quinta-feira, 18 de julho de 2013

insac - mg - 25-26-27-28

Capítulo Vinte e Cinco
Meia-Noite e Meia. EST, Sexta-Feira, 16 de Abril
Park Avenue, número 910. Apartamento 11A
Nova York, Nova York
Mary Lou e seu marido faziam um admirável trabalho de ter certeza
que o copo de vinho de Meena nunca estivesse abaixo da metade,
durante todo o anoitecer.
Mas Meena estava tendo o cuidado de beber moderadamente. A
última coisa que queria era ficar bêbada na frente das pessoas que
ela teria que ver todos os dias no elevador...
Para não mencionar na frente do príncipe.
Meena não percebeu, até Mary Lou perguntar se alguém estava
interessado num café, que já passara da meia-noite. Ela notou seu
irmão, Jon, olhando furtivamente para seu relógio. Aparentemente a
sua companheira de jantar, Becca, não havia sido capaz de tirar a
sua mente da atração que tinha pela celebridade Taylor Mackenzie, o
que não era surpresa. Poucas poderiam.
"Oh," disse Meena, com um pesar genuíno. "Me desculpe. Eu preciso
ir. Eu tenho que trabalhar de manhã. E eu ainda tenho que chegar
em casa e passear com meu cachorro."
"Eu farei isso." Jon se voluntariou, saltando de seu lugar na poltrona
com uma velocidade que Meena achou um pouco embaraçosa.
"Eu irei com você, Meena, se você não se importar em ter uma
companhia," Lucien disse, pousando o seu copo de vinho. "Eu
adoraria alongar um pouco minhas pernas depois desse delicioso
jantar."
Meena sentiu suas bochechas ficando vermelhas. Ela não conseguia
acreditar que estava ruborizando. Essa era uma coisa que ela não
fazia há anos.
Até esta noite.
"Eu ficaria encantada," ela disse.
Ela não se lembrava que Lucien mal havia tocado em um pouco desse
"jantar delicioso". Ele disse que ainda estava um pouco cansado pela
viagem.
Jon afundou novamente em seu lugar. "Oh," ele disse, lutando para
esconder seu desapontamento. "Eu acho que vocês já tem tudo sob
controle, então."
Becca havia pegado seu celular e estava rolando pelos seus
aplicativos, olhando para todo lugar, menos para Jon.
"Que grande ideia," Mary Lou disse entusiásticamente. "Vocês dois
podem sair para uma caminhada. Está uma noite tão linda. Não está
uma noite linda, Emil?"
"Está uma noite linda," Emil disse.
Mas Meena não pode deixar de notar que ele parecia estar um pouco
preocupado quando mandou a empregada pegar o casaco do
príncipe.
"Vamos subir a rua," Lucien estava dizendo.
"Deixe-me correr e pegar Jack," Meena disse.
Ela deslizou através do corredor, ciente de que Jon havia tido pressa
em dizer seus "adeus" e em segui-la, não parecendo se importar que
a sua fuga tinha sido tão vergonhosa.
"O que você está fazendo?" ele perguntou enquanto ela destrancou a
porta e deixou os dois entrarem no seu apartamento, e então fechou
a porta de novo atrás deles. "Você está realmente afim desse cara ou
alguma coisa assim?"
"Hm, deixe-me ver," Meena disse. Ela arrancou seu casaco do cabide
atrás da porta e deslizou-o, prendendo firmemente ao redor de sua
cintura, enquanto Jack Bauer, sob a lua ao vê-la, dançava
animadamente ao redor de seus pés. "O que há para não gostar,
exatamente? Seus costumes antigos, o seu moreno lindo ou o fato de
que ele está afim de mim e, provavelmente, vai ser o pai dos meus
filhos um dia?"
"Jon foi até o sofá e desabou sobre ele. Ele levantou a cabeça de uma
das almofadas Pottery Barn de Meena e olhou para ela.
"Pensei que não queria crianças." Ele disse, "porque você não quer
ser a pior e mais asfixiante mãe do mundo, sempre seguindo-os com
plástico bolha e agulhas cheias de adrenalina ".
"Tudo bem", Meena disse com uma fungada. "Foi uma figura de
linguagem. Eu realmente não quero ter filhos com ele. Sério, no
entanto. O que você achou dele?"
"Ele é legal, eu acho", disse Jon, inclinando a cabeça para baixo
pegando o controle remoto. "Se você gosta do tipo, pensativo,
misterioso."
"Honestamente". Meena pegou a coleira de Jack Bauer do gancho da
parede e colocou nele, enquanto ele pulava ao seu redor. "Você tem
que sair mais desse sofá, Jon. Lucien é o cara perfeito."
"Estou apenas dizendo." Jon disse, batendo na TV. "Não me culpe se
ele tentar te violentar em um beco escuro."
"Eu devo estar com muita sorte," disse Meena. "E você deveria ter
sido mais legal com a Becca. Ela me pareceu realmente doce."
Jon a olhou confuso. "Pensei que o nome dela era Becky."
Meena revirou os olhos. "Se eu não voltar em uma hora, não me
espere," ela disse.
"Pratique sexo seguro." Jon disse.
Meena lhe lançou um olhar enojado por cima do ombro."Lembre-se
nossa conversa aproximadamente cinco segundos atrás em relação a
minha vontade de não arruinar a vida de qualquer futura
descendência com a minha constante insistência sobre suas mortes
iminentes? Eu nunca tenho nada além de sexo seguro."
"Bom," disse Jon, e aumentou o volume de Top Gear. "Porque eu sou
muito novo para ser titio."
Meena se virou com mais um revirar de olhos... mas no último
minuto ela agarrou sua bolsa - a única que teve o grande estoque de
preservativos sobrando de sua data malfadada com o cara do
colesterol alto, que teve, evidentemente, um desejo da parte dela - e
deixou o apartamento.
Nunca fazia mal ser cuidadosa, ela supôs. E preparada. Ainda que
nada vá acontecer, é claro. Ele era um príncipe! Príncipes não faziam
coisas assim. Não no primeiro encontro.
Lucien estava esperando por ela sozinho no corredor, parecendo
exatamente como Jon havia o descrito... pensativa e misterioso. O
coração de Meena bateu mais forte ao vê-lo.
"Oi," ela falou, sentindo-se subitamente tímida. Ok. O que ela estava
fazendo?
"Olá," ele disse.
Seu olhar parecia penetrar diretamente através dela. Aqueles olhos
escurtos não pareciam mais tão tristes. Ela estava convencida agora
de que ele sabia não só que ela pegou a bolsa com preservativos,
mas que ele sabia exatamente como ela era sem o vestido.
O estranho é que ela não se importava.
Foi muito ruim o que Jack Bauer fez. Ou pelo menos ela pensou que
ele fez, a julgar pela forma que ele continuou puxando sua coleira e
rosnando.
"Desculpe," disse ela, envergonhada pelo seu cachorro.
"Está tudo bem," disse ele, sorrindo. Apertou o botão para descer.
"Ele parece um pouco tenso."
"Isso é o de menos," ela disse. "É por isso que a gente o chama de
Jack Bauer."
"Jack Bauer," ele falou, olhando fixamente para o cão, que
continuava a rosnar para ele. "Oh, percebi. O personagem do
programa de televisão."
"Certo," Meena disse, satisfeita que ele finalmente tinha uma
referência de cultura pop americana.
"Você já viu?"
"O suficiente," ele disse. Havia um mundo de condenação em seu
tom. Ele não gostava da série. "Eu não costumo assistir a programas
com tortura."
"Oh," Meena disse. Ela se sentiu mortificada. O tom dele deixava
implícito que ele tinha motivos pessoais para não gostar desse tipo de
histórias. Ele teria sido torturado no serviço militar ou algo assim?
Era inteiramente possível. Meena não sabia quase nada sobre a
história da Romênia, muito menos militar.
Mas ela pensou que se lembrava de algo sobre... oh, algo estranho.
Por que ela não 'Googlou' rapidamente Romênia quando estava no
apartamento? Então ela podia pelo menos estar informada.
"Bem," ela disse, desconfortável. "Eu posso entender. Eu não gosto
de ver coisas onde as pessoas morrem." Parecia mais confortável
algo familiar. "Mas, de qualquer forma, Jack Bauer só tortura caras
maus."
"Mas você pode ter tanta certeza quanto Jack Bauer, Meena," Lucien
perguntou quando as portas do elevador se abriam e ele sorria para
ela enquanto educamente as segurava, "de que sempre sabe quem
são os caras bons entre os ruins?"
Isso fez Meena hesitar antes de entrar no carro. Jack Bauer, na ponta
de sua coleira, foi se afastando, rosnando, relutante em deixar o
corredor. Por alguma razão, a observação de Jon sobre becos escuros
deslizou em sua mente, assim como sua resposta leviana.
Será que ela sabia a diferença entre bons e maus? Leisha insistiu que
David, que Meena sempre pensou que era um bom rapaz, era um
cara mau... embora Meena nunca tinha sido capaz de concordar com
ela. No final, ele não estava apenas seguindo seu coração?
E sinceramente, Meena estava muito melhor sem ee. Se ela tivesse
continuado com David, agora seria uma dona de casa em Nova
Jersey, para onde David se mudou para começar sua nova carreira,
com sua nova esposa e sua nova casa. E o seu bebê a caminho.
Meena amava seu trabalho e sua vida em Nova York, mesmo que eles
não fossem perfeitos.
Dado tudo isto, as coisas entre ela e David saíram certo no final, não
é?
E aqui estava Lucien, que tinha salvo sua vida. Isso fazia dele um
cara bom, não? Ele era definitivamente um bom rapaz.
Tudo bem, Jack Bauer podia não ter gostado dele.
Mas Jack Bauer nunca tinha gostado de Mary Lou ou Emil, também...
desde o dia que Meena o trouxe para casa do abrigo de animais.
E eles sempre foram tão amáveis - exceto pela conversa
incrivelmente chata no elevador. Mas olhe todo o dinheiro que eles
levantavam para caridade.
"Eu acho que você é um bom rapaz," ela disse deliberadamente
quando Lucien se juntou a ela no carro. "E Jack Bauer também. Ele
só deve estar um pouco mais convincente do que eu, porque o seu
cérebro é do tamanho de uma noz".
