deu-lhe um olhar incrédulo e
bateu a mão contra a mesa.
— Isso é muito
grave. Será que você sabe sobre isso? —
— Tudo o que
sei é que estávamos nos distraindo do ponto aqui — Ela respondeu, esquivando-se
perfeitamente da questão. Alberta era cerca de 20 anos mais velha que Steele, e
o olhar duro que ela deu a ele, dizia que ele era uma criança fazendo-a perder
seu tempo. — Achei que estávamos aqui para descobrir se a Srtª Hathaway teve
algum cúmplice, não para desenterrar o passado. Até agora, a única pessoa que
podemos dizer com certeza que a ajudou, é Belikov, e ele o fez fora de afeto
irracional. Isso faz dele um tolo e fugitivo, não um Strigoi. —
Eu nunca pensei no meu relacionamento com Dimitri como
afeto irracional, mas o ponto de Alberta foi tirado. Algo nas caras de Hans e
Steele me fez pensar que em breve o mundo inteiro iria saber sobre nós, mas que
não era nada comparado ao homicídio. E se ele removeu Dimitri de ser um
Strigoi, então isso significava que ele ia ser preso, se fosse capturado.
Pequenas bênçãos.
O interrogatório de Lissa continuou um pouco mais, até
que que os guardas decidiram que ela era livre e limpa de qualquer parte da
minha fuga (que eles poderiam provar). Ela fez um bom trabalho jogando surpresa
e confusa o tempo todo, mesmo reunindo algumas lágrimas sobre como ela poderia
ter me interpretado tão mal. Ela colocou um pouco de compulsão em seu ato
também — não o suficiente para fazer lavagem cerebral em ninguém, mas o
suficiente para que o ultraje anterior de Steele fosse transformado em
compaixão. Hans foi mais difícil de ler, mas assim como o meu grupo de
esquerda, ele lembrou Tasha e Christian que ele estaria falando com cada um
deles mais tarde, de preferência sem uma comitiva.
Por agora, a próxima pessoa na berlinda estava
esperando no hall: Eddie. Lissa deu a ele o mesmo sorriso que dava a qualquer
amigo, não houve indicação de que ambos eram parte de uma conspiração. Eddie
balançou a cabeça em retorno enquanto ele era chamado para seu interrogatório
na sala. Lissa estava ansiosa por ele, mas eu sabia que seu auto controle de
guardião deveria garantir que ele se prendesse na história. Ele provavelmente
não choraria, como Lissa, mas ele possivelmente atuaria chocado com a minha — traição
— como ela tinha. Tasha deixou Lissa e Christian uma vez que eles estavam fora,
primeiro avisando para serem cuidadosos.
— Vocês se
safaram até agora, mas eu não acho que os guardiões inocentaram vocês. Principalmente
Hans. —
— Hey, eu posso
tomar conta de mim mesmo. — disse Christian.
Tasha virou os olhos. — Sim. Eu vejo o que acontece
quando você é deixado com seus próprios meios. —
— Hey, não
fique irritada porque nós não te contamos. — ele exclamou. — Nós não tivemos
tempo, e havia tantas pessoas que nós tínhamos que envolver. Além disso, você
fez sua parte nos planos loucos antes. —
— Verdade. — Tasha
admitiu. Ela dificilmente era um modelo que jogava pelas regras. — Isto apenas
está ficando muito mais complicado. Rose está na fuga. E agora Dimitri... — Ela
suspirou, e eu não precisei que ela terminasse para adivinhar seus pensamentos.
Houve um olhar profundo de tristeza em seus olhos, que me fez sentir culpada.
Assim como o resto de nós, Tasha queria que a reputação de Dimitri fosse
restaurada. Ao libertar a acusada de assassinar a rainha, ele danificou
seriamente qualquer chance de aceitação. Eu verdadeiramente desejei que ele não
estivesse envolvido e esperava que esse meu plano atual de fuga valesse a pena.
— Vai dar tudo
certo. — disse Christian. — Você vai ver. — Ele não pareceu tão confiante
quanto ele falou, e Tasha deu a ele um pequeno, divertido sorriso.
