domingo, 29 de setembro de 2013

CSLDUVA - BF - 49-50-51-52

Capítulo 49
“Ai merda” eu murmurei, olhando em minha janela enquanto Lucius e Faith
Cross entravam passando pelo meu jardim coberto de escuridão para o antigo
apartamento de Lucius. Eu odiava espiar ele, mas eu não sabia mais o que fazer.
Eu tinha que impedir ele de morder Faith. Então eu esperei alguns minutos antes
de segui-los.
“E ai gente?” eu disse, entrando sem bater. “O que vocês tão fazendo?”
Como se eu não soubesse.
Faith praticamente pulou de Lucius, alisando seu cabelo, arrumando sua camisa
desajeitada. “Deus, Jenn! Você não sabe bater?  Algumas[i/] pessoas tem vida
sexual.”
Lucius não fez nenhum esforço para desembaraçar-se. Ele apenas sentou na
cama, mantendo um braço livremente em torno da cintura de Faith,
despreocupado, acariciando seu quadril. “O que você quer, Jess?” Sua voz
estava baixa, ameaçadora.
“Talvez ela queira seus tachos e panela” Faith riu. “Você sabe, pra ela fazer o
cabelo*”
gente, aqui a Faith se refere a parte que a Jess tava cozinhando a lebre ^^
“Eu não sinto mais o cheiro da Lebre aqui” eu respondi “Mas o cheiro de água
oxigenada aqui é forte. É melhor você maneirar Faith, ou vai acabar ficando
careca.”
“Eu poderia fazer pior” ela cheirou, olhando minha cabeça. “Melhor ter água
oxigenada do que ter cabelo grenho”.
“Melhor cabelo grenho do que ser uma vadia.”
Eu não acho que alguém tenha alguma vez falado com Faith Crosse assim. Eu
mal podia acreditar que eu tivesse. Mas merda, eu me sentia bem.
Faith ficou em silêncio, atordoada, encolhida contra Lucius, os olhos arregalados.
Então ela se afastou dele, espetou o dedo no peito dele. “Você ouviu o que ela
acabou de dizer pra mim, Luc? Você vai deixar ela me chamar de vadia?”
Lucius riu, um som sem alegria, e puxou-a mais pra perto. “Oh Faith. Aceite o
elogio”.
Ela empurrou o peito dele. “Cuidado, Luc”.
Lucius ignorou o aviso, virando se pra mim. “Vou repetir: O que você quer,
Jessica?”
“Eu preciso de ajuda com Bello no celeiro,” eu menti. “Eu acho que ela esta
favorecendo uma perna. Quero a sua opinião. Você sabe mais de cavalos do que
eu.”
“Ligue pra um veterinário” Lucius disse. “Eu não sou medico de cavalo.”
“Ah, qual é Lucius” eu urgi. “Só vai levar um instante”. Qualquer coisa pra te
manter distante da Faith.
“É quase dez horas,” Lucius observou. “O cavalo vai sobreviver até amanhã. E
nós estamos um pouco ocupados aqui”. Seu rosto estava obscuro por causa da
luz, mas eu pensei ter visto um flash de presas.
“Lucius, seja razoável,” eu disse, abandonando minha historia sobre Belle.
“Eu estou tão cansada dessas brincadeiras sem sentido,” Faith disse, deslizando
do abraço de Lucius. “Até mais tarde, Luc.”
“Não vá.” Ele disse, puxando ela de volta.
Mas Faith soltou o pulso. “Está ficando meio tarde de qualquer jeito. Se eu
quebrar o horário de recolher de novo meus pais me matam. Ela pegou sua bolsa
de couro vermelho do chão e deu um beijo na boca de Lucius. “Tchau”.
Enquanto ela esbarrava em mim, eu agarrei seu braço. “Á propósito, meu nome é
Jess. Lembre-se da próxima vez.”
Faith torceu-se pra fora de meu alcance. “Oh, eu vou. E você vai lamentar que eu
me lembre.”
Ela deixou a porta entreaberta, e eu bati enquanto ela marchava pelas escadas.