Infelizmente, o cachorro exemplificava este fato não continuando o
caminho para o carro antes que o elevador começasse a fechar as
portas. Meena teve que virar e dar um puxão em sua coleira. Ele
soltou um grito assustado e bateu nas pernas de Meena, que o jogou
para frente cambaleando, direto nos braços de Lucien.
"Oh," disse Meen, mortificada."Desculpe."
"Não precisa se desculpar," disse Lucien. "Você está bem?"
"Estou bem," disse Meena, de repente incapaz de afastar seu olhar do
dele.
Nenhum dos dois, ao que parecia, era capaz de deixar o outro ir.
Ao invés disso, eles ficaram olhando nos olhos um do outro por uns
bons cinco segundos. A respiração de Meena ficou um pouco
superficial. Ela imaginava se ele sentiu a carga elétrica que parecia
estar pulsando entre eles... ou se era apenas sua imaginação
hiperativa novamente. Seus batimentos cardíacos definitivamente
estavam mais rápidos que o usual e um pouco instáveis. O único
som, além de Jack Bauer ofegante, era o elevador enquanto desciam(
alguma coisa do elevador, não entendi exatamente.)
Ela não queria quebrar o silêncio entre eles, porque era o tipo de
silêncio durante o qual qualquer coisa podia acontecer.
Ele poderia, ela sentiu, inclinar a cabeça para baixo e beijá-la... se
tivesse mantido a boca fechada por tempo suficiente para deixar isso
acontecer.
Mas ela não conseguia, é claro.
"O que aconteceu com você que não pode ver coisas onde
personagens são torturados?", perguntou com uma voz que tinha
saído um pouco rouca.
Ela olhou cuidadosamente seu rosto para sondar alguma reação.
Mas não houve reação visível em suas feições. Em vez disso, ele
somou a sua pergunta uma outra.
"O que aconteceu com você," ele perguntou, " que você não pode ver
coisas onde personagens morrem?"
Ela baixou seus braços dos dele de uma vez e virou-se para a porta
do elevador assim que a letra "L" acendeu e a porta se abriu para
revelar o Lobby.
"Oh", ela disse com uma risada arejada (?) enquanto ela arrastava
para fora do elevador um Jack Bauer muito mau comportado para o
Lobby. "Eu apenas amo finais felizes. Isso é tudo."
"Então, eu também," disse Lucien, seguindo-a com um sorriso.
"Amanhã vou começar a assistir esse programa de televisão de
vocês."
“Oh,” Meena disse, encantada. “Vai ser um bom episódio. Cheryl está
fazendo de novo com o Padre Juan Carlos, e toda a fofoca da cidade
os vê, e todos os diabos vão à solta. Definitivamente, não dá de
perder.”
Lucien riu. “Então eu estarei grudado na tela.”
Eles passaram pelo porteiro Pradip, que acenou para eles com um
“Boa Noite, Senhorita Harper.”
Em seguida estavam fora no ar noturno, que tinha uma vivacidada
agora que a noite havia caído. Meena, sentindo-se mais feliz do que
ela podia se lembrar em anos, começou a caminhar na direção em
que ela e Jack Bauer normalmente andavam.
Mas Lucien a pegou pelo braço e gentilmente conduziu-a em outra
direção.
“Por aqui,” ele disse. “Tem algo que quero mostrar para você.”
Surpresa, ela sorriu.
“Sério?”
Então ela percebeu que ele estava caminhando para longe de dois
homens que pareciam estar em algo como uma discussão na frente
da 912 Park...e também na direção oposta da Catedral St. George.
E seu coração inchou. (?) Ele estava protegendo ela!
Tinha sido a anos desde que um homem (com excessão dos
porteiros, que não contam, porque ela dava generosas gorjetas no
Natal) se importou com nada mais que sua proteção física. Jon
parecia pensar que ela poderia cuidar mais que adequadamente de si
mesma (e além disso, ele não contava muito; ele era seu irmão). Seu
pai tinha praticamente desistido de falar com ela mais do que
assuntos superficiais uma vez que ela começou com sua habilidade
de ver as futuras mortes das pessoas (incluindo a dele própria). Os
seus pais pareciam vê-la como uma espécie biológica maluca.
Sempre que os visitou na Flórida, os ouvia conversando em sussuros
sobre que lado da família ela poderia ter herdado essa habilidade
(havia mais de um indicio de que podia ter sido sua Tia-Avó
Wilhelmina a responsável por isso).
E enquanto era verdade que ela poderia cuidar de si mesma – o
ataque de morcegos do outro lado – foi totalmente galante de Lucien
tentar protegê-la. Fez ela se sentir quente e feminina.
Quem disse que o cavalheirismo estava morto?
“Que tipo de surpresa?” Mena perguntou, contendo sua alegria, com
esforço.
“Uma que acho que você vai gostar,” ele disse. Eles estavam na rua
Setenta e Nove em direção à Quinta Avenida. Aquela parte da cidade
foi devotada exclusivamente para apartamentos de luxo, hotéis, e o
Central Park...
E outro edíficio, localizado na Oitava com a Quinta, que estava se
aproximando rapidamente.
“O Met?”(Metropolitan Museum of Art) Meena olhou para Lucien
curiosa. Ele pegou sua mão enquanto atravessavam a Quinta Avenida
e se dirigiram para o enorme edifício, sentado tão imponente sob o
céu escuro. Havia umas poucas pessoas sentadas ao longo dos
degraus, conversando, fumando, até lendo livros no brilho das
colunas iluminadas. Tentando ignorar o arrepio de emoção que sentiu
no seu braço quando a pele dele tocou na dela, Meena gaguejou,
“Mas...mas o Met está fechado a essa hora da noite.”
Ela não tinha certeza de que, como um estrangeiro, mesmo que
ensinava em uma universidade e lia os clássicos para se divertir,
compreendia.
"Para a maioria das pessoas", disse Lucien com um sorriso
misterioso. "Siga-me."
E, ainda segurando a mão dela para si, ele guiou a passos longos,
que levou à
a frente das portas do Museu Metropolitano de Arte. Meena, distraído
pelo toque de Lucien, esqueceu de manter a coleira de Jack Bauer
forte como ela deve ser e assim que eles chegaram a uma discreta
porta lateral, ele conseguiu escapar discretamente.
"Oh!", Ela chorou. "Jack!"
Ela largou a mão de Lucien para perseguir o seu cão. Jack correu até
um grupo de estudantes que estavam sentados a poucos metros dali,
ouvindo uns seus iPods e partilhavam uma pizza, em que Jack estava
extremamente interessado. Até o momento que ela pegou o cachorro
nos braços e pediu desculpas aos estudantes, que sorriram
calorosamente, ela voltou e encontrou Lucien em pé com a porta
aberta, esperando por ela para acompanhá-lo dentro do museu às
escuras.
"Oh," ela disse, olhando para trás. Ninguém nos degraus parecia ter
notado que
seu encontro tinha acabado em um marco da cidade de Nova York.
Ou, ela supôs, com certeza o príncipe não tinha uma chave para o
Metropolitan Museum of Arte.
Ou ele tinha? Talvez todos os príncipes professores da
romênia(princes-slash-professors) tinham. "Você não pode
simplesmente... Como você...? "Ela parou, caindo na risada. "Lucien,
como você chegou lá?"
Ele levantou um cartão preto com uma faixa magnética nas costas.
"Eu disse a você", disse ele. "Um amigo está dando uma palestra esta
semana. Achei que você poderia querer ver sobre o que ele está
falando. Venha. Não vai ter problema. "
Ela ainda hesitou, olhando à sua volta. "Mas... não existem
seguranças?"
"Não se preocupe com eles. Eu vou cuidar deles. "
Meena ergueu as sobrancelhas. Ele iria cuidar deles? O que isso
significava?
Oh... que ele iria suborná-los. Claro.
Lucien era um príncipe. Ele era rico. Ele estava acostumado a fazer o
seu próprio caminho. Com todos. Especialmente com funcinários.
Ela supôs que ele tinha dezenas de funcionários. Criadas. Mordomos.
Funcionários de seu palácio de verão.
Pilotos de seu jato particular.
Meena tinha uma funcionária, uma empregada que vem uma vez a
cada duas semanas e se recusou a lavar roupa.
"Mas", ela murmurou sem jeito, "eu tenho um cachorro."
"Ninguém se preocupa com um cachorrinho." Ele parecia
incrivelmente bonito, ali de pé com a escuridão atrás dele, uma mão
estendida para ela, o outro mantendo a porta aberta. "Confie em
mim, Meena".
A parte incrível foi que ela fez. Ela mal o conhecia.
Mas ela confiava nele.
E por que não? Ele já salvou a vida dela, e tinha feito isso arriscando
a sua própria.
O que era uma pequena invasão, comparado a isso?
Mas Meena nunca arriscou nada... não em seu próprio nome. Leisha
tinha colocado essa idéia na cabeça quando ela acusou Meena de ter
um complexo de herói. Meena faria qualquer coisa para ajudar a
salvar a vida de outra pessoa (mesmo se eles pudessem resolver
sozinhos).
Mas e quanto a ela mesma? Embora ela pudesse olhar para o futuro
de completos
estranhos, ela nunca tinha sido capaz de ver o que o destino tinha
reservado para si.
E, por isso, muitas vezes ela tinha feito o que era mais fácil, ficar com
um namorado que não a ama realmente, não se queixar de uma
colega que estava se aproveitando dela, em vez de fazer o que, no
fundo, sabia estava certo.
E agora?
Ela sabia que se ela deslizasse a mão para Lucien Antonescu, ela não
iria apenas arriscar uma eventual detenção pelo Departamento de
polícia de Nova York ( (New York City Police Department).)
Ela estaria arriscando seu coração.
Ela realmente faria isso?
Mas que outra escolha ela tinha? Ela só sentaria no sofá com Jon para
o resto de sua vida, esperando que a pessoa perfeita, o emprego
perfeito, a vida perfeita viriam juntos?
Talvez ela não pudesse ver seu próprio futuro.
Mas isso não significa que ela não tinha um.
"Tudo bem", disse ela com um sorriso. "Mostre-me. Mostre-me tudo.
"
Capítulo Vinte e Seis
12:45 da manhã. EST, Sexta-Feira, Abril, dia 16.
