quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CSLDUVA - BF - 7-8-9

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Capítulo 7
QUERIDO TIO VASILE
Te escrevo do meu "apartamento" sobre a garagem velha dos
Packwood, onde estou hospedado, como se fosse algum tipo de
automóvel que eles não querem ou uma bagagem esquecida, e sem
dúvida estou respirando fuligem do exaustor de um veículo, dia e
noite.
Apesar de estar aqui há apenas algumas semanas, como sinto falta dos
esplendor áspero do Carpatianos, do jeito que os lobos uivam à noite,
frios o lindos. Apesar quando se está num lugar onde não há nenhum
perigo ou mistério, pode-se entender como os lugares obscuros da terra
podem fazer falta tão profundamente.
Aqui a única preocupação é com as estradas que são pequenas demais
para as vans sobrecarregadas de feno (e tem gente que diz que a
Romênia é atrasada!) ou se vai passar um "programa bom" à noite na
televisão. (Os Packwoods foram suficientemente bons para me ceder
uma TV no meu exílio aqui no quintal, e a isso eu só posso responder
com o Americanismo "Whoopee.")
Mas é claro que eu me dou conta de que não estou aqui por diversão,
por artes ou arquitetura. (Será que eu poderei ser feliz novamente no
nosso castelo Gótico depois de caminhar entre as paredes da escola
Woodrow Wilson, uma poesia ambulante sobre o linóleo?) E também
não devo me focar na culinária. (Sério, Vasile - Vegetarianos?) Ou
com as cintilantes conversas dos meus colegas estudantes. (A palavra
tipo perdeu completamente o gosto).
Mas eu estou divagando.
A garota, Vasile. A garota. Imagine o choque de encontrar minha 
futura esposa - minha princesa - afundada até os joelhos em resquícios
animais, latindo para mim do outro lado do celeiro, e depois tentando
espetar meu pé com um utensílio de fazenda, como se não tivesse uma
mão estável. Eu não vou comentar o fato de que o excremento de
cavalo parecia permanentemente incrustado nas botas masculinas que
ela usava; provavelmente até mencionar isso seria falta de educação.
De qualquer forma. Ela é rude. Ela não coopera. Ela não tem nenhuma
apreciação por sua cultura - e certamente por seu dever, seu destino, e
a rara oportunidade que lhe está sendo oferecida pelo simples fato do
seu nascimento.
Ao todo, Jessica Packwood não é uma vampira. Viver na América
parece ter limpado nossa futura princesa de qualquer traço do sangue
real que deve ter corrido em suas veias quando ela nasceu. Ela passou
por uma terrível diálise cultural, por assim dizer.
Abençoada com o cabelo preto e cacheado que faz as mulheres
Romenas tão distintas, ela o puxa e alisa completamente, numa vã
tentativa de parecer uma adolescente Americana comum. Mas, por
que ser outra pessoa?
E seu senso para moda... Quantas manifestações de jeans podem
existir? E quanto às camisetas com estampas de cavalo e "trocadilhos"
relacionados com aritmética?... É realmente "Hip 2B2?" Legal ser
igual Machucaria usar um vestido de vez em quando?
Ou sorrir?
Vasile, estou me dando conta de que estou preso por honra a alguma
forma de relacionamento com essa jovem mulher, mas realmente, ela
pode liderar nossas legiões? E quanto a nós dois dividindo algum tipo
de intimidade física... Bem, qualquer detalhe que você puder me
oferecer em se tratando das minhas responsabilidades nesse aspecto,
seria muito apreciado.
Você sabe que eu estou sempre disposto a "trazer mais um para o
time" - uma expressão nova que eu aprendi aqui; ou foi parecido com 
isso - mas honestamente, isso tudo me parece meio impossível. Talvez
seja mais sábio cancelar a coisa toda e rezar pelo melhor. Temos
realmente certeza de que haveria uma guerra entre nossos clãs se o
contrato não fosse respeitado? Se estivermos falando apenas de
pequenos prejuízos, perdas mínimas, eu digo que devemos pensar
nesse pacto de casamento. Mas, é claro, sua opinião deve prevalecer.
Enquanto isso, eu devo continuar meus esforços infrutíferos para
educar e noivar essa fêmea Americana impossível, e nessa ordem. Mas
por favor, Vasile - considere minhas preocupações.
Seu sobrinho, preso pelo dever,
Lucius Vladescu
P.S - fui recrutado para fazer parte do time de basquete. O treinador
acha que eu posso fazer sucesso!
Capítulo 8
"Não posso fazer isso", Mandy reclamou, rabiscando mais uma resposta errada.