“O que você vê nela?” exigi de Lucius. Minha voz estava petulante, muito brava,
mas eu não pude me controlar. “Ela é a pessoa maia demoníaca que eu já
conheci.”
“Você conhece pior, Jessica. Acredite em mim.” Lucius ficou de pé, cruzando os
braços. “O que você está fazendo aqui de verdade?”
“Salvando você, idiota,” Eu disse. “Você ia morder ela. Você esta totalmente fora
de controle!”
Lucius gemeu. Um gemido que mudou para um rosnado. Ele empurrou seus
dedos na testa. “Jessica – não se meta nisso.”
“Mesmo que você não se importe sobre mim, você mesmo, ou o pacto, mas você
pensou no que vai acontecer a Faith se vocês dois se deixarem levar? Você vai
estar mexendo com a alma dela. Eu posso odiar ela – mas o que você esta
fazendo, não é certo.”
Lucius caçoou. “A alma dela. A alma da Faith já é tão corrompida quanto você
pode imaginar. Não se preocupe com a Faith. Ela mente, rouba, trapaceia, e
pavavelmente mataria pra conseguir o que quer. Eu vi dentro da alma dela, e é
tão obscura quanto a minha. É por isso que nos damos tão bem juntos. Nós
somos iguais.”
Mas eles não eram iguais. “Você não pode basear a sua vida em um romance,” eu
disse.
“Do que você tá falando?”
“Ela não é Catherine, e você não é Heathcliff. Vocês não têm que se destruir.”
“Você vê muito em um pequeno drama, uma diversão de ensino médio.”
“Você não pensa que é uma diversão de ensino médio. Eu te conheço, Lucuis.”
“Você não me conhece!”
As vigas do teto balançaram quando Lucius realmente levantou a voz, pela
primeira vez que eu me lembrava. O som era horrível.
Mas eu não ia recuar. “Eu te conheço sim. Você é um vampiro honroso. Você é
realeza. E Faith não é como você.” Eu respondi. “Ela nem ao menos é uma
vampira”.
“Oh, nem você é” ele chegou mais perto e agarrou um punhado dos meus cachos.
“Você mudou o cabelo, suas roupas, você leu o guia, mas você não sabe nada
sobre ser um vampiro. Você viu meus tios. Você está pronta pra esse mundo?”
“Eu nasci pra governar esse mundo. Você sabe disso. Você me ensinou isso.”
Lucius riu de mim, libertando meu cachos. “A verdade? Você mal consegue dizer
as palavras, quanto mais tomar o trono.”
“Você está apenas machucado, Lucius,” eu implorei. “Não jogue fora sua – vida?
Imortalidade? – existência por causa de uma briga com seu tio.”
“Saia daqui” . Ele mostrou os dentes como um animal, respirando pesadamente, e
eu vi suas presas.
Mas eu não estava com medo. Meus próprios dentes doeram. Minha garganta
ficou seca, também. “Não”.
“Não me obrigue a te tirar,” ele disse, agarrando meus ombros. “Você não tem
idéia do que eu sou capaz de fazer. Você não vê o que eles fizeram comigo?
Aquele sangue está em mim.”
“Você não vai me machucar.” Me libertando, eu varria a sala com o olhar,
procurando por alguma coisa. Como eu poderia provar que eu não era a pessoa a
apenas salvá-lo, mas também selar nosso destino? E então eu vi. O copo. O copo
de Orange Julius, que eu sabia que teria um quente, vermelho e espesso liquido.
Estava no criado-mudo, e eu corri pra ele, mesmo sabendo que Lucius era mais
rápido que eu. Mas eu tinha o elemento surpresa do meu lado, e o peguei, tirando
a tampa, meio enojada, meio gostando.
“Jessica, não,” Lucius gritou, se movendo bruscamente.
Eu contornei e derrubei o copo à boca, despejando o grosso, sangue coagulado
escorregadio em minha boca. Ela deslizou sobre minha língua, na minha
garganta, e eu derramei tão rápido que encharquei meu queixo e meu pescoço e
penetrando em toda a minha camisa. Era pegajoso e salgado e doce e gosto de
vida, à beira da morte. Eu bebi tudo, surpresa pelo gosto, cheiro. . . o cheiro
pungente, agora dentro de mim, me enchendo, me satisfazendo.