— Apenas seja
cuidadoso, por favor. Eu não quero ver você em uma cela também. Eu não tenho
tempo para visitas na prisão com tudo que está acontecendo. — Sua diversão
desapareceu e seu modo activista franco apareceu. — Nossa família é
ridicularizada, você sabe. Você consegue acreditar que eles estão atualmente
falando sobre direcionar Esmond para nós? Bom Deus. Nós já temos uma tragédia
após a outra aqui. No mínimo nós deveriamos tentar salvar alguma coisa para
fora dessa bagunça. —
— Eu acho que
não conheço Esmond. — Disse Christian.
— Idiota — ela
disse com naturalidade. — Ele, eu digo. Não você. Alguém tem que falar com
senso da nossa família antes que eles envergonhem a si mesmos. —
Christian riu.
— E me deixe adivinhar: você é a única a fazer isso? —
— É claro. — ela
disse, um brilho malicioso em seus olhos. — Eu já elaborei uma lista de
candidatos ideais. Nossa família só precisa de alguma persuasão para ver como
eles são ideais.
— Eu me sinto
mal por eles se eles ainda não são babacas para nós. —
Christian ressaltou, assistindo sua tia se afastar. A
marca infame de seus pais se tornando Strigoi ainda persistia por todos esses
anos. Tasha aceitou mais graciosamente — apesar de sua queixa — apenas para ser
capaz de participar nas grandes decisões da familia Ozera. Christian não fez
tais tentativas de civilidade. Era horrível ser tratado como Moroi inferior do
que os outros, ser negado por guardiões e outras coisas que membros da família
real podiam. Mas de sua própria família? Isso era especialmente desagradável.
Ele se recusou a fingir que isso era aceitável.
— Eles virão
eventualmente. — disse Lissa, soando mais otimista do que ela sentia.
Qualquer resposta de Christian foi engolida quando uma
nova companhia se juntou a eles: meu pai. Sua aparição repentina assustou os
meus amigos, mas eu não estava surpresa. Ele provavelmente sabia sobre o
interrogatório de Lissa e tinha se escondido fora do prédio, esperando para
falar com ela.
— É agradável
aqui fora. — disse Abe amigavelmente, olhando em volta das árvores e flores
como se os três estivessem em uma caminhada natural pela Corte.
— Mas vai ficar
escaldante quando o sol sair. —
A escuridão que estava me dando tantos problemas na
floresta da Virginia Ocidental feita para agradar, condições de — meio-dia — para
aqueles numa programação vampírica. Lissa deu a Abe um olhar de lado. Com os
olhos bem sintonizados na luz baixa, ela não tinha dificuldade em pegar o
brilhante de sua camisa azul petróleo por baixo de sua jaqueta esporte bege.
Uma pessoa cega poderia ter provavelmente visto ele nesta cor. Lissa zombou da
falsa descontração de Abe. Não era um hábito de Abe, começar com conversa fiada
antes de passar para o papo mais sinistro.
— Nós não
estamos aqui para falar sobre o tempo. —
— Tentando ser
civilizado, é isto. — Ele caiu em um silencio enquanto duas garotas morois
passaram por ele. Uma vez que estava bem fora do lance de ouvidos, ele
perguntou em uma voz baixa. — Eu presumo que tudo correu bem em sua pequena
reunião? —
— Bem. — Ela
dise, sem se preocupar em deixa-lo a par sobre — afeto irracional. — Ela sabia de toda a
preocupação dele de que nenhum de seus associados tinham sido implicados.
— Os guardiões
estão com Eddie agora. — disse Christian. — E querem a mim mais tarde, mas acho
que será isso para todos nós. —
Lissa suspirou.
— Honestamente,
eu sinto que o interrogatório foi a parte fácil, comparado ao que está por vir.
— Ela quis dizer descobrir quem era o verdadeiro assassino de Tatiana.
— Um passo de
cada vez — murmurou Abe. — Nenhuma razão em deixar a imagem maior nos esmagar.
