SYDNEY E SEUS AMIGOS não estavam felizes por não
estarmos indo a levá-los conosco.
— Eu faria, — eu
disse a ela, ainda me recuperando com Ian. — Mas, levando-nos dentro e fora tem
sido bastante difícil! Se sair com você, todos seremos presos. Além disso, em
breve, não importará. Uma vez que dizermos a todos na Corte o que sabemos e
limpar meu nome, os guardiões não vão precisar mais de você. —
— Não são seus
guardiões que me preocupa. — respondeu ela. Ela usou esse tom blasé dela, mas
eu podia ver um brilho de medo legítimo em seus olhos, e eu perguntei quem ela
estava se referindo. Os Alquimistas? Ou mais alguém?
— Sydney —,eu
disse hesitante, apesar de saber que eu e Mikhail precisávamos sair de lá. — O
que realmente Abe fez para você? Deve ter sido mais que uma transferência. — Sydney
me deu um sorriso, um triste sorriso.
— Isso não
importa Rose, eu iriei lidar com o que vier. Apenas vá agora, OK? Vá ajudar
seus amigos. —
Eu queria dizer mais... para descobrir mais. Mas a
expressão de Mikail me disse que ele concordava com ela, e então, com breve
despedida, nós a deixamos. Quando nós voltamos onde os outros estavam esperando
no estacionamento, eu vi que a situação não havia mudado muito. Dimitri estava
passeando, sem dúvida inquieto por estar fora de ação. Jill estava perto de
Sonya, como que buscando proteção com a mulher mais velha, e Adrian ficou longe
de todos, poupando apenas um piscar de olhos quando o carro de Mikhail parou.
Quando disse ao grupo o que nós tínhamos aprendido,
porém, isso teve uma reação de Adrian.
— Impossível.
Eu não posso acreditar nisso. — Bateu um cigarro. — Seus amigos Alquimistas
estão errados. —
Eu mal podia acreditar nisso também, mas eu não tinha
nenhuma razão para pensar que Ian iria mentir. E sinceramente, se Adrian estava
tendo uma má reacçao com isso, não haveria palavras do que ele iria pensar se
caso nós dissesemos quem era o nosso anterior era suspeito.
Olhei para dentro da noite, tentando chegar a termos
com o assassino de Tatiana e armado para mim. Era difícil até mesmo para mim
acreditar. Traição foi dura.
— Os motivos
estão lá... — eu disse relutante. Desde que Ian tinha dito quem ele viu, uma
dúzia de razões para o assassinato se encaixaram. — E eles são políticos. Ambrose
estava certo. —
— A
identificação de Ian é uma dura evidência, — disse Dimitri, tão chocado como o
resto de nós. — Mas há muitos outros buracos, um monte de pedações que não se
encaixam. —
— Sim — Um em
particular estava me incomodando. — Como, por que EU fui colocada nisso. —
Ninguém tinha a resposta para isso.
— Nós
precisamos voltar para a Corte — disse Mikhail por último. — Ou vão notar minha
falta. —
Lancei a Jill o que eu esperava que fosse um sorriso
encorajador. — E você tem que fazer sua estréia. —
— Eu não sei o
que é mais louco — disse Adrian. — A identidade do assassino ou Jailbait ser um
Dragomir. —Suas palavras para mim eram frias, mas o olhar que ele deu a ela foi
gentil. Louca como a notícia era, Adrian não teve muito tempo para acreditar no
parentesco de Jill. Ele estava cansado o suficiente para acreditar na
infidelidade de Eric, e aqueles olhos reveladores selou o acordo. Eu acho que
ouvir o que Ian tinha-nos dito estava machucando mais Adrian do que ele
mostrava. Descobrir que a pessoa responsável pelo assassinato da sua tia era
alguém que ele conhecia intensificava a dor. E descobrir sobre mim e Dimitri
não ia ajudar muito também.
