Capítulo Quarenta e Oito
7:30 P.M. EST, sábado, Abril 17
Santuario St Clare
154 Sullivan Street
New York, New York
__ Oh meu Deus!- disse Meena depois que Irmã Gertrudes levou
Ylena, soluçando tão inconsistente, sem fazer qualquer sentido, para
a cama.
__ O quê?- Abraham Holtzman olhou distraidamente. Ah, com
certeza. Irmã Gertrudes. Sim, ela é uma mulher incrível. Santa Clara,
que foi contemporâneo de São Francisco Asis, fundou o seu próprio
convento para as mulheres, as Irmãs Clarissas. Oh ... e isso poderia
ser interessante para você, Senhorita Harper ... Santa Clara é
também o patrono da televisão, pelo fato de que ela ...
__ Por favor- disse Meena, tratando de soas um pouco cordial.- não
me referia a Irmã Gertrudes. Me referia à...
Antes que Meena ele pudesse continuar, eles ouviram passos no
corredor fora da cozinha. A porta se abriu revelando Alaric Wulf, uma
mecha de seu cabelo loiro caindo sobre um olho.
__ "El ... Ele está morto? "Meena perguntou, duvidosa. Ela estava
perturbada porque Stefan foi morto, que fez coisas terríveis à Yalena
e aterrorizada por querer matar alguém, mesmo um vampiro.
__ Eu estava apenas fazendo uma pausa- disse Alaric. Ele caminhou
diretamente para a geladeira. Estou com sede.
Meena foi surpreendida quando ele tomou o leite, em seguida,
começou a beber direto da garrafa, sem se preocupar com um copo.
Bom, ela supôs que matar vampiros era seu trabalho, depois de tudo.
Por que não pensar como ele conseguiu isso ... arrogantemente. E
agora que o seu patrão lhe tinha dito sobre sua infância, Meena
pensou que ela compreendia a falta de habilidades sociais e falta de
modos de Alaric Wulf.
__ O que disse?- Abraham Holtzman perguntou ao seu companheiro.-
Disse algo Wulf?
A pequena boca de Alaric se recontorceu com mau humor__ Isso foi
bom, Holtzman. Você está cheio de eloqüência noite, pelo que eu
vejo.
__ Escutem- disse Meena, olhando para os homens- Eu, eh,
realmente aprecio tudo que tem feito por mim. Honestamente, eu
aprecio. Mas como o dia foi cansativo para mim, eu realmente
gostaria de ir. Além disso- seus olhos tornaram-se desafiantes,
embora Alaric estava apenas a tomar uma garrafa de leite, sem
desafiá-la de qualquer maneira. E eu sei que eu vou dizer isso, e nem
mesmo sei por que eu der ao trabalho, mas aqui vai: Eu realmente
acho que se eu puder falar com Lucien por telefone, eu poderei
esclarecer isso. Apenas deixe-me ligar.Uma das coisas que ele disse
Yalena ... Eu não acho que ele sabe alguma coisa. E. .. bem ... Ela
acrescentou que a última parte rápido: Jack Bauer precisa dar um
passeio.
Ainda segurando o leite em uma das mãos, Alaric voltou o seu olhar
para trás da janela escura. Meena só podia pensar em uma maneira
de descrever sua expressão quando mencionou para o seu cachorro:
como se alguém o tivesse batido na virilha.
Para sua surpresa, ele não disse nada sobre o assunto de Lucien. Ele
só murrmurou, como se para si mesmo, seus olhos indo de um lugar
para outro pela janela escura, __ O cão, eu esqueci do cão.
__ Quê?- Meena olhou de Alaric a Abraão Holtzman, que também
empalideceu. Não é preciso ser vidente para saber que a tensão na
sala tinha subido dez pontos.
__ A que se refere quando diz que esqueceu do cachorro?- ela
perguntou- Por que está com esta expressão em seu rosto?
Antes que qualquer um dos homens pudesse responder, a porta da
cozinha se abriu e seu irmão entrou na casa. Ele, mudou sua postura
na presença de Alaric. Estava tão confuso como um homem velho
pode ser, com os ombros tensos e expressão chocada, ele parecia
olhar através de Meena. Na verdade, ela não tinha certeza que ele
tinha a percebido até que ele reagiu e se aproximou .
__ Meen ... deveria ter estado lá. Foi assim ... tão irreal.
Foi quando ela percebeu que ele estava falando sobre o que estava
acontecendo no porão ... ela não tinha ouvido mais gritos, então se
perguntou se Stefan estava morto.
__ Não quero escutar- disse ela. Não aprovava a tortura, nem sequer
para um vampiro que havia mordido deliberadamente uma moça, e
depois tentado sequestrar Meena e Ylena.
Para matar esse vampiro de uma vez por todas? Meena ela não tinha
certeza se ele a incomoda ou não ... Especialmente depois da viagem
de táxi de Santa Clara, em que Stefan Dominic tinha apenas gritado
sem parar,dizendo que ele era a raposa o diabo e muitas outras
malévolo de apelidos, mas Alaric Wulf
ameaçou retirar o seu casaco e deixe fritar até a morte com a luz que
entrava pela janela do táxi.
Mas, sempre havia a possibilidade, talvez com a reabilitação, e com o
amor de Shoshona, Stefan Dominic deixe de ser malévolo. Por que
não?
Lucien o fez.
E ele era o Príncipe das Trevas, supostamente o demônio mais
malvado que a Palestina jurou matar. Então se o mataram, estão
matando qualquer chance de Stephen Dominic mudar para melhor,
um vampiro melhor...como o Lucien.
__ Vão o matar?- Ela perguntou nervosamente.
__ Desejo poder fazê-lo- disse Alaric, parecendo esperançozo.
__ Claro que não, senhorita Harper.- Abraham Holtzman pegou um
manual em edição de bolso do seu casaco e começou a procurar nele
—. De acordo com o Livro de Recursos Humanos da Guarda Palatina
— disse quando encontrou a página que buscava — é pouco ético
matar a um demônio enquanto é nosso prisioneiro e encontra-se
indefeso contra nosso poder. Ele, por segundo, será julgado por um
oficial da Palatina de acordo com seus crimes e executado se é
julgado culpado.
Meena olhou para Alaric. __ Então não entendo exatamente o que
fazem todos os dias. Pensei que caçavam vampiros e os matavam.
Nunca mencionaram algo sobre julgamento.
__ Oh, sempre há um julgamento- Alaric a assegurou levando a
garrafa de leite para a sua lábios. __ Eu sempre acho demônios que
gostam de atacar. É por isso os mato sempre.
Meena olhou para Abraão Holtzman, que explicou rapidamente. __ No
calor da batalha, se um demônio tenta matar um dos nossos
caçadores, é claro, é permitido a eles se defender.
__ Bem, algum de vocês descobriu o que está acontecendo?- ela
perguntou a John e Alaric impacientemente. Não queria escutar outro
parágrafo do livro da Guarda Palatina. E pela expressão de Alaric,
podia ver que ele a pouco usava.
__ Ele não disse nada- disse John- E o torturamos com água benta
em seu....
__ Já disse que não quero saber- Meena disse acenando com a mão
para parar.
John não prestou atenção de qualquer maneira. __ Eles tem esse
super poder para se curarem, sabe? É realmente incrível, Meen. Eles
se curam de qualquer coisa, só não de facada no coração com uma
estaca ou decaptação . Apenas o sentem, talvez por alguns segundos.
Então não se preoculpe com isso, a face de Stefen Domingos estará
perfeita para os filmes. Portanto, não precisa se preocupar.Certo,
Alaric?