Lucius ficou paralisado, quando terminei de tomar, passando meu braço em
minha boca. Ele não disse nada enquanto eu metia o copo em seu peito, o
forçando a aceitar.
“Ai” eu rosnei, sentindo-se mais poderosa do que eu já senti em toda minha vida.
Poderosa, saciada e meio doente. "Nunca me diga que eu não estou pronto para
governar".
Mesmo assim, Lucius não disse uma palavra. Ele só ficou de pé, imóvel e rígido
como um cadáver, segurando o copo ensangüentado contra o seu
peito. Eu marchei por ele e desci as escadas e saia pela porta antes que eu
comecei a tremer. Eu estava no pequeno círculo de luz na entrada da garagem,
deixando o vento frio me acalmar. Minha camisa estava encharcada, mas o
sangue, no ar congelado do inverno, já era de coagulação, congelamento,
endurecimento em gelo escarlate. Limpei meu queixo de novo com um braço
pegajosa. Eu queria vomitar e beber de novo. Então, eu só esperei por um
momento, tentando acalmar, para descobrir o que fazer. E se meus pais me
vissem coberta de sangue?
Olhei para a casa. E é aí que eu vi Faith Crosse, parada cerca de cinco metros de
distância de mim, olhando fixamente pra mim.
“Eu só estava voltando... eu esqueci o meu celular,” ela gaguejou, segurando a
bolsa vermelha ao peito, por isso parecia um pouco com imagens de espelho.
Exceto que seu peito estava coberto por couro vermelho, enquanto o meu estava
coberto de sangue. Seus olhos azuis estavam enormes." O que. . . o que diabos
aconteceu com você? "
Eu comecei a dizer alguma coisa – qualquer coisa – mas eu não pude pensar em
uma só desculpa. Como se uma desculpa pudesse explicar o por que de meu
rosto, garganta e peito estivessem encharcados de sangue seco.
Não importa. Faith virou seu calcanhar e correu para seu carro. Eu ainda estava
parada lá, tremendo de frio e de emoção, quando o som de seus pneus
guinchando desapareceram na noite.
Eu sabia que eu tinha feito algo que eu nunca poderia desfazer. Eu não tinha
alterado apenas a mim, mas o futuro. Alguma coisa tinha sido posta em
movimento no instante em que eu inclinei o copo à boca, e eu estava agudamente
ciente de que Lucius e eu não temos apenas um bravo velho Ancião morto a
temer. Eu tinha derramado grão sangrento em um moinho de fofoca de uma
escola de ensino médio americana - a única coisa que talvez seja mais perigosa
do que uma legião de vampiros guerreando pelo poder.
Capítulo 50
.
“Jess, o que aconteceu no apartamento?” Mindy perguntou, segurando meu
braço, me puxando de volta quando comecei a subir a escada, indo para Química
Avançada. Seus olhos estavam arregalados, implorando para tranqüilizá-la que
tudo estava bem. “Você pode me contar. Eu sou sua melhor amiga.”
.
“Nada aconteceu.” eu menti.
.
Eu queria contar tudo a Mindy. Toda história maluca. Eu estava cansada de
carregar todo fardo sozinha. Mas eu não podia. Ela nunca iria acreditar, e se
acreditasse, o que ela pensaria de mim se eu dissesse que bebi sangue? Que eu
queria beber mais sangue? Continuei a subir os degraus. “Vamos chegar atrasadas
na aula.”
.
Mindy manteve sua mão no meu braço, ainda me segurando. “Eu não me importo
com a aula. Eu só preciso saber o que está acontecendo com você. Há um boato
que tinha sangue na sua boca, Jess. Que você estava saindo do apartamento de
Lucius, e você estava coberta de sangue.”
.
“Isso é a coisa mais estúpida que eu já ouvi.” eu disse. Mentiras em cima de
mentiras.
.
Mindy deslizou sua mão no meu braço, segurando minha mão, apertando-a. “É
Lucius, Jess? Ele está abusando de você? Você pode me dizer. Nós podemos
ajudar!”
.
Oh, Deus... Isso é o que ela pensa...
.