910 Park Avenue
Nova Iorque, Nova Iorque
Alaric os viu sairem do prédio juntos – o homem alto com cabelo
escuro e a morena com o cabelo curto e o trench coat apertado. Ela
estava andando com uma mistura de Pomerânia (?). O cachorro
parecia estar espumando pela ânsia de atacar o homem de cabelos
escuros...
....que se parecia exatamente com a foto de Lucien Antonescu que
Martin havia mandado por e-mail mais cedo.
Alaric deixou seus quadrinhos da Archie caírem em seu bolso e se
endireitou. Ele não estava indo por sua bainha. (?) Ainda não. Ele os
seguiria e veria onde eles iriam, se o cara fizesse qualquer coisa.
E quando ele fizesse – e ele faria; Alaric sabia que ele faria, sabia
com tanta certeza como ele sabia que sua espada nunca deixaria de
estar em suas mãos – Alaric cortaria sua cabeça fora e teria o prazer
de ver o príncipe das trevas finalmente virar pó.
O único problema era, que quando Alaric ia dar seu primeiro passo
em direção ao casal, uma pesada mão caiu sobre seu ombro.
Assustado – não era frequente Alaric ser pego de surpresa – ele
virou-se, com a metade da espada para fora da bainha...
Apenas para dar de cara com seu patrão.
“Droga, Holtzman,” Alaric disse, guardando a espada. “O que você
está tentando fazer, ser cortado em filetes?”
"Você está violando as regras, Wulf. Abraham Holtzman era um
homem careca que tinha se vestido para a tarefa das sombras, o rei
de tudo o que não era sagrado em jeans e sandálias. Com meias.
Pelo menos ele teve o bom senso de usar uma estrela de Davi no
pescoço. "Você não deveria estar aqui. "
"Meias legais", disse Alaric. "Muito discreto. Ninguém, em Manhattan
vai perceber que você é de fora da cidade. Agora, se você me dá
licença, eu estou indo matar o príncipe trevas, antes que ele fuja. "
"Pare!" Holtzman levantou a mão para deter Alaric ao mesmo tempo
que Lucien Antonescu estendeu a sua mão, e seu olhar caiu sobre
Alaric e Holtzman, guiando a mulher de cabelos escuros na direção
oposta, longe deles.
O príncipe tinha visto os dois? Alaric não sabia.
Mas ele sentia uma espécie de arrepio quando aqueles olhos escuros
descansavam, mesmo que brevemente, sobre ele.
O príncipe tinha reconhecido quem ou o quê, ele e Holtzman
representavam? Ele sabia que a Guarda Palatina estava olhando para
ele?
Alaric jamais saberia. Porque Holtzman foi enfiando a mão no casaco
e puxando a única coisa no universo que Alaric temia mais do que um
bando de vampiros chicoteado em um frenesi pelo cheiro de sangue
humano fresco.
O Manual de Recursos Humanos da Guarda Palatina.
"Não", disse Alaric, um surto de irritação corria através dele. "Pelo
amor de Deus, Holtzman."Nós não temos tem-"
"Olha aqui, Wulf," Holtzman já estava dizendo. "Diz aqui na página
quatorze do manual, "Se um gestor testemunhar seu parceiro ferido
no cumprimento do dever, ele será obrigados a ter um mínimo de
licença não inferior a duas semanas, para tratamento psicológico bem
como submetidos a aconselhamento obrigatório ", que ambos
sabemos que você se esquivou, como de costume. E diz que não será
permitido de volta ao trabalho até que ele complete ambos. Agora,
todos nós sabemos que você é um workaholic viciado em trabalho.
Você não teve um período de férias nos últimos anos. E só Deus sabe
como foi horrível o que Martin passou em Berlim. Você perseguiu
todo aquele ninho sozinho depois ... não negue, eu vi o relatório. Não
é culpa sua que eles foram para o subterrâneo e nunca foram
encontrados... sem dúvida, porque eles não gostam da ideia de
serem perseguido por você. Assim nós estivemos dispostos a fazer
vista grossa à sua recusa em seguir as regras. Mas quando se trata
do príncipe das trevas, você vai ter que ficar para trás e deixar-nos
Alaric! Eu disse, Alaric! "
Mas Alaric já tinha ouvido falar mais do que ele poderia aguentar e
correu após o Casal simplesmente desaparecer ao virar a esquina.
Exceto, claro, por esse tempo, ele tinha perdido.
O que não deveria sequer ter sido possível. O homem estava com
mais de seis pés de altura e a mulher reduzida a quatro ou cinco pés
de salto, no maximo. Eles fizeram um casal marcante e, certamente,
ficaria destacados na multidão. Ela estava carregando, pelo caminho,
uma marrom-dourada bola de pêlos caminhante(cão).( She’d been
toting along a golden-brown walking fuzzball of a dog.)
Como eles poderiam simplesmente ter desaparecido? "Eles foram
embora", Alaric disse quando veio Holtzman correndo ao lado dele.
"Eles se foram. E a culpa é sua, você seu bufão burocrático. Se você
não estivesse ali citando o manual de RH para mim "
"Eles não sumiram." Holtzman olhou por cima a rua. "Ele está
jogando conosco".
"O quê?" Alaric balançou a cabeça. Ele sempre tem um pouco de
respeito para o treinamento que seu chefe havia lhe dado durante
seus primeiros dias como um caçador de vampiros. Mas a recusa do
homem de fazer as coisas de qualquer jeito, e sim pelo jeito do livro,
sempre fez ferver o sangue de Alaric.
"Ele nos viu", disse Holtzman. "E ele jogou glamour para se
proteger."
Alaric ficou surpreso. "Claro que sim. Por que não pensei nisso antes?
"
Holtzman sacudiu a cabeça tristemente. "Porque você está muito
pessoalmente envolvido, Alaric. Porque você acha que eu lhe pedi
para concentrar-se no caso ao qual você tinha sido atribuído,
encontrar o assassino das meninas mortas, e não o príncipe? Seu
desejo de acabar com toda a raça de vampiros pelo que fizeram com
seu parceiro... é o que te faz ineficaz em seu trabalho. Agora volte
para o hotel. Que, pelo que ouvi, é o mais caro da cidade... como de
costume. Espero que você não pense que a Accounts Payable aceitará
receitas de um lugar como aquele. Não há razão terrena para que
você não poder ter ficado no centro paroquial de Santa Clara, como
eu. "
Alaric levantou o seu maxilar. Ele não gostava de lhe dizerem o que
fazer, nem mesmo por seu mais antigo mentor.
Ou que ele deveria ficar em uma casa paroquial da estério igreja
sobre a esmola do seu empregador, em vez do luxuoso hotel que ele
mesmo estava pagando.
Ele também não gostava que lhe disessem que seus sentimentos
pessoais estavam fazendo dele ineficaz em seu emprego... mesmo
que houvesse uma pequena possibilidade de que isso era verdade.
Mas o mais especial, ele não gostou do fato de que encontrou um
vampiro com o tipo de poder casual que Lucien Antonescu parecia
possuir. A capacidade de simplesmente ficar invisível em uma calçada
quase vazia? E para fazer também a mulher que estava com seu cão
invisível?
Alaric tinha lutado com alguns vampiros bem poderosos no passado,
os vampiros sul-americanos, ele lembrou, sempre foram
particularmente inspiradores, mas nenhum com esses tipos de
habilidades.
"Não sei nem se ele vai voltar", Holtzman reclamou irritado, olhando
para para a Quinta Avenida. "Ele viu a gente agora. Ele saberá o que
sabemos sobre os Antonescus. Nós o perdemos. "
Holtzman não saiu e adicionou, "E a culpa é sua, Wulf." Mas Alaric
podia dizer que ele estava pensando nisto.
"Nós ainda temos eles", disse Alarico. "Mary Lou e Emil Antonescu.
Podemos usá-los para encontrá-lo. "
"Eles nunca vão falar." Holtzman parecia triste. "Especialmente se eu
deixá-lo responsavel por isso. Você vai bater as suas cabeças antes
mesmo de eu ter a chance de perguntar-lhes nada. Eu conheço você
".
Alaric balançou a cabeça. Ele endireitou os ombros e virou a cabeça à
Avenida Park, 910.
"Wulf? Holtzman parecia assustado com a repentina atividade de seu
protegido. Ele correu atrás dele. "Wulf. Eu estava brincando sobre
bater as cabeças dos Antonescus. Eles ainda podem provar ser uma
fonte vital de informação para nós. Não vamos fazer nada para expôr
nosso lado. Eles não sabem ainda que nós descobrimos eles. Lucien
não poderia realmente ter nos visto ou descobrir o que nós somos.
Não faça nada precipitado "
Alaric caminhou até o tapete vermelho em frente da Avenida Park,
910. Assim que ele ficou na frente das moldadas portas duplas de
bronze, elas abriram com um woosh [like a woosh, seria a
onomatopéia do vento, pelo que entendi], e o porteiro do libré verde
escuro, que estava lendo um livro intitulado A Arte da Massagem
Sensual, ergueu os olhos e sorriu.
"Como eu posso ajudar, senhor?"
"Sim", Alaric disse, sorrindo largamente. "Eu poderia ter jurado que
vi meu melhor amigo de faculdade sair deste alto edifício, um homem
de cabelos escuros, mas ele saltou em um táxi antes que eu pudesse
chamar sua atenção. Era ele, Lucien Antonescu, ou estou louco? "
"Lucien Antonescu?" O porterio manteve-se a sorrir. "Lucien
Antonesco? Eu receio que nós não ... Oh, você deve dizer ao senhor
alto que estava visitando o Sr. e a Sra. Antonescu esta noite! Sim,
sim. Houve um Sr. Antonescu na lista."
"Eu sabia" disse Alaric, quando Holtzman veio correndo atrás dele.
"Eu sabia que era Lucien! "
O porteiro, cuja placa dizia Pradip, olhou para uma lista em sua
mesa. "Isso mesmo ", disse ele. "Houve um Lucien Antonescu na
festa do Sr. e da Sra.Antonescu esta noite."
"Está vendo, pai", Alaric disse, virando-se para Holtzman. "Eu lhe
disse que era ele."
"Pai?", Disse Holtzman. Agora era sua vez de ser surpreendido. "E
aquela bela jovem, aquela com o cachorro, que estava com ele",
Alaric disse, voltando-se para o porteiro, "deve ser sua esposa. Eu
não posso acreditar. Ele nunca me disse que casou-se! "
"Ah", Pradip disse, rindo. "Não, aquela era senhorita Harper. Ela mora
aqui no prédio. Oh, não. Não, senhorita Harper não é casada".
