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Lucien nao pensou Nem percebeu que estava se movendo. Não havia
nada a fazer depois que viu o que Meena tinha feito, exceto ir para a frente
com o tipo de velocidade que nem sabia possuir, tão rápido que não passou de
um borrão para quem estava olhando.
Tirou Meena do caminho para que seu corpo, em recebesse as quatro
estacas no coração.
Ele ficou surpreso por não doer.
Pensou que era melhor que terminasse assim. Havia percebido assim que
Meena lhe mostrou o livro — aquele livro do qual se lembrava tão bem, dos
dias em que tinha sido feliz — e explicou tudo para ele.
Depois disso, o passado começara a fazer sentido de um jeito que não
fazia... bem, há séculos. E quando Meena se permitiu levar o disparo, ele
soube exatamente o que tinha que fazer.
Sacrificar sua vida por Meena não era nada. Seu único desejo era de
poderem ter tido mais momentos juntos, para que pudesse pedir desculpas
pelo mal que havia feito a ela.
Depois disso, ela rolou para o lado, aparentemente sem ferimentos, e
olhou para ele. De alguma forma, o cabelo dela tinha voltado ao tom castanho
de quando ele a conheceu. Estava comprido e voando na brisa leve.
Acima deles, o céu estava azul e cheio de nuvens brancas e fofas. Isso era
maravilhoso, pois não podia se deitar debaixo de um céu azul havia
quinhentos anos. Ele respirou fundo. Essa era outra coisa que não fazia havia
séculos. A sensação era maravilhosa.
— Lucien — disse ela com lágrimas nos olhos. — Sinto muito mesmo.
— Não sabia por que ela estava pedindo desculpas. Era ele que a magoara
tantas vezes.
— Eu sinto muito — falou ele, e ergueu a mão para afastar alguns fios de
cabelo escuro que caíram sobre a bochecha dela.
— Você era a única coisa que podia matá-lo — explicou Meena. — Mas
só morrendo. Isso não parece justo.
— Foi justo sim. Ele foi o criador do mal do meu pai e a única coisa que
podia exterminá-lo era o bem. Ele sabia disso... e você também. Tive que
sacrificar minha vida para que a dele fosse destruída. Mas eu não queria que
você fosse ferida. Posso ter desejado isso em algum momento, mas não desejo
mais. — Lucien olhou para ela. Era tão linda. Ele não sabia como podiam
estar conversando assim. Já deveria ter virado pó.
— Eu sei — disse ela. — Você fez a escolha certa, Lucien. Obrigada.
Ela baixou a cabeça para beijá-lo.
Pássaros estavam cantando. Foi perfeito.
Ele estava feliz.
42
- Meena, nao - Alaric não entendeu nada que estava acontecendo.
Lucien Antonesco tinha pedido que Alaric atirasse nele, mas se recusara
porque havia um risco muito grande de Meena ser morta.
E então Meena tinha enlouquecido e tentado deliberadamente fazer com
que levasse o disparo.
Embora tenha tentado alcançar Mauricio a tempo de impedir, Alaric sabia
que não fazia sentido. Meena já estava morta. Como tentara dizer para Lucien
Antonesco, ninguém, ao menos ninguém humano, podia sobreviver a um
disparo direto de quatro hastes afiadas no peito, atiradas à queima-roupa por
uma besta automática.
Só que... Meena sobreviveu. Porque Lucien Antonesco chegou a ela
primeiro.
E de alguma forma ele conseguira se posicionar entre as flechas e o corpo
de Meena. O que era fisicamente impossível, considerando a rapidez do
movimento das hastes e a distância da qual Mauricio havia disparado.
Vagamente, Alaric percebeu Henric gritando:
—Não!
Isso foi porque, depois que as flechas entraram no corpo de Antonesco,
houve uma luz branca intensa. Ela pareceu emanar dele, depois rapidamente
se espalhou. Pareceu um filme que Alaric tinha visto de bombas nucleares
explodindo. A luz não parava de se espalhar.
