segunda-feira, 22 de julho de 2013

insac - mg - 35-36-37

Capítulo Trinta e cinco
7:00 P.M . EST, sexta-feira, 16 de abril
Park Avenida, 910. Apt. 11B
New York, New York
A coisa mais surpreendente - para Meena, em todo o caso - era que
ela nunca teria imaginado que ele era um assassino. Não à primeira
vista, de qualquer maneira. Ele estava vestido tão bem, num jeans
preto perfeitamente ajustado, com um sueter de cashmere, e com
um longo casaco de couro preto. O lenço ao redor do pescoço
também parecia feito de cashmere e deixava de fora seus olhos
azuis… o tipo de olhos azuis brilhantes que não estariam deslocados
em um galã loiro bonito caminhando sobre o tapete vermelho ou
remando em uma prancha de surfe em uma praia australiana com
areias brancas.
Eles dificilmente pareciam os olhos de um assassino.
Só que Meena sabia que era isso que ele era desde o momento em
que ela abriu a porta e ele baixou o grande buquê de rosas vermelhas
de seu rosto.
Por que ela tinha caído nesse velho truque? O truque do buquê em
frente ao olho mágico? Ela devia ser assassinada apenas por ter caído
no truque que ela mesma usara um milhão de vezes em seus scripts.
E agora ela estava aqui, encarando a morte com nada exceto seu
sutian e uma segunda pele preta.
Ela estava furiosa consigo mesma por não ter agarrado um roupão
antes, ou algo que ela pudesse pelo menos usar como uma arma…
Uma lata de spray de cabelo e um isqueiro para improvisar um lançachamas…
Até mesmo um sapato, pelo amor de Deus, para jogar no
cara.
Mas ela não tinha percebido o quão perto estava à morte, até agora,
quando já era tarde demais. Tudo o que ela alcançou foi o seu
Blackberry, que em quase todas as cenas era praticamente inútil. E
nesse caso foi simplesmente lamentável, a menos que ela quisesse
chamar alguns policiais para virem e morrerem com ela.
Porque de nenhuma maneira esse cara iria se permitir ser arrastado
sem brigar. Ela podia dizer isso apenas olhando para o rosto bonito
dele, rosto impiedoso.
E, claro, como qualquer bom assassino, ele já tinha um pé
firmemente preso dentro do batente da porta, de modo que ela não
podia bater com a porta na cara dele. Isso iria apenas arranhar
inofensivamente a ponta de sua bota de bico de aço.
Os dedos da sua mão direita descansavam em você-sabe-onde. Sim.
Parecia inacreditável, mas contando com tudo o mais que havia
acontecido na semana que passou, Meena percebeu que ela não
deveria estar surpresa. Aquele era um cabo de espada honesto a
Deus.
Ela prendeu a respiração quando os olhos azuis olharam na sua
direção.
"Eu não estou aqui por você, Meena", disse ele, com um sotaque
alemão tão profundo que parecia reverberar através de seu peito.
Como ele poderia saber o nome dela? Ela não tinha idéia de quem ele
era. Ela nunca o tinha visto antes em sua vida.
E ainda ... ela sentia como se de alguma forma ela o conhecesse
desde sempre.
Talvez fosse assim que todos se sentissem quando encontravam seu
assassino. Ou talvez fosse apenas com Meena.
Ele desembainhou a espada. A lâmina fez um som de zumbido no
silêncio do corredor, claro como um sino, quando ela saiu de sua
bainha.
Meena engoliu em seco.
É incrível o que você pensa logo antes de morrer. Tudo o que Meena
podia pensar, por exemplo, era, Uau. Nenhuma preliminar com esse
cara.
E depois, Espere, isso não é nenhum pouco engraçado.
E depois, Embora essa poderia ser uma boa fala para Victoria no
show. E então, Mas eu não vou viver tempo suficiente para escrever
mais um episódio para o show. Isso é tão injusto.
Ela sabia só de olhar para seu assassino hard-rock, em cujo perfil
esculpido não havia o menor lampejo de esperança.
Mas é incrível o que nós temos que fazer para tentar sobreviver.
Meena ergueu os lábios separadamente. Forçando sua língua para
umedecê-los.
"Eu sei que você está mentindo", ela disse. "Você está segurando
uma espada. Você está aqui para me matar. "
"Não estou mentindo", disse ele. "Apenas me diga onde ele está, e eu
vou deixá-la viver."
Meena não tinha idéia de quem - ou do que - ele estava falando. Ela
apontou para a bolsa que estava pendurada no gancho onde ela
colocou depois de chegar em casa. "Olha", disse ela. "Há muito
dinheiro lá dentro. Eu fui ao caixa eletrônico. Pegue o que você quiser
e vai embora. Caso contrário, há algumas bijuterias que minha tiaavó
Guilhermina me deixou, mas é tudo falso, eu juro ... "
Ele parecia irritado. Meena sentiu seu ritmo cardíaco acelerar. Muito
bem, Meen! Antagonize seu assassino. Isso é esperto.
"Eu já lhe disse, Meena", ele disse, suas sobrancelhas loiras escuras
levantadas um pouco sarcasticamente. "Não tenho nenhum interesse
em matar você. Só ele. Mas se você vai ser difícil ... "
Difícil. Ele não tinha idéia do quão difícil Meena poderia ser.
Especialmente quando ela já sabia que ficava tão bem morta.
Meena sabia que ela não tinha absolutamente nada a perder.
E foi por isso que ela escolheu esse momento para lançar o seu
BlackBerry nele com toda sua força.
Ei. Era tudo o que tinha. Isso e sua vida.
Então ela se virou e fez uma corrida por ela.
Capítulo trinta e seis
19:02 da noite. EST, Sexta, 16 de Abril
910 Park Avenue, Apartamento 11B
Nova Iorque, Nova Iorque
Meena não podia exatamente fugir pela porta da frente, já que o
maníaco com uma espada e capa que estava na frente dela, tinha
trancado-a.
Mas ela imaginou que se ela pudesse abrir as portas francesas para a
varanda na parte de trás do quarto, e depois gritar por ajuda, alguém
definitivamente a ouviria.