Para o desânimo de Mikhail, Sonya ofereceu-se para
ficar para trás enquanto o resto de nós ia para a Corte. Não poderiamos trazer
ambos os carros, e nesse único cabia cinco. Ela se considerava o menos útil
nessa empreitada. Com muitos abraços, beijos, e lágrimas, ela prometeu que eles que se veriam outra vez, uma vez que
esta confusão fosse resolvida. Eu esperava que ela estivesse certa.
Meu encanto obscureceu meu rosto o suficiente para me
passar através do portão. Mas Jill era um problema mais complicado. O seu sequestro
foi notícia quente Moroi, e se ela for reconhecida por qualquer um dos guardiões
do portão, seria parada ali mesmo. Estávamos apostando que os guardas estariam
demasiadamente apressados para percebê-la como teriam com Dimitri e eu. Isso
levou Dimitri a dar mais prioridade no disfarce — querendo a ajuda de Adrian.
Adrian não era tão hábil com a ilusão como Sonya era, mas entendia o suficiente
para fazer a aparência de Dimitri ser alterada aos olhos dos outros. Era
semelhante à forma como ele tinha usado o espírito durante a minha fuga da
prisão. A questão era se iria ou não Adrian realmente fazê-lo por nós. Ele não
tinha dito uma palavra a ninguém sobre o que ele tinha visto entre mim e
Dimitri, mas os outros devem ter sentido o aumento repentino da tensão.
— Nós temos que
ajudar Lissa — eu disse a ele, quando ele não respondeu ao meu pedido. — O
tempo está correndo, por favor nos ajude. — Eu não estava rastejando, se era
isso que ele esperava. Felizmente, não era. Adrian respirou profundamente e
fechou seus olhos num breve momento. Eu estava certa que ele desejava algo mais
forte que cigarros. Finalmente, ele acenou.
— Vamos. —
Deixamos Sonya com as chaves para o segundo carro, e
ela ficou ali com os olhos brilhando, vendo como nós dirigimos para fora.
Dimitri, Mikhail, e eu passamos a maior jornada analisando a nossa coleta de
dados. A mulher que Ian havia descrito não poderia ser tudo o que nós tinhamos
ficado para o assassino.
Eu estava sentada no banco de trás com Adrian e Jill,
inclinado para a frente e verificando as coisas fora de meus dedos.
— Motivo? Sim.
Habilidade? Sim. Pagando Joe? Sim. O acesso a câmara de Tatiana… — Eu fiz uma
careta, de repente, pensando no que tinha ouvido enquanto estava com Lissa. — Sim.
—
Isso rendeu-me um olhar surpreso de Dimitri. — Sério?
Essa foi uma parte que eu não consegui descobrir. —
— Certeza que
eu sei como ela fez isso — eu disse. — Mas a carta anônima para Tatiana não faz
sentido. Sem mencionar obscurecer a família de Lissa ou tentar matá-la. Ou
tentando me acusar. —
— Podemos estar
lidando com mais de uma pessoa, — disse Dimitri.
— Como uma
conspiração? — Eu perguntei, assustada.
Ele balançou a cabeça. — Não, quero dizer, alguém
tinha um ressentimento contra a rainha. Mas não alguém que iria tão longe a
ponto de matá-la. Duas pessoas, duas agendas. Provavelmente nem sequer tinham
conhecimento um do outro. Estavam misturando as provas. —
Eu me calei, revirando as suas palavras. Fazia
sentido, e eu peguei na nuance que por alguém, ele quis dizer Daniella. Nós
estavamos certos sobre os motivos, ela não gostava de Tatiana — os treinamentos,
a lei de idade não sendo dura o suficiente, encorajando o espírito….Mas que não
haviam sido suficientes para o assassinato. Uma carta furiosa, suborno pela
segurança de seu filho? Estes foram os tipos de ações que a Senhora Daniella
Ivashkov tomou. Não estacamento.
No silêncio que se seguiu, ouvi palavras suaves entre
Jill e Adrian, que tinham uma conversa enquanto o resto de nós montavamos a
estratégia.