“Não Min. Eu juro. Se fosse isso, eu diria. Eu prometo. Lucius nunca colocou a
mão em mim.” Não da forma que eu queria... Não por muito tempo para... “Não
é o que você pensa.”
.
Ela olhou pra mim, e percebi que eu falei demais . “Mas é alguma coisa, Jess.
Você acabou de admitir isso.”
.
“Não é nada” eu insisti, tentando sorrir. “Você esta se deixando levar.”
.
Mindy largou minha mão de repente, como se eu a tivesse traído. No qual eu
tinha. Eu menti para minha melhor amiga, e ela sabia disso. “Eu não acredito em
você, Jess. E eu não posso acreditar que você não confia em mim.” Houve uma
surpresa em sua voz quando ela disse isso, e ela correu pelas escadas, se
afastando de mim.
.
Eu sentei na escada vazia, mais solitária do que eu jamais estive na minha vida.
Eu tinha perdido Lucius, e Jake, e agora Mindy. Até meus pais pareciam quase
como estranhos que vivem em um mundo mais simples que eu tinha deixado pra
trás. Meu único amigo era um velho vampiro que amava cappuccino.
.
E, é claro, eu estava ganhando inimigos.
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“Bem, bem, bem. Packrat.”
.
A voz desprezível veio de cima de mim. Olhei pra cima e por cima do ombro
para ver Frank Dormand e Ethan Strausser em pé no patamar.
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“Se manda.” Eu disse.
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Eles desceram a escada, pairando sobre mim. “O que você está fazendo,
aberração?” Frank zombou, chutando minha canela.
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Eu me coloco de pé, pronta, quase ansiosa para enfrentá-los. “O que você quer?”
.
“Queremos saber o que aconteceu na garagem da fazenda de aberrações dos seus
pais” Ethan disse. Eu nunca notei como seu crânio parecia literalmente grosso
embaixo de seu encrespado, corte justo.
.
“Vocês dois usam muito a palavra aberração,” eu observei. “Vocês deveriam
verificar um dicionário de sinônimos. Eles têm um na biblioteca. Vocês sabem
onde fica a biblioteca, certo?”
.
“Ooh, A Packrat tem uma boca esperta hoje,” Frank zombou de mim.
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Eu tentei passar por eles, mas eles bloquearam meu caminho.
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“Não tão rápido.” Frank disse.
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“Sim,” Ethan resmungou. “Queremos saber o que o aberração...”
.
“Sério, encontre um sinônimo”
.
“O que a aberração que vive em sua casa está fazendo pra minha namorada.”
.
Sua namorada? Isso era pra rir. “Eu acho que Faith tem um novo namorado. No
caso de você não ter percebido.”
.
Ethan olhou com raiva. Seu rosto rosado era mesmo feio quando ele ficava
bravo. “Aquele cara... ele fez alguma coisa com a Faith. Ele não é normal. Ele...
ele, como, a hipnotizou.”
.
“Eu não sei do que você está falando. E não seja um mau perdedor. O football
não te ensinou alguma coisa?”
.
Frank deu um peteleco na minha orelha. “Não fale com Ethan assim.”
.
Eu dei a Frank um empurrão de aviso. “Eu vou falar com ele do jeito que eu
quiser. E não me toque novamente.”
.
“Ou o quê? Você vai soltar o seu guarda-costas em mim?” Frank provocou.
“Porque eu digo manda ver.”
.
“Nós sabemos sobre ele”, Ethan acrescentou ameaçadoramente.
.
“Você não sabe nada.”
.
“Nós sabemos sobre o sangue em você,” Frank disse. “E nós sabemos sobre
Vladescu. Nós o verificamos na internet. Esse cara pensa que é um vampiro.”
.
Foi a primeira vez que ouvi qualquer um, fora Lucius e minha família direta, usar
essa palavra.
.
Meu sangue congelou. “O quê?”
.
“Um vampiro”, Ethan repetiu.
.
“E você sabe sobre isso,” Frank adicionou, torcendo um dedo em meu ombro.
.
“Vocês dois estão loucos. Já ouviram a si mesmo?”
.