Nós vamos apenas começar do início. —
— Ai está o
problema. — disse Lissa, chutando um galho que cruzava o caminho de paralelepípedos
em frente a ela. — Eu não tenho ideia de onde começar. Seja quem for que matou
Tatiana fez um bom trabalho escondendo suas pistas e jogando tudo para Rose. —
— Um passo de
cada vez. — repetiu Abe. Ele falou nesse tom manhoso dele que me irritava as
vezes, mas para Lissa hoje, foi dissonante. Até agora, toda a energia dela
tinha sido focada em me tirar da prisão e me ter em um lugar seguro. Foi esse
marco o que me levou até ela e manteve no resultado da minha fuga. Agora,
depois que algo da intensidade tinha desvanecido, a pressão de tudo isso estava
começando a desabar sobre ela. Christian colocou seus braços em volta dos ombros
dela, sentindo seu desânimo. Ele se virou para Abe, incomumente sério.
— Você tem
alguma ideia? — Christian perguntou a Abe. — Nós certamente não temos nenhuma
evidência de verdade. —
— Temos
suposições razoáveis. — Abe respondeu. — Como quem matou Tatiana, deveria ter
acesso aos seus aposentos privados. Esta não é uma lista grande. —
— E nem é
curta. — Lissa contou as pessoas em seus dedos. — Os guardas reais, seus amigos
e família... e isto presumindo que ninguém alterou o registo de visitantes dos
guardiões. E pelo que nos sabemos, algumas visitas nem eram registadas, de
qualquer modo. Ela provavelmente tinha reuniões secretas de negócios todo o
tempo. —
— É pouco
provável que ela tivesse reuniões de negócios em seu quarto, de camisola — devaneou
Abe. — É claro, isso depende do tipo de negócio, eu suponho. —
Lissa cambaleou. Realização deslumbrando dela.
— Ambrose. —
— Quem? —
— Ele é um
damhphir... Muito bonito... Ele e Tatiana eram... Hum... —
— Envolvidos? —
Disse Christian com um sorriso, ecoando o interrogatório.
Agora Abe chegou a parar. Lissa fez o mesmo, e seus
olhos escuros encontraram os dela. — Eu o vi. Um tipo de rapaz da piscina. —
— Ele tinha
acesso ao quarto dela, — disse Lissa. — Mas eu só não consigo… eu não sei. Eu não consigo vê-lo fazendo
isso. —
— Aparências
enganam — Disse Abe. — Ele estava terrivelmente interessado que Rose voltasse a
Corte. —
Mais surpresa de Lissa. — Do que você está falando? —
Abe coçou o queixo tipo vilão do mal.
— Ele falou com ela... ou deu algum sinal. Eu não
tenho certeza, mas havia um tipo de interação entre eles. — Inteligente, observador
Abe. Ele notou que Ambrose me deu o bilhete, mas não percebeu totalmente o que
tinha acontecido.
— Nós deveríamos
falar com ele. — Disse Christian.
Lissa asentiu. Sentimentos conflituantes se agitando
dentro dela. Ela estava agitada pela liderança — mas chateada que isso
significava que o doce e gentil Ambrose pode ser um suspeito.
— Eu cuidarei
disso. — disse Abe jovialmente. Eu senti o olhar dela cair pesadamente sobre
ele. Eu não pude ver sua expressão, mas eu vi Abe involuntariamente dar um
passo para trás, o menor lampejo de surpresa nos olhos dele. Mesmo Christian se
encolheu.
— E eu vou
estar lá quando isso acontecer. — ela disse, aço em sua voz. — Não tente alguns
interrogatórios loucos estilo-tortura sem mim —
— Você quer
estar lá para a tortura? — Perguntou Abe, se recuperando.
— Não haverá
nenhuma. Nós vamos falar com Ambrose, como pessoas civilizadas, entendeu? —
Ela olhou fixamente para ele novamente, e finalmente Abe
encolheu em aquiescência, como se estar sendo dominado por uma mulher com
metade de sua idade não era grande coisa.
— Bem. Nós
vamos fazer isso juntos. — Lissa estava um pouco desconfiada da vontade dele, e
ele deve ter percebido isso.