Alaric deu ombros, claramente sem querer ser parte desta conversa,
voltou sua atenção de novo para beber o leite e a um calendário na
parede da cozinha
Jon continuou. __ Embora você pode querer avisar Fran e a Stan que
contrataram um vampiro real. Ele parecia ter se recuperado- ele foi
descendo a rir sarcasticamente.- Taylor pode ter um problema com
tantas abordagens pessoais de um cadáver ambulante. Mas o que eu
sei? Eu sou apenas usado para analisar um sistema ...
__ A que...- Meena interrompeu- te referías com o que disseste sobre
o cachorro, Alaric?
Alaric tomou seu tempo para girar ao redor do calendário e colocar a
garrafa de leite na geladeira. Ela percebeu que ele tentava evitar o
contato visual.
__ Diga a ela, Holtzman- disse ele depois de ficar em pé.
Meena sentiu um calafrio percorrendo todo o corpo. Ele não gostou
do tom em que
Alaric estava falando. Não conseguia descrever, mas não gostou.
__ Agora, Alaric- disse Abraham- Não tiremos conclusões sem saber.
A voz de Alaric tornou-se forte- Quando eles estarão novamente
frente a frente de nós?
__ É muito óbvio- disse Abraham- Não podemos estar seguros
assim...
__ Por quê _ demandou Alaric- os vampiros atacam a Meena Harper?
Só que desta vez seu olhar se voltou para Meena, e quando o fez, ela
estava tensa, novamente, tão penetrante e seus olhos eram azuis ...
cor do céu. Cor oceano.
A cor de uma arara azul
Agora, o frio que Meena havia sentido percorrer a espinha voltou
mais forte.
__ Ela deveria ser a pessoa mais segura em toda a cidade- disse
Alaric- É a eleita. A amante do Príncipe das Trevas. Ninguém deveria
por-te um dedo em cima, por medo. O que aconteceu hoje não
deveria acontecer em um milhão de anos. E Mas ... ocorreu. Eu revi
várias vezes na cabeça. Por quê? Realmente Eu acho que existe
apenas uma resposta.
Holtzman Abraão fez um som. Era um sussurro de protesto.
Ambos, Meena e John sacudiram suas cabeças no sentido de
negação.
Holltzman havia pego o livro de Recusos Humanos da Guarda
Palestina para mirar em Alaric.
__ Não, Wulf- disse Abraham- Não é possível
__ Não é?- Alaric perguntou- Que outra explicação há então?
__ A óbvia- disse Abraham- Se não foi mesmo o Príncipe, então
outros descendentes de Drácula o fizeram. Isso ocorre, sabe,
algumas vezes. Como quando tú e Martim foram atacados...
__ Então por que ele tem tanto medo de sabermos?- Alaric
demandou
Meena se surpreendeu com o tom de sua voz.
Do que for que estivenram falando, Alaric estava seguro do que dizia.
E ele acreditava nisso cegamente, para a desilusão de seu chefe.
__ Se ele não responde a uma autoridade superior, por que ele está
com tanto medo de dizer o nome de quem ordenou apontar uma
arma Meena m suas costas?
__ Alaric resmungou, sua voz alta, Meena quase podia imaginar os
vasos do
vibrando cozinha. __ Diga-me Holtzman. Eu usei tudo que eu tenho...
e esse cara lá embaixo, e eu não tenho nada. Nada! Holtzman está
acontecendo, você deve admiti-lo!
Meena olha rapidamente, para ver sua expressão. Ele parecia doente.
O frio em sua espinha voltou glacial
__ Oh, bem- disse o homem mais velho- Supondo que nesse caso
terá que chamar ao escritório.
__ De que estão falando vocês dois?- Meena demandou. O frio glacial
subindo a sua espinha agora, foi convertido em uma capa de gelo
polar.- E o que isso tem haver com eu voltar ao meu apartamento e
levar o meu cachorro para passiar?
Alaric pestanejou como se apenas agora estivesse notando ela ali.
__ Você?- ele disse- Você nunca voltará ao seu apartamento.
Capítulo Quarenta e Nove
8:00 P.M. EST, sábado, Abril 17
Santuario St. Clare
154 Sullivan Street
New York, New York
__ Quê?!- exclamou Meena. Sua fala rebateu na cozinha como uma
bala.
__ Ei!- Jon levantou a mão. Não vamos brigar entre nós. I Quer dizer,
eu acho que nós deveríamos ser capazes de decidir por nós mesmos
se iremos assumir o risco.
__ Quer decidir por si mesmo? Bem.
Alaric abriu o bolso de sua jaqueta e tirou uma foto de seu parceiro,
ao qual faltava metade do rosto, mantendo onde todos pudessem
ver.
__ Lembra disso?- perguntou brutalmente__ Isto é o que irá
acontecer contigo caso vá novamente a este apartamento. Porque
vão estar esperando. E isto é provavelmente o mínimo que irão fazer.
__ Quê?- exclamou Meena outra vez, só que mais suavemente
agora_ Mas.....Por quê?
__ A guerra- explicou Abraham Holtzman- Alaric pensa que
tropeçamos no centro de uma guerra de vampiros. E devo dizer, dada
a evidência, concordo com ele.
__ Uma guerra... de vampiros? - Meena olhou de um homem a outro.
Lembrou da estranha reação de Lucien perante essas mesmas
palavras, quando ela havia dito isso mesmo, noites antes.
__ É assim- disse Alaric. Ele, ao contrário de seu chefe, não tentou
suavizar o tom. __ Não há o que questionar. -ele disse isso
naturalmente- E você, Meena Harper, é a bandeira que todos querem
capturar. É por isso que nunca mais pode voltar para seu
apartamento.
Meena sentiu seus joelhos amolecerem feito água, tateou seu
caminho em direção a cadeira mais próxima.
__ Mas...- disse ela__ A guerra? Com quem? Entre quem?- logo
indagou- E o que irá acontecer com Jack? meu cachorro está nesse
apartamento. O que vai acontecer com meu cachorro?
Sabia que não tinha sentido se preoculpar com seu cachorro. era,
apesar de tudo, só um cachorro.
Mas era tudo que ela tinha.
Ela viu Alaric Wulf dar outra olhada pela janela da cozinha. Logo,
franziu a testa.
O que estava acontecendo atrá da janela? Por que todos estavam
obcessivos pela janela?
__ Espera- Jon estava dizendo_ Guerra de vampiros? Perdão? O que
é isso exatamente? E o que isto tem a ver com minha irmã?
Abraham Holtzman explicou pacientemente__ Alaric estava falando
de uma batalha pelo trono, para ser o Príncipe das Trevas. Quando
Drácula originalmente fez um pacto com as forças das trevas, com o
objetivo de alcançar a vida enterna trocou a sua alma imortal,
ganhou poderes a parte, virou o herdeiro do diabo, o capataz de
todos os tratos de Satanás em terra. Quando despachamos Drácula,
esse 'manto' passou para seu filho mais velho, o príncipe Lucien, o
amante de sua irmã.
Meena estremeceu diante das palavras "amante de sua irmã".
__ há razão para crer que Lucien Drácula, é uma anomalia no mundo
vampiro_ foi Abraham que falou, abrindo o Libro de Recursos
Humanos de la Guardia Palatina__ Sua mãe, como vocês sabem, é
lembrada como uma criatura angelical, e alguns dizem que
provavelmente foi mesmo. Muitos dizem que Lucien herdou o jeito de
sua mãe.
—Holtzman —Alaric interrompeu. Quando Abraham o olhou, ele
sinalizou para as
janelas—.Isso acelera o proceso.