Existe um site inteiro sobre a família de Lucius – aqueles na Romênia,” Ethan
disse.
Frank sorriu. “E você sabe o que eles fazem na Romênia? Para os Vampiros?”
.
Engoli espessamente. Sim, eu sei.
.
Frank fez um movimento como se estivesse cravando uma estaca em seu peito.
“Eles fizeram isso. De verdade. Eles fizeram isso com a antiga família de Lucius.
Seus pais.”
.
“Nós não gostamos de pessoas estranhas por aqui também” Dormand
acrescentou.
.
Havia algo realmente ameaçador na forma como ele disse isso. Forcei-me a rir.
Mas minha risada soava vazia e assustada. “Vocês dois são malucos.”
.
“Oh, eu não penso assim...”
.
Frank foi interrompido pela batida de uma porta acima de nós, e pisadas rápidas
de sapatos contra os degraus. “Aí está você,” Faith Crosse gritou, atirando-se nos
braços de Ethan, quase me derrubando pra baixo da escada.
.
Ela começou a chorar, agarrando Ethan. Ele segurou-a vagamente, a confusão em
seu rosto brando, estúpido, “O que há de errado, bebê?”
.
“Ele terminou comigo,” ela lamentou. “Aquela aberração...”
.
Ok, eu estava seriamente comprando todas as enciclopédias para a graduação.
.
“Ele me dispensou.” Ela se afastou, apontando um dedo em seu peito. “Eu! Faith
Crosse!”
.
De repente, ela percebeu que eu estava lá, e voltou sua ira contra mim, apontando
o dedo na minha direção. “Você... Vocês dois... Vocês são ambos...”
.
“Aberrações?” eu arrisquei.
.
“Sim! Eu odeio vocês dois.” Ela virou-se para Ethan, agarrando-o. “Eu não sei
porque rompi com você. É como se ele tivesse me colocado um feitiço. Mas
agora tudo parece tão estranho.”
.
Ela começou a chorar, agarrando-se a Ethan. Parecia um pouco forçado pra mim,
mas Ethan estava comprando o ato. Ele acariciou as costas dela com a mão
musculosa.
.
“Eu senti tanto sua falta.” Faith soluçou. “Porque eu saí com aquele cara?”
.
Uma parte de mim estava extremamente aliviada. Lucius tornou-se sóbrio. Ele
tinha descartado Faith. Talvez, apenas talvez, ele vai honrar o pacto...
.
Minha alegria durou pouco. Afrouxando seu aperto de Ethan, Faith chicoteou pra
trás virando-se para me encarar, os olhos apertados, boca torcida de raiva. Ela
apontou o dedo pra mim de novo, falando entre dentes rangendo e lágrimas.
“Diga a seu precioso Lucius que ninguém – ninguém – dispensa Faith Crosse.
Ele vai se arrepender.”
.
Faith ainda estava me fuzilando com os olhos quando cheguei até o topo da
escada e olhei pra baixo para ela. “Ele vai pagar,” ela me intimou.
.
Eu acreditei nela.
.
Tudo o que eu tinha colocado em ação com aquele copo de sangue derramado...
Foi girando fora de controle ainda mais rápido do que eu jamais imaginei que
pudesse.
.
Eu nunca acreditei realmente que Frank Dormand controlaria exatamente uma
ligação de Lucius à palavra Vampiro. Mas ela podia. E agora Faith estava furiosa
com Lucius.
Frank, estúpido com era, tinha topado como um conhecimento condenatório. E
Faith era exatamente a pessoa a usá-lo. Brutalmente.
.
Eu tinha subestimado meus inimigos.
.
Lucius teria chamado de um erro de principiante da minha parte. O erro de uma
garota que não está pronta para governar uma legião de vampiros. Eu tenho
muito que aprender e sem tempo bastante para aprender isso.
Capítulo 51
.
“Lucius?” minha voz ecoou no ginásio quase vazio, soando pequeno.
.
O cavernoso salão estava praticamente escuro, com apenas um banco de luzes
ligadas. Na extremidade do pátio, Lucius praticava lançamentos sozinho de
maneira repetitiva, ritualista como eu tinha visto antes: drible, batida, recuperar...
de novo e de novo e de novo, nunca errando um arremesso. Nunca hesitando. Ele
não se virou com o som da minha voz, e sem ter certeza se ele me ouviu,
caminhei em direção a ele através da longa extensão de madeira.