— O que eu
faço? — Jill perguntou-lhe em voz baixa.
Sua resposta foi rápida e certeira. — Aja como se você
merecesse estar lá. Não os deixe intimidá-la. —
— E quanto a
Lissa? O que ela vai pensar de mim? —
Adrian hesitou só um momento. — Não importa. Basta
agir do jeito que eu te disse. —
Meu estômago afundou, ouvindo-o dar-lhe sérios
conselhos desse tipo. Desordeiro, presunçoso e petulante... ele era todas essas
coisas. Mas seu coração era bom. O coração que eu acabei de quebrar. Eu sabia
que eu estava certa sobre o grande potencial de Adrian. Ele poderia fazer
grandes coisas. Eu só esperava que eu não tivesse regredido isso. Pelo menos eu
não teria que lhe dizer que sua mãe era um assassina… mas ainda...
Todos nós ficamoss em silêncio quando chegamos ao
portão. A fila de carros ainda estava lá, e nós nos tornamos mais e mais
nervoso à medida que avançavamos. Um giro à mente Lissa me disse que não
estavamos perdendo nada no Conselho. A situação caótica foi praticamente a
mesma antes, embora o olhar exasperado na cara de Nathan me fez pensar que ele
iria pedir o fechamento do processo em breve e continuar amanhã. Eu não tinha
certeza se era bom ou ruim.
Os guardiões reconheceram Mikhail, é claro, e ainda
vigilante, seus instintos iniciais não suspeitaram dele e de atos abomináveis.
Ele disse vagamente que ele foi enviado para pegar algumas pessoas. O guardião
olhou no carro analizando Dimitri, eu,e felizmente, Jill.
Adrian, uma figura bem conhecida, nos adicionou
respeito. Após uma verificação obrigatória da mala, fomos enviados para dentro.
— Oh meu Deus.
Funcionou, — eu respirei, conforme Mikhail dirigia-se à área de estacionamento
dos guardiões.
— E agora? — Perguntou
Jill.
— Agora vamos
restabelecer a linha Dragomir e chamar o assassino — eu disse.
— Oh, isso é
tudo? — O sarcasmo do Adrian era palpável.
— Você sabe — observou
Mikhail, — que no instante em que suas ilusões forem descartadas, vocês dois
vão ser atingidos pelos guardiões e devolvidos á cadeia. Ou pior. —
Dimitri e eu trocamos olhares.
— Nós sabemos,
— eu disse, tentando ignorar as memórias dessa experiência terrível, claustrofóbica.
— Mas se tudo der certo… nós não vamos ter que ficar lá por muito tempo. Eles
irão usar o que nós descobrimos e, eventualmente, nos libertar. — Eu soei mais
otimista do que eu me sentia.
Depois de estacionado, o nosso grupo foi em direção ao
prédio dos salões de baile, que poderia ser visto a milhas de distância com
todas as pessoas ao seu redor. Que estranho. Não muito tempo atrás, eu fiz esta
mesma viagem, com quase o mesmo povo, apressando-nos para nos afastarmos da
Corte.Nós tinhamos o espírito nos disfarçando então, também, e foi uma louca
escapada. Agora estávamos conscientemente caminhando em perigo. Eu estava
convencida de que se eu pudesse fazê-lo sem ser detectada e entregar a minha
notícia, tudo daria certo. Se o encanto de Sonya funcionou perfeitamente,
quando vi os alquimistas. Eu não tinha nenhuma razão para duvidar dele, mas o
medo ainda se escondia no fundo da minha mente: e se ele parou de funcionar? E
se o disfarce for descoberto antes mesmo de entrar no prédio? Será que eles vão
me prender? Ou será que eles simplesmente vão atirar primeiro?
As portas foram barrados para os espectadores, mas os
guadriões tinham acesso, por isso, mais uma vez Mikhail nos colocou pra dentro,
usando Adrian como razão. O sobrinho da ultima rainha não poderia ser recusado,
e com o caos interior, mais guardiões, - que Dimitri e eu parececiamos ser-
eram bem-vindos. Adrian mantinha um braço em volta de Jill enquanto eles
entraravam, e os guardiões deixam-na passar.