"Esses problemas não estão tão difíceis", eu disse, feliz porque esse era o último
ano que eu teria que ensinar Matemática a Mandy. Cálculo estava acabando com
ela, e nós estávamos mexendo com os nervos uma da outra. O fato do meu quarto
estar enlouquecidamente quente provavelmente não ajudava. Não importava o
quanto eu implorasse, Papai se recusava a instalar um ar condicionado, dizendo
que ele desperdiçava energia. Eu peguei o livro de textos e comecei a ler. "Dois
homens estão viajando de trem, e eles deixam a estação -"
"Ninguém usa trem hoje em dia", Mandy atrapalhou. "Por que nós sempre
precisamos falar de trens? Por que não aviões?"
Eu tirei os olhos do livro. "É impossível te ensinar."
Mindy fechou o caderno. "Falando de ensinar, e quanto a Lucius na aula hoje? A
Sra. Wilhelm quase teve um orgasmo quando ele levantou e deu aquela palestra
sobre Hamlet." Ela pausou. "Ele deixou aquilo quase interessante, em se tratando
de uma peça sobre a Dinamarca."
"Voltando ao problema..."
"Onde está Lukey, afinal?" Mandy abandonou completamente os cálculos,
subindo na minha cama para olhar para fora pela janela aberta. Ela pôs as
cortinas de lado. "Looo-cious", ela cantarolou. "Saia pra brincar.. Mandy quer te
ver..."
"Por favor, não chame ele", eu pedi, falando sério.
"Só uma olhadinha naqueles olhos pretos sexys..." Mandy se inclinou para fora
da janela. "Hey, tem alguém vindo."
"Quem é?" Eu perguntei, sem me importar de verdade. Provavelmente era um
dos estudantes de yoga do Papai, que estava chegando cedo para a aula. Eu ouvi
o som de pneus nas pedras, depois o motor desligou.
Minha melhor amiga virou de volta, deixando a cortina cair. "Jake. É a
caminhonete preta do Jake. Ele parou ao lado do celeiro dos cavalos."
Jake?
Eu tentei não soar muito empolgada. "Oh, é só a nossa entrega de feno. Nós
compramos da fazenda do Jake. Ele vai descarregar e vai embora em alguns
minutos.
"Oh." Mandy processou isso, então virou novamente, botou a cabeça pra fora da
janela, e berrou. "Hey, Jake! Nós estamos descendo!"
Não, ela não acabou de fazer isso. "Mindy, eu estou usando uma camiseta
rasgada. Eu não estou maquiada!"
"Você está linda." Ela passou por cima dos meus protestos, puxando meu braço.
"Além do mais, eu disse a ele que íamos descer."
Relutantemente eu deixei que ela me arrastasse escada abaixo, e para fora. "Eu
vou te matar."
Mindy me ignorou. "Ele está sem camisa", ela sussurrou, me puxando pelo
quintal e em direção à caminhonete de Jake. Ele estava de costas, jogando os
fardos no chão. "Olha pra aqueles músculos!"
Eu apertei o braço dela. "Mindy, cala a boca!"
"Ow!" Ela se libertou, fazendo uma careta pra mim.
"O que vocês estão fazendo?" Jake sorriu, parando o trabalho. Ele puxou uma
bandana vermelha do bolso dos seus jeans velhos e limpou o suor da testa. O
bíceps dele subiu e os seis gominhos em seu abdômen flexionaram, brilhando de
suor à luz do pôr do sol.
"Nós estamos estudando cálculo", eu disse, mudando o braço de posição para
esconder o buraco na minha camiseta. O buraco estava posicionado bem em cima
do meu estômago, que ainda estava cheio com um pedaço de torta de verão.
"Quer entrar para tomar alguma coisa quando acabar?" Mandy ofereceu como se
a casa fosse dela.
"Sim, claro", Jake concordou com um sorriso. "Só me deixe acabar de
descarregar antes que o sol se ponha."
Mandy puxou o meu pulso, sinalizando que devíamos esperar lá dentro. "Vamos
trocar sua camiseta", ela murmurou na minha orelha.
"Vejo você em uns minutos", eu disse a Jake, dando uma última olhadinha em
seu tanquinho. Nada mal.
Mas enquanto eu virava para voltar para casa, eu vi o estudante Romeno de
intercâmbio encostado no lado da garagem, com os braços cruzados no peito.
Talvez fosse um truque da luz difusa, que estava diminuindo, que jogou sombras
angulares em seu rosto, mas ele não parecia satisfeito.