.
“Lucius?” tentei de novo quando cheguei na parte superior principal.
.
Ele bateu a bola através do aro e se afastou, virando para me encarar. Perplexo.
Não satisfeito. “Jessica... Como você me encontrou?”
.
“Eu vi você sair com a bola, e está frio demais pra jogar lá fora”. Olhei em volta
do ginásio vazio. “Eu decidi ver se você estava aqui.”
.
“Como você conseguiu entrar? A escola está fechada.”
.
“Do mesmo modo que você fez. Bati na janela onde zelador estava trabalhando.
Ele me disse onde encontrá-lo.”
.
“Ele geralmente deixa a porta mais próxima do ginásio escorada pra mim”,
Lucius disse. “Eu tenho feito valer o seu esforço, é claro, por quebrar as regras.”
.
Algo da raiva parecia ter se desvanecido de Lucius, como se tivesse curado junto
com seus machucados. E ainda não era o velho Lucius de volta. O vampiro de
antes me parecia uma nova-marca de encarnação.
.
“Você está bem?” eu perguntei. “Eu ouvi sobre Faith. Que você terminou com
ela.”
.
“Sim. Aquilo teve o seu curso, como as coisas devem.”
.
Eu percebi que Lucius e eu estávamos muito perto de onde dançamos, retornando
ao baile de natal, no qual parecia uma vida inteira de distância, muito embora
tenha sido apenas a algumas semanas. Tão perto quanto estávamos brevemente
naquela noite – nosso sangue quase misturando-se – que é assim como
parecíamos distantes no ginásio vazio. Eu poderia muito bem ter parado na outra
extremidade do enorme salão. Eu poderia muito bem ter parado em outro planeta.
.
“Eu cometi um erro, Lucius. Bebendo o sangue. Deixando Faith ver aquilo.”
.
“Eu tenho cometido erros piores, Jessica. Não se preocupe desnecessariamente.”
.
“Mas agora Frank está falando de você ser um vampiro, e Faith está furiosa, e
tudo mundo está fofocando. Mesmo Mindy está se afastando de mim, assustada
com os rumores.”
.
“Sim, algumas coisas parecem esta convergindo, não estão?” Lucius não sorriu
ironicamente, como eu esperava. Ele estava estranhamente silencioso. Quase
extraordinariamente calmo.
.
“O que você vai fazer, Lucius?”
.
Ele virou as costas pra mim e pegou a bola, manejando-a facilmente. “Jogar
basquete, Jessica. E esperar.”
.
“Lucius...”
.
“Boa noite, Jessica”, ele disse, abafando qualquer resposta que eu poderia ter
oferecido com o som da bola de basquete batendo na madeira, o barulho do seu
tênis na quadra, e o barulho do arremesso no aro. De novo e de novo e de novo.
Capítulo 52
"Hey." Descansando minhas costas contra a azulejada parede do ginásio, me
afundei ao lado de Mindy, que tinha sido eliminada logo antes de mim. "Isso
parecia que ia doer."
Mindy evitou meus olhos. Ela ficava olhando o jogo de queimada como se ela
tivesse apostado um milhão de dólares apostou resultado dos cavalos.
"É apenas uma bola."
"Mas que idiota, Dane, mirou direito para sua cabeça..."
Mindy afastou-se devagar, só um pouco, sobre o piso do ginásio. Ela ainda não
olhou para mim. "Não está tão mal."
"Você ainda está zangada comigo? Ou apenas assustada?" Eu finalmente
perguntei.
Mindy encolheu os ombros. "Um pouco dos dois, eu acho."
"Ah. Porque na primeira era como se você sempre tivesse uma desculpa para o
porque nós não poderíamos almoçar, e depois você se tornou realmente ruim
sobre o retorno de telefonemas... Você está me evitando por duas semanas, Min."
Mindy mexeu com seus cadarços, reamarrando eles com o tipo de atenção
geralmente associada a cinco anos de idade. "Eu estou apenas ocupada, isso é
tudo."