Entramos no salão, completamente despercebidos. Eu
tinha visto a discussão pelos olhos Lissas, mas era totalmente diferente em
pessoa.
Mais barulhento. Mais irritante. Meus amigos e eu
trocamos olhares. Eu tinha me preparado para um grande confronto com o público
- inferno, não seria a primeira vez, - mas este foi um teste além das minhas
habilidades.
— Nós
precisamos de alguém para chamar a atenção do salão —,eu disse. — Alguém que
não tem medo de fazer um espetáculo - quero dizer, além de mim, claro. —
— Mikhail? Onde
você esteve? —
Viramos e vimos Abe diante de nós.
— Bem, falando
do diabo — eu disse. — Exatamente o que precisamos. —
Abe olhou para mim e franziu a testa. Encantos podem
ser vistos através de outros, quando sabiam que um estava sendo usado. Encantos
também eram menos eficazes se os outros conhecessem bem o usário. Foi como
Victor tinha me reconhecido em Tarasov. O de Sonya era forte demais para Abe
quebrar plenamente, mas ele poderia dizer que algo não estava certo.
— O que está
acontecendo? — Perguntou ele.
— O mesmo velho
homem — eu respondi alegremente. — Perigo, os planos insanos… você sabe, as
coisas que correm em nossa família. —
Ele piscou os olhos novamente, ainda totalmente
incapaz de ver através do encanto. Eu provavelmente estava embaçada.
— Rose? É você?
Onde você esteve? —
— Precisamos da
atenção do salão — eu disse. Eu me perguntei se isso era o que sentia quando os
pais pegavam seus filhos presos por violar o toque de recolher. Ele parecia
muito desaprovador. — Nós temos uma maneira de resolver todo esse argumento. —
— Bem — observou
secamente Adrian, — Nós temos, pelo menos, uma maneira de iniciar um outro. —
— Eu confiei em
você no meu plano —,disse a Abe. — Você não pode confiar em mim agora? —
A expressão de Abe foi irônica. — Aparentemente você
não confiou em mim o suficiente para permanecer em West Virginia. —
— Questões de
ordem técnica, — eu disse. — Por favor. Nós precisamos disso. —
— E nós temos
um curto tempo, — adicionou Dimitri.
Abe estudou-o também. — Deixe-me adivinhar. Belikov? —
Houve incerteza na voz de meu pai — Adrian estava fazendo um bom trabalho em
manter a ilusão por cima de Dimitri, mas Abe era inteligente o suficiente para
deduzir que estaria comigo.
— Pai, temos de
nos apressar. Nós temos o assassino e nós temos a…. — Como eu explico isto? — Uma
chance de mudar a vida de Lissa. —
Nada surpreendia muito Abe, mas acho que o meu uso
sério do — pai — o fez. Varrendo a sala, seus olhos pousaram em alguém, e ele
deu um empurrão pequeno de sua cabeça. Alguns segundos depois, minha mãe
apertou seu caminho através de nós. Ótimo. Ele chamou, ela veio. Eles estão
muito sociáveis ultimamente. Eu esperava que Lissa fosse a única com um irmão
surpresa.
— Quem são
essas pessoas? — Perguntou minha mãe.
— Advinhe — Abe
respondeu categoricamente. — Quem seria tolo o suficiente para invadir uma
Corte, depois de escapar dela? —
Os olhos de mamãe ampliaram. — Como … —
— Sem tempo — disse
Abe. O olhar aguçado, que ele recebeu em troca disse que ela não gostava de ser
interrompida. Talvez sem irmãos, afinal.
— Tenho a
sensação de metade dos guardiões nesta sala vão estar em cima de nós em breve.
Você está pronta para isso? —
Minha pobre mãe cumpridora da lei parecia aflita,
percebendo o que estava sendo solicitado dela. — Sim. —
— Eu também, — acrescentou
Mikhail.