Só que essa luz não pareceu atingir ninguém humano... só demônios.
Quando diminuiu, não sobrou nada de quase nenhum deles, exceto por
pequenas pilhas de poeira.
Na verdade, foi sobre isso que Alaric, que já estava no ar quando reparou
que Antonesco também tinha se lançado na direção de Meena, caiu: na pilha
de poeira onde Antonesco deveria estar.
Mas não havia nada lá além de Meena, que estava chorando.
Alaric não conseguiu entender nada.
Principalmente por que, no momento seguinte, a fonte seca que nunca
produzira uma gota sequer de água, ao menos durante todos os meses em que
Alaric trabalhou em St. Bernadette, de repente entrou em atividade, soltando
jatos de água pura e cristalina para todos os lados... quase como o milagre de
Lourdes.
Mas Alaric não questionou nenhum desses eventos extraordinários. Em
vez disso, passou os braços ao redor de Meena enquanto a água da fonte caía
sobre eles, levando as cinzas consigo, puxou-a contra si e começou a chorar
também.
Nem se importava se alguém repararia
43
Queriam contratá-la novamente.
Estavam oferecendo o dobro do salário anterior e um bônus. Meena disse
que precisava de um tempo para pensar.
— O que há para pensar? — perguntou Jon. Ele estava no sofá da sala,
comendo pizza. — Podíamos morar em um lugar maior. Com dois banheiros.
Com varanda. E vista.
— Você vai rachar o aluguel? — disse Meena.
— Agora que não sou mais inadimplente, sim — respondeu Jon. A nova
Palatina, com equipe renovada — Abraham Holtzman agora era diretor
associado, uma promoção que permitia a ele um poder administrativo que o
deixava tonto —, tinha ficado extremamente impressionada com a
SuperEstaca. Iam contratar Jon e Adam para o departamento de desenho
técnico da unidade de Manhattan. Leisha estava começando a admitir que
talvez demônios realmente existissem. A família estava visitando abrigos de
animais em busca de um cachorro do qual o bebê gostasse tanto quanto de
Jack Bauer e que tivesse o mesmo poder extraordinário, para que Leisha
pudesse ficar mais tranquila quanto à nova profissão do marido.
— Poderíamos finalmente trabalhar juntos — confirmou Jon ria, com a
boca cheia. — Acho que seria demais.
— É — disse Meena, recostando-se na porta para o quarto. — Não Acho
que preciso de mais tempo.
— Olhe. — Jon colocou o pedaço de pizza na caixa e olhou para ela com
seriedade. —Você ainda está apavorada. Eu entendo. Também estou
apavorado. — Ele apontou para o ombro, que estava coberto de ataduras
brancas. — Nem querem dar pontos por medo de infecção. Felizmente, tenho
Yalena agora para trocar o curativo para mim. — Ele ficou com expressão
sonhadora no rosto. — Ela está vindo pra cá.
— Certo — afirmou Meena, e pegou a coleira de Jack Bauer. — Preciso
dar uma volta. Falo com você depois.
— Está tudo bem — disse Jon, acalmando-a. — Desde que seja mesmo a
troca de curativo que você esteja evitando, e não, você sabe. Outra coisa.
Ela se abaixou para prender a guia de Jack Bauer na coleira... o que não
era uma tarefa fácil, pois o cachorro estava saltitante, tão empolgado com a
caminhada que ela mal conseguia fazê-lo ficar parado.
— O que quer dizer com outra coisa? — perguntou ela.
— Meena — disse Jon, e fechou a caixa da pizza. — Está tudo bem.
Entendo que queira evitar o assunto. E ninguém vai mandar você fazer
terapia, pois o próprio Dr. Fiske está de licença psicológica por ter sido usado
como alimento de vampiros. Mas não preciso ser terapeuta para dizer para
você que está tudo bem. Ele se foi. Você pode seguir em frente. Você poderia
até, sei lá, ligar para Alaric. Nada de mau vai acontecer.