"Você não é tão ocupada."
Mindy finalmente olhou para mim. "Sinto muito, Jess, mas..."
"Mas o quê?"
"Só ficou muito estranho para mim."
"Então você acredita que os boatos."
Ela voltou atrás e encarou o jogo de queimada. "Eu não sei em que acreditar. E
você não vai me dizer."
"É complicado", disse eu. "Mas se você só puder confiar em mim por um tempo
até eu resolver"
Mindy virou para mim novamente, e desta vez não havia medo em seus olhos.
"Não é só sobre você, Jess."
"Então o quê?"
"É... Ele. Ele é o que mudou você. Ele fez algo para você. E ele fez alguma coisa
para Faith. Ela mostrou as pessoas as marcas..."
Mindy não teve que esclarecer que "ele" era: Lucius.
"Tudo estava normal até que ele chegou aqui, e ele mudou você", disse Mindy, a
miséria em sua voz, como se Lucius tivesse realmente roubado algo dela. E
suponho que, em sua opinião, ele tinha.
"Não é culpa de Lucius," eu disse. "Quero dizer, não é culpa de ninguém, porque
está tudo bem."
"Não está bem, Jess." A compostura Mindy estava rachando. "Você sabe que eu
gosto de Lukey - Eu gostava de Lukey. Mas as pessoas estão dizendo que ele não
está certo. As pessoas estão com medo."
"Não há nada a temer."
Mindy tentou sorrir mas não obteve sucesso. "Se você diz, Jess."
"Você ainda está vindo para o meu aniversário, certo?" Eu perguntei. "Para o
jantar?"
Meu aniversário de 18 anos era em poucas semanas. Mindy e eu tínhamos
sempre comemorado nossos aniversários juntas. Nós trocávamos presentes e
comíamos bolo e fazíamos desejos, lado a lado desde que nós tínhamos feito
quatro anos. Eu dei um aperto de mão nela. "Você vai estar lá, certo?"
Mas a violência com que Mindy se afastou e do jeito que ela olhou em volta para
ver se alguém tinha me notado tocá-la me disse que a tradição acabou.
"Sinto muito, Jess", disse ela. Parecia que sua garganta estava apertada. "Eu
simplesmente não posso. Não, se ele está lá."
"Por favor, Mindy..."
Mas eu não tive a chance de terminar convencendo ela, porque uma bola bateu
em cheio a parede acima da minha cabeça. Meu inadvertido grito alertou o
treinadora Larson para o fato de que Mindy e eu estávamos sentadas ao redor, e
ela assoou o apito. "Traga suas bundas de volta volta aqui ou façam algumas
voltas", ela gritou, batendo palmas ferozmente. "Não basta sentar tornando-se
gorda e preguiçosa!"
Eu deslizei lentamente até a parede com o meu objetivo usual de desperdiçar a
aula de ginástica tanto quanto possível, mas Mindy estava em seus pés como um
tiro, arrancando para a briga, agarrando uma bola e arremessando-a nos nossos
colegas com uma vingança que surpreendeu-me. Eu nunca tinha visto Mindy
Stankowicz realmente participar na aula de ginástica. Ela sempre fez o melhor
dela, ou para ser a primeira pessoa retirada de qualquer jogo ou para fingir uma
lesão. E ela era a atriz mais crível que eu já tinha conhecido quando vem a
cãibras. Um mês ela conseguiu ter o seu período menstrual por três semanas
seguidas. Mas agora... Agora, Mindy estava se movendo rapidamente em volta
do piso do ginásio, escavando cada bola perdida que ela poderia conseguir nas
mãos dela, atirando como uma metralhadora em um filme de gângster. Talvez ela
estivesse me imaginando lá fora, encolhida contra a parede.
"Entra aqui, também, Packwood". A treinadora Larson assoou o apito novamente.
"Agora!"
Mas eu ignorei ela. Eu só assisti Mindy por alguns instantes e, em seguida
caminhei até o vestiário, me justificando com um firme ar de nobreza que a
minha professora de ginástica parecia incapaz de contrariar, porque ela nem
sequer tentou me ordenar novamente.

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