Mary Lou. Mary Lou definitivamente a ouviria.
Se ela estivesse em casa. O que era improvável, já que era uma
Sexta à noite.
Mas, logo depois que Meena se virou para fugir, algo
impossivelmente rígido—e incrivelmente forte—preso em volta de seu
tornozelo nu e lançou-a para o chão. Ela foi se espalhando entre as
rosas caídas, seu pé direito puxado antes que ela soubesse o que
estava acontecendo, suas palmas escorregando no parquê enquanto
ela tentava amortecer a queda.
Ela espichou o pescoço para olhar para seu corpo em espanto e viu o
homem com a espada em cima dela.
Wow. Ele era realmente rápido. Meena tinha acabado de arremessar
seu Blackberry nele—e não tinha esperado o suficiente pra ver se o
atingiu, embora ela ache que tenha ouvido um baque surdo, e depois
um som agudo de partes de plástico atingindo o chão de madeira—e
ele já tirou o pé dela de onde estava?
O que ele era, biônico?
"Meena," ele disse no mesmo tom calmo e entediado, ainda
prensando seu pé. "Você não tem para onde ir. E eu acho que você
sabe disso."
A coisa triste era que ele estava absolutamente certo. Mesmo com a
respiração totalmente fora de seu corpo pela força de sua queda,
Meena sabia disso.
Ela sempre tinha imaginado como seria quando finalmente fosse sua
vez de encontrar a morte cara-a-cara.
Mas agora que estava realmente acontecendo, ela sabia de outra
coisa: ela não iria sem lutar.
"Eu não vou morrer esta noite," ela disse entre dentes cerrados.
"Desculpa."
Ela se virou, então ao invés de estar deitada de bruços, ela estava de
costas...
... e em uma posição melhor para chutar a virilha dele com seu pé
livre. O único problema era que, ele parecia antecipar o movimento,
já que ele liberou o tornozelo dela, e—tão rapidamente que Meena
mal teve tempo para registrar o que estava acontecendo—estava em
cima dela, o peso de seu corpo inteiro esticado em cima dela, tão
pesado como uma viga de aço e tão forte quanto.
"Eu te disse, Meena, eu não estou aqui para te matar" ele disse. Seu
rosto a centimetros dela agora.
A lâmina da espada também. Ele segurava-a casualmente apoiada
contra a garganta de Meena enquanto ele a espiava como se ela
fosse algum tipo de espécie interessante de borboleta que ele
conseguiu capturar e colocar em sua coleção.
Isso realmente não era como Meena tinha antecipado seu incrível
movimento de chute na virilha.
"Oh, sério?" Ela grunhiu, tentando soar como se não ligasse. Isso não
era fácil, considerando o fato de que seu coração batendo tão forte, e
ela se perguntou se ele podia ver seu pulso na garganta dela.
E também, ele não era leve. Ela estava achando difícil conseguir
respirar com ela em cima dela desse jeito.
Ainda assim, ela tentou soar casual. Como se ela não se importasse
com ele esticado em cima de seu corpo como um cobertor de
chumbo. Como se ela não estivesse consciente de que ela era uma
mulher jovem que estava usando apenas um sutiã preto e uma
camisola de seda e ele era um homem com cerca da sua própria
idade pesando no mínimo oitenta quilos a mais que ela e segurando
uma faca—desculpa, uma espada—contra sua garganta.
Ela estava começando a reconsiderar toda a coisa de não ter medo de
morrer.
"Não," ele disse no mesmo tom perturbadoramente profundo e
calmo, com aquele ligeiro sotaque. "Eu já te falei" Era a imaginação
de Meena, ou ele soava insultado? "Eu não estou interessado em
você."
Meena tinha que rir disso. Mesmo que estivesse prestes a morrer. Ou
pior. Talvez ela estivesse histérica.
Mesmo assim, ela tinha que admitir, era meio engraçado, um homem
lutando com você enquanto você estava semi-nua, segurando uma
espada em sua garganta, e depois falando que não estava
interessado em você.
Especialmente quando ele estava em cima de você.
"Você podia ter me enganado," ela disse. "Você parece muito
interessado em mim no momento."
Ele levantou sua sobrancelha loira. "Isso?" Ele se deslocou um pouco.
"Isso é apenas minha bainha." Em seguida, com medo de que
pudesse parecer mal educado, ele adicionou. "Não que você não seja
atraente. Mas você não é meu tipo."
Meena o encarou. Sério, isso era demais. Para matá-la—bem, vir aqui
com a intenção de matá-la, e depois insultá-la, também?
"Bem, você não é meu tipo também." Ela disse brava.
"Oh, eu sei disso." Ele sorriu para ela. Seus dentes eram brancos,
mas não muito. Um ou dois deles eram inutilizados apenas o
suficiente para provar que eram reais e não folheados. "Eu estou
vivo."
Meena encarou ele. Já que obivamente ele era um estrangeiro, ela
achou que ele incompreendido-a.
"Do que você está falando?" Ela perguntou. "Eu quis dizer que eu não
gosto de homens que entram em apartamentos de mulheres sem
serem convidados, com espadas."
Agora ele estava correndo seus dedos—da mão que não estava
segurando a espada—pelo braço dela. Ele estava fazendo isso
parecendo distraído, como se não pudesse resistir ao toque de sua
pele.
Mas ele evidentemente a entendeu.
"Eu sei," ele disse. "Eu quis dizer que conheço seu tipo. Lucien
Antonescu é seu tipo. É por isso que estou aqui. Tudo que eu quero é
que você me diga onde ele está. Depois eu vou embora."
Meena teria congelado se ela já não estivesse rendida imóvel pelo
peso do corpo dele. Lucien? Isso era sobre Lucien?
Ela supôs que isso fez um tipo louco de senso. Homens com espadas
certamente nunca tinham invadido seu apartamento antes de Lucien
entrar em sua vida.
E Roger tinha dito que as flores eram de Lucien.
"Você conhece Lucien?" Ela perguntou.
Ela deveria saber. Tudo tinha ido tão bem. Bem demais. A noite
incrível que eles passaram juntos. O bilhete, dizendo que ele era
dela. A bolsa.
Ela deveria saber que era muito bom para ser verdade.