Capítulo 9
"Amanhã você está por si próprio, não importa o que mamãe disser sobre te
ajudar a se ajustar," Eu avisei Lucius, que estava atrás de mim na fila do almoço,
dispensando toda a comida. "Você conhece o sistema até agora."
"Oh, sim", disse ele, empurrando a bandeja, com um dedo como se fosse tóxico.
Pessoas alinham -se como gados em uma ladeira, eles lhe apresentam comida , e
os forçam a consumi-lo encurvados , ombro a ombro, em mesas longas".
"Apenas pegue alguma coisa", eu gemia, levando um sanduíche para mim.
"Esses sloppy joes* não são ruins."*A Sloopy Joes é uma prato americano de
carne moída,cebola,molho de tomate,ou ketchup adoçado e outros temperos,
servido em um pão de hambúrguer.
Lucius pegou minha mão e seus dedos no meu pulso eram fortes. E tão frios.
"Jessica ...isso é carne? Mas seus pais não te proibiram..."
"O que mamãe e papai não sabe sobre a escola não vai prejudicá-los", eu avisei,
sacudindo a mão e empurrando minha bandeja . Esfreguei meu pulso, o
aquecendo. "Portanto, não diga nada."
"Como insubordinada e sediciosa é você." Lucius sorriu, a apreciação em sua
voz. "Eu aprovo totalmente."
"Realmente, eu não me importo com a sua aprovação." "Claro que não." Lúcio
pulou o sloppy joes mas pegou algumas batatas fritas francesas. "Cartofi pai*.São
batatas fritas da Romênia Pelo menos nós temos estas na Romênia".
"Aliás , onde você conseguiu a bebida?" Eu perguntei, apontando para a bandeja,
um enorme copo de plástico onde tinha um logotipo Julius estampado em
alaranjado. "Você não tem permissão para sair do campus, você sabe."
"Ahh, os terrores da detenção." Lucius suspirou, erguendo o copo para beber
através do gordo canudinho. Líquido vermelho , coagulado ascendente. Ele
engoliu com satisfação. "Não é suficiente para me deter dos prazeres de um
'Strawberry Julius*.*O nome da bebida apelidada por ele Temo que eu sou
viciado ".
"Você deve jogar isso fora", eu disse, pegando o copo. "Sério, se você for
pego ..."
Lucius pegou a bebida antes que eu pudesse tocá-la. "Acho que não. E espero
que você não derrame isso."
Olhei para o seu rosto, não sei o que ele quis dizer. Seus olhos negros eram
maldosos.
"Vamos lá", eu disse, pegando uma Jell-O* de limão.*Jell-O é uma gelatina"Nós
estamos segurando a fila. Vamos pagar se você não quiser mais nada."
Levamos nossas bandejas para a caixa registadora, e eu escavei os meus bolsos,
Lúcio puxou sua carteira e a abriu .
"Meu -duvidoso-agrado".
"De jeito nenhum." Eu encontrei alguns dólares embolados no meu bolso, mas
Lúcio foi mais rápid. Ele entregou a senhora da cantina uma nota de vinte
dólares.
"Fique com o troco". Ele sorriu, guardando sua carteira e levantando as nossas
bandejas.
"Mas," ela começou a protestar.
"Ele ainda não é acostumado a usar o nosso dinheiro ", eu expliquei, voltando-se
para Lucius. "Nosso custo do almoço é de apenas seis dólares."
Lucius franziu a testa. "Jessica, você não acha que eu estou familiarizado com as
avaliações de moedas do mundo principalmente o dólar americano, que é a
moeda universal? Eu moro na Romênia, não numa caixa selada."
A senhora da cantina ainda estava segurando o troco , olhando em dúvida. "Eu
vou dar a ele mais tarde", eu disse, aceitando o dinheiro.
"Olhe, a Melinda", observou Lucius ,carregando nossas bandejas", acenando para
nós um pouco histericamente. ... Ela é bastante efervescente, não é?"
"Eu suponho que você está comendo com a gente." Suspirei, depois que ele
deslizou através do labirinto de mesas, dirigindo-se a Mindy. Alguns dos outros
estudantes olhavam para cima, ou se afastavam, quando o adolescente alto em
sua camisa branca, calças pretas e botas polidas passava. Lucius não parecia o
menos incomodado pela atenção. Pelo contrário,eu tinha a sensação que ele
sentiu que merecia menos.
"Ei, Jess." Mindy sorriu quando chegamos na mesa. Ela corou. "Oi, Lucius."
"Melinda, tão bom ver você", disse Lucius,deslizando nossas bandejas sobre a
mesa. "Você está deslumbrante hoje."