—Oh, bem, bem —disse Abraham, fechando o livro, para alivio de
todos—. Bom, em
qualquer caso, Lucien tem um meio irmão.
—Dimitri —Meena disse com a voz débil. Percebendo o olhar curioso
de Abraham, ela disse com lábios durmentes__ Lucien disse que não
gosta do seu irmão e não o acha confiável.
__ Sim, bem, com toda razão eu diria__ disse Abraham, assentido
com a cabeça__ Asquerozo homem, Dimitri Antonescu, como
suponho que se chama agora. De mãe completamente diferente.
Ambicioso, corteja as mulheres. E seu filho é igual, pelo que estive
investigando. assacinou sua própria esposa. Nunca esteve feliz pelo
trono estar com seu irmão mais velho. nunca esteve de acordo com o
modo que Lucien dirigia as coisas, desde que seu pai morreu. quer
assumir tudo por si mesmo...
__ Jon parou_ Quer dizer que o Dimitri é...
__ Ele que enviu Stefan Dominic para capturar sua irmã para usá-la e
convercer Lucien a dar o trono ou pelo menos fazer algo tão estúpido
que poderia Dimitri capturar e matar e, em seguida, assumir o trono?
Sim —disse Alaric sucintamente—. Issoé exatamente o que eu disse.
__ É provavel que de alguma maneira ficou sabendo que seu irão
estava, eh, já sabem,
com a senhorita Harper —Abraham disse. Meena apreciava a
delicadeza com que
ele o dizia—. E isso tem alguma relação com Yalena
__ Eu lhe dei meu cartão- Meena murmurou- sentindo-se ainda
grogue pela descoberta que ao dormir com Lucien havia perdido seu
amado cachorro,seu apartamento, e que o dimitri sabia tudo sobre
ela, sobre seu trabalho...
Toda a sua vida, basicamente.
Mas o que se passa com Lucien? Onde estava? Sabia algo sobre isso?
Estava seguro? Se eles só a deixasse chamá-lo!
__ Sim, sim_ disse Abraham emocionado_ É provavel que
escontraram seu cartão nas coisas de Yalena, e mais tarde descobriu
sua conexão. Os mais inteligentes de todos os tempos, não é Alaric?
__ Eles podem ler a mente- disse Meena, com uma sensação horrível
no estômago_ Quando vi Stefan no trabalho depois....não o reconheci
da foto que Yalena havia me mostrado, mas eu sabia...algo. eu sentia
algo pela minha conexão com Lucien...
Ela deixou cair seu rosto em suas mãos. Todo este problema foi culpa
dela. sua própria culpa, por ser tão estúpida.
__ oh, bom- disse Abraham com uma pequena alegria- Isso explica
tudo. Assim que deve ter chegado a Dimitri...
Jon interrompeu. — eu lembro que ouvi o stefan falando com seu
agente, seu nome era Dimitri
Ficou um silêncio atuardido durante uns segundos depois.
Jon interrompeu. — Jon parou. Eu deci de elevador com aquele
Stefan e seu agente, ou o que quer que seja. Eu lembro que ele disse
que seu nome era Dimitri.
Houve um silêncio atordoado durante uns segundos depois. Logo,
Alaric disse lentamente: __ Você tomou um elevador com um dos
vampiros mais perigosos da história de todos os tempos. Dimitri
Antonescu ou Drácula, é amplamente conhecido por ter herdado de
seu pai a crueldade, perversão e depravação sobre toda a
moralidade. Você tem sorte de estar vivo.
Agora foi a vez de Jon afundar em uma cadeira na cozinha. __
Merda- ele disse, com o rosto pálido como a sua camisa.
Meena não podia culpá-lo. Ela sabia exatamente como ele se sentia.
Mas não, quando ele perguntou: - E sobre as nossas coisas? Como o
apartamento? O que devemos fazer sobre isso, pedir ajuda ao FEMA?
Duvido que eles vão acreditar em nós quando dizemos que perdemos
um apartamento para um grupo de vampiros em guerra.
Jon! - exclamou Meena horrorizada.
__ Bem- disse Jon, ela estava piscando, estamos prestes a perder
tudo que temos, pelo Santo Cristo. Pense em sua bolsa nova. Aquela
coisa valeu a pena pelo menos.
Ao Jon mencionar a bolsa que Lucien lhe havia dado, Meena sentiu
algo, como uma erupção dentro dela.
__ Isso é ridículo!- exclamou, saltando para seus pés, mas os joelhos
tremiam. Ela encontrou-se a gritar com Alarico, que se apoiou na pia
da cozinha, com os braços cruzados sobre o peito largo, procurando,
com boca pequena e encolhido ao tamanho de uma uva. __Você tem
que me deixar ir para casa! -Não se tratava de uma bolsa, é claro.
Ela não se importava com tudo sobre a bolsa. Em
esses anos, muito mais. __ Ou pelo menos deixe-me chamar Lucien.
Ele pode parar com isso. Realmente pode.
__ Mas não queremos parar isso.- disse Alaric simplesmente.
__ O que?! -foi a coisa mais louca que Meena havia ouvido em todo o
dia. __ Por que não?
__ É a política da polícia Palatina__ explicou Abraham Holtzman
seriamente__ que em uma guerra de vampiros eles matem um ao
outro. Contanto que os civis estejam protegidos...
Meena tomou um momento para compreender o significado dessa
declaração....mas quando o fez, foi como um poderoso tapa em sua
cara.
__ Então, eles tinham esperado só para ter Lucien foi atacada pelo
seu irmão e Dracul? Sem levantar um dedo para tentar alertar ou
ajudar?
Foi isso que disseram. Eles não se preoculpam com ele. Ela poderia
pensar nele como qualquer coisa menos, o que ele era: O Príncipe
das Trevas.
__ assim que Lucien_ disse ela com uma voz débil- for ao meu
apartamento, me buscar...
__ É exatamente o que estão esperando que ele vá fazer_ disse
Alaric- Eles estarão o esperando.
Os olhos dela se encheram de lágrimas. Alaric não deixou de fitá-la.
“Oh, isso é simplesmente ótimo,” Meena disse. A voz dela estava
tremendo tanto quanto os joelhos, agora. “Deixar que os vampiros se
matem. Mas obviamente ninguém se importa com o que vai
acontecer com o meu cachorro!”
Foi quando ela disse a palavra cachorro que um projétil atravessou as
janelas da cozinha, os pedaços de vidro caindo por todos os lados.
Alguma coisa pesada e dura atingiu Meena bem no meio, lançando-a
ao chão. Ela percebeu tardiamente que era Alaric Wulf. Ele tinha feito
quase a mesma coisa na noite anterior.
Mas dessa vez não era para impedi-la de fugir dele. Era para protegêla
das chamas do coquetel Molotov que estavam queimando as
paredes.
“Você está bem?” ele ergueu a cabeça para perguntar, o seu rosto a
apenas alguns centímetros do dela.
O impacto do corpo dele arrastando-a para o chão a tinha perturbado
muito. Ela sabia que todo o seu corpo estaria doendo no dia seguinte,
mas de qualquer modo não havia ferimentos. Ela acenou que sim, e
então arquejou, “Jon?”
“Eu estou bem!”
Se erguendo do lado do ombro de Alaric, ela viu um braço acenando
atrás da mesa da cozinha.
“Eu estou bem,” Jon gritou. “Mas tem vidro por todos os lados. E a
parede está pegando fogo.”
“Todos se protejam!” Abraham correu para encher um jarro de água
na cozinha para apagar o fogo. “Fiquem longe das janelas. Está
começando.”