Abe estudou todos nós. — Eu acho que há chances
piores. —
Dirigiu-se até onde Nathan Ivashkov estava encostado
em seu pódio. Ele parecia cansado e derrotado, e totalmente perdido sobre o que
fazer com a bagunça diante dele. Com a nossa abordagem, os candidatos a monarca
olharam com curiosidade, e eu senti um choque súbito de surpresa pelo vínculo.
Lissa podia ver através dos encantos do espírito. Senti segurar sua respiração
com a nossa visão. O medo, choque e alívio passando por ela. E confusão, é
claro. Ela estava tão feliz de nos ver que ela esqueceu tudo sobre as eleições
e começou a ir em nosso encontro. Eu dei-lhe um rápido aceno negando com a
cabeça, pedindo a ela para manter a nossa capa, e depois de um momento de hesitação,
ela sentou-se. Ela estava preocupada e perplexa, mas confiava em mim.
Nathan veio à vida quando nos viu, principalmente
quando Abe simplesmente empurrou para fora do caminho e agarrou o microfone.
— Ei, o que
está… —
Eu esperava Abe gritar para todo mundo calar a boca ou
algo assim. É claro que Nathan tinha tentado isso por um tempo, sem resultados.
Então, eu estava muito chocada, como todos os outros, quando Abe colocou os
dedos em seus lábios e soltou o assovio mais estridente que eu já tinha ouvido.
Um assobio através de um microfone? — Yeah. Ele machucou meus ouvidos. Tinha
que ser pior para os Moroi, e os comentários gritando para nós não ajudaram.
A sala se acalmou o suficiente para ele ser ouvido.
— Agora que
vocês tem o bom senso de manter suas bocas fechadas — disse Abe, — nós temos… algumas
coisas a dizer. — Ele estava usando sua confiança, a voz de quem — eu controlo
o mundo — mas eu sabia que ele estava tomando um monte de fé aqui.
— Aja rápido — ele
murmurou, estendendo o microfone para nós.
Eu limpei a garganta.
— Estamos aqui
para, hum, resolver este debate uma vez por todas. — Isso trouxe resmungos, e
me apressei em voz alta antes do salão estourar novamente. — As leis podem
ficar do jeito que são. Vasilisa Dragomir tem direito ao seu lugar no Conselho
e de votos elegíveis para ser um candidato completo para o trono. Existe um
outro membro de sua família. Ela não é a última Dragomir. —
Murmúrios e sussurros eclodiram, e no entanto não era
nada como o rugido anterior, provavelmente porque os Moroi amavam intrigas, e
eles tinham que saber como isso iria se desenrolar. Na minha visão periférica,
eu poderia ver guardiões formando um perímetro muito frouxo em torno de nós.
Sua preocupação era a segurança, não o escândalo.
Eu acenava para a frente de Jill. Por um instante, ela
congelou, então eu perguntei se ela recordou as palavras do Adrian no carro.
Ela saiu do meu lado, tão pálida que eu me preocupava que ela pudesse desmaiar.
Eu quase me senti como se eu pudesse também. A tensão e a pressão foram
avassaladoras. Eu tinha ido tão longe.
— Esta é
Jillian Mastrano Dragomir. Ela é a filha ilegítima de Eric Dragomir, mas ela é
sua filha e oficialmente parte da linhagem. — Odiava usar ilegítima, mas, neste
caso, era um fato necessário.
O silêncio se seguiu por uma batida de coração, Jill
precipitadamente, se inclinou para mim e para o microfone. — Eu sou uma
Dragomir, — disse claramente, apesar de suas mãos trêmulas. — Nossa família tem
seu quorum, e minha irmã tem todos os seus direitos. —
Eu pude ver outra explosão do efifício, e Abe saltou
entre Jill e eu, agarrando o microfone. — Para aqueles que não acreditam nisso,
um teste de DNA vai esclarecer todas as dúvidas sobre sua linhagem. — Tive de
admirar a audácia de Abe. Ele só tinha sabido desta informação sessenta
segundos atrás, e já estava defendendo com certeza, como se ele mesmo tivesse
realizado os testes necessários anteriormente em seu laboratório de genética em
casa. Mais fé, e uma vantagem que ele não poderia deixar passar. Meu velho
amava segredos.