Alaric deixou cair o rosto. "Você está falando sério?", Perguntou ele.
"Ela não era a esposa de Lucien?"
"Não, não", Pradip disse. Ele estava tendo agora uma grande e longa
risada, como se o pensamento da senhorita Harper se casar com o
Sr. Antonescu foi a coisa mais engraçada que ele alguma vez tinha
ouvido falar no mundo. "Não, senhorita Meena Harper vive aqui com
seu irmão, o Sr. Harper. Ela e seu amigo acabaram de se
conhecerem, esta noite, na festa dos Antonescus ', eu acho. "
A expectativa de Alaric sobre a Avenida Park 910, subiu mais um
grau. Pradip o porteiro foi observador, na verdade, mas um pouco
próximo com estranhos sobre a vida pessoal dos seus residentes ....
Alaric sabia agora que a mulher que acompanhava Lucien Antonescu
esta noite se chamava Meena Harper, E que ela morava no prédio
com seu irmão. Não era pequena a quantidade de informação,
considerando que tudo o que ele ofereceu foi a mentira que ele tinha
sido companheiro de quarto de Lucien Antonescu na faculdade.
"Bem, me desculpe, eu sentia saudades dele", disse Alaric. " Sabe de
uma coisa? Vou ver se consigo procurá-lo no Facebook. "
"Oh, isso é uma grande idéia", Pradip disse. "Você sabe, você pode
entrar em contato com praticamente qualquer pessoa no Facebook
esses dias. Eu estava lá, outro dia, e eu consegui entrar em contato
com um velho amigo meu que não tinha visto desde jardim de
infância. Você acredita nisso? "
"Você vê, pai?" Alaric sorriu para Holtzman. "Facebook. É o que há. "
Holtzman parecia confuso. "Facebook?" Ele repetiu.
Alaric piscou para o porteiro. "Obrigado, Pradip", disse ele. "Você não
teria alguma idéia de onde Lucien está hospedado, enquanto ele está
aqui na cidade, você teria? "
"Oh, não. Mas se quiser chamar os Antonescus ", Pradip disse na
mesma hora que levantou o telefone do intermunicador, "Tenho
certeza de que ficariam felizes de-"
"Não será necessário", Alaric disse, esticando a mão no interfone
importado sinalizando para parar. "Eu não quero perturbá-los esta
noite. Talvez eu apareça novamente algum outro dia, obrigado."
E ele virou e deixou o prédio, Holtzman seguia logo atrás dele.
"Impressionante", seu superior disse. "Prazer em vê-lo usando uma
das técnicas que ensinei-lhe para uma troca, em vez de
simplesmente balançar a espada ao seu redor".
"Eu tento evitar matar a população civil, sempre que possível", disse
Alaric, lançando a seu chefe um olhar irritado. "Você me ensinou isso
também, lembra?"
"Eu me lembro", disse Holtzman. "Mas o que exatamente você
pretendia lá, além de provavelmente, alertar os Antonescus que nós
estamos cientes deles? Você sabe que o porteiro vai dizer para eles
que estávamos lá. E estamos mais perto de encontrá-lo. "
"Não", Alaric concordou. "Mas nós temos o nome da menina."
"E o que de bom vamos fazer com isso?"
"Ah", Alaric disse, "muitas coisas boas, eu imagino. Porque ela vai
levar-nos diretamente para ele."
Então, ele acrescentou, pensativo: "Isto é, se ela viver esta noite"
Capítulo Vinte e Sete
1:00 da manhã, EST, Sexta-Feira, 16 de Abril
Museu Metropolitano de Arte
Quinta Avenida, n° 1000
Nova Iorque, Nova Iorque
Meena passou muito tempo no Museu Metropolitano de Arte, voltando
para quando ela foi pela primeira vez à cidade. Ela foi especialmente
para desenhar um quadro de Joana D’Arc de um artista chamado
Jules Bastien-Lepage, que pairava na ala do século XIX. A pintura
mostrava Joana em pé no quintal da casa de campo dos seus pais,
olhando para o espaço, aparentemente ouvindo as vozes dos santos.
Etéreo, figuras com aureolas flutuavam ao seu redor, aparentemente
sussurrando para ela.
A pintura não tinha nada de especial. Comparada com os outros
tesouros mantidos no museu, ela era considerada uma dos trabalhos
de menos valor da coleção.
Ainda assim, Meena sempre fez suas primeiras telas destinadas a
entrar no museu(?) e que, quando ela estava se sentindo
especialmente desanimada e sem esperança, ficar perto uma hora
olhando para a tela, na companhia das similares almas oprimidas.
Mas Príncipe Lucien não levou Meena para o Museu Metropolitano
naquela noite para ir a ala do século XIX.
Em vez disso, ele a guiou para a exposição de arte medieval no piso
principal, através da escuridão, no silencioso Grande Hall.
Era estranho estar no museu depois de fechado. Meena nunca tinha
visto o hall tão vazio... ou tão quieto.
Ela podia realmente ouvir seu coração batendo fortemente com a
emoção do que faziam – apesar da insistência de Lucien de que
estava tudo bem, ela sentiu que tinha alguma coisa ilícita sobre eles
estarem ali. Oh é claro que tinha!
E agora Lucien estava segurando a mão dela novamente.
Seu aperto não era exatamente quente - seus dedos sempre
pareciam um pouco frios - mas era estranhamente reconfortante, do
jeito que tinha sido na noite da Catedral de São Jorge.
E havia ainda um entusiasmo quase infantil nele, uma avidez com
que parecia querer mostrá-la os tesouros do museu. Ele brincou
levando um dedo aos lábios enquanto a guiava consigo.
"Vamos disparar os alarmes?" Meena perguntou nervosamente,
segurando um Jack Bauer se contorcendo em seu braço.
"Só se você tentar roubar algo," o príncipe respondeu brincalhão.
"Oh, bem, acho que vou ter de me conter, então", disse Meena,
provocando-o de volta. Ela estava satisfeita em ver um lado alegre
dele aparecendo. Ele podia não ter visto muito televisão, mas sabia
como se divertir.
Logo eles foram cercados por trípticos (conjunto de três pinturas
unidas por uma moldura tríplice dando o aspecto de serem uma só
obra) assombrosamente belos da Madonna e da criança, crucifixos e
jóias de ouro que pareciam brilhar com a luz sobrenatural que vinha
dos seus mostruários. Lucien a guiou para longe destas, em direção a
uma coleção de retratos e xilogravuras do século XV. Meena não
conseguia ler as legendas dos mostruários anexos aos retratos
porque estava muito escuro, mas Lucien explicou: "Estas são do
Príncipe Vlad Tepes da Valáquia - você sabe, o homem de que eu
estava falando, o que é como um herói no meu país. Ele viveu na era
das primeiras máquinas de impressão, por isso há uma grande
quantidade de documentação histórica sobre ele. Seu pai, Vlad
Segundo, era um membro da Ordem do Dragão - estabelecida pelo
rei da Hungria, a fim de unir reinos vizinhos contra o Império
Otomano. Então, Vlad Tepes foi doutrinado na ordem, bem... com
cinco anos de idade, bem antes de seu pai entregar seu irmão caçula
e ele como réfens para o sultão do Império Otomano, como garantia
pessoal de que não atacaria o sultão enquanto os garotos estivessem
sob seu teto."
"Oh, querido", disse Meena, sentindo um pouco esvaziada. Esta
história foi um pouco deprimente.
Ela supôs que não tinha ficado surpresa ao ouvir da crueldade do pai
do Vlad, dando seus filhos para um sultão, para assim preservar a
paz, considerando sua imagem no retrato. Se Vlad Tepes se parecia
mesmo que pouco com seu pai, ele não poderia ter sido muito
agradável. Ele tinha um longo,bigode preto de aspecto sinistro e
olhos redondos.
Ou talvez eles simplesmente não sabiam desenhar muito bem
naquela época. Meena tinha sempre evitado essa parte do museu.
Seus gostos tendem a correr mais para os românticos ....
Lucien não pareceu notar o desagrado de Meena sobre o assunto, no
entanto. Como um professor de história, ele obviamente estava muito
entusiasmado sobre o tema do maior antepassado de seu país.
Lucien continuou. "Apesar do seu irmão ser o preferido do sultão, os
otomanos não trataram Vlad Tepes muito bem, eu receio. E quando
ele finalmente herdou o trono de seu pai e voltou para casa na
Valáquia, ele ainda estava muito amargo sobre a coisa toda ... e as
coisas não melhoraram muito para ele depois disso, eu receio. Ele
teve uma vida infeliz, cheia de muita tristeza. Sua primeira esposa,
que tanto amava, foi uma bela e inocente jovem mulher. Algumas
pessoas ainda sussurram que ... bem, que ela era como um anjo na
terra. "
Meena ergueu as sobrancelhas ao ouvir isso, e ela viu Lucien dar-lhe
um rápido sorriso.
"Sim", disse ele. "Eu pensei que você gostaria desta parte da
história."
Ele pegou a mão dela e a levou para uma xilogravura primitiva em
preto-e-branco retratando uma torre de castelo com um rio correndo
por baixo.
"Infelizmente", ele disse, sua voz parecia cuidadosamente desprovida
de emoção para Meena, "Ele não teve o tipo de final que você
gostaria. Vlad e sua esposa viveram em tempos de guerra. Após
ouvir que seu castelo havia sido invadido pelos turcos, cujo rumores
diziam serem inexplicavelmentes cruéis com as prisioneiras reais
naqueles dias, sua jovem esposa se jogou da janela superior(an
upper-story windows, acho que traduzi errado, mas não sei o
significado disso), preferindo a morte do que aquilo que ela tinha
pensado que teria que enfrentar com suas mãos. "
Meena prendeu a respiração, o olhar dela voou para uma das altas
torres do retratado na xilogravura.
"Ela caiu no rio embaixo da janela do palácio e se afogou", Lucien
continuou com o mesmo tom sem emoção. "Esse rio ainda é referido
como rio da princesa".
"Ah", disse Meena, infeliz. Ela estava gostando dessa história cada
vez menos. "Que triste!"