A porta se abriu e um homem com a gola clerical perguntou, “Todo
mundo está bem? Nós pensamos ter ouvido – oh, Deus.”
“Sim, sim,” Abraham disse. “Parece que eles seguiram Alaric desde a
parte alta da cidade, como nós temíamos. Nós precisamos nos
assegurar de que o Padre Joseph tenha fechado a capela para a
noite. A missa da noite terá que ser cancelada. Nós não podemos ter
civis na propriedade. Eu sugeri que eles colocassem avisos
informando que havia uma enchente por causa de uma torneira
quebrada. Jon, veja como o Padre Bernard está fazendo as estacas
com a manjedoura do ano passado—”
“De volta ao jogo,” Jon se contorceu saindo debaixo da mesa
enquanto Alaric saía de cima de Meena e oferecia a mãe para ajudála
a se levantar.
Ela aceitou a mão, olhando rapidamente por cima dos ombros para a
parede queimada da cozinha enquanto seguia Alaric. Freiras e frades
– A igreja de Santa Clara era composta por frades franciscanos e
pelas irmãs pobres de Santa Clara, o convento era logo ao lado da
igreja – estavam correndo para alcançar os seus postos na batalha.
Meena nunca tinha visto tantos crucifixos em sua vida.
“Alaric,” ela disse sem fôlego, correndo para acompanhá-lo. “Por
favor me deixe ligar para Lucien. Eu tenho que falar com ele agora
mesmo. Ele irá Pará-los. Ele é o príncipe deles. Eles irão escutá-lo.”
Alaric deixou escapar uma risada, aparentemente zombando da
ingenuidade de Meena. “Você não escutou nada? Não, eles não irão
parar. Não se eles se lançaram em uma rebelião contra Lucien. O
que, confie em mim, é o que eles fizeram. De fato, agora que eu
estou pensando, é por causa disso que eles mataram aquelas
garotas.”
“O que você quer dizer?” ela demandou.
“Iscas,” Alaric respondeu enigmaticamente.
Meena balançou a cabeça. Sério, isso era tão frustrante. “Eu não sei
do que você está falando. Yalena disse algo sobre banqueiros –”
“Banqueiros?” Alaric continuava andando em passo rápido,
esquivando-se de freiras com arcos e flechas.
“Alaric,” Meena disse, agitando a cabeça. “Onde nós estamos indo?”
Essa pergunta pergunta foi seguida por uma voz muito familiar atrás
deles.
“Wulf!” Abraham Holtzman berrou. “Onde você pensa que está indo?”
Alaric congelou, fazendo com que Meena esbarrasse nele.
Lentamente, ele se virou para enfrentar seu chefe, que estava saindo
de uma porta.
“Eu vou,” Alaric disse com determinação, “Resgatar o cachorro.”
“Cachorro?” Meena se virou para olhá-lo diretamente. “Mas --”
Abraham Holtzman cortou, irritado. "Você não pode estar falando
sério, Wulf. Estamos no meio de uma zona de batalha aqui. Nós
precisamos de você! Além disso, é missão de um tolo. Você estará
indo para uma armadilha."
"Eu estou acostumado a isso", disse Alaric. "E você tem mais
lutadores treinados aqui do que você precisa. A irmã Gertrude
poderia matar um Dracul com os olhos fechados. Padre Bernard
matou uma meia dúzia após o concurso de Natal do ano passado com
o anjo em cima da árvore."
"Essa não é a questão, Wulf," Abraham sussurrou, baixando a voz
quando um dos noviços riu silenciosamente ouvindo aquilo. "Não vá
bancar o herói só para impressionar a garota."
Meena, percebendo que ela era a garota a qual ele estava se
referindo, queria salientar o quão mau Abraham estava julgado a
situação. Alaric Wulf odiava-a.
"Você só vai acabar se matando." Abraham continuou. "E nós
realmente precisamos de vocês aqui, no caso de você não ter notado.
"
"Eu estarei de volta com o cão em menos de uma hora", foi tudo
Alaric disse, e então ele desapareceu pela outra porta balançante.
"Tolo Teimoso." Abraham revirou os olhos e desapareceu através de
sua própria porta.
Meena, olhando de uma porta de entrada para a outra, percebeu
tardiamente que tinha feito uma confusão ainda maior do que a
bomba de gasolina tinha feito. Como ela continuava fazendo isso?
Ela foi atrás de Alaric como um tiro.
"Espere", ela chamou.
Ele estava no saguão da reitoria, dobrando sua bainha. Ele não
parecia, pelo olhar que ele lançou a ela por baixo do pedaço de
cabelo loiro que mais uma vez tinha caído sobre aqueles seus olhos
azuis, animado em vê-la. Ela não podia culpa-lo.
"O que você quer?", ele perguntou.
Ela de repente ficou ciente de seu tamanho, que era enorme. Suas
mãos, seus pés ... tudo dele era grande, enorme. Quando ele entrava
em uma sala, ele não apenas entrava, ele arrastava-se pesadamente,
ele era estrondoso, exibido.
Ela não podia contar quantas vezes ela tinha desejado ao longo das
últimas 24 horas que ele nunca tivesse aparecido na sua porta.
E ainda assim agora que ele tinha salvo sua vida - duas vezes -, ela
não conseguia encontrar as palavras para expressar como ela estava
contente por ele ter aparecido. E ela supostamente era uma escritora
de diálogos.
"Sinto muito. Eu não queria dizer que eu queria que você fosse ", ela
finalmente resolveu dizer, estendendo a mão para colocar os dedos
em um daqueles enormes punhos, quase deselegantes. "Você não
tem que fazer isso ".
Suas mãos, ocupadas segurando a fivela para manter sua espada no
lugar, parou. "Sim", disse ao puído tapete florido "É minha culpa. Eu
não deveria ter esquecido o cão. "
"Mas você não sabia, Alaric", disse Meena. Ela curvou os dedos em
seu pulso. A pele dele estava quente em todos os lugares, e ela agora
se lembrou, Lucien sempre tinha sido estranhamente gelado.
"Você não sabia que nada disso ia acontecer. Como você poderia
saber?"
"Você sabia", disse ele, atirando as palavras quase acusadoramente.
E agora, ela viu, ele estava olhando para ela, aqueles olhos azuis
brilhantes procurando seu rosto. "Você sabe tudo antes que ele
aconteça ".
"Não." A franqueza de seu olhar a enervou. "Nem tudo. Apenas ...
bem, você sabe."
"Certo", ele disse, baixando o seu olhar de novo. "Apenas como as
pessoas vão morrer. Não cães."
Ela balançou a cabeça. "Não. Não cães. Apenas as pessoas. Olhe-"
Ela levantou o queixo, tentando um sorriso corajoso. "Esqueça o que
eu disse antes. Jack Bauer vai ficar bem. Você mesmo disse, ele é um
cão vampiro. Ele vai ser capaz de cuidar de si mesmo. Portanto, fique
aqui. Realmente. Eu quero que você fique aqui. Eu vou. Eu vou ficar.
Por favor, fique comigo. "
Ele ergueu o olhar para encontrar o dela uma vez mais, estreitando
os olhos para ela. "Você não precisa se preocupar ", disse ele.
"Holtzman irá protegê-la enquanto eu estiver fora."
"Eu?" Ela percebeu que ele não entendia o que ela estava tentando
lhe dizer. "Não estou preocupada comigo."
Agora, ele parecia confuso. "Mas eu vou ficar bem", disse ele. "E você
quer o cão."