Deveria ser tão óbvio quanto a espada em seu rosto. Leisha até
sugeriu isso:
Lucien era casado.
Claro que ele era. Nenhum homem solteiro na sua idade era tão
perfeito quanto ele. Eles estavam todos felizes, bagagem
completamente cheia, ou montada.*
( They were all gay, completely baggage ridden, or taken. = foi o
mais proximo que eu consegui.. quer dizer que eles estavam com a
vida ajeitada, encaminhada.. saca?)
Obviamente, a esposa louca de Lucien tinha contratado este homem
para assustar seus dias de vida.
Bem, tinha funcionado.
"Na verdade," o homem disse—ele ainda estava distraído acariciando
sua pele como se nem percebesse que o estava fazendo—“nós nunca
nos encontramos pessoalmente, o príncipe e eu." Ela percebeu que
ele ainda estava respondendo a pergunta sobre ele conhecer ou não
Lucien. "Mas certamente eu tenho conhecido do trabalho dele."
"O trabalho dele?" Meena estava mais confusa que nunca. Ela tentou
imaginar este homem indo a um curso de história da Europa Oriental
e falhou. Ele obivamente não era estudioso. Um maníaco homicida,
talvez. Mas dificilmente um acadêmico. "Você quer dizer, os livros
dele?"
O homem riu brevemente. "Não. Eu estava me referindo a suas
atividades extracurriculares."
Meena não tinha ideia do que ele estava falando.
Mas ela notou a insinuação no tom dele. Ele quis dizer que sabia que
ela e Lucien...
Bem. O que eles fizeram juntos, na noite passada.
Deus. Ele tirou fotos? Não era isso que detetives particulares
contratados por esposas faziam?
Ela queria morrer.
Claramente, o Lucien que ela conhecia e o Lucien que este homem
conhecia eram duas pessoas diferentes. Ela sabia que Lucien tinha
segredos—que estava tudo bem, ela estava guardando segredos dele,
também.
Mas ela estava furiosa que o segredo de Lucien era sobre ele ser
casado. Ele só não parecia como um. Ela até tinha o perguntado
diretamente se ele tinha uma esposa, e ele disse que não. Se ela
visse ele de novo—e ela certamente iria, porque logo que se livrasse
desse mamute loiro em cima dela, ela pegaria sua bolsa Marc Jobs e
levaria direto ao apartamento de Lucien para devolvê-la,
preferencialmente com um pouco da caca de Jack Bauer nela—ela iria
dizer a ela exatamente o que ela acha sobre homens que traem suas
esposas com diálogos inocentes de escritores."
"Olha," ela disse no que ela esperava ser uma voz firme e forte.
Irritada pela risada do homem, Meena tirou seu ombro da mão dele.
Pela primeira vez ele pareceu perceber que estava tocando a pele
dela. Pareceu quase surpreso e afastou sua mão.
"Eu não sei quem você acha que é" ela disse. "Mas você não pode
invadir aqui com... com... armamento medieval e me vigiar. Você
pode contar a esposa de Lucien que está acabado. Eu não quero mais
nada com ele. Okay? Então sua pequena tentativa de me afastar
dele, ou o que quer que isso seja, teve o efeito desejado. Ela pode ter
Lucien de volta. Eu nem quero mais ele."
Ele estava carrancudo agora e parecia descontente.
Mas ele não estava olhando para ela e sim para a mão dele.
"Você me ouviu?" Meena demandou. Ela estava ciente de que a
lâmida da espada ainda estava perto de sua garganta. Muito perto,
muito afiada.
Por outro lado, o homem parecia um pouco distraído, olhando para
sua mão e depois para a pele dela. Agora, ela pensou, era o
momento perfeito para dar com o joelho nos testículos dele. Depois,
enquanto ele estava curvado em uma dor lancinante, ela pegaria
aquele abajur da Pottery Barn e bateria na cabeça dele.
"Ele pelo menos te mordeu?" o homem demandou, girando seus
olhos azuis na direção dela.
Meena, que estava planejando a terceira parte de seu plano—a parte
onde ela iria para pegar sua faca Whüstof—congelou. "O que? Me
morder? Do que você está falando?"
O homem fez uma coisa depois que a assustou (não que nada que ele
tenha feito desde que ela abriu aquela porta não tenha a assustado).
Ele segurou o rosto dela com a mão que não estava segurando a
espada e virou sua cabeça primeiro de um lado e depois para outro,
examinando o pescoço dela do mesmo modo que seu clínico geral
quando ele procurava por gânglios linfáticos inchados.
"O que vc está fazendo?" Meena demandou. Teria sido algo se ele
estivesse indo matar ela.
Mas depois de alguns momentos, Meena sentiu mais e mais que isso
não era o que iria acontecer.
Especialmente quando ele deixou a espada de lado inteiramente—que
caiu no chão de madeira com um tinido musical—se sentou, e, ainda
de perna aberta, puxou para baixo sua roupa, junto com uma parte
considerável de seu sutiã.
"Hey!" Meena gritou, resistindo embaixo dele.
"Calada," ele disse. "Fique parada."
"Eu não vou" Meena 'raged', socando-o no peito.
"Ele te mordeu" o homem disse, colocando uma mão em sua clavícula
e empurrando-a de volta para o chão. "Ele tinha que ter mordido
você. Ele não poderia deixar de fazer isso. Olhe para você. Sua pele é
como seda. Eu quero mordê-la. A questão é, onde ele fez isso? Não
na artéria carótida, obviamente. Você não tem nada contundente.
Algumas vezes eles vão em direção ao coração. Você olhou?"
Meena, com o sutiã e as tiras da camisola penduradas no ombro,
apenas ficou onde estava, olhando para ele.
Ela nunca poderia descrever uma cena como esta. E mesmo que
conseguisse, Fran e Stan nunca deixariam algo como isso ir ao ar.
Porque ninguém acreditaria. Era apenas muito bizarro.
"Quem é você?" Meena perguntou.
"Eu sou Alaric Wulf" o homem disse pacientemente. Ele não soava
como um lunático. Ou parecia como alguém com uma espada ao
lado. Ele tinha uma aparência boa, se você gostava de loiros altos e
musculosos que se vestiam bem e falavam com um pequeno sotaque
alemão.