"Foi triste", disse Lucien de acordo. "E fica ainda mais triste. Seu
marido tinha casado por amor ... uma raridade na época. Ele nunca
mais foi o mesmo depois de sua morte. Algumas pessoas dizem que
ele enlouqueceu. Ele começou a tratar seus inimigos, até mesmo
seus próprios súditos e seus próprios filhos de... bem, de uma
maneira muito lamentável".
Meena levantou bruscamente quando ela o ouviu dizer as palavras de
uma maneira muito lamentável.
Porque enquanto seu tom ainda tinha sido tão acadêmico e distante
como sempre, e provavelmente ninguém teria notado a menor
diferença em sua voz, Meena sabia: o príncipe estava pensando sobre
sua própria infância. O pai de Lucien tinha-o tratado de "uma maneira
lamentável" . Ela tinha certeza... ainda mais quando ela viu a forma
como o olhar dele parecia queimar quando olhou para a gravura do
rio da princesa.
E o coração de Meena torcia com pena dele. Sim, ele era um príncipe,
e bonito, e rico, e conhecedor do mundo.
Mas ela sabia o que era ter problemas. Problemas reais. Do tipo que
te mantem acordado as noites, tropeçando no escuro, procurando
frascos ambares de pílulas para dormir.
Foi nesse momento que Meena foi tomada por um impulso, tão
repentino quanto aquilo era cruel, para salvá-lo ... o mesmo impulso
que sentiu com todos que encontrava e sabia que iam morrer logo.
Apenas neste caso, ela queria salvar Lucien da tristeza, podia ver
naqueles olhos castanhos escuros, não a certeza da morte... da
mesma forma que ele salvou-a na noite em que os morcegos
gritavam abaixo da torre da catedral de St. George.
Só que ela não sabia como. Ela sabia como salvar as pessoas só de
seus futuros (e assim mesmo ela não fazia muito bem).
Como você salva alguém de seu passado?
Então, Lucien parecia abalado, deu-lhe um aperto de mão e disse
com um
sorriso: "Me desculpe, Meena. Você disse que gosta de histórias com
finais felizes, e eu te contei este, que decididamente não é feliz. Eu
não sei porque eu senti um desejo forte de compartilhar com você. É
uma história importante para mim. Para o meu povo. Mas ... não é
para uma mulher como você, que é tão cheia de vida e alegria. "
Meena ergueu as sobrancelhas. Cara, ele nunca tinha errado sobre
ela.
"Mas a questão é", disse Lucien, ainda sorrindo, "Vlad Tepes é o
maior herói da Roménia... como seu presidente Washington. Nós não
existiriamos como um país se não fosse por ele. "
"Ah", disse Meena. "Bem, nesse caso, bom para ele."
Mas ela não tinha certeza se acreditava nele. Não é sobre essa
pessoa Vlad, quem quer que ele seja, mas sobre o sorriso que ele lhe
dera. Ela sabia que era falso. Ela ainda podia sentir a tristeza dentro
dele....
E porque ela sabia como era se sentir tão sozinho, ela sentia que
devia encontrar um bálsamo para o desespero dele.
Seu olhar vagava, em busca de algo que pudesse ajudar.
E, um segundo depois, ela o estava guiando em direção a um ícone
com um brilho dourado à luz de sua vitrine.
"Olhe," ela disse, triunfante, pensando consigo mesma Oh, bom, isto
irá fazer o truque. "Este é apropriado, considerando a forma como
nos conhecemos.
Meena sorriu para a pintura alegre, em madeira, de um cavaleiro em
seu corcel valente, sua lança perfurando o coração de uma serpente
que se contorcia debaixo dos cascos de sua montaria.
"Ah, sim," Lucien disse no mesmo tom acadêmico que usou quando
falava sobre Vlad Tepes. "São Jorge. Aí está a primavera, guardada
pelo dragão temível, que por tanto tempo não permitiu aos
moradores obter a água de que tanto necessitavam... a menos que
primeiro sacrificassem uma donzela. Mas neste dia não há donzela na
aldeia, a não ser a filha do rei. Ela bravamente foi até a beira do rio,
apesar dos protestos do seu pai, esperando para morrer. Mas olhe
quem aparece... um cavaleiro chamado Jorge, que vai matar o
dragão e salvar a garota e seu povo. Eles serão muito gratos a ele e
abandonarão o paganismo para sempre."
Meena ficou com a mão sobre a dele, olhando fixamente o ícone.
Ok, pensou consigo mesma, então isso não funcionou. Ele parece
mais deprimido do que nunca.
E agora me sinto deprimida também. Obrigada, São Jorge. Quem
sabia que você era também o santo patrono dos desanimados?
E então, de repente...
Ela sabia.
Era uma loucura. Era revelar demasiado de si mesma para ele...
muito mais do que ela queria.
Mas era uma coisa que, ela percebeu, tinha que fazer.
"Você quer ver minha pintura favorita do mundo inteiro?" Meena
virou-se para perguntar a ele.
Ele pareceu surpreso... e animado. "Eu adoraria", disse.
Desta vez Meena o conduzia... para fora da exibição de arte medieval
e até as escadas para a ala do século XIX.
Ela estava um pouco nervosa quando eles se aproximaram da pintura
que ela amara por tanto tempo que podia não ser tudo do que ela se
lembrava.
Então de novo, com o que ela estava preocupada? Essa foi Joana
D’Arc, querida por todos... Quando se aproximaram, ela viu que não
havia nada com o que se preocupar.
Não, a pintura, como sempre, era maravilhosa... pelo menos para
Meena. A luz sobre
a pintura com a moldura de ouro elaborada foi ligada e brilhava sobre
o rosto da menina camponesa com aparência de menino que olhava a
distância, enquanto o arcanjo Miguel estava atrás dela. Meena estava
tão paralisada, que ela realmente esqueceu de se preocupar se
Lucien gostaria ou não da pintura.
Ela colocou Jack Bauer no chão e foi até a pintura, estando mais
perto dela do que ela jamais tinha estado durante horas de visita ao
museu.
“Ela não é linda?” ela respirou, maravilhada com os detalhes da
pintura.
“Ela é,” Lucien concordou sombriamente.
Ao virar a cabeça, Meena percebeu assusntada que Lucien estava
muito mais perto do que ela havia imaginado...
Menos de dois metros de distância dela (less than two feet away from
her.). Ele não estava olhando para a pintura quando concordou que
ela era linda.
Seus olhos escuros estavam cravados em sua face.
Ele também, Meena teve de admitir, cheirava bem. Ela não conseguia
similar exatamente, o que ele cheirava. Jon havia passado por uma
sucessão de colônias para homens na sua vida, a maioria delas sem
nenhum sucesso.
Mas o cheiro de Lucien era limpo e cheiroso.
Meena queria derramar o que quer que isso fosse em cima dela.
Corando, Meena pensou que ela realmente havia achado um rival
para a beleza da pintura na altura de Lucien e características
perfeitas.
“E o que há sobre St. Joana,” Lucien perguntou, sorrindo para ela.
“que agrada tanto a você?”
“Oh,” Meena disse. Ela percebeu com uma pontada de
arrependimento que ela teria de responder a essa pergunta.
Mas ainda assim. Ele pediu a ela que confiasse nele enquanto
estivessem no museu.
Ela não podia dizer a verdade a ele, com certeza. Ela sabia o que iria
acontecer. A mesma coisa que havia acontecido com David. Lucien
pensaria que ela era um floco(flake). Pior do que um floco, ainda.
Ele pensaria que ela era maluca.
Ela não deixaria isso acontecer. Ela esconderia a verdade dele o
quanto fosse possível.
Para sempre, se tivesse de fazê-lo.
Mas ela poderia dizer a ele uma versão da verdade, ela supôs, sem
dizer muito sobre ela.
“Eu acho,” ela disse, escolhendo suas palavras com cuidado, “é que
ela conseguiu fazer tal diferença na vida de tantas pessoas, apesar de
ser pobre e uma menina ... desvantagens enormes para a idade em
que vivia. Ela fazia predições, você sabe... notavelmente previsões
precisas, que primeiramente ninguém acreditou. Mas afinal ela
convenceu pessoas o suficiente de que ela estava falando a verdade
que foi dado uma audiência com o rei. Quem acreditou nela.” Meena
olhou mais de perto a pintura, tentando imaginar como foi para
Joana, tão determinada, e ainda assim tantos protestos contra ela.
“Com certeza as pessoas diziam que ela era insana. Hoje algumas
pessoas dizem que as “vozes de Deus” que ela ouvia eram de
esquizofrenia na adolescência. E como uma adolescente, eu acho que
seria a idade certa para começar a ter isso...”
“Mas você não quer acreditar,” disse Lucien quando sua voz sumiu.
Sentindo-se corar novamente, Meena olhou para seus pés.
Ela não quis dizer a parte que a razão dela amar tanto a pintura em
que eles estavam na frente era que ela, como Joana, tinha suas
próprias vozes interiores para lidar. Não que ela acreditava que as
suas vozes interiores – os sentimentos que tinha quando ela dizia
para si mesma que alguém iria morrer – vinham de Deus.
Mas ela sabia que tampouco era esquizofrênica.
"Muita gente não acreditava em Joana também. Pelo menos no
início," disse Meena finalmente, levantando seu olhar para encontrar
o dele. "Mas, afinal, ela convenceu muita gente da sanidade do que
ela levava perante o rei... e ele acreditou. Como uma mulher louca
poderia enganar um rei cujo próprio pai teve psicose? Ele teria
reconhecido os sinais. Não," Meena disse, olhando para a pintura e
balançando a cabeça. "Ela não era esquizofrênica. Ela sabia das
coisas. Foi a maior estrategista militar que o exército francês já
teve... uma adolescente que ouvia vozes dentro da cabeça e guiava
os homens para a vitória de novo e de novo..."
Quando Meena olhou para trás para Lucien, estava envergonhada
pelas lágrimas que surgiram espontaneamente em seus olhos.
"Até," continuou, com uma hesitação em sua voz, "ela foi capturada
pelo inimigo e abandonada pelo seu rei, e queimada até a morte na
fogueira por ser uma bruxa."
O sorriso de Lucien era animado... até que as lágrimas dela vieram.
Então sua boca deu uma reviravolta e ele estendeu a mão para ela.
De repente, Meena se viu sendo puxada contra ele, seus braços em
volta dela, seu rosto pressionado contra o peito dele...