A notícia provocou a reação que eu tinha esperado. Uma
vez que o público tinha processado a informação, uma enxurrada gritante de
comentários começou.
— Eric Dragomir
não teve outros filhos, ilegítimos ou não! —
— Isto é um
engano! —
— Mostra-nos a
prova! Onde estão os testes? —
— Bem… ele era
um flertador. —
— Ele tinha uma
outra filha. —
Este último calou a multidão, tanto porque foi falado
com autoridade e porque veio de Daniella Ivashkov. Ela se levantou, e mesmo sem
microfone, ela tinha uma voz que poderia ser ouvida por todo salão. Ela também
era uma pessoa bastante importante na nossa sociedade para chamar a atenção.
Muitos dentre os membros da família real foram praticamente condicionados a
ouvi-la. Na sala de agora quieta, Daniella continuou falando.
— Eric Dragomir
teve uma filha ilegítima com uma mulher chamada Emily Mastrano — uma dançarina,
se bem me lembro. Ele queria ela mantida em segredo e precisava de fazer certas
coisas, coisas que ele não poderia fazer sem ajuda com isso. Eu era um dos
poucos que ajudaram. — Um não caracteristico sorriso amargo apareceu nos
lábios. — E honestamente, eu não teria mencionado se isso permanecesse secreto.
—
Pedaços clicaram na minha cabeça. Eu já sabia quem
tinha quebrado os registros alquimistas. E porquê. No salão quieto, eu não
precisei de um microfone para responder, também.
— O suficiente
para fazer certos papéis desaparecer? —
Daniella fixou aquele sorriso em mim. — Sim. —
— Porque se os
Dragomir acabassem, o espírito também iria. E Adrian estaria seguro. Espírito
estava recebendo muita atenção muito rápido, e você precisava para se livrar de
qualquer evidência sobre Jill para matar a credibilidade de Vasilisa. — A
expressão de Daniella confirmava muito. Eu deveria ter deixado isso assim, mas
minha curiosidade não ia permitir isso. — Então, por que admiti-lo agora? —
Daniella deu de ombros. — Porque você está certa. Um
teste de DNA vai mostrar a verdade. — Havia suspiros de espanto de quem tomou a
palavra dela como um evangelho e me perguntei o que isso significava. Outras
pessoas se recusaram a acreditar e usavam olhares de desprezo. Daniella,
certamente decepcionada de que a verdade havia vazado, no entanto parecia
resignada e disposta a aceitá-la. Mas seu sorriso logo caiu enquanto ela me
estudava mais de perto. — O que eu gostaria de saber é: quem no mundo é você? —
Uma boa parte da platéia pareceu querer saber isso
também. Eu hesitei. O encanto de Sonya tinha conseguido disfarçar-me muito bem
neste momento. Tivemos uma aceitação frágil de Jill e da linha de Dragomir. Se
deixarmos o sistema de seu curso, e se Lissa ganhou como eu queria — agora eu
teria um majestoso advogado no caso, para limpar-me.
Mas olhando para a multidão, cheio de pessoas que
havia conhecido e respeitado e que ainda tinham me condenado sem dúvida. — Eu
senti raiva queimar dentro de mim. Induzida pelo espírito ou não, aquilo não
importava. Eu ainda estava indignada com a facilidade com que fui acusada e
jogada fora. Eu não queria esperar para que isso fosse resolvido em algum
escritório dos guardiões em silêncio. Eu queria enfrentá-los. Eu queria que
eles soubessem que eu era inocente, da morte da rainha, pelo menos.
E assim, superando meus próprios recordes para um
comportamento perigoso e imprudente, eu arranquei a pulseira de Sonya.
— Eu sou Rose
Hathaway. —
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