O que Meena ordinariamente supunha que gostava. Se ele não
estivesse sentado em cima dela, calmamente checando seu peito por
algum tipo de mordida mística. "E eu trabalho para uma organização
que está bem interessada em achar Lucien Antonescu. Então se você
amavelmente me contar onde ele está, ficarei feliz em deixá-la
sozinha, Senhorita Harper."
Ele parecia como se realmente quisesse dizer isso, e parecia não
gostar muito dela.
O que estava tudo bem para Meena, já que o sentimento era 100%
mútuo.
"Eu gostaria do nome desta organização," Meena disse. "Então eu
posso reportar a seus superiores. O seu patrão sabe que é assim que
você trata uma mulher, assustando elas a morte e depois sentando
nelas? Saia de mim—" Ela se moveu embaixo dele, socando-o no
peito um pouco mais.
E então, enquanto ele estava desviando os golpes dela com as
palmas abertas, veio o som de uma chave rodando na fechadura da
porta da frente.
Em um borrão de movimento, Alaric Wulf pulou ao mesmo tempo
segurando Meena pelo pulso com uma mão e a espada com a outra.
No momento em que Jon tinha aberto a porta e estava em pé no
saguão, Alaric empurrou Meena para trás dele e ficou com sua
espada apontada a poucos centímetros da garganta de Jon.
“Merda!” disse Jon, e deixou cair o saco de comida chinesa que ele
estava segurando, junto com um DVD.
Jack Bauer imediatamente disparou para frente e começou a lamber
avidamente o liquido derramado da bolsa, completamente alheio ao
fato de que havia um homem armado ameaçando a sua dona a
alguns metros de distância.
Mas Lucien Antonescu, Meena pensou cinicamente, ele latiu a noite
toda. Ótimo cão de guarda que ela escolheu. Simplesmente ótimo.
Alaric abaixou a espada quando viu quem estava chegando.
“Jonathan Harper,” disse ele, seus ombros largos foram perdendo
parte de sua tensão. “Trinta e dois anos. Ex-analista de sistemas da
Webber e Stern. Desempregado há sete meses. Preso uma vez por
intoxicação pública e exposição indecente por urinar em um medidor
de estacionamento em Miami Beach, Florida, enquanto visitava seus
pais há quatro anos.”
O queixo de Meena caiu. “Jonathan!” ela chorou.
Ela sempre pensou que era estranho Jon ter de voltar para Miami
“por negócios”. Ele disse que estava pensando em investir a sua
parte da herança da tia-avó Guilhermina, em um condomínio de
férias perto de seus pais em Boca, o que era estranho por si mesmo.
Mas, então, nada tinha por vir.
“Merda,” Jon repetiu em um tom diferente, rapidamente fechando e
trancando a porta da frente logo atrás dele, como se ele estivesse
com medo de Antonescus pudesse ouvir. “Eram quatro horas da
manhã! Fora de um metrô. Que foi fechado. Não havia ninguém por
perto! Eu realmente tinha que ir.”
Meena balançou a cabeça. “Ainda assim...”
“E eu pago todo esse dinheiro para os advogados para ter meu
registro apagado.” disse Jon melancolicamente.
“Advogados,” Alaric disse, encolhendo os ombros. Ele voltou-se para
Meena. Ela não gostava do brilho em seus olhos azul-gelo.
“Precisamos conversar,” disse ele, e puxou-a, não muito
delicadamente, até o sofá verde sálvia. “Sente-se,” ele disse, e
empurrou-a para baixo sobre as almofadas com uma simples,
autoritária patada.
Meena, sua raiva tinha atingido um ponto de ebulição, estalou de
volta até seus pés descalços.
"Não", ela disse. Ela não tem que aturar sua manipulação. "Eu não
vou sentar. Eu ainda não sei quem você é ou o que você está fazendo
aqui. Eu vou chamar a polícia. Jon.". Ela se virou para seu irmão.
"Por favor, chame a polícia. Este homem forçou seu caminho aqui
contra minha vontade, e então ele—"
"Sente-se", Alaric disse de novo, e a empurrou de volta para o sofá,
desta vez espalhando os dedos de mamute em seu rosto e
empurrando para baixo.
Meena, completamente atordoada por este tratamento bárbaro,
apenas ali sentada, olhando a passagem para a cozinha atônita.
Quem fez isso mesmo?
“O que exatamente está acontecendo aqui?” Jon perguntou, olhando
para o buquê de rosas destruído e os pedaços quebrados do
BlackBerry de Meena espalhados pelo chão. Jack Bauer, no meio de
tudo isso, ainda estava lambendo o líquido que havia derramado das
caixas de comida chinesa. Quando ele olhou para Alaric, abanou o
rabo alegremente em saudação. Seu cão. Seu próprio cão!
“Sua irmã fez isso,” Alaric Wulf disse para Jon sobre a confusão. “Ela
está sendo muito pouco cooperante.”
Meena fez um barulho que era meio gemido, meio protesto. O quê?
Ela era a única que estava sendo pouco cooperante?
“Meena Harper,” Alaric prosseguiu com uma voz completamente
inexpressiva, ignorando-a, “está em grande perigo. Lucien Antonescu
é um monstro sem alma. É indispensável que eu encontre e o destrua
e você vai fazer exatamente o que eu digo, se você quer que ela
viva.”
Jon olhou para o homem com a espada em pé no meio da sala de
Meena. Então ele olhou para Meena, quem imitou a marcação de um
telefone celular. Então ela murmurou, Chame a polícia.
“Uh,” Jon disse para Alaric. “Claro. Certo.”
“Meena Harper,” Alaric disse, embora ele não estivesse olhando em
sua direção. “Eu vejo o que você está fazendo. Se você não parar,
não vou ter problema nenhum em te algemar em alguma coisa. Na
verdade, eu vou adorar.”