— Vamos — Disse
ele, continuando a andar. — Este é um bom tempo — bem, tão bom quanto qualquer
tempo — para uma investigação. A Corte vai ficar caótica quando as eleições
monarca começarem. Todo mundo aqui vai estar ocupado, e novas pessoas vão
começar a aparecer. —
Uma brisa, pesada com a umidade, bagunçou o cabelo
Lissa. A promessa de calor caiu sobre ela, e ela sabia que Abe estava certo
sobre o nascer do sol. Valeria a pena ir para a cama cedo.
— Quando as
eleições vão acontecer? — Perguntou ela.
— Logo que eles
colocarem a querida Tatiana para descansar. Essas coisas se movem rápido.
Precisamos do nosso governo restaurado. Ela será enterrada amanhã, na igreja
com uma cerimónia e sessão, mas não devem repetir a procissão. Eles estão ainda
muito inquietos. —
Eu me senti meio mal que ela não tinha recebido todo
um funeral de rainha, no final, mas então, se isso significar que o seu
verdadeiro assassino será encontrado, talvez ela teria preferido assim.
— Uma vez que o
enterro acontece e as eleições começam. — Abe continuou. — Qualquer família que
queira colocar um candidato para a coroa irá fazê-lo. — E é claro que eles
querem. Você nunca viu uma eleição monárquica, não é? É um espetáculo. Claro
que, antes que a votação comece, todos os candidatos terão de ser testados. —
Havia algo de sinistro no modo como ele disse — testados
— mas o pensamento de Lissa estava em outro lugar. Tatiana foi a única rainha
que ela já conheceu, e todo o impacto de uma mudança de regime foi
surpreendente.
— Um novo rei
ou rainha pode afetar tudo — para melhor ou pior. Espero que seja uma pessoa
boa. Um dos Ozeras, talvez. Uma das pessoas de Tasha. — Ela olhou
esperançosamente para Christian, que apenas deu de ombros.
— Ou Ariana Szelsky. Eu gosto dela. Não que isso
importe, quem eu quero. — Ela acrescentou com amargura. — Vendo como eu não
posso votar. — Os votos do Concelho determinavam o vencedor das eleições,
portanto, novamente, ela estava trancada fora do processo legal Moroi.
— Um monte de
trabalho vai para as candidaturas. — Abe explicou, evitando o último comentário
dela. — Cada família vai querer alguém mais favorecido ao seus interesses, mas
quem também tem a chance de conseguir votos de… —
— Oomph —
Fui duramente empurrada para fora do mundo político calculado
dos Moroi e voltei para a floresta da Virginia Ocidental — muito dolorosamente.
Alguma coisa sólida me jogou contra a terra batida, folhas e galhos cortando
meu rosto e mãos. Mãos fortes me seguravam, e a voz de Dimitri falou em meu
ouvido.
— Você deveria
ter apenas se escondido na cidade. — Disse ele um pouco divertido. Seu peso e
posição me deixaram sem espaço para me movimentar.
— Teria sido o
último lugar que eu procuraria. Em vez disso, eu sabia exatamente aonde você
tinha ido. —
— Tanto faz.
Não agi de forma inteligente. — Eu disse entre dentes, tentando sair do seu
poder. Porra. Ele era esperto. E mais uma vez, a proximidade dele estava me
desorientando. Anteriormente, isso pareceu afetá-lo também, mas aparentemente
ele tinha aprendido a lição. — Você fez um palpite de sorte, foi isso. —
— Eu não
preciso de sorte, Roza. Eu vou sempre te encontrar. Então, realmente cabe a
você o qual difícil você quer que essa situação seja. — Havia um tom quase de
conversa em sua voz, fazendo tudo mais ridículo pela situação em que estavámos.
— Podemos fazer
isso mais e mais, ou você pode fazer a coisa razoável e apenas ficar quieta com
Sydney e eu. —
— Isso não é
razoável! É desperdício! —
Ele estava suando, do calor e, sem dúvida, porque ele ainda
teve que correr muito para me alcançar. Adrian usava um perfume que sempre me
fez inebriante, mas o cheiro natural da pele quente de Dimitri foi muito
intoxicante. Foi surpreendente para mim que eu podia ficar observando essas
pequenas coisas e ser atraída por elas, mesmo quando eu estava legitimamente
com raiva dele por me manter em cativeiro. Talvez a raiva era um tesão pra mim.