"Você se parece com ela," disse ele em seus cabelos curtos e escuros.
Meena, envergonhada pelas suas lágrimas e mortificada de
encontrar-se nos braços dele porque estava chorando - e por causa
de uma santa morta há muito tempo - sentia-se mais vermelha do
que nunca.
"Não, não," disse apressadamente contra a frente da camisa dele.
"Eu não tenha nada em comum com ela no fim das contas.
Realmente não tenho. Eu-'
"Sim," disse ele, segurando-a pelos braços para longe dele para que
pudesse olhar dentro dos seus olhos. "Você tem. Notei no minuto em
que apareceu. Seu cabelo é mais curto e mais escuro. Mas tem a
mesma intensidade sobre você. Me diga uma coisa: você ouve vozes
também, Meena Harper?"
Ela não sabia o que fazer. Queria explodir de soluçar. Queria estourar
de rir. Queria chorar, Sim. Sim, eu escuto.
Só não sobre você.
O que só podia significar uma coisa. Ou o seu "talento" finalmente foi
embora ou... Ee não ia morrer. Ao contrário de qualquer outro
homem que ela já conheceu, Lucien Antonescu não ia morrer.
Não por um bom tempo, pelo menos.
E então, antes que ela pudesse pensar em alguma coisa para dizer
em resposta à sua pergunta, ele deslizou uma mão sob seu queixo e
foi inclinando sua face para cima, na direção dele, forçando-a a olhálo
nos olhos.
"Meena," disse ele. Sua voz era um sussurro rouco na galeria escura.
"O que você está escondendo de mim?"
Sua voz era tão rouca quanto a dele. "Nada," ela mentiu. "Eu juro."
E então o incrível aconteceu. Sua boca desceu sobre a dela.
Meena ficou tão chocada que no início congelou, sem saber o que
fazer. Havia um bom tempo que um homem a tinha beijado, ela não
podia acreditar no que estava acontecendo.
E, no entanto, havia a prova incontestável de que ela estava em seus
braços... eles a seguravam muito firmemente contra ele. Ela podia
sentir seus lábios sobre os dela, estranhamente frios, como os seus
dedos estavam antes, mas tão doces, tão pacientes, como se ele
estivesse disposto a esperar toda a noite até ela captar o que estava
acontecendo...
E, de repente, Meena realmente captou. Seu coração deu um baque
duplo exposivo e ela percebeu, Uau, ele está me beijando.
E ela levantou-se na ponta dos pés e colocou os braços ao redor de
seu pescoço, beijando-o de volta, afundando-se nele, exultante com
o fato de que os seus braços foram se apertando em torno dela,
inalando o cheiro limpo e fresco dele. Ela fechou os olhos contra a
beleza da pintura atrás dele enquanto ele a levantava e pressionava
mais e mais perto do seu coração, que ela não podia sentir devido a
batida frenética do seu próprio.
E então foi como se o teto sobre ela de repente evaporasse e o brilho
branco e frio das estrelas e da lua combinados em uma seta branca
fosse derrubado sobre Meena.
Ela não tinha ideia de que ser beijada poderia fazê-la sentir daquele
jeito.
Mas os beijos de Lucien fizeram ela se sentir...amada. Suas mãos a
ninavam cuidadosamente como se ela fosse um dos precisos objetos
envolta dele...um vaso da coleção de arte chinesa do Met que ele
estava com medo de poder quebrar se exercesse muita força. Seus
lábios exploravam os dela, gentilmente primeiro, então, quando ele
pareceu perceber que ela não ia se quebrar com o seu toque, com
grande urgência.
Ela não podia deixar de ajudar deixando sua boca cair aberta na
dele...
E de repente, pareceu como se alguma coisa dentro dele explodiu.
Alguma coisa que parecia estar reprimida há muito, e que deixou-se
libertar com o toque de sua língua na dele. Toda sua civilidade
educada se foi.
E Meena não se importava. A sua necessidade por ela correspondia
com a dela por ele. Era como se ele tivesse perguntado algo.
E ela tivesse dito sim.
O único problema era, quanto mais apaixonadamente ele beijava ela,
mais alto ficava o latido de Jack Bauer. Finalmente, Meena não teve
escolha mas afastar a cabeça, e , olhando por cima de seu cão, ela
disse com alguma irritação, '' Jack. Cale a boca! ''.
Jack Bauer soltou um latido assustado, olhou para Meena com suas
orelhas inclinadas para frente...depois espirrou.
Meena não podia ajudar mas explodir de rir. Ela olhou para Lucien
para ver se ele estava rindo também....
Só que ele não estava. Ele estava olhando para ela com uma
intensidade que ela só podia descrever como....ardente.
Julgando pelo sua expressão, ela viu que ele não parecia achar a
situação nem um pouco animada. Ainda segurando Meena então seus
pés estavam balançando a alguns pés do chão, ele estava olhando-a
profundamente nos olhos.
'' Passe a noite comigo, '' ele disse numa voz apaixonadamente
rouca.
Meena não estava shocada.
Não era como se ela não soubesse que ele iria pedir. Ela tinha sentido
o jeito como seus corpos tinham se encaixado juntos. Era como se
eles fossem feitos um para o outro. Ela sentiu a fome em seu beijo
depois da inicial gentileza...isso tinha correspondido com a sua
própria. Ele a queria tanto quanto ela o queria.
Ainda assim, a última coisa que ela precisava - a ultima coisa mesmo
- era se apaixonar.
E ela estava se apaixonado por Lucien Antonescu...e seus beijos, os
quais pareciam queimar pela sua pele, até sua alma.
Ela podia sentir a si mesma deslizando sobre a borda...daquele
delicioso precipício entre admiração e amizade, e amor.
Isso era bobo - era insensato. Mas era verdade. Ela estava caindo de
pernas para o ar, louca por um homem que ela tinha acabado de
conhecer.
Não fazia nenhum sentido. Ela mal o conhecia.
Mas como poderia ela não se apaixonar por ele, depois de tudo pelo
que eles passaram juntos, depois do que ele fez por ela?
E agora ela estava impotente diante dos seus beijos. Eles a
transformaram em cinzas.
Mas o que dormir com Lucien Antonescu iria fazer de bom para ela?
Ele já iria partir. Ele estaria na cidade só por um curto tempo. Ela
nunca teria outra chance de experimentar um fora, mas Meena
duvidava muito que ela seria boa em uma relação a longa distância.
Ele não iria se mudar para New York.
E ela certamente não se mudaria para Romênia.
Ou, pondo de outro jeito: ela tentar muito não o seguir de volta a
Romênia.
Então, o sensato era dizer não para seu convite para passar a noite
com ele.Não. Três letras. N. A. O. ~.
Ela não era uma tomadora de riscos. Lembra? '' Tudo bem '' ela se
ouviu sussurrar.
O quê? O que está errado com ela? Ela estava louca?
Lucien, rindo, a segurou mais perto - uma coisa que ela não achava
possível - então virou-a ao redor de um círculo até que Meena, rindo,
pediu-lhe para parar, enquanto Jack Bauer latiu. Lucien, rindo
também, pôs Meena para baixo, em seus pés, sua expressão parecia
quase triunfante.
'' Você não vai se arrepender '', ele disse sinceramente.
Meena estava se ajoelhando para acalmar Jack Bauer. Ela olhou com
curiosidade as palavras de Lucien. Ela não iria se arrepender? É claro
que ela não iria.
Porque ela se arrependeria?
Capítulo Vinte e Oito
3:00 da manhã, EST, Sexta-Feira, 16 de Abril
15 Union Square West, Penthouse
Nova Iorque, Nova Iorque
Lucien sabia que o que ele estava fazendo era errado.
Mas isso não significava que ele podia parar a si mesmo.
Ela deixou ele levar seu casaco, então ficou admirando o apartamento
que Emil havia achado para ele, elegante, basicamente decorado,
com o mais sofisticado sistema de segurança e um terraço feito por
Emil, onde umas vinte pessoas ou mais poderiam caminhar
tranquilamente, parecendo um cartão postal. A vista, através de
janelas bloqueadas contra UV – através das portas de correr de vidro
que formavam a maior parte das paredes – era a de Manhattan para
um lado, o Rio Hudson para o outro, Union Square Park para um
terço (to a third), e para cima arranha-céus, estendendo-se diante
deles como grandes e brilhantes árvores de Natal. À distância,
passando o Rio West, podia-se ver as luzes vermelhas dos aviões,
sobrevoando acima do Queens, aterrissando nos diferentes
aeroportos de lá.
“É maravilhoso,” Meena Harper respirou fundo, indo para uma das
portas de vidro e saindo através da escuridão para as luzes brilhantes
e claras, da lua. Seu pescoço longo e esguio, saindo através do
vestido preto, estava parecendo extremamente vulnerável com seu
cabelo curto.
Ela obviamente não tinha a menor idéia do turbilhão emocional em
que ele se encontrava no momento.
Ele sabia que seu comportamento era repreensível – possivelmente
mal- desde o momento em que ele abriu sua boca na casa de Emil,
para perguntar para a garota se podia acompanhá-la enquanto
caminhava com seu cão.
Até mesmo o cão, que cheirava o que ele era, sabia que o que Lucien
estava fazendo era errado.
Ele havia se repreendido das palavras que disse antes mesmo delas
chegarem à boca.
E então, quando ela escorregou em seu apartamento, seguido pelo
irmão de quem Lucien pensou por um momento, tinha ido para tentar
dissuadi-la de sair com ele, ele pensou, bom. Bom para ele. Ele vai
me parar. Como um irmão deveria.
Mas não. O irmão, saiu, era muito auto-centrado para ver o que
realmente estava acontecendo.(Apesar de que Lucien achou que foi
duro. Ele era o que era a mais de meio milênio. O irmão estava vivo
por apenas 30 anos. Lucien supôs que não deveria ser tão indelicado
com ele).
Lucien estava na verdade no corredor dizendo a si mesmo para ir
embora. Pegar as escadas, e deixá-la. Ela era uma boa pessoa, uma
pessoa muito melhor que ele... alguém que realmente tentou fazer a
coisa certa. Ela não merecia ter sua vida arruinada por sua causa. O
que Mary Lou queria envolvendo ela na confusão que era sua vida?
Vamos deixar Mary Lou inventar uma história sobre onde ele havia
desaparecido. Deixar Meena Harper ter sua pequena vida feliz.