O olhar dela percorreu o quarto.
— É difícil de acreditar que ele se foi completamente. Jon seguiu o olhar
dela.
— Tudo bem. Eu admito que é difícil de acreditar que ele se foi
completamente. Mas pense desta forma: você não perdeu um amante vampiro.
Ganhou um anjo da guarda.
— Hum — disse Meena —, obrigada. Isso é reconfortante. Mas nunca
ouvi falar de um anjo da guarda que deixa um quadro de meio milhão de
dólares roubado do Metropolitan na parede do quarto da namorada.
Jon deu de ombros.
— É seu quadro favorito. Acho que foi o jeito de Lucien de dizer que
está bem. E de agradecer. E de dizer que você precisa voltar ao trabalho.
—Talvez a razão de eu não ter dito a eles se vou voltar ou não ao
trabalho seja eu não ter certeza se quero voltar ao trabalho — falou Meena
com os olhos brilhantes. — E não gosto de irmãos mais velhos e nem de
supostos anjos da guarda me dizendo o que fazer. Talvez eu realmente queira
sair do ramo de caça aos vampiros.
Jon deu de ombros.
— Alaric WuIf está dizendo a mesma coisa. Mas eu não acredito.
— É. Bem, ninguém pendurou você em um cano por 24 horas.
— Tem razão — disse Jon. — Você precisa dar uma volta. E compre
leite quando estiver voltando. — Ele se recostou no sofá. — O nosso acabou.
Meena olhou para ele com irritação, pegou Jack e saiu.
Não é que se arrependesse, nem por um segundo, do que fizera. Ela teve
que fazer. Não houve alternativa.
Era só que, toda vez que fechava os olhos, via os de Lucien, olhando
dentro dos dela naquele segundo antes de desaparecer.
Não havia reprovação nem amargura no olhar dele. Na verdade, naquele
momento, ela sentiu quase como se ele entendesse o que ela tinha feito.
Então por que não conseguia decidir se ia voltar ou não a trabalhar na
Palatina?
Talvez por causa do quadro pendurado no quarto.
Não podia ter ficado mais chocada quando voltou para casa depois
daquele longo dia, comas cinzas de Lucien ainda no cabelo, e encontrou o
quadro.
E soube no mesmo momento como ele chegou até lá.
Sim, Mary Lou e Emil podiam ter feito aquilo. Mas ela duvidava. Eles
haviam desaparecido na mesma hora em que Lucien... mas não virando cinzas.
Ela os vira, encharcados pelos jatos de água de St. Bernadette, fugindo pela
rua. Tinham voltado para Cingapura, ou para a cidade que pretendiam ter
como novo lar. Ao que tudo indicava, não havia maldade o suficiente nos
corações deles para que fossem destruídos junto com o resto dos demônios
no pátio. Ou talvez a água do Minetta tenha, Lucien, sido livrada do mal e
limpado os pecados deles, permitindo que sobrevivessem.
Mas Meena ainda não tinha uma sensação de encerramento quanto ao
incidente. A polícia nunca descobriu o real motivo por trás dos
desaparecimentos de todos os turistas, e um incêndio em Pine Barrens
destruiu tanto a porta do inferno quanto qualquer evidência de DNA que
poderia ter ajudado a solucionar o mistério.
Talvez fosse esse o verdadeiro motivo de Meena não ter concordado em
voltar para o antigo emprego. Não parecia certo, por algum motivo. Abraham
e Carolina e os outros estavam ansiosos para voltar a trabalhar nesse novo
mundo... um mundo onde os demônios eram mais humanos, como o Dr.
Fiske e todos aqueles arcebispos que o padre Henric tinha enganado, que
tinham sido tão indiferentes quanto a transformar David Delmonico em
vampiro para pegar Lucien, destruindo as vidas de tantas pessoas.