"Alaric." O queixo dele estava começando a tremer, e ela estava
ciente de que seu rosto bravo estava queimando. "Você pode não
ficar bem. E mesmo que eu realmente ame Jack Bauer, no final, você
é uma pessoa, e ele é apenas um cão ".
O olhar dele estava ilegível. "Como?", Perguntou a ela com
curiosidade.
Agora era ela que não entendia. "Perdão?"
"Como isso acontece?" Seus dedos estavam ocupados novamente,
trabalhando em seu cinto. "Minha morte. Você está vendo isso, não
é? Você acha que se eu for, eu vou morrer. Então como acontece
agora? Não na piscina. Ainda é no escuro? E com fogo? "
"Não", ela mentiu. "Nada disso. Vejo que você realmente viverá uma
vida longa, feliz e morrendo de velhice em uma comunidade resort de
algum tipo. Florida, talvez. Palm Beach? "
Já era tarde demais. Ele tinha visto as lágrimas em seus olhos. Com
seus ombros largos tensos, ele se virou para longe dela, pegando seu
casaco preto de couro trincheira que estava pendurando em um
gancho perto da porta.
"Você está mentindo para mim", disse ele. "Eu nunca iria me
aposentar na Flórida. Maiorca, talvez. Ou Antigua. Mas nunca na
Florida. Você não deve mentir para um guarda para proteger os seus
sentimentos. A informação que você é capaz de nos fornecer antes de
uma missão poderia salvar nossas vidas." Seu casaco colocado, ele
olhou para ela com aqueles olhos azuis incríveis. "Nunca minta para
mim novamente, Meena. Jure para mim.”
Ela piscou para afastar as lágrimas que insistiam em se prender aos
seus cílios. “Tudo bem,” ela disse com voz rouca. “Eu juro. Eu vejo
uma morte envolta em fumaça e escuridão para você. Pronto. Você
está feliz?”
“Oh,” ele disse, animado. “Viu? É bom saber. Eu gosto disso.” Ele deu
uns tapinhas na clavícula de Meena, e então na dele próprio. “Nós
precisamos aprender a nos comunicarmos se nós vamos trabalhar
juntos no futuro.”
“O que?” ela balançou a cabeça, perplexa. A garganta dela palpitou
com a emoção e com a fumaça que ela tinha inalado na cozinha. “Eu
não tenho idéia do que você está falando, Alaric. Por que nós
estaríamos trabalhando no futuro? Eu estou tentando te dizer que se
você fizer isso, você não vai ter um futuro. Mas já que você não me
escuta... me deixe ir junto.”
“Oh, não,” ele falou com uma risada sem humor.
“Mas é o meu cachorro que você está arriscando a vida para --”
“Não.” Ele sacudiu um dos seus dedos gigantes no rosto de Meena. “E
se eu te pegar me seguindo, eu vou te algemar a alguma coisa para
te manter a salvo. Não duvide disso.”
Ela acreditava nele. “Eu sei que você vai,” ela falou. “Mas pelo menos
me deixe... aqui.”
Impulsivamente, ela afrouxou o cachecol que ela estava usando ao
redor da garganta.
Alaric olhou pra baixo enquanto ela começou a enrolar o delicado
material vermelho ao redor do pulso dele, o pulso que ela estava
segurando.
“O que é isso?” ele perguntou, sua voz soando... bem, estranha.
Um símbolo, ela pensou. Da princesa para São Jorge, na véspera da
batalha com o dragão.
Ela sabia que estava perdendo o tênue fio de sanidade que ainda
tinha.
De jeito nenhum ela falaria sobre o negócio de princesa para Alaric,
de qualquer forma.
“Eu não sei,” ela disse, tentando impedir que ele visse as lágrimas
que ainda estavam em seus olhos. “Para te dar sorte, eu acho. Se
você realmente está partindo e não vai me deixar ir junto.”
“Oh, eu vou,” ele disse com firmeza enquanto Meena puxava a
manga de volta para cima do lenço. “E sozinho. O Palatino não deixa
ninguém para trás. Isso inclui cachorros.”
“Então isso é para dar boa sorte, também,” ela disse com uma voz
embargada pelo choro.
Ela se ergueu na ponta dos pés e beijou a bochecha de Alaric.
Uma sobrancelha loiro-escura se ergueu, e sua boca estava
pressionada em uma linha ainda mais fina do que o usual... seria
surpresa? Desaprovação?
Ela não sabia dizer.
“Meena Harper,” ele disse, baixando o olhar para ela muito
atentamente.
“Sim?” ela perguntou.
“Isto é para você,” ele disse, e então colocou algo longo e duro entre
os dedos dela. “Não tenha medo de usá-lo.”
Então ele abriu a porta para o presbitério, olhou ao redor, e entrou,
fechando a porta firmemente atrás dele.
Ele tinha partido.
Meena examinou o que Alaric Wulf tinha clocado em suas mãos.
Era uma estaca pontuda de madeira.
Ela não pode evitar um sorriso.
Ele era tão... irritante.
Então por que ela estava lá chorando?
“Aqui está você.”
Seu irmão, Jon, tinha entrado no corredor. Ele estava segurando
várias embalagens de leite vazias.
“Eles querem que alguém encha isso com água benta,” ele explicou.
“Eu me ofereci como voluntário. Você poderia pegar um pouco na pia
batismal?”
Meena, enxugando as lágrimas apressadamente, colocou a estaca no
bolso de trás da calça jeans e respondeu, “É claro.”
Ela sabia o que ela tinha que fazer. O que ela deveria ter feito há
muito tempo.
Com voz trêmula, ela perguntou, “Jon?”
Ele já tinha começado a sair do hall. Ouvindo o seu nome, ele se
voltou. “Sim, Meen? O que foi?”
“Nada. É só que...” ela foi em direção a ele, deixando sua cabeça
inclinar e arrastando os pés. “Eu estou com medo. Será que eu posso
dar um abraço no meu irmão grandão?”
“Aw, é claro,” ele disse, com os braços bem abertos.
Quando ele a envolveu nos seus braços, ele perguntou, do alto da
cabeça dela, “Isso é doideira ou o quê? Eu sempre achei que os seus
dons psíquicos eram estranhos. Mas vampiros?”
“Caramba, obrigada, Jon,” Meena disse secamente, sua orelha sobre
o coração dele. “Você sempre sabe o que dizer para fazer uma garota
se sentir melhor.”
“Bem,” Jon disse com um embaraço fraternal. “Sim. Me desculpe por
isso. Você sabe o que eu quero dizer.”
“Sim,” Meena disse. Ela se afastou dele e deu um sorriso triste. “Eu
sei. E obrigada. Me desculpe por destruir nossas vidas.”
“Sem problemas,” Jon bagunçou o cabelo dela. “E não se preocupe.
Eu tenho certeza que Alaric vai voltar com Jack logo, e os dois vão
estar ótimos. Agora encha essas galões para mim.” Ele praticamente
jogou as embalagens de leite em cima dela. “Eu tenho que ir;
Abraham vai me ensinar o melhor modo de cortar a cabeça de um
vampiro.” Ele voltou apressado para a cozinha.
Meena assistiu ele sair. Então ela ergueu sua mão. Ela estava com o
seu celular, que ela conseguiu pegar do bolso de Jon enquanto ele a
abraçava.
Ela o ligou para se certificar de que a bateria ainda estava carregada.
O celular zumbiu.
Perfeito.
Ela tinha uma ligação importante para fazer.