Mas ele não podia fazer isso. Ele estava muito intrigado. Ele não
conseguia se lembrar da última vez que tinha ficado tão curioso sobre
uma mulher, muito menos uma mulher humana.
Ou, atraído por uma.
Mas isso não significava que ele merecia tê-la. Especialmente porque
tudo que ele tocava, ele contaminava.
Esse foi o caminho de sua espécie.
Ele não tomou seu próprio conselho. Mesmo quando ele se lembrou
que ele não podia ter uma distração. Havia também muitas outras
coisas que precisavam da sua atenção no momento: o fato de que
alguém estava drenando jovens mulheres de seu sangue e, em
seguida, deixando seus cadáveres nus espalhados por Manhattan,
como lenços de papel usados.
O fato de que alguém estava tentando matá-lo.
O fato da possibilidade de que essas duas pessoas poderiam ser um
só ou a mesma coisa.
Em todo caso, ele precisava manter sua cabeça.
Ele foi se virando para as escadas, determinado a deixá-la ir, quanto
a porta do seu apartamento abriu e ela voltou para o corredor.
E ele sabia que estava travando uma batalha perdida com ele
mesmo. Ele não ia a lugar nenhum. Ela parecia tão fresca quanto um
presente récem-embrulhado.
E ele queria ser aquele que ia abrir este presente.
A pior parte era que não era uma mera atração sexual. Havia
também o quebra-cabeças da mente dela. A cacofonia que ele ouviu
na cabeça de Meena Harper não era, ele descobriu, devido ao fato de
que ela era louca. Não. Ela estava escondendo alguma coisa. Algo em
que ela não gostava de pensar, algo em que ela tinha se tornado
especialista, ao longo dos anos, em esconder de todos... até de si
própria.
Era alguma coisa, ele poderia dizer, que assombrava não só os seus
sonhos, mas suas horas de vigília também. Ele mal conseguia ler as
imagens mentais que fluiam pela consciência dela, porque ela havia
enterrado certas lembranças dolorosas bem profundamente. E assim
os seus pensamentos vinham para ele apenas aos trancos e
barrancos, como uma estação de rádio, entrando e saindo.
Ele nunca teve o hábito de usar seus poderes para descobrir os
verdadeiros sentimentos de uma mulher por quem estava
romanticamente interessado. Isto não era cavalheiresco nem
esportivo.
Mas no caso de Meena, ele não poderia ajudá-la. Seu vívido
monólogo interior - o que ele conseguia entender dele - brilhava
como luzes sobre o Empire State, muito replandescente para ignorar.
E a visão ainda era obstruída.
Isto a fazia ainda mais fascinante. Era difícil imaginar que debaixo
daquela personalidade vivaz - seu flerte provocante e seu amor por
finais felizes - espreitava algo tão sombrio que ela mal podia suportar
permitir-se pensar.
No entanto, parecia ser a verdade.
E ele sabia que que esta escuridão era o que o atraía tão
inexoravelmente para ela.
Seria possível que ele conhecera uma mulher que podia entender o
monstro dentro dele... porque ela escondia um monstro dentro dela
mesma?
E se era assim, por que ele também tinha a sensação de que havia
uma doçura sobre ela na qual ele poderia, de alguma forma,
encontrar a redenção?
Não era possível. O homem só poderia encontrar a redenção através
de Deus.
Mas Deus havia abandonado sua espécie séculos atrás.
E ainda assim Lucien não podia negar o que vinha sentindo toda a
noite quando olhava dentro dos olhos escuros dela... a convicção
crescente de que Meena Harper podia ser a sua salvação.
Ou ele estava pedindo demais de uma pessoa... e um ser humano,
ainda mais?
Ele não sabia.
Mas ele estava desesperado por descobrir.
Ele tinha usado todo o seu auto-controle no museu para manter as
mãos longe dela. Percebeu agora que estava tentando, à sua maneira
desajeitada, dar a ela um aviso justo, mostrando-a seu retrato,
tentando se certificar de ela sabia em que estava se metendo.
Estúpido.
Mas era verdade.
E por uma fração de segundo, ele estava certo de que ela sabia...
alguma coisa. Não tudo, logicamente, pois mesmo sendo tão
compreensiva como era, ela teria fugido de terror.
E houve outros momentos, também, como a pintura de Santa
Joana...
Lucien tinha vivido tempo suficiente para saber que não havia coisas
como anjos ou santos, a despeito do que Meena evidentemente
queria acreditar sobre Joana d'Arc. Ou se havia, ele nunca encontrara
nenhum. Obviamente, se não ele e sua espécie teriam sido
eliminados há muito tempo.
Mas como ele poderia explicar Meena Harper... e a necessidade
dolorosa que sentia de fazê-la ser dele?
Por outro lado, ele era um vampiro - algo que o cachorro dela
atormentado passou a noite toda tentando avisá-la, mas ela parecia
perfeitamente inconsciente do fato. Mesmo agora, ela caminhava
lentamente em torno da água furtada, tendo em vista que não tinha
idéia do perigo que corria.
Lucien sentiu que devia falar alguma coisa. Era justo dar a ela uma
chance de fugir.
Era a coisa mais honrada a se fazer.
"Você mencionou a guerra do vampiro mais cedo", disse ele. Ele ligou
o sistema de som quando chegaram, um quarteto de cordas tocava
suavemente sobre eles. Ele foi para refrigerador de vinho de cromo e
vidro e selecionou uma garrafa. Algo leve, pensou ele, como ela. Ela
não gostaria de nada muito pesado, muito escuro.
"Oh," ela disse com uma risada. "Aquilo. Yeah. Do trabalho". Ela
sentiu um arrepio. "Não vamos falar sobre trabalho. Isso seria um
tipo de assassino de humor, sabe? "
Encontrou um pinot noir (tipo de vinho) que Emil tinha estocado.
Perfeito. "Sinto muito", disse ele com um sorriso. "É tão ruim assim?"
"É muito ruim", disse Meena, indo para onde ele estava em frente ao
bar e deslizando em um dos cromados bancos de couro preto ao lado
dele. "Eu perdi uma promoção que eu realmente queria, e quatro
canais estão nos matando nas avaliações, tudo porque eles têm esse
enredo horrível, monstro misógino que as pessoas parecem amar. "
Lucien parou pensativo. "Monstro misógino?" ele perguntou, com uma
sobrancelha levantada interrogativamente.
Meena levantou as duas mãos como se fossem garras. "Você sabe.
Vampiros. "Ela mostrou dentes e assobiou como um vampiro em um
filme.
Lucien quase deixou cair o copo de vinho que ele estava oferecendo
para ela, assim como seu cão estava em pé a poucos metros deles,
ele latiu com ferocidade impressionante para tão pequeno animal.
"Jack Bauer!" Meena deixou cair as mãos e virou-se em seu
banquinho. "Você tem que se acalmar!"
Para Lucien ela perguntou: "Você tem algum hamburger ou algo na
geladeira?"
Lucien congelou. Se ela abrisse a geladeira, ela iria encontrar a sua
mais recente entrega do mercado negro do Centro de sangre de Nova
Iorque (New York Blood Center). "Eu não acho que eu"
“Oh, não se preocupe,” ela disse, interrompendo. Felizmente, ela
começou a olhar dentro de sua bolsa que ela tinha pendurado atrás
da cadeira. “Eu imagino ter algo na minha bolsa. Oh, aqui. Alguns
biscoitos para cachorro. Eu só vou atraí-lo para o banheiro e trancá-lo
lá, e então talvez teremos alguma paz.
Meena pulou do sofá e estendeu a mão em concha para o cachorro,
que continuava com sua casca... até sentir o cheiro das guloseimas.
Então suas orelhas de raposa se inclinaram para frente e ele trotou
em direção a ela até chegar ao quarto em que Lucien havia indicado
que tinha um banheiro. Depois de lavar uma saboneteira que ela
achou lá, preencheu-a com água, e deixou no chão para ele beber,
Meena empilhou os biscoitos no chão, e enquanto Jack Bauer estava
muito ocupado comendo-os para notar o que ela estava fazendo, ela
fechou a porta atrás dele.
Lucien tentou não demonstrar seu alivio sobre ter escapado por um
triz. Normalmente ele não faria coisas estúpidas como colocar seu
suprimento de sangue na geladeira da cozinha, onde qualquer mulher
que trouxesse para casa poderia descobrir isso enquanto casualmente
procurava por um lanchinho para seu pequeno cão.
Mas ele certamente não esperava dormir com alguma enquanto
estivesse em Nova Iorque. Ele estava ali em negócios. Era só porque
Meena Harper era completamente diferente de qualquer mulher que
ele tinha conhecido que ele violou seus próprios – e de longa data –
códigos de conduta.
E quase estragou tudo ao fazê-lo.
“Lá,” disse ela retomando a sua posição na cadeira. “Desculpe por
aquilo. Eu não sei o que aconteceu com ele. Ele é geralmente muito
bom com as pessoas. Exceto seu primo por alguma razão. E Mary
Lou. Talvez seja alguém que tenha um castelo de verão. Jack Bauer
obviamente tem tendências marxistas.” Ela riu e levantou a taça.
“Então.”
"Para Jack Bauer, a brotação marxista(budding marxist)", disse
Lucien, tilintando ao lado de seu copo com o seu próprio.
Ela riu de novo, seus grandes olhos negros brilhantes sobre o aro
largo de sua taça de vinho. Ele não tinha dado em cima dela quando
ele tinha feito a observação de que ela parecia um pouco com a
menina
na pintura com a qual, obviamente, sentiu uma conexão no museu. A
real
verdade era que ela era muito bonita.
Muito mais bonita, e de aparência muito mais vulnerável. "Então,
pelo que entendi você não gosta de vampiros?", perguntou ele com
cuidado.
Meena riu. "Considerando que eles são basicamente arruinaram a
minha vida agora? Não muito. "
"E montros mosíginos são..?"
"Você sabe", disse Meena, "como nos filmes de terror, livros e
programas de TV, o monstro ou o serial killer com a motosserra
sempre vai atrás da bonita moça indefesa. É tão machista." Ela
continuou. "E os vampiros são os piores de todos. Isso porque, como
em Van Helsing (quadrinhos sobre caçador de vampiros) pontos no
Drácula, vampiros sabem que a família da menina vai ter escrúpulos
sobre o cortar sua cabeça, mesmo se eles descobrirem que ela é uma
vampira agora. Acho que porque é suposto ser mais fácil de cortar
a cabeça do seu filho do que é sua filha."