Meena não sabia se poderia trabalhar para essas pessoas. Era como o livro
da mãe de Lucien, que ela havia tirado da lama e entregado a Abraham, para
que ele o protegesse. Quando seco, fora fácil de limpar.
Mas como Meena poderia olhar de novo para as páginas sem sentir que
tinham sido maculadas de alguma maneira? Era do mesmo jeito com o quadro
de Joana D’Arc, pendurado em seu quarto, e a Palatina. Ainda admirava e até
amava os dois.., mas nenhum deles tinha a mesma atração de antes.
Achava que não devia ter ficado surpresa quando se viu em frente ao
prédio de Alaric. Mal o vira desde o dia da explosão. Haviam dito a ela que ele
tinha ferido a mesma perna e estava precisando de tempo para se recuperar.
Fora isso, não sabia quase nada. Achava que Jon estava certo. Devia ter
ligado para Alaric. Ele tinha tentado salvar sua vida.
Mas ela, que sabia tantas coisas, não parecia saber o que dizer para ele.
De pé em frente ao prédio — que era, é claro, um dos mais caros do
bairro; Alaric gostava de conforto —, ela decidiu que não importava. No
mínimo, poderia perguntar a Alaric por que ele não aceitara voltar para a
Palatina ainda.
Mas depois que Alaric a mandou subir, a grande porta de metal do
apartamento se abriu — fora feita para deslizar como a porta de um vagão de
carga — e ela o viu, imediatamente começou a sentir dúvida.
Como sempre, ele estava incrivelmente alto e musculoso. Mas como
estava usando um paletó esporte por cima da camiseta preta e do jeans, e o
cabelo louro parecia um tanto desgrenhado em cima, como se ele tivesse
acabado de tomar banho, Meena achou que ele estava a caminho de algum
lugar.
O coração dela deu um salto no peito. Um encontro, ela pensou. vai ter
um encontro.
Vamos manter nossa relação estritamente no plano profissional. ELA
tinha dito isso primeiro. Agora, estava pagando por isso.
— Ah — disse ela. — Me desculpe. Eu estava aqui perto. Eu... Ele
segurou a porta como se a visita tivesse sido esperada.
— Você chegou bem na hora — afirmou ele. — O carro para o
aeroporto chega em uma hora.
— Aeroporto? — Ela entrou no loft com passos hesitantes. Jack Bauer a
seguir, sacudindo o rabo com alegria e com as orelhas levantadas. — Para
onde você vai?
— Para Antigua — respondeu Alaric, e fechou a porta. — Para minha
casa na praia. Já falei pra você sobre ela.
— Ah — disse Meena, com o coração despencando.
A casa na praia em Antígua. É claro. Menos de duas semanas haviam se
passado desde que os dois descobriram uma trama para espalhar o
vampirismo na Igreja Católica e Lucien Antonesco tinha morrido, e ele estava
a caminho de sua casa de praia em Antígua, de férias.
O que ela tinha esperado?
Alaric Wulf a havia beijado uma vez — embora estivesse delirando de dor
e não se lembrasse — e ela não achara a sensação nada desagradável.
Mas tinha um relacionamento íntimo com um vampiro que Alaric queria
matar.
Ela se deu conta de que não tinha mais esse problema.
Só que agora Alaric estava indo embora para Antígua. Provavelmente,
com Genevieve Fox.
Bem, pelo menos ela possuía um anjo da guarda que pendurava quadros
do Metropolitan na parede dela. Mas ainda não parecia justo.
— Se eu soubesse que você estava vindo — disse Alaric por trás da ilha
com tampo de granito que separava a sala da cozinha —, eu teria comprado
vinho. Mas acho que não tenho nada aqui. Só água.
— Ah, não tem problema.
O loft de Alaric era bonito, com pé direito alto e janelas com vista para o
rio, eletrodomésticos de cromo reluzente, piso de madeira polida e mobília
moderna europeia, cara mas não com aparência desconfortável, que parecia ter
saído direto de uma butique de hotel de luxo.