Capítulo Cinqüenta
8:30 P.M . EST, Sábado, 17 de abril
Concubine Lounge
125 East Eleventh Street
New York, New York
Lucien Antonescu tinha escutado tão calmamente quanto possível a
informação de seu primo Emil que sua esposa, Mary Lou, sabia tudo
sobre a habilidade de Meena Harper de prever a morte antes de
armar para os dois. E que isso foi, na verdade, a razão dela ter
armado para eles.
Que Mary Lou tinha escolhido para ele uma jovem entre suas
conhecidas que tinha um talento tão… incomum era lisonjeiro, para
dizer o mínimo.
Mas o fato que Mary Lou tinha contado a todo mundo que conhecia
sobre o talento de Meena, colocando-a numa posição tão perigosa?
Lucien não podia aceitar tão calmamente.
Lucien já tinha chegado a várias decisões nas primeiras horas da
manhã, quando ela olhava Meena dormindo, antes mesmo de falar
com seu primo Emil.
A primeira era que ele não iria, obviamente, poder retornar à sua
posição de professor na Roménia ou a qualquer de suas casas lá.
Obviamente, ele teria que mudar seu nome.
De novo.
Surpreendentemente, ele não estava tão irritado com essas coisas
como ele estaria se não tivesse conhecido Meena. O fato de que ela
estava em sua vida agora fazia tudo o que teria parecido insuportável
ser um simples incômodo.
Naturalmente, os Palatinos já não eram uma organização que apenas
caçavam suas presas a pé, satisfeitos com uma estaca à moda antiga
no coração, e que, em seguida, deixavam por isso mesmo.
Oh, não. Não mais.
Agora eles usavam tecnologia sofisticada para rastrear suas fontes de
finanças, bem como seus bens imobiliários, monitorando contas
bancárias de todas as cidades, mesmos nos países com leis que
criminalizam a violação dos bancos privados, como na Suiça e nas
Ilhas Cayman. Se os palatinos não podiam capturar o monstro, eles
achariam uma maneira de se apoderar de seu dinheiro. E fariam isso
com uma crueldade que faria com que a CIA ficasse verde de inveja…
os palatinos não são uma organização secreta qualquer, já que nem
mesmo a CIA sabe de sua existência.
O dinheiro, mais do que tudo, era um problema. Começar de novo
sem dinheiro estaria bem, se ele estivesse sozinho.
Mas ele não podia exigir isso de Meena. Seria impossível.
E ele não iria a lugar algum sem Meena ... apesar da insistência dela
de que eles não se vissem mais.
Ela nunca estaria segura agora. Todos os vampiros do mundo
gostariam de prová-la. Qualquer chance de poder ter a experiência
que Lucien teve – a habilidade de prever a morte de um humano, e
não pelas mãos de um vampiro – seria irresistível para eles. Não
irresistível pelas mesmas razões que foi para Lucien… Isso permitiu a
ele de algum jeito pequeno compensar os pecados de seu passado –
como quando ele tirou as chaves do carro daquele garoto, salvando
sua vida – ou mesmo porque isso foi algo, qualquer coisa, diferente
depois de séculos de mesmice.
Mas porque era algo que eles podem ser capazes de usar para seu
próprio benefício. Lucien não tinha dúvida de que seu irmão Dimitri
iria encontrar uma maneira de usar o dom de Meena como uma
profecia para atormentar o medo muito real da mortalidade da raça
humana, e de algum jeito de lucrar financeiramente com isso.
E depois havia o fato que o sangue de Meena correndo das veias de
Meena não apenas ofereceu a ele a capacidade de prever como os
humanos iriam morrer. Ele tinha aumentado seus outros sentidos
também, de um jeito que nenhum outro humano que ele provara
tinha feito, fazendo com que ele sentisse pela primeira vez em
séculos como se ele estivesse vivo novamente.
Ele sabia que isso era algo que ele jamais poderia compartilhar com
ninguém. Porque se descobrissem, Meena Harper viraria carne para
demônio… o caçador mais mortal do planeta.
O fato de Meena Harper estar em seu poder a protegeria sob
circunstâncias normais. Mas estas não eram circunstâncias normais.
Os Palatinos a tinham em suas mãos… e o tinham descoberto. Como
ele poderia protege-la? Ele não podia nem acha-la, nem entrar em
contato com ela. Suas frenéticas chamadas no telefones para ela
tinham todas ido para o correio de voz.
O apartamento dela, de acordo com Emil, que Lucien tinha ordenado
que ficasse parado até que o paradeiro de Meena fosse identificado,
estava vazio, exceto pelo pequeno cão. E não parecia, Emil tinha
relatado, que ninguém tinha estado ali o dia todo. Eles tinham
abandonado o lugar? Claro que não. Lucien saberia, teria sentido, se
alguma coisa tivesse acontecido com ela.
Mas ele não sentiu nada ... nada além de medo e um aperto no peito,
onde seu coração tinha estado uma vez. Ele não sentira nada naquele
lugar em séculos. Não desde que Meena Harper tinha entrado em sua
vida.
Então, ele recebeu o telefonema de Emil que mudou tudo:
Uma chorosa e arrependida Mary Lou, com intenção de tentar corrigir
seu erro e dar uma ajuda como podia, tinha visto uma fofoca
enquanto navega na Internet de que tinha havido uma briga em um
restaurante no centro, envolvendo um homem com uma espada … e
o melhor amigo de uma estrela de popular de uma novela.
Esse, certamente, só poderia ter sido o guarda Palatino de Meena.
E o filho de Dimitri, Stefan.
Não havia outra explicação.
Lucien teve apenas que ouvir o nome de Dimitri e ele estava em um
dos carros pretos de Emil, a caminho do centro para o clube do seu
irmão. Se ele descobrisse que seu irmão tinha algo a ver, qualquer
coisa, com o desaparecimento de Meena… Se ele ou aquele seu filho
idiota tivessem prejudicado qualquer fio de cabelo dela_
Não haveria nenhum buraco na terra profundo o suficiente para
Lucien jogá-los.
Mas quando Lucien chegou no Concubine, ele estava fechado.
Não que isso tivesse particularmente incomodado Lucien. Dado o seu
humor, ele simplesmente chutou a porta.
O clube vazio era um lugar muito diferente do que quando estava
ocupada. Com todas as luzes ligadas, com nenhum gelo seco, ele
perdeu um pouco da sua magia. O único brilho da sala grande,
rodeada por cortinas pretas de veludos, era o teto metálico do longo
bar. O lugar não estava tão limpo como poderia, o chão estava um
pouco pegajoso.
Talvez os faxineiros ainda não tivessem chegado. Não havia ninguém
ao redor.
E ainda assim Lucien, com seus sentidos aguçados por causa de
Meena, sentia que havia algumas poucas almas por perto – humanos,
e em grave perigo…
E não por causa dele.
"Olá?", ele chamou. Onde estavam todas essas pessoas? Por que não
podia vê-las?
Sua voz ecoou assustadoramente na pista de dança, no bar, na sala
VIP. Ninguém. Nada.
Onde estava o seu irmão? Por que ele sentia uma atração tão
poderosa neste lugar desagradável se a fonte segura de todos os
seus problemas - Dimitri- nem mesmo estava aqui?
Então Lucien ouviu. Passos pesados, vindos da frente do edifício. Ele
virou-se na expectativa.
"Posso ajudar?"
Era Reginald, guarda-costas/exagerado de Dimitri de trezentos
quilos, ainda vestindo sua corrente de ouro com seu nome
orgulhosamente estampado em toda ela. Sua cabeça escura brilhava,
recém-raspada.