Ela deu um arrepio, e então acrescentou: "E o que tem com os
vampiros que sempre estão querendo fazer a menina bonita sua
namorada morto-vivo? Ou pior, não querendo fazê-la sua namorada
morto-vivo.
E então ela fala dele sobre isso, a emoção da platéia. Porque estar
morto e com alguém é aparentemente um final mais feliz do que
estar vivo e sozinho. Apenas como estar morto é um final feliz? "Os
olhos dela brilharam. "Acredite em mim. Ser morto nunca é um final
feliz. "
Ele a estudou. Tinha havido uma grande paixão por trás dessa última
afirmação. Ele perguntava de onde ela veio e se essa estranha
obstrução dentro de sua mente tinha algo a ver com ele.
"Mas", disse ele com cuidado, "você não acredita em vampiros."
Ela engasgou com o vinho. "Q-quê?" Ela gaguejou. "Você acabou de
me perguntar se eu acredito em vampiros? "
Lucien retornou sua mão para a haste de sua taça de vinho, olhando
para o liquido rubi dentro dela.
Ele sabia que era importante olhar para todos os lugares menos em
seus olhos. Ele estava com medo de quanto de si poderia dar se
olhasse dentro daqueles olhos que pareciam ver tanto... mas ainda
assim tão pouco.
“Me desculpe,” ele disse. “Eu só pensei, na outra noite, na igreja...”
“Oh,” Meena disse. Ela tomou outro gole de seu vinho. A taça estava
quase vazia.
“Aquilo? Não é você que continua dizendo que eram apenas alguns
pequenos morcegos?”
Suas próprias palavras, se voltaram para ele. Ele supôs que merecia
isso. “Mas você acredita que Santa Joana ouvia vozes,” ele disse.
“Vozes dizendo o futuro. Como uma mulher educada cm você
acredita nisso e não em criaturas da noite? Ou” – ele sorriu – “você
prefere apenas acreditar em coisas felizes, como sua preferência por
finais felizes?
O olhar que ela lhe deu foi tão cortante, que poderia ter cortado a
taça. “A história de Joana não tem um final feliz,” ela disse,
relembrando ele. “E eu gosto de uma boa história de terror tanto
quanto outra pessoa, desde que matem alguns homens, também, e
não apenas mulheres. Mas as vozes que Joana ouvia eram reais. Há
uma substancial prova de que eram reais. Ela ganhou batalhas que
de outra maneira seriam perdidas por causa das vozes que disseram
para ela seguir em frente a eles, guiando os generais franceses para
uma estratégia completamente diferente do que eles fariam antes de
Joana vir. Vidas de pessoas foram salvas por causa do que as vozes
disseram a ela.”
“E,” Lucien disse, seu olhar ainda no vidro, “não há nenhuma prova
de que vampiros são reais.
"Há muitas provas de que algumas empresas estão fazendo fortuna
com a audiência de quem gosta de pensar que eles são reais," ela
falou. "Incluindo os anunciantes da Lust. Por que você acha que o
nosso patrocinador está tão inflexível para entrarmos em ação? O
dinheiro é muito, muito real. Mas morto-vivos sem alma que andam
por aí mordendo pessoas no pescoço e bebendo seu sangue, que não
podem sair durante o dia ou vão fritar como uma batata frita e que
dormem em caixões? Por favor."
"Alguns dos mitos tem sido exagerados com o tempo," disse Lucien
com um ligeiro sarcasmo. "Alguns autores - incluindo o Sr. Stoker -
podem ter tomado algumas liberdades."
"E podem se transformar em morcegos?" Meena acrescentou.
"Alguns ainda não," Lucien falou um pouco rigidamente. Ele
reabasteceu seu copo de vinho, o que ela completou. "Então, só para
ter certeza. Ainda que você nunca tenha encontrado um - porque eles
não existem, é claro - você não quer nada com vampiros?"
Meena mordeu o lábio inferior. Lucien não pôde deixar de notar o
caminho que o sangue correu, tornando-o ainda mais vermelho e
suculento do que antes. "Isso faz parecer um pouco preconceituoso,"
Meena afirmou. "Você pensaria mal de mim se eu admitisse que não
gosto de lobisomens - ou hobbits - também?"
Lucien se esticou e colocou a mão sobre a dela que repousava no bar.
Sua pele parecia tentadora, lisa e macia. A sensação era tão boa
quanto parecia. "Eu nunca poderia pensar mal de você," disse ele.
"Oh," ela disse, erguendo o copo à boca com a mão livre e tomando
um gole bastante grande de vinho. "Confie em mim. Você poderia.
Você não sabe nada sobre mim. Ainda."
Sua voz soou um pouco triste.
"E se eu te falasse que sou um vampiro?" Lucien perguntou, traçando
um pequeno círculo na parte de trás de sua mão. "Você me odiaria?"
"Ha," Meena disse, rindo. "Você seria um vampiro terrível."
Ele ergueu as sobrancelhas. "Eu?"
"É claro que sim," ela disse, ainda rindo. Colocou o copo na mesa, em
seguida deslizou sua mão para longe dele para, ao invés disto,
segurar sua gravata, balançando em sua direção até seus joelhos
estarem entre suas coxas. "Você teve muitas oportunidades de me
morder naquela noite com os morcegos e depois de novo naquele
museu grande, escuro, deserto e você não mordeu. Não pense que
eu não percebi."
Ela colocou a outra mão na banqueta dele, diretamente entre suas
pernas, para que pudesse se equilibrar enquanto se inclinava para
frente e, usando a gravata para puxar gentilmente o rosto dele para
baixo até ficar apenas alguns centímetros do seu, ela disse, em uma
voz tão rouca do vinho que era quase um grunhido, "O fato é, eu já
estive com um rapaz que mordia... figurativamente falando, é claro.
Eu tinha uma espécie de esperança de evitar caras assim no futuro."
Lucien quis saber quem, exatamente, estava em perigo ali. Os olhos
dela eram piscinas gêmeas, escuros como a meia-noite.
Ele sentiu como se estivesse se afogando.
E não achou que se importaria.
"Eu nunca vou te morder," ele sussurrou. "A menos que você me dê
permissão, claro."
Em seguida ele estava pressionando os lábios contra os dela.
E Lucien não estava convencido se tinha falhado... ou tido mais
sucesso do que poderia ter esperado. Ele tinha contado para ela o
que sentia obrigação de partilhar.
Era culpa dele ela não ter acreditado?
Sim. Era. Porque ele não tinha oferecido a prova que ela havia dito
que precisava.
Mas Lucien não estava disposto a fazer isso agora... não quando a
mão dela descansava tão perigosamente próxima da sua coxa. A
parte dele que era um homem pode ter desejado ser resgatado por
ela.
Mas a parte dele que era um monstro queria algo totalmente
diferente.
O homem teria que esperar.
Seus braços foram em volta da cintura dela, arrastando-a para si com
uma possessividade que parecia surpreendê-la, se o pequeno suspiro
que saiu da sua boca fosse um sinal.
Mas ele havia passado do ponto da civilidade. Ele puxou-a de sua
banqueta para cima de seu quadril, esmagando-a contra ele,
drenando com seus lábios e língua o que ele não poderia drenar com
seus dentes... a essência dela, o que ele esperava – o que ele havia
sonhado por tanto tempo – poderia salvá-lo.
Ele sabia pelo som macio que Meena fez – se foi de protesto ou de
prazer ele não saboa, e os sinais que estava pegando de sua mente
eram nebulosos, como sempre – quando seus lábios baixaram sobre
os dela que esse beijo era muito mais proprietário (proprietary?) do
que aquele de dentro do museu foi, como se reivindicasse a posse
dela.
Mas ele não poderia ajudar com isso. Lá ele a beijou mais reverente,
como se ele estivesse com medo de ela se quebrar.
Esse foi um diferente tipo de beijo. Um beijo exigente, um beijo que,
ele sabia, colocava sua alma nua(bare) em frente a ela...
No entanto ao mesmo tempo em que ele clamava pela dela.
E Meena não parecia imaginar. Ela não havia vacilado ou o
empurrado quando ele a tinha puxado para ele. O oposto, de fato. Ela
separou suas pernas para aproximá-lo para debaixo das saias de seu
vestido, somente o laço preto de sua calcinha e a calça do terno dele
separavam sua pele, os braços dela circundaram seu pescoço. Ela se
pendurou nele, o calor emanando de sua boca e seu corpo magro
pareciam consumi-lo. Ele podia sentir o coração dela batendo contra
ele através do fino material de seu tecido, um pulso rítmico vindo de
seu corpo e corriam por seus templos e dirigia-se a ele (raced in his
temples and drove him –n entendi) para beijá-la o mais forte do que
nunca...
... Em seguida, sua boca deslizou até os lábios dela, queixo para
baixo, em direção a sua garganta. Ele chegou até colocar a mão
sobre a curva de um dos seus seios e sentiu seu coração batendo
debaixo de seus dedos, rápido como um greyhound's (cachorro de
corrica), antes de abaixar a cabeça para onde a mão estavam,
substituindo seus dedos por lábios, pressionando sua boca contra a
carne macia que ele revelou afastando o decote do vestido, depois a
taça do sutiã rendado.
Meena reagiu, enfiando os dedos em seu cabelo, esforçando para
trazer boca dele mais perto dela. O suspiro agradecido dela pelo
toque de sua língua, delicadamente saboreando sua pele, levou-o a
apertar seu aperto na cintura ....
E isso pressionou os laços pretos da calcinha com mais firmeza contra
a frente de suas calças.
Lucien sacudiu os lábios nos seios dela. Ele não aguentou mais. Ele
puxou-a bruscamente para ele, deslizou um braço por baixo da
cintura dela e outro sob os joelhos e, em seguida levantou-se,
levantando-a com ele.
Meena soltou um riso deleitado e apertou seu aperto no pescoço.
"Não me diga", disse ela. "Você está me levando para o quarto me
violentar."
"Sim", ele respondeu.
E voltou resolutamente para a porta escura do quarto.
Ele seria condenado por aquilo que ele estava prestes a fazer.
Mas então, ele estava condenado de qualquer maneira.

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