Meena, furiosa, disse, “Lucien não é um monstro! Okay, ele poderia
ter me enganado e ter me dito que não era casado, mas eu lhe
asseguro, ninguém está em perigo de—”
“Ele não é casado,” disse Alaric. “Ele nunca foi casado. Ninguém sabe
o porquê. Alguns dizem que é porque ele testemunhou o suicídio de
sua própria mãe e nunca conseguiu superar isso. Outros dizem que é
porque ele nunca conheceu sua alma gêmea. Tenho a sensação de
que isso poderia ter mudado recentemente.”
Ele lançou um olhar penetrante em Meena, em seguida, prosseguiu.
“É por isso que é vital para a sua sobrevivência que você me diga
onde ele está. Além disso, você precisa parar de falar, porque eu
acho sua voz muito irritante.”
“Uh”—Jon levantou a mão—“desculpe. Eu sei que cheguei tarde, mas
ninguém respondeu a minha pergunta. Que diabos está acontecendo
aqui?”
“É simples, realmente,” Alaric Wulf disse. “Lucien Antonescu é o
príncipe das trevas.”
Jon concordou. “Sim,” disse ele. “Nós sabemos. Ele tem um castelo e
outras coisas.”
“Não,” disse Alaric de novo, balançando a cabeça. “O príncipe das
trevas.”
Jon olhou para Meena, em seguida, voltou para Alaric, e depois
voltou para Meena novamente. “O príncipe das... ele disse o que eu
acho que ele disse?”
Meena revirou os olhos. “Desculpa ser chata,” disse ela, tão
docemente quanto possível, para Alaric. “Mas Lucien não é o diabo.”
“Eu não disse que ele era o diabo,” disse Alaric. Ele tirou seu casaco,
depois o escovou cuidadosamente com a mão antes de ir pendurá-lo
perfeitamente em um dos ganchos decorativos da porta. Então,
depois passando por cima das rosas espalhadas e pedaços de
BlackBerry, para não mencionar os recipientes de comida chinesa,
inclinou-se para dar um tapinha apreciativo sobre a cabeça de Jack
Bauer, antes de dizer, “Ele é o príncipe das trevas. O todo-poderoso.
O líder das criaturas da noite.”
Meena e Jon trocaram olhares. Então Meena disse, mais uma vez
tentando manter seu tom desprovido de impertinência—já que ele
aparentemente encontrou sua voz tão irritante—"Estou confusa
então. Eu pensei que o príncipe das trevas era o diabo.”
“O diabo é a personificação do mal e inimigo de Deus e da
humanidade,” disse Alaric. Ele atravessou a sala e sentou na poltrona
que Meena havia passado uma hora ou não escrevendo, depois de
dar-lhe um olhar significativo primeiro—ele não parecia muito feliz
com a decoração de Meena. “O príncipe das trevas é o ungido, que
executa as obras do diabo, o lado mortal do inferno.”
“Espere,” disse Meena, piscando. “Você está dizendo...”
“Sim,” disse Alaric. “Isso é exatamente o que estou dizendo.”
Jon olhou em branco. “Eu não entendo. Ele é o diabo ou não?”
“Lucien Antonescu,” Alaric disse, “é um vampiro. Não apenas
qualquer vampiro, mas o governante de todos os vampiros.”
Capítulo trinta e sete
8:00 da noite. EST, Sexta-feira, 16 de Abril
910 Park Avenue. Apto 11B
Nova Iorque, Nova Iorque
Alaric Wulf estava olhando para ela. Seus olhos eram realmente
muito azuis.
Alarmantemente azuis. Se fosse qualquer outra pessoa—se Meena o
conhecera em qualquer outro lugar—ela teria dito: “Que homem
atraente.”
Mas desde que ele a atacou em sua própria casa com uma espada e
agora acusa o namorado de ser um vampiro, ela apenas terá que
dizer que foi uma vergonha e que esse bom aspecto foram
desperdiçados em alguém assim... tanto faz o que ele era.
“Irmão Jon,” disse ele. Seu olhar era tão intenso, que parecia
perfurar ela até o sofá, muito do mesmo modo que o peso de seu
corpo tinha perfurado o chão. “Pegue para sua irmã algo para beber
agora. Alguma coisa açucarada. Ela não sabe ainda. Mas ela vai
precisar em alguns minutos.”
“Uh,” Jon disse. “Okay.” E ele se levantou para ir para a cozinha.
“Com licença,” disse Meena. O que havia de errado com esse cara?
“Mas eu posso realmente pegar minha própria bebida.”
“Não,” disse Alaric. “Fique onde está. Você não é confiável.”
Meena levantou as palmas das mãos em sinal de protesto. “O quê?”
disse. Ela não poderia ajudar com uma gargalhada, mesmo que tudo
fosse tão... triste. “Por quê? Porque eu namoro um suposto
vampiro?”
“Ele não é suspeito,” disse Alaric. “E sim. Você é seu aliado agora.”
“Um aliado!” Agora Meena tinha ouvido de tudo. “O quê? Eu estou
infectada porque eu sai com Lucien?”
“Você pode colocá-lo assim, sim,” disse Alaric. “É certamente uma
forma de infecção. Você está pegando essa soda ou não, Irmão Jon?”
“Soda à caminho,” ele chamou da cozinha.
“Jon,” Meena chamou a partir do sofá. “Enquanto você estiver aí,
coloque um pouco—”
“Não dê ouvidos a ela,” disse Alaric. “Ela vai lhe dizer em algum tipo
de código que apenas vocês dois conhecem, porque vocês são
irmãos, para chamar a polícia em seu celular. Mas se você fizer isso,
vou matá-lo e depositar seu corpo em um lugar onde ninguém vai
encontra-lo. O rio, eu acho. Seu porteiro é tão estúpido, ele não vai
notar se eu deixar esse prédio carregando um corpo em um tapete
enrolado.”
Jon enfiou a cabeça para fora da passagem para dar uma olhada em
Meena. “Sim,” disse ele. “Eu só estou indo pegar um par de Coca-
Cola e evitar toda essa coisa de estar-enrolado-em-um-tapete, ’kay,
Meen?”
Ela olhou para ele. “Sim, muito bom, Jon.” Ela olhou para Alaric. Ela
podia lidar com isso. Não era diferente do que uma das birras Eusou-
tão-gorda de Taylor. Bem, talvez um pouco diferente.