Meu melhor amigo lavada com prazer. "Ah,Obrigada. Deve ser a minha camisa
nova. É uma Abercrombie*, estava em promoção." *É uma marca de roupa Ela
apontou para a calça preta ajustada de Lucius. "E por falar em roupas, essas
calças de rock. Todos em Roma se vestem como você? Ou só os garotos da
realeza?
"Romênia", eu corrigi. "Não em Roma."
"Ah, é tudo europeu". Mindy me deu um aceno , ainda olhando para Lucius de
uma forma que só poderia ser descrita como estasiado. "De qualquer forma, as
calças são super legais".
Lucius sorriu. "Vou contar ao meu alfaiate que seu trabalho é 'arrasador' e 'super
legal'. Tenho certeza que ele ficará satisfeito ao saber que ele poderá competir
com a Gap*. "*Outra marca de roupa
Ele se moveu para puxar uma cadeira para mim, mas foi a minha vez de agarrar a
mão dele. "Eu puxo."
"Como você quiser", disse ele, recuando.
"Oh, eu queria morar na Romênia". Mindy suspirou, apoiando o queixo em suas
mãos gordinhas. "Seus modos são tão..."
"Impecável". Lucius forneceu a palavra para ela.
"Oh, ótimo", eu murmurei, olhando para minha bandeja. "Eu esqueci de uma
colher."
"Eu já volto," Lucius se ofereceu, levantando-se.
"Não, eu pego", eu insisti, levantando-se, também.
Lúcio foi para trás da minha cadeira, apertou meus ombros com suas mãos
poderosas, e gentilmente, mas firmemente me guiou de volta para meu assento.
Ele se inclinou sobre mim, falando baixinho, ainda segurando meu braço. Seu
hálito fresco em minha orelha, e eu tenho esse sentimento, cócegas traidoras em
minha barriga novamente.
"Jessica. Pelo amor de Deus", disse ele. "Permita-me fazer pelo menos uma
cortesia comum para você. Apesar de que 'o movimento de libertação das
mulheres" lhe ensina,que o cavalheirismo não implica as mulheres a serem
impotentes. Pelo contrário, o cavalheirismo é uma admissão da superioridade das
mulheres. Um reconhecimento do seu poder sobre nós. Esta é a única forma de
servidão nas práticas de Vladescu e faço isso com prazer para você. Você, por sua
vez, é obrigada a aceitar graciosamente. "
Lucius liberou meus ombros e saiu antes que eu pudesse responder.
"Eu não tenho idéia do que isso significava, mas isso foi ,a coisa mais sexy que
alguém já disse." Mindy seguiu Lucius com os olhos. "Como você tem tanta
sorte? Por que os meus pais nunca pegam estudantes de intercâmbio?
"Eu gostaria que ele fosse o seu problema", eu disse. Ah, eu queria . Se Mindy
soubesse o quanto maluco Lucius Vladescu era. O que ele dizia ser. "Por que ele
tem que agir assim? Eu só quero que ele me deixe em paz."
Mindy espetou um canudo em sua embalagem de Toddynho. "Eu não te entendo,
Jess. Quando éramos em cinco, tudo o nós fazíamos era se vestir como princesas.
Agora, o Príncipe Encantado da vida real quer dar tudo na sua mão ,e você
reclama!"
"Ah, Min... Só não o incentive , ok?"
"Você está tão obcecada por Jake Zinn pra enxergar a realidade, o deus da realeza
europeia está dando em cima de você, Jess. Você está perdendo o seu tempo com
um cara que toma leite de vaca por diversão".
"A família de Jake não tem sequer vaca", eu protestei. "Eles as criam. E eu pensei
que você gostava de Jake. Você só ficava babando pelos seus músculos!"
"Oh, hey, Lucius," Mindy piou, dando-me um pontapé por debaixo da mesa.
"Você voltou rápido".
"Eu não queria que a JELL-O ficasse mais degustável do que já é", disse Lucius
atrás de mim, inclinando-se sobre meu ombro novamente, arrumando meus
talhares na bandeja. Garfo a esquerda do meu Sloppy Joe. Faca e colher à direita.
"Este é o jeito americano, também, sim?"
"Então o que você fazia na Romênia, além de ir,pra escola de etiqueta que é a
melhor do mundo ?" Mindy perguntou quando Lucius se sentou.
Ele se recostou na cadeira dobrável de metal e esticou suas pernas longas para
fora no corredor, colocando de lado suas batatas fritas francesas. "Bem, minha
educação é bastante rigorosa, embora eu seja particularmente um professor.
Gosto de viajar para Bucareste e Viena, quando não estou em greve de fome.
Caçar é popular em Cárpatos. E equitação."