"Olá, Reginald", disse Lucien, genuinamente contente por vê-lo. Isso
seria fácil. Alguns seres humanos- como Meena, por exemplo - eram
impossíveis de controlar, com as suas mentes muito danificada ou
lotada de bagagem mental. Mas Reginald era uma planície vasta e
aberta.
"Como você chegou aqui?" Reginald tinha sua arma apertada no
estilo gangster de Hollywood, elevando-a de lado para atirar em
Lucien ao invés de de frente, usando sua outra mão para firma-la
para uma melhor pontaria.
Lucien-se sentiu ainda mais animado. Pobre Reginald.
"Larga a arma, filho", disse ele. "Você se lembra de mim. Eu estava
aqui outra noite, visitando meu irmão. "
Reginald abaixou a arma obedientemente. "Oh, sim", disse ele, o
reconhecimento surgindo. "Você bagunçou o Sr. Dimitri.”
"É verdade", Lucien disse, sorrindo com carinho com a memória.
"Voltei para fazer isso novamente. Você não saberia me dizer onde o
Sr. Dimitri está agora, saberia? "
Reginald sacudiu a cabeça, colocando a arma de volta na cintura de
suas calças… não o lugar mais propício para guardar uma arma
carregada, na opinião de Lucien. "Não," disse Reginald.
"Todo mundo ficou todo animado com alguma coisa e saiu a pouco
tempo atrás, me deixando para trás. Eles não disseram quando
estariam de volta nem nada. Eu nem sei se eu devo abrir hoje à noite
ou o quê. "
"Interessante", disse Lucien. "E você saberia dizer o que deixou todos
excitados, Reginald?”
"Claro que não", disse Reginald. "Ninguém me diz nada por aqui."
Lucien alcançou a mente do homem com sua própria mente e sondou
com cuidado. Reginald estava dizendo a verdade. Ele não sabia nada
... exceto...
"Reginald", disse Lucien. "Somos as únicas pessoas aqui?"
"Não", admitiu Reginald. Lucien podia sentir o medo do homem. Era
tão nítido e tão afiado como uma faca. "Há as pessoas no porão."
"O porão", Lucien repetiu. "Você me levaria até o porão, Reginald?"
O medo de Reginald o apunhalou. "O sr. Dimitri disse que nenhum de
nós deve ir até lá ", Reginald protestou. Ele não queria ir até o porão.
"Está tudo bem, Reginald", Lucien disse calmamente. "Eu estarei com
você. Nada de ruim vai acontecer com você no porão, se eu estiver lá
com você."
Reginald acreditou nele ... mas só porque Lucien estava em seu
cérebro para confortá-lo.
Relutantemente, ele foi até o bar para pegar as chaves do porão,
então conduziu Lucien para uma porta que ele destrancou com mãos
ainda tremulas, apesar da presença de Lucien.
O que quer que estivesse no porão, os trabalhadores do Concubina
que não deveriam saber disso, não apenas sabiam como o temiam.
Lucien seguiu Reginald para baixo na escada estreita de concreto,
sentindo a morte se aproximar a cada passo. Ele não apenas podia
cheira-la… ele podia senti-la, escorrendo pelos seus poros do jeito
como a umidade infiltrava nas paredes do porão. Isso tinha sido o
que ele tinha notado quando ele entrou no clube: o som dos
batimentos cardíacos humanos, estremecidos de vida… e a morte
iminente.
Era isso que Meena Harper sentia todos os dias de sua vida, andando
pelas ruas, entrando no metro, indo diariamente para o trabalho?
Como ela podia suportar isso?
Eles chegaram a duas portas. Atrás de uma delas Lucien podia ouvir
os corações batendo tão altos que ele queria lançar as mãos em seus
ouvidos.
Atrás da outra, ele ouviu ... nada.
Ele balançou a cabeça em direção à porta, onde havia apenas
silêncio.
"Abra", ele disse a Reginald.
Reginald, segurando as chaves como se elas fossem um terço,
parecia que estava prestes a chorar. "Eu
realmente não quero, senhor ", disse ele. "Por favor não me obrigue".
Lucien sacudiu a cabeça, compreensivo. Havia tanta coisa que a
mente humana poderia aguentar.
Ele largou o pé para baixo e quebrou a porta de metal pesada com
um único chute poderoso.
Dentro da sala escura, com lajes de concreto mortuária, estavam
deitados os sete analistas financeiros do Transcarta a quem seu
irmão Dimitri o havia apresentado na noite anterior.
Só que eles não estavam mais vivos.
Por outro lado, tampouco eles não estavam completamente mortos.
Eles estavam em um lugar entre a vida e a morte. Alguém tinha
movido seus colarinhos brancos para baixo e mordido cada pescoço
na carótida, não uma, não duas, mas três vezes.
E ao redor da boca de cada homem, Lucien viu traços de sangue.
Eles estavam voltando. Eles estavam em um estado metamórfico.
Quando acordassem, eles seriam vampiros.
E eles estariam com uma fome do inferno.
"Quem fez isso?" Lucien exigiu, virando-se para encarar Reginald,
que, incapaz de controlar sua curiosidade – mesmo apavorado como
estava – ficou olhando pela porta quebrada, pendurada pelas
dobradiças.
"Eu não tenho nenhuma idéia", disse ele. "O que há de errado com
esses caras? Por que eles estão apenas deitados desse jeito,
mordidos no pescoço? Eles estão… Eles estão…” Reginald não
conseguiu voltar a si para dizer a palavra.
"Sim", respondeu Lucien.
Ele varreu com o olhar a sala até a saída até encarar uma segunda
porta, aquela em que atrás ele podia escutar vários corações
batendo.
Reginald olhou para ele.
"Eu sei que você não vai chutar essa porta abaixo", disse Reginald.
"Se há vampiros atrás da primeira porta, o que vai estar por trás
dessa? Você ao menos pensou a respeito_"
Lucien chutou a segunda porta.
Atrás dele uma meia dúzia de jovens garotas piscaram, todas muito
vivas, todas em vários estados de semi nudez, estendidas em
colchões baratos, parecendo muito fracas e confusas para ver tanta
quantidade de luz inundando de repente o quarto. O cheiro não era
muito agradável.
Nenhuma das meninas, Lucien podia dizer, era uma vampira. Ainda.
Mas todas elas tinham sido mordidas e drenadas, apenas o suficiente
para mantê-las complacentes.
O mistério sobre o que os vampiros da porta seguinte comeriam
quando acordassem estava resolvido.
"Gerald?" uma das garotas perguntou em uma voz perplexa.
"Não é Gerald, disse outro, soando ainda mais confusa.
Todas elas muito assustadas.
Lucien virou-se e sinalizou para Reginald.
"Tire elas daqui", disse ele. "Comece levando-as para cima. Espere lá
por mim.”
"Tudo bem", disse Reginald, afável, agora que o mistério do porão
tinham sido resolvidos.”
"Mas sobre_" Ele inclinou a cabeça em direção ao quarto ao lado.
Lucien olhou ao redor da pequena cela em que as meninas tinham
sido presas, claramente por algum tempo, e sem instalações
sanitárias que ele pudesse ver, exceto por um balde. Ele viu uma
raquítica cadeira e esmagou-a em pedaços.
"Isso vai servir", disse ele, levantando uma das pernas da cadeira e
examinando as pontas. "Agora vá."
Enquanto Reginald passou a trabalhar encurralando as meninas até
as escadas _ elas precisavam de um monte de
garantias de que isso não era uma armadilha e que elas estavam
sendo libertadas _ Lucien se concentrou em suas próprias
tarefas.
Foi um trabalho desagradável. Ele não tinha idéia se os homens
pediram para serem transformados ou se seu irmão estava formando
uma espécie de exercito de vampiros investidores bancários para
lidar com as finanças.