De pé no meio da sala de estar, Meena ficou horrorizada ao ver que Jack
Bauer parecia se sentir em casa, pulando em cima de uma das poltronas
grandes daquelas que se usa em home theater.
— Jack — chamou ela —, desça.
— Está tudo bem — disse Alaric com gentileza. — As poltronas são
confortáveis. — Ele entregou um copo de água gelada para Meena. — Onde
está sua mala?
Meena sacudiu a cabeça, confusa.
— Que mala?
— Não ligo se só quer levar com você para Antigua o que trouxe consigo
— disse ele, olhando para o cardigã, o vestido preto e as rasteirinhas. — Mas a
maioria das mulheres leva mais do que uma bolsa e um cachorro quando viaja.
— Ah. — Ela afundou no sofá de camurça azul. Não achava que as
pernas pudessem aguentar. — Então sou eu que vou para Antígua com você?
— Quem mais? Pensei que tivéssemos falado a respeito. Quando lhe dei
isso. — Ele apontou para o colar que ela estava usando.
— Alaric — disse Meena. Ela queria rir. Exceto pela parte que queria
chorar. — Jamais falamos sobre eu ir para Antigua com você.
Ele se sentou no sofá ao lado dela.
— Bem, então por que está aqui? E não tente agir como se não soubesse
que vou para Antígua em uma hora.
— Eu não sabia — insistiu Meena. — Como eu poderia saber?
— Porque você é paranormal — respondeu ele. — Quantas vezes preciso
dizer? Você sabe tudo.
Ela olhou para ele sem acreditar.
— Eu não sei tudo — disse ela. Seus olhos estavam se enchendo de
lágrimas. — Se eu soubesse, teria entrado nessa confusão? Não sei por que
você supõe que vou largar tudo e voar para Antigua com você. Nem sei o que
estou fazendo aqui. Não sei por que não nos falamos nessas duas semanas. E
a pior parte é que, se eu for para Antígua com você, não sei se vou querer
voltar. Tenho quase certeza de que vou querer ficar lá com você pra sempre.
— Ela estava chorando tanto que mal conseguia vê-lo.
— E o fato de que acabei de dizer isso em voz alta é mais assustador para
mim do que os vampiros. Cometi um erro terrível ao vir aqui. Adeus.
Ela ficou de pé e teria saído correndo do apartamento se conseguisse
enxergar o caminho em meio às lágrimas e se ele não tivesse esticado a mão
para puxá-la para o sofá, para os braços dele.
Alaric não a beijou como fizera naquela noite na catedral de St. George.
Não foi nada parecido. Foi um tipo diferente de beijo, um beijo exigente, um
beijo que parecia desnudar a alma dele para ela e, ao mesmo tempo, tomar a
dela para si.
Ela podia sentir o forte calor que subia do corpo dele, os batimentos
intensos do coração contra o dela e a respiração dele, que se tornou tão
ofegante quanto a de Meena depois de um tempo.
Eram coisas que não sentia ao ser beijada havia muito, muito tempo.
Coisas excitantes. Principalmente quando ele abaixou a cabeça para beijá-la de
novo, desta vez no pescoço. Foi quando ela sentiu que seu coração poderia
explodir de alegria.
— Você sabe — sussurrou ele. — Você sempre soube a resposta para
todas essas coisas. Quero que fique comigo para sempre. Você sabe que amo
você. E é por isso que vai para Antígua comigo. Foi por isso que veio aqui.
Você sabe todas essas coisas. Admita.
Ela olhou dentro dos olhos azuis dele, exatamente de verão e do mar do
Caribe.
E sorriu. Porque se deu conta de que ele estava certo. Ela sabia. Sempre
soube, até antes dos lábios dele voltarem a tocar nos dela, só para garantir que
ela soubesse muito bem antes de irem para o aeroporto.
Fim
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