"Ei, você e Jess têm algo em comum!" Mindy chorou.
Eu atirei-lhe um olhar de advertência.
"Bem, você tem!"
Lucius arqueou as sobrancelhas para mim, intrigado. "Sério, Jessica? Eu pensei
que sua atividade equina se limitava na lama da cocheira", ele provocou. "Eu não
tinha idéia que você se familiariza com a visão de cima de um cavalo também.
Você tem mantido isso em segredo."
"Porque eu não quero que rondam em torno do celeiro, assustando o meu
cavalo", eu disse, dando uma mordida no meu proibido Sloppy Joe.
"Jess está pulando do 4-H nessa temporada", Mindy acrescentou.
Lucius sorriu aprovando. "Você sabe, eu sou bastante conhecido como o
cavaleiro na minha cidade de Sighisoara. Talvez eu possa ajudar com o seu
assento"
"Não!" Eu chorei, mais alto do que eu pretendia. Eu abaixei a minha voz. "Eu
não preciso de ajuda, ok?"
"Você tem certeza? Fui o capitão da equipe de Polo Amador Nacional Romeno ,
ao ar livre e as regras da arena."
"Oh, por chorar em voz alta", eu gemi,colocando uma grande colher de gelatina
de limão em minha boca.
"Melhor pegar leve com a gelatina, Packrat*," alguém falou.*(É um
roedor) "Você se alegrou com um prato cheio."
Oh, não. . . Dei uma olhada para ver o gorducho Frank Dormand , ao lado de
Faith Crosse e seu namorado atleta, Ethan Strausser, andando pela nossa mesa,
rindo.
"Você é quem fala, Dormand", o aconselhei."Pelo menos não tenho gordura na
cabeça."
Mas eles já tinham ido, rindo juntos.
"Ingratos". Lucius sentou reto, descrença em sua voz. "Ele só sacaneia você,
Jessica?"
Ele começou a se levantar de seu assento, e eu segurei o seu braço. "Lucius,
deixa pra lá . Como sempre faço."
Lúcius fez uma pausa, meio que se levantando e olhou para mim, incrédulo. "Eu
tenho que deixar ... .. Que..que... aquilo zombe de você?"
Segurei firme a sua luva, sentindo seus músculos tensos, mesmo através do
tecido. "É só Frank Dormand sendo um idiota, como sempre, eu disse. "Não
comece uma briga por causa disso.''
Por um momento, Lucius pareceu esquecer Frank, graças a Deus, ele se
abaixou ,olhando para meu rosto, claramente confuso. "Jessica ... eu não entendo.
Você, de todas as pessoas, aceita a gozação ..."
"Pare com isso, Lucius," Eu avisei, silenciosamente implorando, o bloqueio sobre
seus olhos escuros. Por favor, não mencione vampiros, ou noivados, ou qualquer
coisa sobre mim, de todas as pessoas, eu sendo uma princesa. Não com Mindy
aqui. "Eu sei como lidar com isso."
Lúcio cedeu com clara relutância. "Como você quiser. Mas vou tolerar apenas
essa vez. Tal comportamento de imbecilidade com você, Jessica, não vai ficar
sem resposta novamente."
Ele se recostou novamente na cadeira, cruzando os braços, vendo a porta pela
qual Frank, Faith e Ethan partiram observando atentamente, como se quisesse
que eles voltassem e o testassem. Como se ele estivesse tramando estratégias,
vivendo a briga em sua imaginação. Seu olhar era tão frio e assustador que,
mesmo Mindy se aquietou ,pela primeira vez em sua vida.
Terminamos o almoço em silêncio. Lucius nunca comeu nada, apenas tomou o
seu Strawberry Julius e então, distraidamente, enquanto observava a porta. Ao
sairmos da lanchonete, ele jogou o copo na lata de lixo, que bateu contra a parede
oca.
"Espero que ele chute a bunda de Frank algum dia", Mindy sussurrou,
despejando sua bandeja. "Seria, como, se não tivesse competição. Lucius parecia
que estava pronto para matar por você."
A maneira que a Mindy disse , suas palavras soaram quase que românticas. Mas
eu também já tinha visto o olhar nos olhos de Lucius, e sentia sua raiva mal
contida em seus músculos tensos sob a minha mão.
Não, a perspectiva de Lucius Vladescu cumprindo qualquer vingança em meu
nome não parece nada romântico. Pelo contrário, ele só me encheu de um
sentimento de desconforto que beirava o pavor. Na verdade, quanto mais eu
pensava nisso, Ethan, Frank, Faith, Lucius e eu, parecia uma combinação que só
poderia levar ao desastre

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