— Quantas vezes
eu vou ter que explicar a lógica por trás do que eu estava fazendo? — Ele
perguntou, exasperado.
— Até você
desistir. —
Eu me empurrei contra ele, tentando novamente ficar
livre, mas tudo o que eu fiz foi nos aproximar mais. Tive a sensação de que o
truque do beijo não ia funcionar desta vez. Ele me empurrou para ficar de pé,
mantendo meus braços e mãos presos em minhas costas. Eu tinha um pouco mais de
espaço para manobrar do que eu tinha no chão, mas não o suficiente para me
libertar. Devagar ele tentou me fazer andar para trás, indo na direção que eu
vim.
— Eu não vou
deixar você e Sydney se arriscarem ficar em apuros comigo. Eu posso cuidar de
mim mesma. Apenas me deixe ir! — Eu disse, literalmente arrastando os pés.
Vendo uma alta e magra árvore, eu coloquei uma perna para fora me enganchando
no tronco, nos levando a parar completamente. Dimitri gemeu e moveu seu aperto
para me puxar para longe da árvore. Isso quase me deu a oportunidade de
escapar, mas eu nem sequer consegui dar dois passos antes que ele estivesse me
segurando novamente.
— Rose — ele
disse cansadamente. — Você não pode ganhar. —
— Como está
sentindo seu rosto? — Eu não pude ver as marcas na luz fraca mas sabia que o
soco que eu dei nele, iria deixar uma marca amanhã. Foi uma pena danificar um
rosto como aquele, mas ele tinha cura, e talvez isso lhe ensinasse uma lição
sobre mexer com Rose Hathaway.
Ou não. Ele começou a me arrastar novamente.
— Eu estou a
segundos de te jogar sobre meu ombro. —
— Eu gostaria
de te ver tentar. —
— Como você
acha que Lissa se sentiria se você fosse morta? — Ele me apertou mais um pouco,
e enquanto eu tive a sensação de que ele fez bem em sua ameaça sobre-meu-ombro, eu também suspeitei que
ele queria me sacudir. Ele estava descontrolado. — Você pode imaginar o que
você faria a ela se ela te perdesse? —
Por um momento, eu estava fora das réplicas
mal-humoradas. Eu não queria morrer, mas arriscar minha vida era exatamente
isso: arriscar a minha vida. De mais ninguém. Ainda assim, eu sabia que ele
estava certo. Lissa ficaria devastada se alguma coisa acontecesse comigo. E
ainda... era um risco que eu tinha que correr.
— Tenha um pouco
de fé, camarada. Eu não vou ser morta. — disse teimosamente. — Eu vou ficar
viva. —
Não era a resposta que ele queria. Ele me moveu com sua
força.
— Há outras maneiras de ajuda-la de qualquer coisa
insana que você esteja pensando. —
De repente eu fiquei mole. Dimitri tropeçou, pego de
surpresa em minha súbita falta de resistência.
— O que está
errado? — ele perguntou, um tanto intrigado e suspeito.
Eu encarei a noite, meus olhos estavam focados em
nada. Ao invés disso, eu estava vendo Lissa e Abe voltando para a Corte,
relembrando o sentimento de impotência de Lissa e anseio por seu voto.
O bilhete de Tatiana voltou para mim, e por um momento
eu pude ouvir sua voz em minha cabeça. Ela não é a última Dragomir. Outro vive.
— Você está
certo. — Eu disse afinal.
— Certo sobre... ? —
Dimitri estava totalmente perdido. Era uma reação
comum das pessoas quando eu concordava em algo razoável.
— Correr de
volta para a Corte não vai ajudar Lissa. —
Silencio. Eu não podia fazer totalmente a sua
expressão, mas era de completo choque.
— Eu vou voltar
para o motel com você, e não vou sair correndo para a Corte. —
Outro Dragomir. Outro Dragomir precisando ser
encontrado. Eu respirei fundo.
— Mas eu não
vou ficar sentada sem fazer nada. Eu vou fazer algo para Lissa — e você e
Sydney vão me ajudar. —
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