“Olha, Sr., uh, Wulf. Eu aprecio sua tentativa de me avisar sobre isso.
Eu realmente aprecio. Mas não há tal coisa como vampiros. Eles são
artificiais. Nós escritores os levamos para cima. Lamento que fizemos
um bom trabalho e deixamos todo mundo paranóico, mas é verdade.
Eles são fictícios. Culpe Bram Stroker. Ele começou.”
“Não, ele não tinha, na verdade,” disse Alaric. “Eles já existiam muito
antes de Stoker sequer ter nascido, em quase todas as culturas e em
quase todos os continentes do planeta. Eles são como os
mosquitos.... eles se alimentam do sangue dos outros. Eles não
podem existir sem um hospedeiro.”
“E como você,” perguntou Meena, jogando junto. “sabe muito sobre
eles?”
“Eu batalho com vampiros quase diariamente em minha profissão,”
ele disse em uma voz entediada. “Eles são criaturas repugnantes e
brutais. Um grupo deles quase matou meu parceiro há alguns
meses.”
“Oh, realmente,” disse Meena. Ela cruzou as pernas e agora estava
sacudindo um pé descalço para cima e para baixo. Vampiros! Sério?
Supere isso, Harper, Shoshona tinha dito. Eles estão em toda parte.
Você não pode escapar deles.
Não era justo. Por que ela não podia escapar dos vampiros estúpidos?
Trabalho, TV, salão de Leisha, e agora aqui, em casa.
Eles realmente estavam por toda parte. Até mesmo bonito—mas
obviamente perturbado—o desconhecido que invadiu seu
apartamento, tentando matá-la, estava delirando sobre eles.
“Eles nos encurralaram em um armazém fora de Berlim,” continuou
ele, olhando para longe. “Foi em parte por culpa minha. Eu fico
arrogante. Eu pensei que não havia tantos deles e que eu poderia
leva-los. Mas havia mais do que eu pensava, e que nos pegou de
surpresa. Aqui.” Ele enfiou a mão no bolso interno do casaco escuro
esportivo e bem justo que usava. “Esta é uma foto de como o meu
parceiro se parece agora. Seu nome é Martin.”
O que Meena viu quando ele entregou a sua foto enviou uma onda de
choque físico através dela.
Ela não estava esperando... isso. Era uma foto de um homem com
uma metade do rosto. Onde deveriam ser suas feições, havia apenas
a metade inferior do crânio.
Ele tinha sido claramente retalhado por presas.
Meena só podia olhar.
Alaric tirou a foto de seus dedos fracos e disse, guardando-a, “Mas
uma foto, eu sei, não prova nada. Em seguida você vai dizer que o
que aconteceu com o seu rosto poderia ter acontecido em um
acidente de carro.”
Meena gaguejou, “Eu... Eu não ia dizer isso.”
Ela não sabia o que ia dizer. Ela olhou para Jon. Ele ainda estava
ocupado na cozinha com as sodas. Ela desejou que ele se apressasse.
Ela estava se sentindo cada vez menos certa de que Alaric Wulf
estava enlouquecendo a cada segundo.
Por que deveria ser mais irritante para ela do que a alternativa,
Meena não tinha certeza.
“Aqui,” disse Alaric. “Estas são as fotos de quatro meninas que foram
recentemente assassinadas em sua cidade, seus corpos encontrados
em parques da cidade na manhã seguinte, nus e todos seus sangues
drenados.”
Ele espalhou as quatro fotos sobre a mesa de café em frente à
Meena. Eram fotos das mulheres, retiradas do peito para cima. A
única coisa que todas tinham em comum eram as várias marcas de
mordida que elas tinham não apenas na garganta, cercado por feios
hematomas roxos e verdes, por toda parte, como se tivessem sido
selvagemente atacadas por alguém...
Ou algo assim.
Meena olhou para as fotos abaixo. Jon, voltando da cozinha,
segurando três copos de refrigerante, se juntou a ela no sofá e olhou
para as fotos também.
“São essas as garotas que estão sendo reportadas no jornal?”
perguntou ele.
“Sim,” disse Alaric.
“Mas não disseram nada sobre elas terem morrido por terem sido
mordidas,” disse Jon. “Disseram que elas morreram por terem sido
estranguladas.”
“Porque o gabinete do prefeito não quer pânico,” disse Alaric.
“Mas você não está dizendo que Lucien fez isso,” disse Meena, numa
voz débil, incapaz de desviar seu olhar para longe das fotos. Ela
trabalhava em um mundo onde fotos como estas eram falsificadas
todos os dias... um mundo onde enganar expectadores a acreditar
que algo tão incrível pudesse acontecer era do que ela e seus colegas
escritores se esforçavam. Ela estava tentando desesperadamente
encontrar algum sinal de que as fotos tinham sido falsificadas, que
tinham sido uma invenção de alguém como ela mesma ou Shoshona.
Mas as imagens eram dolorosamente reais. Ele reconheceu os rostos
das meninas pelas fotos que ela viu no jornal. Fotos que tiveram o
cuidado de mostrar apenas o queixo.
“Não,” disse Alaric, tomando um gole de seu refrigerante. “O príncipe
não está por trás desses assassinatos... na medida em que ele
próprio não os executa. Mas um de sua espécie fez. Um de seus
subordinados.”
“Subordinados?” Ela olhou para ele. “Você disse que eu sou uma
aliada.”
Ele encolheu os ombros largos. “Diferentes tipos de subordinados.
Para se tornar um vampiro, deve ser mordido três vezes, depois
beber o sangue do próprio anfitrião. Entendo que você não fez isso
ontem à noite, não é?”
Os olhos de Meena se arregalaram com horror. Jon, recostando-se
sobre a poltrona, levantou as sobrancelhas até o limite.
“Whoa,” disse ele. “Eu já ouvi de alguns pervertidos, mas isso é—”
Meena o interrompeu. Porque, realmente, ela tinha ouvido falar o
tanto quanto podia.
“Com licença,” disse ela, sabendo que ela estava batendo porque, de
repente, ela estava com medo... medo das fotos que ela tinha
acabado de ver, mas não tinha uma forma racional para explicar.
Mas, mais que isso, com medo de algumas coisas que ela de repente
começou a juntar em sua mente.