Conhecendo seu irmão, ele descobriria logo.
De qualquer modo, esses homens não se tornariam imortais, com
moderes sobre humanos e sedentos por sangue humano.
Eles nunca acordariam de novo.
Quando Lucien terminou sua desagradável tarefa, jogou a perna da
cadeira para longe, se lavou como pode – homens que ainda não
tinham se transformado ainda liberavam uma quantidade maciça de
sangue – e se virou para sair da sala de concreto, dando um último
olhar sob seus ombros.
Esse era exatamente o último lugar para morrer que ele tinha
imaginado para eles quando os conheceu no clube.
Só que ele achava que eles morreriam em uma garagem, numa
espécie de acidente de carro.
Ele nunca imaginaria que ele seria o instrumento de suas mortes.
Exceto, ele disse a si mesmo, que ele não tinha sido.
Seu irmão tinha.
Dimitri conhecia as regras. O que estava fazendo, transformando
pessoas e deixando-as no porão de uma casa noturna para
acordarem sozinhos, então jogando para eles garotas humanas
enfraquecida para alimentá-los?
Pelo menos agora Lucien tinha uma boa idéia de de onde os corpos
dos parques tinham vindo.
"Reginald", ele chamou quando subiu as escadas do porão.
Reginald estava esperando por ele no bar. Ele tinha dado a todas as
garotas latas de refrigerante e pequenas tigelas de nozes, como se
elas fossem convidados VIPs do clube. Reginald também, Lucien viu,
invadiu a área de achados e perdidos em nome das meninas. Todas
elas agora estavam plenamente, embora um pouco extravagante,
vestidas.
"Sim, patrão?" Reginald perguntou. Ele tinha sido limpando o bar
como se o clube estivesse aberto e ele estivesse encarregado dele.
"Onde é que o Sr. Dimitri mantém seu cofre?" Lucien perguntou.
"Em seu escritório," Reginald respondeu prontamente. "Aqui, eu vou
lhe mostrar".
Reginald já não precisava da menor pressão mental para aceitar o
comando de Lucien. Tendo achado um ninho de vampiros em
transformação no porão de seu patrão, juntamente com sua próxima
refeição, a lealdade de Reginald com Dimitri parecia ter acabado.
"Senhoritas", Lucien chamou as garotas. "Por aqui, por favor."
As meninas, falando baixinho em seus idiomas nativos, trouxeram
seus refrigerantes e nozes consigo enquanto seguiam Reginald e
Lucien para subir as escadas até o escritório de Dimitri.
“É aqui” Reginald disse, apontando para um espelho pendurado sobre
um grande mesa de art deco. “Atrás do espelho. Ele guarda muito
dinheiro ai dentro. No caso dele ter que fazer uma fuga rápida.”
"Que ótimo para nós", disse Lucien. "Fiquem fora do caminho,
senhoritas."
Ele levantou um peso de papel em forma de um cão de pernas
compridas e estraçalhou o espelho em pedaços com ele.
“O cara realmente gosta de quebrar porcarias” Reginald comentou
com as garotas, que pareciam impressionadas.
Lucien deu um apertão na porta do cofre e a descolou, deixando-a
cair no chão com um baque.
"Uau", ele ouviu dizer Reginald. As moças ficaram boquiabertos.
Lucien os ignorou. Ele tinha um trabalho a fazer. Como Reginald tinha
afirmado, o cofre estava cheio com uma grande quantidade de
dinheiro. Havia também uma grande quantidade de passaportes.
Lucien os agarrou e os atirou para a mesa de Dimitri.
"Dêem uma olhada", disse ele. "Talvez as garotas encontrarão os
seus."
Houve um frémito de excitação por trás dele quando as garotas
fizeram exatamente isso. Lucien continuou a esvaziar o cofre mas
não encontrou mas nada que ele pudesse usar, nem para ele e nem
para ninguém que ele pudesse pensar, com a exceção de um
conjunto de chaves, os documentos e os papéis de registro de um
carro.
“Reginald” ele disse “De onde é isso?”
“Oh” o homem jovem disse “São do carro Lincon Continental de
Dimitri. Ele o deixa estacionado numa garagem no centro. As vezes
ele permite que eu dirija para ele. É um preto 69 Mark III. Um
agradável passeio.”
Lucien assentiu. “Considere seu” ele disse, e jogou as chaves e os
papeis para Reginald, quem pegou com habilidade.
"Você está brincando comigo?" Reginald olhou para as chaves nas
mãos. "Mas o que é o Sr. Dimitri vai dizer?"
"Não muito", disse Lucien, "Quando eu acabar com ele. Senhoritas,
venham aqui, por favor.”
Quando as meninas se reuniram ao redor da mesa, Lucien deu para
cada uma algumas pilhas organizadas com notas de cem dólares.”
"Peguem este dinheiro ", ele as instruiu ", e seus passaportes e
comecem uma nova vida, em algum lugar bem longe daqui. Ou
voltem para suas vidas antigas, se é isso que vocês pensam que fará
vocês felizes. Apenas esqueçam tudo o que aconteceu aqui. Eu darei
um jeito nas pessoas que machucaram vocês. Eles não prejudicarão
mais ninguém. Eu prometo. Vocês não têm nada a temer. Vão, e
sejam saudáveis e felizes.”
As meninas, cuja compreensão do Inglês era vacilante, sorriramprimeiro
para o dinheiro em suas mãos, depois uma para outra, e
então para ele.
Elas não precisavam saber Inglês para entender o que ele dissera.
Porque ele nem mesmo tinha falado em voz alta. Ele disse que tudo o
que tinha a dizer em suas mentes, dando-lhes uma suave limpeza de
memória a cada.
Seria um longo tempo antes delas estarem completamente curadas.
Até mesmo ele não podia fazer nada por elas.
Mas isso, ele sabia, era um começo.
O dinheiro não faria nada para trazer de volta as vidas que foram
perdidas devido a seu fracasso em controlar a barbárie de seu irmão.
Mas, por agora, esse era o único castigo que ele podia fazer.
"Reginald", disse ele em voz alta. "Leve as mulheres para fora, e
garante que elas seguem em segurança nos táxis. Os motoristas
devem levá-las ao JFK. Elas podem decidir lá onde ir em seguida.”
"É isso aí", disse Reginald.
"Então", Lucien disse, "você vai pegar o carro e dirigi-lo até a Geórgia
para viver com seu irmão."
"Meu irmão", disse Reginald, parecendo satisfeito. "Essa é uma boa
idéia!"
"Eu também pensei. Não se esqueça nada aqui no clube. Se fizer
isso, você não será capaz de voltar para buscar. Ele queimará."
"Queimará, senhor?" Reginald parecia confuso. "Como? "
"No fogo ", Lucien explicou pacientemente. "Vá agora. E não se
preocupe. Ninguém será deixado para apontar o dedo para você, eu
lhe garanto. "
Reginald voltou, com os braços abertos, e conduziu as garotas para
fora. Elas todas se foram, sorrindo agradecidamente para Lucien… e
um pouco cheias de adoração.
Ele olhou para longe. Gratidão era a última coisa que ele merecia,
muito menos adoração.
Ele estava encharcando os corpos no porão com rum do bar – ele
sempre achou que o 151 queimava mais rápido e eficiente, deixando
muito pouco resíduo de tecido – quando seu celular tocou.
Ele o pegou e viu na tela o nome que ele ansiava ver durante todo o
dia.
Meena Harper.
Nenhum comentário:
Postar um comentário