“Mas você não pode simplesmente vir aqui e esperar que nós
acreditemos que há essa conspiração gigantesca de vampiro lá fora,
que o resto da humanidade não sabe nada sobre o meu namorado,
mas que é o cabeça, e que, de alguma forma, têm sido secreto. Quer
dizer, o que você é, afinal? Algum tipo de caçador de vampiros?”
“Sim,” Alaric disse simplesmente.
Meena cedeu contra o encosto do sofá. “Oh,” ela disse. “Certo. É
claro que você é.”
Porque depois da semana que ela teve, o que mais ele iria ser?
“Sério?” Jon perguntou. Ele parecia animado. “Como você começa
um trabalho como esse? Existem benefícios?”
“Você tem que começar a treinar muito jovem,” Alaric disse, sem
tirar o olhar de Meena. “E há um congelamento nas contratações
agora.”
“Sim,” disse Jon. “Claro. Há congelamento de contratações em
qualquer lugar. Mas a questão é, eu acho que eu iria ser um exemplo
em uma posição como essa. Porque você sabe, eu sou muito bom
com as minhas mãos, e eu realmente sempre odiei muito os
vampiros. Quero dizer, Drácula era meu filme favorito quando eu era
criança. Diga a ele, Meen. A parte onde a estaca nele—”
“A decapitação é mais eficaz,” Alaric disse, ainda não tirando seus
olhos de Meena.
“Agora, veja,” Jon disse, “Eu seria ainda melhor nisso. Eu estava no
meu time de beisebol no ensino médio. Eu poderia realmente usar
um bastão. Meena, sério. Diga a ele.”
Meena não disse nada. Ela estava assistindo Alaric. Ele enfiou a mão
no bolso novamente. Desta vez ele tirou uma pequena medalha de
ouro, que ele arremessou para baixo no centro da mesa do café,
casualmente, como se fosse uma moeda. Jon pegou-a e segurou-a na
direção da luz da lâmpada ao lado do sofá.
“Legal,” disse ele, olhando para Alaric. “O que é isso? Eu reconheço
isso. De um lado... Isso não é...?
“O selo papal,” Alaric disse no mesmo tom aborrecido, ele parecia
usar habitualmente.
“O Papa?” Jon olhou para ele. “De jeito nenhum.”
“Esse é meu patrão,” Alaric continuou a olhar para Meena. Ela olhou
de volta para ele.
Ela percebeu em uma parte destacada de seu cérebro que sua boca
era pequena demais para o resto do seu rosto.
O resto do seu cérebro estava gritando que não podia ser verdade.
Não era verdade. Ela e Lucien tiveram toda aquela longa conversa
sobre vampiros, na volta ao seu apartamento...
Oh. Deus.
“E o que é isso no verso?” Jon perguntou. “Meena, aqui, olhe você
para ele.”
Meena tomou o medalhão dele. Ela podia ver claramente a imagem
no verso
Era de um cavaleiro montado. Matando um dragão.
Ela prendeu a respiração.
“São Jorge?” Seu coração torceu.
“O santo padroeiro da Guarda Palatina,” disse Alaric. “A minha
ordem. São Jorge e Santa Joana são os padroeiros dos soldados. São
Jorge com o dragão—”
“Eu sei,” disse Meena rapidamente. De repente, era difícil respirar.
“Hey,” disse Jon animadamente. “Lucien não disse algo sobre dragões
na nota que ele escreveu para você, Meena? Que você matou o
dragão?”
“Sim,” disse Meena. Por que Jon não calava a boca de uma vez? Seu
coração batia tão forte, ela mão conseguia respirar.
Alaric, ela percebeu, tinha levantado uma única sobrancelha marrom.
“Ele escreveu para você?” perguntou ele.
“Sim,” disse Jon, levantando-se e cruzando para a mesa de jantar
onde a carta de Lucien repousava, ao lado da sacola que ele enviou
para ela. “O bilhete está certo—”
“Não,” disse Meena, seu coração batendo ainda mais difícil quando
ela se lançou para cima do sofá. “Jon, não dê a ele—”
Mas Alaric foi, como normalmente, muito rápido para ela. Ele foi até
sua cadeira e jogando um braço pesadamente em sua cintura,
balançava seus pés para fora antes que ela tivesse dado mais de um
único passo.
“Me de a nota,” ele disse, ainda segurando Meena e lutando com ela,
Jon estava surpreso com este rumo dos acontecimentos, ficou ali no
espaço entre os vivos e a sala de jantar, olhando para eles, a carta
de Lucien em sua mão.
“Não dê a ele a nota, Jon!” Meena gritou com voz rouca, atacando as
pernas de Alaric com os pés descalços.
Que é claro que ele não sentiu nada.
Ela não sabia porque se sentia tão determinada a manter a nota dele.
Foi simplesmente indispensável que ele não visse.
Mas era tarde demais. Jon entregou o envelope prata para Alaric,
quem deixou Meena, abriu a nota e examinou o conteúdo. Meena
olhou tristemente para o irmão.
“É apenas uma nota, Meen,” Jon disse com um encolher de ombros.
“Não tem nem sequer o seu endereço ou qualquer coisa sobre ele.
Está tudo bem.”
Mas não estava tudo bem.
Especialmente quando Alaric ergueu os olhos e disse: “Dragão em
romeno é Dracul.”
“O quê?” disse Meena. Ela não entendeu.
“Dragão,” Alaric disse casualmente. “Quando ele lhe diz em sua nota
que você matou o dragão, ele quer dizer a si mesmo. A palavra
dragão em romeno é Dracul. Drácula.”
Meena inalou nitidamente. A sala começou a balançar um pouco.
“Espere,” disse Jon. “Então, São Jorge realmente não estava matando
dragões? Ele estava matando vampiros? Os dragões em todas as
imagens deveriam ser metáforas para vampiros ou algo assim?”
Mas neste dia, ela se lembrou de Lucien dizendo no museu, não há
donzela na aldeia, tirando a filha do rei. Ela corajosamente ia a beira
da água, apesar dos protestos de seu pai, esperando para morrer.
Mas olha quem apareceu... um cavaleiro chamado Jorge, que vai
matar o dragão...
Não era de admirar que Lucien não parecia muito feliz quando ela o
dirigiu para aquela foto em especial.
“Acho que vou ficar doente,” disse Meena. De repente, sua cabeça
latejava. Ela pensou que poderia desmaiar.
“Sente-se,” Alaric disse, empurrando-a de volta para baixo no sofá
novamente. Só que desta vez, mesmo que ela tivesse que admitir,
ele fez isso com cuidado.
“Não, sério” disse ela. A sala estava inclinando na frente dela. “Eu
tenho que—”
“Beba o refrigerante,” disse ele. “O açúcar vai ajudar.” Sua mão no
ombro dela estava quente. Ela lembrou—com outra guinada no
estomago—que as mãos de Lucien nunca tinham sido quentes.
Elas sempre foram frias. Estranhamente frias.
Mesmo os lábios, quando eles deslizavam sobre seu corpo, tinham
sido frios...
“Oh, Deus,” disse ela. Ela bebeu alguns goles do refrigerante, em
seguida, baixou a cabeça entre os joelhos. Se ela não tivesse um
pouco de sangue de volta para suas têmporas, ela com certeza ia
desmaiar.
“Mas não há tal coisa como vampiros,” disse ela a seus pés descalços.
“Não há tal coisa. Não há tal coisa...”
Parecia que quanto mais Meena repetia, mais provável fosse a
realidade.
Mas muitas coisas da noite anterior—incluindo a memória da própria
voz de Lucien—vieram à tona para ela.
Mas você acredita que a Santa Joana ouvia vozes, ele tinha dito.
Como pode uma mulher educada como você, acreditar nisso e não
em criaturas da noite?
Criaturas da noite.
Oh, meu Deus.
Era verdade. Era verdade.
“Beba seu refrigerante.” Ela ouviu a voz de Alaric pedindo-lhe
gentilmente. “Enquanto isso, quero lhe contar sobre um homem
chamado Vlad Tepes.”
Meena, sua cabeça ainda entra os joelhos, resmungou, logo que
ouviu o nome.
“Oh,” Alaric disse, soando agradavelmente surpreendido. “Você já
ouviu falar desse homem? Bem, eu vou dizer a seu irmão sobre ele,
então. Vlad Tepes era um príncipe de uma parte da Roménia
chamada Valáquia... que é hoje mais conhecida como Transilvânia—”
Meena gemia mais alto. Não Transilvânia. Qualquer coisa menos
Transilvânia. “Ele era um homem brutal e cruel, que impiedosamente
recorreu a um método de tortura que você pode ter ouvido falar
chamado de empalamento—”
“Espere,” disse Jon. “Você está falando de Vlad, o Empalador?”
Estou,” disse Alaric, se animando um pouco mais. “Vejo que você já
ouviu falar dele.”
“Todo mundo ouviu falar de Vlad, o Empalador,” disse Jon.
“Empalamento era quando, como método de tortura, uma longa
estaca, geralmente muito afiada, era empurrada na vitima através de
vários orifícios—”
“Eu preciso de algo mais forte do que apenas uma Coca-Cola,” Meena
sentou-se e disse de repente. “Uísque. Eu preciso de uísque. Oh,
Deus—”
O quarto balançava perigosamente, e ela rapidamente colocou a
cabeça para trás e para baixo, entre os joelhos.
“Uísque não,” Alaric disse com firmeza.
“Por que ela não pode ter uísque?” Jon perguntou.
“Então ela vai ficar bêbada e ligar para o vampiro,” disse Alaric. “E
adverti-lo sobre mim, e eu vou perder o elemento surpresa. Já
aconteceu antes. Vlad, o Empalador,” continuou ele, “declarou que
Romênia é moderna desde 1456 a 1462 . Ele era conhecido por suas
excepcionais punições cruéis, tanto de seus inimigos e até mesmo de
seus próprios serventes, embora seja impossível dizer quantas
pessoas ele matou, na verdade. Ele pode ter empalado de cem mil
pessoas ou mais, deixá-los morrer lentamente em dor intensa,
algumas vezes por dias, em longas estacas ao longo da estrada que
leva ao palácio, como uma forma de intimidar os visitantes de sua
terra natal.”
Meena fechou os olhos, desejando que ela pudesse fechar as suas
palavras.
Mas não podia, mais do que ela poderia desejar voltar no tempo, ao
ponto em que o porteiro teve que cochichar, dizendo que ela tinha
uma entrega.
Alaric Wulf não era uma entrega qualquer que jamais poderia ser
procurado. Agora ela sabia como todos deviam se sentir quando ela
tinha lhes dado a noticia sobre sua morte iminente.
“O próprio Vlad disse ter sido morto em batalha contra os turcos em
1476. Ele foi decapitado e sua cabeça foi levada em uma lança para o
sultão em Istambul, para provar que ele estava morto.”
Jon parecia desapontado. “Então. Não é um vampiro.”
Meena levantou a cabeça cheia de esperança.
“Talvez. Ou talvez não era Vlad Tepes. Ele foi enterrado em uma ilha
monastério perto de Bucareste,” disse Alaric, continuando, “mas
quando o seu túmulo foi escavado recentemente, foi...”
“O quê?” Jon perguntou ansiosamente.
“... encontrado vazio,” disse Alaric.
Jon parecia confuso. “Então, onde ele está?”
Alaric olhou ele e Meena pacientemente.
“Vlad Tepes é mais conhecido em seu país natal por seu nome de
batismo, Vlad o Dragão, por seu serviço à Ordem Húngara do
Dragão,” continuou ele. “Ou, se você usar o romeno para dragão,
Vlad Dracul.” Ele olhou para Meena, o seu olhar de olhos azuis
inabaláveis.
“Para o mundo Anglo-Saxão mais conhecido como a inspiração para
Bram Stoker, Drácula.”
Meena prendeu a respiração. Ela tanto sabia e temia o que estava por
vir. Sabia que assim como ela jamais conheceu algo em sua vida. Ela
apenas mais termia esquecer as palavras que ela jamais ouviu falar.
“Lucien Antonescu,” Alaric disse, “é filho de Vlad Drácula.

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